Jean François Bory - França
Local de nascimento: Paris
Data de nascimento: 5 de fevereiro de 1938
BIOGRAFIA EM PORTUGUÊSJean François Bory é poeta, escritor, artista visual, editor, crítico de arte, ensaísta, realizador de cinema experimental e performer francês, nascido em Paris em 1938. Sua trajetória ocupa posição importante na história internacional da poesia concreta, poesia visual, poesia sonora, poesia experimental, livro de artista e práticas intermedia desenvolvidas desde os anos 1960. O Centre Pompidou registra Bory como artista francês nascido em Paris em 1938 e atuante em Paris. Há divergência entre fontes sobre o dia e o mês de nascimento. As Éditions de l Attente e outras fontes ligadas diretamente ao artista informam 2 de maio de 1938, enquanto o Centre national des arts plastiques registra 5 de fevereiro de 1938. A Bibliothèque nationale de France confirma o ano de 1938 sem resolver essa divergência.Bory passou parte decisiva de sua infância e juventude na Ásia, especialmente no Vietnã. Aos doze anos, enquanto estudava no liceu de Hué, criou com colegas uma revista literária manuscrita intitulada L Encrier. Entre 1958 e 1961 esteve na Argélia durante a guerra, na região montanhosa de Ouarsenis. Em 1962 retomou os estudos e posteriormente trabalhou na Agence France Presse, tendo também exercido atividade junto a um gabinete ministerial. Em 1972 abandonou definitivamente o trabalho assalariado para dedicar sua vida à escrita, à edição e à criação artística.Desde meados da década de 1960, Jean François Bory desenvolveu uma investigação na qual a palavra deixou de funcionar somente como veículo verbal para tornar se matéria visual, espacial, sonora e objetual. Letras, sinais de pontuação, máquinas de escrever, páginas, livros, fotografias, objetos tridimensionais e estruturas tipográficas passaram a constituir elementos fundamentais de sua linguagem. Sua produção aproxima literatura e artes visuais sem eliminar a identidade poética da obra. O rigor da composição, frequentemente em preto e branco, aproximou muitos de seus primeiros trabalhos da poesia concreta e da typewriter art.Em 1965 e 1966 surgem trabalhos e publicações fundamentais de sua primeira fase, entre eles Fiction Fonction et comment savoir et savoir comment, Arithmetic Texts, Plein signe, Whispering, Bêche e Bientôt le livre. Arithmetic Texts foi publicado pela Gallery Number Ten de Londres como conjunto de folhas soltas, enquanto Plein signe explorava sinais de pontuação como unidades de construção poética. Sua exposição na Gallery Number Ten, em Londres, em 1966, integra os primeiros momentos de afirmação internacional de sua poesia concreta e visual.No mesmo período Bory participou ativamente da criação de revistas e estruturas editoriais experimentais. Approches surgiu em meados dos anos 1960 e teve quatro números. A publicação apresentou trabalhos de uma rede internacional que incluía Max Bense, Henri Chopin, Augusto de Campos, Haroldo de Campos, Décio Pignatari, John Furnival, Franz Mon, Gerhard Rühm, Jirí Kolá?, Carlfriedrich Claus, Dom Sylvester Houédard, Edgardo Antonio Vigo, Eugenio Miccini, Julio Campal, Ernesto Manuel de Melo e Castro, Richard Kostelanetz e Seiichi Niikuni. Uma documentação bibliográfica registra Jean François Bory e Julien Blaine na direção de Approches entre 1966 e 1969.Essa presença de Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari em uma publicação dirigida por Bory demonstra uma conexão precoce com a poesia concreta brasileira. O vínculo com o Brasil não deve, contudo, ser confundido com filiação ao Poema Processo. Jean François Bory não foi integrante do movimento brasileiro Poema Processo. Sua relação com esse campo ocorreu pela rede internacional da nova poesia, pela circulação editorial e pela participação em exposições que colocaram lado a lado poetas experimentais franceses, brasileiros, latino americanos e europeus.Em 1967 Bory participou de importantes acontecimentos internacionais. Fontes registram sua presença em Segni nello spazio em Trieste, em Parole sui muri em Fiumalbo e na Biennale de Paris. Na Biennale de Paris apresentou objetos poemas e grandes letras tridimensionais. Também participou das experiências de poesia sonora e performance realizadas na Kunsthalle de Berna.Em 1968 publicou Logorinthe pela Lerici Editore, em Roma, e organizou Once Again para a New Directions, em Nova York. Once Again reuniu dezenas de poetas e constitui um documento importante da internacionalização da poesia concreta e visual. A editora New Directions apresenta Bory como escritor, poeta visual e artista francês associado à nova poesia concreta internacional.Em janeiro de 1968, após encontro com Jochen Gerz ocorrido em Paris no contexto de uma conferência de Max Bense, Bory e Gerz desenvolveram Agentzia. O projeto pretendia ser mais do que uma revista, funcionando como agência poética capaz de editar livros, promover exposições, organizar eventos e publicar experiências de vanguarda. A documentação especializada situa Agentzia principalmente entre 1970 e 1972, embora sua concepção remonte ao encontro entre Bory e Gerz em 1968.Também em 1968 Bory realizou Saga, obra cinematográfica experimental baseada na tentativa de construir uma linguagem com letras tridimensionais. O cinema, a fotografia, o livro objeto e o objeto palavra permaneceriam associados ao seu trabalho nas décadas seguintes. O acervo do Centre Pompidou preserva uma obra intitulada Saga, datada de 1968.Uma conexão particularmente importante com o Poema Processo ocorreu em 1969 na Exposición Internacional de la Nueva Poesía Liberarse, organizada por Clemente Padín e OVUM 10 em Montevidéu. Jean François Bory participou ao lado de Julien Blaine, Alain Arias Misson, Pierre Garnier, Jochen Gerz, Paul de Vree, Edgardo Antonio Vigo, Eugenio Miccini, Sarenco e diversos outros representantes da poesia experimental internacional. O núcleo brasileiro incluía Álvaro de Sá, Neide Sá, Wlademir Dias Pino, Moacy Cirne, Anchieta Fernandes e numerosos participantes vinculados ao Poema Processo. Essa exposição constitui evidência documental da presença de Bory dentro da mesma rede internacional em que circulavam protagonistas históricos do Poema Processo, sem significar que Bory tenha integrado o movimento brasileiro.No início da década de 1970 Bory consolidou outra de suas contribuições fundamentais, a revista L Humidité. Criada em 1970 e dirigida por ele até 1978, a publicação alcançou vinte e cinco números e funcionou como laboratório editorial para poesia visual, poesia experimental, performance, body art, arte sociológica, novo realismo, mail art e outras práticas contemporâneas. Ao invés de tratar a revista apenas como veículo de reprodução, Bory a concebeu como espaço artístico e como objeto em si.L Humidité colocou em circulação trabalhos e textos de artistas, poetas e pensadores de diferentes gerações e países, entre eles Vito Acconci, Nanni Balestrini, Ben Vautier, Max Bense, Gianni Bertini, Henri Chopin, Jochen Gerz, Bernard Heidsieck, Hannah Höch, Ray Johnson, Michel Journiac, Kitasono Katue, Yayoi Kusama, Eugenio Miccini, Manfred Mohr, ORLAN, Gina Pane, Pierre Restany, Sarenco, Daniel Spoerri e muitos outros. A revista conectava as vanguardas históricas a experimentações contemporâneas e desempenhava função importante numa rede internacional de publicações independentes.Sua relação com a poesia brasileira continuou para além da primeira fase da poesia concreta. O arquivo Jean François Bory preservado pela Beinecke Rare Book and Manuscript Library da Yale University contém documentação relativa a uma tradução francesa de Galáxias de Haroldo de Campos, associada a Bory e ao próprio Haroldo. A correspondência de Haroldo de Campos também registra Bory dentro da rede europeia de contatos que o poeta brasileiro procurava desenvolver desde os anos 1960.Em 1971 e 1972 Bory aparece igualmente em redes experimentais associadas ao Signalismo iugoslavo e à comunicação postal internacional. Documentação relacionada à revista Signal e às manifestações signalistas registra Jean François Bory entre os artistas estrangeiros conectados a Miroljub Todorovi?, ao lado de Augusto de Campos, Clemente Padín, Edgardo Antonio Vigo, Julien Blaine, Sarenco, Eugenio Miccini, Paul de Vree e outros.Em 1972 publicou Sans titre, Made in Machine e um estudo dedicado a Raoul Hausmann. Nesse mesmo momento desempenhou papel significativo na recuperação crítica de Hausmann, ligado historicamente ao Dada de Berlim, e organizou uma exposição do artista no Studio Brescia, na Itália. A relação entre livro, tipografia, máquina, memória das vanguardas e cultura tecnológica tornou se um eixo recorrente de sua produção.Durante os anos 1970 Bory ampliou sua pesquisa sobre máquinas de escrever, mecanização da linguagem, livros e objetos. Poèmes mécaniques, publicado em 1975, sintetiza parte dessa investigação. Em sua produção plástica aparecem máquinas de escrever transformadas em objetos escultóricos, pilhas de livros, fotografias ampliadas de livros, colagens, fotomontagens e construções nas quais a palavra se torna simultaneamente signo, matéria e imagem.Em 1974 Bory integrou redes internacionais de poesia visual que aproximavam artistas como Sarenco, Julien Blaine, Paul de Vree, Alain Arias Misson, Eugenio Miccini, Lucia Marcucci, Luciano Ori e Michele Perfetti. Algumas fontes utilizam para esse contexto a denominação International Group of Visual Poetry. Posteriormente, Bory também aparece ligado ao grupo Logomotives, formado no início dos anos 1980 por Sarenco e constituído por artistas que retomavam criticamente o problema do signo, da palavra e dos meios de comunicação.Sua produção editorial tornou se excepcionalmente extensa. Entre os livros e publicações encontram se Post Scriptum de 1970, Sans titre de 1972, Made in Machine de 1972, Poèmes mécaniques de 1975, Poèmes mécaniques 2 de 1981, Complot de famille de 1982, Un auteur sous influence de 1986, Pas tout le même jour de 1988, Poésies provisoires de 1991, La poésie est de 1992, L Âge de bronze de 1993, Pound provisoirement posthume de 1998, L auteur, une autobiographie de 2001, Anthologie provisoire de 2002, Roussel S.A.R.L. de 2003, Japon, le retour de 2004, Cinéma intégral de 2006, Bienvenue Monsieur Gutenberg, Poemi senza parola, Calligrammes et compagnies, Sgowefygtom, Provisoire e Terminal language.Bory também escreveu sobre fotografia, literatura e história da arte. Produziu estudos sobre Nadar, Victor Hugo, Félicien Rops, Charles Meryon, Forain, Caran d Ache, Raoul Hausmann, Ivan Messac e outros artistas e escritores. Realizou ainda entrevistas com Pierre Restany publicadas em Une vie dans l art. A Bibliothèque nationale de France registra a edição de 1983 de Une vie dans l art, publicada por Ides et Calendes, embora algumas bibliografias posteriores indiquem 1985.As leituras públicas e performances constituíram outro eixo essencial de sua trajetória. Bory apresentou poemas em festivais e encontros internacionais, desenvolvendo uma dimensão oral e sonora paralela à visualidade de suas páginas e objetos. Registros do Centre Pompidou documentam sua participação no festival Polyphonix em 1982 e em atividades relacionadas a DOCKS no mesmo ano. Gravações posteriores preservam poemas e performances vocais de Bory ao lado de Julien Blaine e Bernard Heidsieck.Em 1993 participou de Poésure et Peintrie, importante exposição realizada na Vieille Charité, em Marselha, dedicada às relações entre poesia e artes visuais. Em 2001 seu trabalho integrou Les Années Pop no Centre Pompidou. Em 2003 o Centre Pompidou realizou o encontro Surpris par la Poésie dedicado a Jean François Bory. A instituição também preserva registros audiovisuais de suas performances.Em 2006 sua trajetória foi objeto de diversas publicações e projetos, entre eles Jean François Bory, A life made with words, organizado por Jacques Donguy e publicado por Francesco Conz, Incessante lettura, de Sarenco, e o catálogo Jean François Bory Objets Romans Essais Poésies Films Photomontages Disques Lectures Publiques Vidéos Calligrammes, relacionado à Villa Tamaris.Uma ampla monografia organizada por Jacques Donguy foi publicada no final da década de 2010 com apoio do Centre national des arts plastiques e apresentada no Centre Pompidou em janeiro de 2020. A obra, com 592 páginas, reúne estudos, documentos, reproduções, entrevistas, bibliografia, filmografia, exposições, performances e informações sobre coleções, constituindo uma referência fundamental para o estudo de Bory.A documentação de Jean François Bory está preservada em importantes instituições. O Centre Pompidou possui obra e registros audiovisuais relacionados ao artista. A Beinecke Rare Book and Manuscript Library da Yale University conserva os Jean François Bory Papers, fonte de grande importância para o estudo de sua produção literária, editorial, artística e de suas relações internacionais. A Fondazione Bonotto preserva livros e publicações de Bory, entre elas Scritto misto, Anthologie provisoire, Poemi senza parola, L Humidité e diferentes monografias.A contribuição histórica de Jean François Bory reside justamente na recusa das fronteiras fixas entre poema, página, objeto, imagem, som, cinema, performance e edição. Sua obra demonstra como a poesia poderia abandonar a linearidade exclusivamente verbal e ocupar sistemas gráficos, máquinas, objetos e meios de comunicação. Dentro da história relacionada ao Poema Processo, Bory deve ser compreendido como artista internacional contemporâneo ao movimento brasileiro e participante das mesmas redes transnacionais de nova poesia. Sua presença ao lado de Álvaro de Sá, Neide Sá, Wlademir Dias Pino e Moacy Cirne na exposição Liberarse de 1969, além de suas relações editoriais com Augusto de Campos e Haroldo de Campos, estabelece uma conexão documental importante entre a poesia experimental francesa e as vanguardas poéticas brasileiras.
English
BIOGRAPHY IN ENGLISHJean François Bory is a French poet, writer, visual artist, editor, art critic, essayist, experimental filmmaker and performer born in Paris in 1938. His career holds an important place in the international history of concrete poetry, visual poetry, sound poetry, experimental poetry, artists books and intermedia practices since the 1960s. The Centre Pompidou records Bory as a French artist born in Paris in 1938 and working in Paris. Sources disagree concerning the precise day and month of his birth. Éditions de l Attente and other sources closely connected with the artist give 2 May 1938, whereas the Centre national des arts plastiques gives 5 February 1938. The Bibliothèque nationale de France confirms 1938 without resolving this discrepancy.Bory spent a decisive part of his childhood and youth in Asia, particularly in Vietnam. At the age of twelve, while attending the lycée in Hué, he created with fellow students a handwritten literary magazine entitled L Encrier. Between 1958 and 1961 he was in Algeria during the war in the Ouarsenis region. In 1962 he resumed his studies and later worked for Agence France Presse, also working in connection with a ministerial office. In 1972 he permanently left salaried employment in order to devote himself to writing, publishing and artistic creation.From the mid 1960s onward, Jean François Bory developed an artistic investigation in which the word ceased to function solely as a verbal vehicle and became visual, spatial, sonic and material substance. Letters, punctuation marks, typewriters, pages, books, photographs, three dimensional objects and typographic structures became essential components of his language. His work brought literature and the visual arts into direct contact without abandoning its poetic identity. The rigorous composition of many early works, often based on black and white graphic structures, established strong connections with concrete poetry and typewriter art.In 1965 and 1966 he produced and published several works that became central to the early phase of his career, including Fiction Fonction et comment savoir et savoir comment, Arithmetic Texts, Plein signe, Whispering, Bêche and Bientôt le livre. Arithmetic Texts was issued by Gallery Number Ten in London as a group of loose sheets, while Plein signe investigated punctuation marks as poetic units. His 1966 presentation at Gallery Number Ten belongs to the formative period of his international activity in concrete and visual poetry.During the same period Bory became deeply involved in experimental publishing. Approches appeared during the second half of the 1960s and ran for four issues. It published an international network that included Max Bense, Henri Chopin, Augusto de Campos, Haroldo de Campos, Décio Pignatari, John Furnival, Franz Mon, Gerhard Rühm, Jirí Kolá?, Carlfriedrich Claus, Dom Sylvester Houédard, Edgardo Antonio Vigo, Eugenio Miccini, Julio Campal, Ernesto Manuel de Melo e Castro, Richard Kostelanetz and Seiichi Niikuni. Bibliographic documentation identifies Jean François Bory and Julien Blaine as directors of Approches between 1966 and 1969.The inclusion of Augusto de Campos, Haroldo de Campos and Décio Pignatari in a publication directed by Bory demonstrates an early connection with Brazilian concrete poetry. This connection should not be confused with membership in the Brazilian Process Poem Movement. Jean François Bory was not a member of Poema Processo. His relationship with that context developed through the international network of new poetry, experimental publishing and exhibitions that brought French, Brazilian, Latin American and European poets into the same circuits.In 1967 Bory participated in major international events. Sources document his presence in Segni nello spazio in Trieste, Parole sui muri in Fiumalbo and the Biennale de Paris. At the Biennale de Paris he presented poem objects and large three dimensional letters. He was also involved in sound poetry and performance activities associated with the Kunsthalle in Bern.In 1968 he published Logorinthe with Lerici Editore in Rome and edited Once Again for New Directions in New York. Once Again brought together dozens of poets and became an important document in the internationalization of concrete and visual poetry. New Directions describes Bory as a French writer, visual poet and artist associated with the international development of concrete poetry.In January 1968, following a meeting with Jochen Gerz in Paris during a Max Bense lecture, Bory and Gerz developed Agentzia. The project was conceived as more than a periodical. It was intended as a poetic agency capable of publishing books, presenting exhibitions, organizing poetry events and circulating avant garde work. Specialist documentation places Agentzia primarily between 1970 and 1972, although its conception originated in the 1968 encounter between Bory and Gerz.Bory also made the experimental film Saga in 1968, using three dimensional letters in an attempt to construct a language through spatial forms. Film, photography, artists books and word objects would remain interconnected throughout his later production. The Centre Pompidou collection includes a work entitled Saga dated 1968.A particularly significant connection with the Process Poem Movement occurred in 1969 at the Exposición Internacional de la Nueva Poesía Liberarse organized by Clemente Padín and OVUM 10 in Montevideo. Jean François Bory participated alongside Julien Blaine, Alain Arias Misson, Pierre Garnier, Jochen Gerz, Paul de Vree, Edgardo Antonio Vigo, Eugenio Miccini, Sarenco and other international experimental poets. The extensive Brazilian group included Álvaro de Sá, Neide Sá, Wlademir Dias Pino, Moacy Cirne, Anchieta Fernandes and numerous participants associated with Poema Processo. This exhibition provides documentary evidence that Bory circulated in the same transnational network as historical figures of the Brazilian Process Poem Movement without implying that he was a member of that movement.At the beginning of the 1970s Bory established another major contribution, the magazine L Humidité. Created in 1970 and directed by him until 1978, it reached twenty five issues and operated as an editorial laboratory for visual poetry, experimental poetry, performance, body art, sociological art, new realism, mail art and other contemporary practices. Rather than regarding the magazine simply as a vehicle for reproduction, Bory treated it as both an artistic environment and an art object.L Humidité circulated work by artists, poets and thinkers from several generations and countries, including Vito Acconci, Nanni Balestrini, Ben Vautier, Max Bense, Gianni Bertini, Henri Chopin, Jochen Gerz, Bernard Heidsieck, Hannah Höch, Ray Johnson, Michel Journiac, Kitasono Katue, Yayoi Kusama, Eugenio Miccini, Manfred Mohr, ORLAN, Gina Pane, Pierre Restany, Sarenco and Daniel Spoerri. The magazine connected historical avant gardes with contemporary experimentation and became an important platform within the international network of independent periodicals.Bory maintained important links with Brazilian poetry beyond the first phase of international concrete poetry. The Jean François Bory Papers at the Beinecke Rare Book and Manuscript Library at Yale University preserve material relating to a French translation of Galáxias by Haroldo de Campos associated with Bory and Haroldo himself. The correspondence of Haroldo de Campos also places Bory within the European network of contacts that the Brazilian poet was developing from the 1960s onward.During 1971 and 1972 Bory also appeared within experimental networks associated with Yugoslav Signalism and international postal communication. Documentation concerning Signal and Signalist manifestations records Jean François Bory among the foreign artists connected with Miroljub Todorovi?, alongside Augusto de Campos, Clemente Padín, Edgardo Antonio Vigo, Julien Blaine, Sarenco, Eugenio Miccini, Paul de Vree and others.In 1972 Bory published Sans titre, Made in Machine and a study devoted to Raoul Hausmann. During this period he played a significant role in renewed critical attention to Hausmann and organized an exhibition of his work at Studio Brescia in Italy. The relationship between the book, typography, machinery, the memory of historical avant gardes and technological culture became a recurring dimension of Bory's work.During the 1970s Bory expanded his investigation of typewriters, mechanical writing, books and objects. Poèmes mécaniques, published in 1975, exemplifies this direction. His visual production includes typewriters transformed into sculptural objects, stacks of books, enlarged photographs of books, collages, photomontages and constructions in which the word simultaneously functions as sign, material and image.In 1974 Bory became associated with international visual poetry networks involving Sarenco, Julien Blaine, Paul de Vree, Alain Arias Misson, Eugenio Miccini, Lucia Marcucci, Luciano Ori and Michele Perfetti. Some sources identify this context as the International Group of Visual Poetry. Bory was later connected with Logomotives, a group established in the early 1980s by Sarenco and composed of artists who renewed critical investigation of signs, language and communication media.His publishing activity became exceptionally extensive. Major books and publications include Post Scriptum from 1970, Sans titre from 1972, Made in Machine from 1972, Poèmes mécaniques from 1975, Poèmes mécaniques 2 from 1981, Complot de famille from 1982, Un auteur sous influence from 1986, Pas tout le même jour from 1988, Poésies provisoires from 1991, La poésie est from 1992, L Âge de bronze from 1993, Pound provisoirement posthume from 1998, L auteur, une autobiographie from 2001, Anthologie provisoire from 2002, Roussel S.A.R.L. from 2003, Japon, le retour from 2004, Cinéma intégral from 2006, Bienvenue Monsieur Gutenberg, Poemi senza parola, Calligrammes et compagnies, Sgowefygtom, Provisoire and Terminal language.Bory also wrote extensively on photography, literature and art history. His publications address Nadar, Victor Hugo, Félicien Rops, Charles Meryon, Forain, Caran d Ache, Raoul Hausmann, Ivan Messac and other figures. He conducted a series of interviews with Pierre Restany published as Une vie dans l art. The Bibliothèque nationale de France records an edition from 1983 published by Ides et Calendes, although some later bibliographies give 1985.Public readings and performances form another essential dimension of his career. Bory presented poetry at international festivals and events, developing an oral and sonic practice parallel to the visual construction of his pages and objects. Centre Pompidou records document his participation in Polyphonix in 1982 and in activities concerning DOCKS during the same year. Later recordings preserve his vocal works alongside Julien Blaine and Bernard Heidsieck.In 1993 he participated in Poésure et Peintrie at the Vieille Charité in Marseille, a major exhibition devoted to the relationships between poetry and visual art. In 2001 his work was included in Les Années Pop at the Centre Pompidou. In 2003 the Centre Pompidou presented Surpris par la Poésie, an encounter devoted to Jean François Bory. The institution also preserves audiovisual records of his performances.In 2006 his career was examined through several publications and projects, including Jean François Bory, A life made with words, edited by Jacques Donguy and published by Francesco Conz, Incessante lettura by Sarenco, and the catalogue Jean François Bory Objets Romans Essais Poésies Films Photomontages Disques Lectures Publiques Vidéos Calligrammes connected with Villa Tamaris.A major monograph edited by Jacques Donguy was published at the end of the 2010s with support from the Centre national des arts plastiques and presented at the Centre Pompidou in January 2020. The 592 page publication brings together studies, documents, reproductions, interviews, bibliography, filmography, exhibitions, performances and collection information and constitutes a major reference on Bory's career.Documentation concerning Jean François Bory is preserved in major institutions. The Centre Pompidou holds work and audiovisual material related to him. The Beinecke Rare Book and Manuscript Library at Yale University preserves the Jean François Bory Papers, an important documentary archive for studying his literary, editorial and artistic work and his international relationships. Fondazione Bonotto preserves numerous books and publications by Bory, including Scritto misto, Anthologie provisoire, Poemi senza parola, L Humidité and several monographs.Jean François Bory's historical significance lies in his refusal of fixed boundaries between poem, page, object, image, sound, cinema, performance and publishing. His work demonstrates how poetry could move beyond exclusively verbal linearity and occupy graphic systems, machines, objects and communication media. Within the historical context of the Brazilian Process Poem Movement, Bory should be understood as an international contemporary of the movement and a participant in the same transnational networks of new poetry. His documented presence alongside Álvaro de Sá, Neide Sá, Wlademir Dias Pino and Moacy Cirne in Liberarse in 1969, together with his editorial connections with Augusto de Campos and Haroldo de Campos, establishes an important historical relationship between French experimental poetry and Brazilian poetic avant gardes.
Currículo
CURRÍCULO EM PORTUGUÊSJean François Bory atua desde os anos 1960 como poeta, artista visual, escritor, editor, crítico, ensaísta, realizador experimental e performer. Sua produção reúne poesia concreta, poesia visual, poesia sonora, livros de artista, objetos livro, cinema experimental, fotografia, fotomontagem, colagem, performance, edição de revistas e reflexão sobre as vanguardas. A relação com o Poema Processo é histórica e de rede internacional, não de filiação ao movimento brasileiro.IDENTIFICAÇÃONome principal: Jean François Bory.Nacionalidade: francesa.Nascimento: Paris, França, 1938. As fontes consultadas divergem quanto à data exata. Éditions de l Attente registra 2 de maio de 1938. O Centre national des arts plastiques registra 5 de fevereiro de 1938. A Bibliothèque nationale de France confirma o ano de nascimento como 1938.Cidade principal de atuação: Paris, França.Áreas de atuação: poesia concreta, poesia visual, poesia sonora, poesia experimental, literatura, arte visual, livro de artista, publicação de artista, edição, cinema experimental, fotografia, fotomontagem, crítica de arte e performance.FORMAÇÃO E PRIMEIROS ANOSDécada de 1940 e primeira metade da década de 1950: infância e juventude na Ásia, especialmente no Vietnã.Cerca de 1950: criação da revista manuscrita L Encrier com colegas do liceu de Hué, quando Bory tinha aproximadamente doze anos.1958 a 1961: período na Argélia durante a guerra, na região de Ouarsenis.1962: retomada dos estudos e posterior trabalho na Agence France Presse e em gabinete ministerial.1972: abandono definitivo da atividade profissional assalariada para dedicação à escrita, edição e arte.MOVIMENTOS, GRUPOS E REDESDécada de 1960: participação ativa nas redes internacionais de poesia concreta e poesia visual.1966 a 1969: direção e edição da revista Approches, associada também a Julien Blaine e a uma extensa rede internacional de poesia experimental.1968 a início dos anos 1970: colaboração com Jochen Gerz no projeto Agentzia, concebido como revista, editora, agência poética e estrutura para exposições e eventos.1970 a 1978: criação e direção de L Humidité, revista de poesia e arte experimental.Década de 1970: participação em redes internacionais associadas à poesia visual, poesia sonora, mail art e publicação experimental.1974 em diante: participação em redes denominadas por algumas fontes como International Group of Visual Poetry.Década de 1980: ligação com Logomotives, ao lado de Sarenco, Alain Arias Misson, Julien Blaine, Paul de Vree, Eugenio Miccini e outros.Período posterior: participação editorial em CCP e colaboração com Jacques Donguy em Son@rt.LIVROS E PUBLICAÇÕES DE AUTOR1965: Fiction Fonction et comment savoir et savoir comment, Paris.1966: Arithmetic Texts, Gallery Number Ten, Londres.1966: Whispering, Approches, Paris.1966: Plein signe, Gallery Number Ten, Londres.1966: Bêche, Approches, Paris.1967: Bientôt le livre, Contexte, Paris.1967: Eight Texts plus One, Contexte e Gallery Number Ten, Londres.1968: Logorinthe, Lerici Editore, Roma.1968: Once Again, New Directions, Nova York, antologia internacional organizada por Bory.1968: Saga, Approches.1970: Post Scriptum, Eric Losfeld, Paris.1972: Sans titre, Arthur Hubschmid, Paris.1972: Prolégomènes à une monographie de Raoul Hausmann, L Herne, Paris.1972: Made in Machine, Amodulo, Brescia.1973: 1 plus 1, em colaboração com Hervé Fischer, Geerbrant, Montreal.1974: Jean François Bory, Arthur Hubschmid, Paris e Zurique.1975: Poèmes mécaniques, L Energumène, Paris.1977: Félicien Rops, Arthur Hubschmid, Paris.1977: Motfrage, Stardust, Bruxelas.1978: Lawrence d Arabie, L École des Loisirs, Paris.1978: Nadar, l oeuvre photographique, écrite et graphique, Arthur Hubschmid, dois volumes, Paris.1979: Meryan graveur, Paris au XVIIe siècle, Siloé, Paris.1979: Victor Hugo et les dessins de littérateurs, Veyrier, Paris.1979: Forain, Veyrier, Paris.1979: Autres textes, Thierry Agullo, Bordeaux.1980: Le songe de policier et les gravures sur bois, Baudoin, Paris.1980: Caran d Ache, Pierre Horay, Paris.1981: Poèmes mécaniques 2, Nèpe, Ventabren.1982: Complot de famille, Cahiers Loques, Vanves.1982: Chroniques de ma mémoire, Nèpe, Ventabren.1982: Le livre de caractères, Cicero, Paris, com contribuições visuais de Richard Baquié, Jean Luc Vilmouth, Gérard Collin Thiébaut, Philippe Cazal, Tania Mouraud e Ernest T.1983: Une vie dans l art, entrevistas com Pierre Restany, Ides et Calendes, Neuchâtel. Algumas bibliografias registram 1985, mas a BnF cataloga a edição com copyright de 1983.1986: Scritto Misto, Rara International, Verona.1986: Un auteur sous influence, Flammarion, Paris.1987: À cet emplacement s élevait le monument du triomphe de la sanctissime victoire, com imagens de Joël Hubaut.1987: Ritratto, Nèpe.1987: Sarenco a Verona, Rara International.1987: Jacques Laurent, écrivain pluriel, Veyrier.1987: Un doute à l ancienne, com Ivan Messac.1988: Journal de l art actuel, com Jacques Donguy, Ides et Calendes.1988: Pas tout le même jour, Flammarion.1989: Quelques difficultés dans la matinée d un auteur, Spectres Familiers.1990: Poésies provisoires, Laser Edition, Verona.1990: Epigramme voûtée, Encore, Paris.1991: Poésies provisoires, Maeght.1991: Tout est gâché, Critérion.1992: Le cagibi de MM. Fust et Gutenberg, CIPM e Spectres Familiers.1992: La poésie est, Ides et Calendes.1992: Ivan Messac, une mythographie, Papier Peint, Cherbourg. A BnF relaciona a publicação à exposição Ah le monde est cette chose, apresentada na Galerie de l École régionale des beaux arts de Cherbourg entre 7 de outubro e 4 de novembro de 1992.1992: Absolument, com José Maria Sicilia.1993: L Âge de bronze, livro realizado em metal.1993: Trop peu de trop, com Hélène Delprat.1993: Supplément au Cagibi de MM. Fust et Gutenberg.1994: Appendice au Cagibi de M. Gutenberg.1994: Dix huit chameaux dans la vie des frères Sérendip.1995: Jouets cassés.1995: La moustache de Lope de Vega dans les cheveux de Dorothy Parker, com Jirí Kolá?.1995: Le dernier dragon.1995: Choâ, tradução de Takahashi Shohachiro.1995: Epigramme voûtée, edição com Patrick Caillière.1996: Nocturne, dix sept façons de rater un livre sur D Annunzio.1996: Retour au Japon.1997: En effeuillant la marguerite.1997: Caillots et lignes déliées.1997: Abracadada.1997: Le Berceau d Apollinaire.1997: Vanités.1998: Caillots et lignes déliées, edição Papier Peint.1998: Album.1998: Pound provisoirement posthume.1999: Sombre dîner en ville.1999: Du même auteur.1999: Quand j étais nié.2000: Seulement.2000: Louis XV, par exemple.2000: Pollen.2000: Les baies de l île d Yeu.2001: L auteur, une autobiographie.2001: Témoignage sur Thierry Agullo.2001: Périple.2002: Anthologie provisoire.2003: Roussel S.A.R.L.2003: nova edição de Le cagibi de MM. Fust et Gutenberg.2003: Ephémère estuaire.2003: Les Voyelles de Rimbaud.2004: Japon, le retour.2006: Cinéma intégral.2007 e 2008: Bienvenue Monsieur Gutenberg, conforme diferentes registros editoriais.2008: Les consonnes de Bory.2009: L espion de Dieu.2009: Poemi senza parola.2009: Un été avec Apollinaire.2010: Calligrammes et compagnies.2010: Sgowefygtom.2010: Pluies à Manaus.2010: Onze nouveaux calligrammes.2012: Provisoire.2012: L Humidité 1970 1978, antologia retrospectiva da revista.2017: Terminal language, Plaine page, Barjols, ISBN 9791096646036.REVISTAS E ATIVIDADE EDITORIAL1966 a 1969: Approches, quatro números, dirigida por Jean François Bory e Julien Blaine segundo documentação bibliográfica. A revista publicou poetas franceses e internacionais, entre eles Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari.Final dos anos 1960 e início dos anos 1970: Agentzia, em colaboração com Jochen Gerz, combinando revista, livros, exposições e eventos.1970 a 1978: L Humidité, vinte e cinco números, criada e dirigida por Bory. A revista constituiu uma plataforma internacional para poesia visual, performance, arte contemporânea e experiências editoriais.1973: L Humidité número 18 dedicado a Bory.1973: presença em Lotta Poetica número 13.1993: L avioneta número 9.1993: Le Cahier du Refuge número 32, CIPM, Marseille.2004: CCP número 7, Marseille.Anos 2000: participação no conselho editorial de CCP e colaboração com Jacques Donguy em Son@rt.EXPOSIÇÕES E PARTICIPAÇÕES DOCUMENTADAS1966: Gallery Number Ten, Londres, apresentação de trabalhos ligados à poesia concreta e visual.1967: Segni nello spazio, Trieste, Itália.1967: Parole sui muri, Fiumalbo, Itália.1967: Biennale de Paris, Paris, França, participação com objetos poemas e letras tridimensionais.1967 e 1968: participação em acontecimentos de poesia sonora e performance na Kunsthalle de Berna.1969: Exposición Internacional de la Nueva Poesía Liberarse, Sala de Estudiantes da Facultad de Humanidades y Ciencias, Montevidéu, Uruguai, organizada por Clemente Padín e OVUM 10. Participação conjunta com artistas internacionais e com um amplo núcleo brasileiro formado por representantes do Poema Processo, entre eles Álvaro de Sá, Neide Sá, Wlademir Dias Pino e Moacy Cirne.1969: participação documentada em exposição e catálogo internacional de poesia concreta, visual e fonética em Veneza.1970: Klankteksten, konkrete poëzie, visuele teksten, Stedelijk Museum, Amsterdam.1972: Poesia visiva internazionale, Galleria Il Canale, Veneza, com Alain Arias Misson, Herman Damen, Lucia Marcucci, Eugenio Miccini, Luciano Ori, Michele Perfetti, Sarenco e Paul de Vree.1972: exposição dedicada a Raoul Hausmann organizada por Bory no Studio Brescia, Itália.1974: participação na Biennale de Venise segundo documentação do Centre national des arts plastiques.1975: Jean François Bory, Studio Brescia, Itália, exposição relacionada a catálogo de mesmo título.1992: Ah le monde est cette chose, Galerie de l École régionale des beaux arts, Cherbourg. A publicação Ivan Messac, une mythographie foi realizada para a exposição.1993: Poésure et Peintrie, Vieille Charité, Marseille.2001: Les Années Pop, Centre Pompidou, Paris, de 15 de março a 2 de julho de 2001.2003: Circuit Tullistique, Les coopérateurs, Limoges, de 19 de junho a 30 de agosto de 2003.2006: projeto e exposição relacionados à Villa Tamaris, La Seyne sur Mer, acompanhados pelo catálogo dedicado à produção de objetos, romances, ensaios, poesias, filmes, fotomontagens, discos, leituras públicas, vídeos e caligramas.2016: Prints, Multiples et Ready Mades, Galerie Metropolis, Paris, de 9 de junho a 13 de julho de 2016.2017: Dessins Perturbateurs, Galerie Metropolis, Paris, de 25 de março a 30 de maio de 2017.2019: Intermedia, Archivio di Nuova Scrittura, Museion, Bolzano, participação registrada em documentação expositiva.2022: retrospectiva dedicada à revista L Humidité na Enseigne des Oudin, reunindo obras e documentação relacionadas à publicação dirigida por Bory.2025: codes dessinés, notations urbaines, écritures intimes, Drawing Now, Carreau du Temple, Paris, de 27 a 30 de março de 2025.LEITURAS, PERFORMANCE E SOMDécada de 1960 em diante: numerosas leituras públicas e performances internacionais.1982: Polyphonix 4, festival internacional de poésie directe, registro preservado pelo Centre Pompidou.1982: atividade relacionada à revista DOCKS registrada pelo Centre Pompidou.1998: gravação Game Over reúne performances e registros sonoros de Bory.Período posterior: 3 contre 1, registro sonoro com Julien Blaine, Jean François Bory e Bernard Heidsieck. A BnF cataloga poemas interpretados por Bory, incluindo Big band, Put put, Abc e Depuis le matin l auteur.RELAÇÕES COM O BRASIL E O POEMA PROCESSODécada de 1960: publicação de Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari em Approches.1969: participação em Liberarse em Montevidéu, exposição que também reuniu Álvaro de Sá, Neide Sá, Wlademir Dias Pino, Moacy Cirne e numerosos integrantes do Poema Processo brasileiro.Década de 1970: documentação do arquivo de Bory em Yale registra trabalho relacionado à tradução francesa de Galáxias de Haroldo de Campos.1971: presença em redes signalistas internacionais que também incluíam Augusto de Campos e diversos artistas vinculados à poesia experimental latino americana e europeia.A relação de Bory com o Poema Processo deve ser classificada como conexão internacional, circulação compartilhada e proximidade histórica, não como participação formal no movimento.MONOGRAFIAS E PUBLICAÇÕES SOBRE JEAN FRANÇOIS BORY1976: Jean François Bory, Collana di poesia visiva número 5, Beniamino Carucci Editore, Roma, com textos introdutórios de Aldo Rossi e Alain Borer.2006: Jean François Bory, A life made with words, Jacques Donguy, Archivio Francesco Conz, Verona.2006: Jean François Bory Incessante lettura, Sarenco, Nomadnomad, Brescia.2006: catálogo Jean François Bory Objets Romans Essais Poésies Films Photomontages Disques Lectures Publiques Vidéos Calligrammes, Villa Tamaris.2019 e 2020: Jean François Bory, Une monographie, direção de Jacques Donguy, 592 páginas, Les presses du réel, com apoio do Centre national des arts plastiques e lançamento no Centre Pompidou em 16 de janeiro de 2020.COLEÇÕES E ARQUIVOSCentre Pompidou, Paris: obra Saga de 1968 e documentação audiovisual de performances e encontros.Beinecke Rare Book and Manuscript Library, Yale University, New Haven: Jean François Bory Papers, incluindo manuscritos, documentação editorial, traduções, correspondência e materiais relacionados a L Humidité.Fondazione Bonotto, Itália: conjunto de livros e publicações de Bory, incluindo Scritto misto, Anthologie provisoire, Poemi senza parola, L Humidité e monografias.Fondazione Berardelli, Brescia: obras e documentação relacionadas à poesia visual de Jean François Bory.Bibliothèque nationale de France: livros, traduções, registros sonoros e documentação bibliográfica de Jean François Bory.Bibliothèque Kandinsky, Centre Pompidou: o trabalho de Bory também se relaciona à constituição do fundo Paul Destribats de revistas de vanguarda preservado pela instituição.CRONOLOGIA CONSOLIDADA1938: nascimento em Paris.Cerca de 1950: criação de L Encrier no liceu de Hué, Vietnã.1958 a 1961: Argélia.1962: retomada dos estudos e atividade profissional na Agence France Presse.1965: primeiras publicações experimentais documentadas.1966: Gallery Number Ten em Londres, Arithmetic Texts, Plein signe e desenvolvimento de Approches.1967: Segni nello spazio, Parole sui muri e Biennale de Paris.1968: Agentzia, Logorinthe, Once Again e Saga.1969: Liberarse em Montevidéu, em rede internacional compartilhada com integrantes do Poema Processo brasileiro.1970: início de L Humidité e publicação de Post Scriptum.1972: abandono da atividade assalariada, publicação de Made in Machine e trabalho crítico sobre Raoul Hausmann.1974: inserção em redes internacionais de poesia visual e participação documentada na Biennale de Venise.1975: Poèmes mécaniques.1977: continuidade das atividades editoriais, artísticas e performáticas.1978: encerramento de L Humidité após vinte e cinco números.Década de 1980: livros, performances, poesia sonora e participação em redes como Logomotives.Década de 1990: intensa produção bibliográfica, livros objeto, caligramas, exposições e Poésure et Peintrie.2001: Les Années Pop no Centre Pompidou e publicação de L auteur, une autobiographie.2003: encontro Surpris par la Poésie no Centre Pompidou e Circuit Tullistique em Limoges.2006: diversas monografias e retrospectivas de sua produção.2012: publicação da antologia L Humidité 1970 1978.2017: publicação de Terminal language.2020: lançamento de Jean François Bory, Une monographie no Centre Pompidou.2022: exposição retrospectiva dedicada a L Humidité.2025: participação em codes dessinés, notations urbaines, écritures intimes no Drawing Now em Paris.
English
CURRICULUM IN ENGLISHJean François Bory has worked since the 1960s as a poet, visual artist, writer, editor, critic, essayist, experimental filmmaker and performer. His work encompasses concrete poetry, visual poetry, sound poetry, experimental poetry, artists books, book objects, experimental cinema, photography, photomontage, collage, performance, periodical publishing and research into historical avant gardes. His relationship with the Brazilian Process Poem Movement should be understood as an international historical connection rather than formal membership in the movement.IDENTIFICATIONMain name: Jean François Bory.Nationality: French.Birth: Paris, France, 1938. Consulted sources disagree on the exact date. Éditions de l Attente gives 2 May 1938. The Centre national des arts plastiques gives 5 February 1938. The Bibliothèque nationale de France confirms the year 1938.Principal city of activity: Paris, France.Fields of activity: concrete poetry, visual poetry, sound poetry, experimental poetry, literature, visual art, artists books, artists publications, publishing, experimental cinema, photography, photomontage, art criticism and performance.EDUCATION AND EARLY YEARS1940s and first half of the 1950s: childhood and youth in Asia, particularly Vietnam.Around 1950: creation of the handwritten literary magazine L Encrier with classmates at the lycée in Hué when Bory was approximately twelve years old.1958 to 1961: period in Algeria during the war in the Ouarsenis region.1962: resumed studies and later worked for Agence France Presse and in connection with a ministerial office.1972: permanently abandoned salaried employment to devote himself to writing, publishing and art.MOVEMENTS, GROUPS AND NETWORKS1960s: active participation in international concrete poetry and visual poetry networks.1966 to 1969: direction and publication of Approches, associated with Julien Blaine and a broad international experimental poetry network.1968 to early 1970s: collaboration with Jochen Gerz on Agentzia, conceived as a magazine, publishing operation, poetic agency and structure for exhibitions and events.1970 to 1978: creation and direction of L Humidité, an experimental poetry and art magazine.1970s: participation in international networks devoted to visual poetry, sound poetry, mail art and experimental publishing.From 1974: participation in networks identified by some sources as the International Group of Visual Poetry.1980s: association with Logomotives alongside Sarenco, Alain Arias Misson, Julien Blaine, Paul de Vree, Eugenio Miccini and others.Later period: editorial participation in CCP and collaboration with Jacques Donguy in Son@rt.AUTHORED AND EDITED BOOKS1965: Fiction Fonction et comment savoir et savoir comment, Paris.1966: Arithmetic Texts, Gallery Number Ten, London.1966: Whispering, Approches, Paris.1966: Plein signe, Gallery Number Ten, London.1966: Bêche, Approches, Paris.1967: Bientôt le livre, Contexte, Paris.1967: Eight Texts plus One, Contexte and Gallery Number Ten, London.1968: Logorinthe, Lerici Editore, Rome.1968: Once Again, New Directions, New York, international anthology edited by Bory.1968: Saga, Approches.1970: Post Scriptum, Eric Losfeld, Paris.1972: Sans titre, Arthur Hubschmid, Paris.1972: Prolégomènes à une monographie de Raoul Hausmann, L Herne, Paris.1972: Made in Machine, Amodulo, Brescia.1973: 1 plus 1, in collaboration with Hervé Fischer, Geerbrant, Montreal.1974: Jean François Bory, Arthur Hubschmid, Paris and Zurich.1975: Poèmes mécaniques, L Energumène, Paris.1977: Félicien Rops, Arthur Hubschmid, Paris.1977: Motfrage, Stardust, Brussels.1978: Lawrence d Arabie, L École des Loisirs, Paris.1978: Nadar, l oeuvre photographique, écrite et graphique, Arthur Hubschmid, two volumes, Paris.1979: Meryan graveur, Paris au XVIIe siècle, Siloé, Paris.1979: Victor Hugo et les dessins de littérateurs, Veyrier, Paris.1979: Forain, Veyrier, Paris.1979: Autres textes, Thierry Agullo, Bordeaux.1980: Le songe de policier et les gravures sur bois, Baudoin, Paris.1980: Caran d Ache, Pierre Horay, Paris.1981: Poèmes mécaniques 2, Nèpe, Ventabren.1982: Complot de famille, Cahiers Loques, Vanves.1982: Chroniques de ma mémoire, Nèpe, Ventabren.1982: Le livre de caractères, Cicero, Paris, with visual contributions by Richard Baquié, Jean Luc Vilmouth, Gérard Collin Thiébaut, Philippe Cazal, Tania Mouraud and Ernest T.1983: Une vie dans l art, interviews with Pierre Restany, Ides et Calendes, Neuchâtel. Some later bibliographies give 1985, while the BnF catalogue records a 1983 copyright date.1986: Scritto Misto, Rara International, Verona.1986: Un auteur sous influence, Flammarion, Paris.1987: À cet emplacement s élevait le monument du triomphe de la sanctissime victoire, with images by Joël Hubaut.1987: Ritratto, Nèpe.1987: Sarenco a Verona, Rara International.1987: Jacques Laurent, écrivain pluriel, Veyrier.1987: Un doute à l ancienne, with Ivan Messac.1988: Journal de l art actuel, with Jacques Donguy, Ides et Calendes.1988: Pas tout le même jour, Flammarion.1989: Quelques difficultés dans la matinée d un auteur, Spectres Familiers.1990: Poésies provisoires, Laser Edition, Verona.1990: Epigramme voûtée, Encore, Paris.1991: Poésies provisoires, Maeght.1991: Tout est gâché, Critérion.1992: Le cagibi de MM. Fust et Gutenberg, CIPM and Spectres Familiers.1992: La poésie est, Ides et Calendes.1992: Ivan Messac, une mythographie, Papier Peint, Cherbourg. The BnF associates the publication with the exhibition Ah le monde est cette chose at Galerie de l École régionale des beaux arts in Cherbourg from 7 October to 4 November 1992.1992: Absolument, with José Maria Sicilia.1993: L Âge de bronze, book made in metal.1993: Trop peu de trop, with Hélène Delprat.1993: Supplément au Cagibi de MM. Fust et Gutenberg.1994: Appendice au Cagibi de M. Gutenberg.1994: Dix huit chameaux dans la vie des frères Sérendip.1995: Jouets cassés.1995: La moustache de Lope de Vega dans les cheveux de Dorothy Parker, with Jirí Kolá?.1995: Le dernier dragon.1995: Choâ, translated by Takahashi Shohachiro.1995: Epigramme voûtée, edition with Patrick Caillière.1996: Nocturne, dix sept façons de rater un livre sur D Annunzio.1996: Retour au Japon.1997: En effeuillant la marguerite.1997: Caillots et lignes déliées.1997: Abracadada.1997: Le Berceau d Apollinaire.1997: Vanités.1998: Caillots et lignes déliées, Papier Peint edition.1998: Album.1998: Pound provisoirement posthume.1999: Sombre dîner en ville.1999: Du même auteur.1999: Quand j étais nié.2000: Seulement.2000: Louis XV, par exemple.2000: Pollen.2000: Les baies de l île d Yeu.2001: L auteur, une autobiographie.2001: Témoignage concerning Thierry Agullo.2001: Périple.2002: Anthologie provisoire.2003: Roussel S.A.R.L.2003: new edition of Le cagibi de MM. Fust et Gutenberg.2003: Ephémère estuaire.2003: Les Voyelles de Rimbaud.2004: Japon, le retour.2006: Cinéma intégral.2007 and 2008: Bienvenue Monsieur Gutenberg according to different editorial records.2008: Les consonnes de Bory.2009: L espion de Dieu.2009: Poemi senza parola.2009: Un été avec Apollinaire.2010: Calligrammes et compagnies.2010: Sgowefygtom.2010: Pluies à Manaus.2010: Onze nouveaux calligrammes.2012: Provisoire.2012: L Humidité 1970 1978, retrospective anthology of the magazine.2017: Terminal language, Plaine page, Barjols, ISBN 9791096646036.JOURNALS AND PERIODICALS1966 to 1969: Approches, four issues, directed by Jean François Bory and Julien Blaine according to bibliographic documentation. The magazine published French and international poets including Augusto de Campos, Haroldo de Campos and Décio Pignatari.Late 1960s and early 1970s: Agentzia in collaboration with Jochen Gerz, combining periodical publishing, books, exhibitions and events.1970 to 1978: L Humidité, twenty five issues, created and directed by Bory. The magazine operated as an international platform for visual poetry, performance, contemporary art and experimental publishing.1973: L Humidité number 18 devoted to Bory.1973: contribution to Lotta Poetica number 13.1993: L avioneta number 9.1993: Le Cahier du Refuge number 32, CIPM, Marseille.2004: CCP number 7, Marseille.2000s: participation in the editorial committee of CCP and collaboration with Jacques Donguy on Son@rt.DOCUMENTED EXHIBITIONS AND PARTICIPATIONS1966: Gallery Number Ten, London, presentation of works associated with concrete and visual poetry.1967: Segni nello spazio, Trieste, Italy.1967: Parole sui muri, Fiumalbo, Italy.1967: Biennale de Paris, Paris, France, participation with poem objects and three dimensional letters.1967 and 1968: participation in sound poetry and performance events at the Kunsthalle in Bern.1969: Exposición Internacional de la Nueva Poesía Liberarse, Sala de Estudiantes, Facultad de Humanidades y Ciencias, Montevideo, Uruguay, organized by Clemente Padín and OVUM 10. Bory participated alongside international artists and a large Brazilian group associated with the Process Poem Movement, including Álvaro de Sá, Neide Sá, Wlademir Dias Pino and Moacy Cirne.1969: documented participation in an international exhibition and catalogue devoted to concrete, visual and phonetic poetry in Venice.1970: Klankteksten, konkrete poëzie, visuele teksten, Stedelijk Museum, Amsterdam.1972: Poesia visiva internazionale, Galleria Il Canale, Venice, with Alain Arias Misson, Herman Damen, Lucia Marcucci, Eugenio Miccini, Luciano Ori, Michele Perfetti, Sarenco and Paul de Vree.1972: exhibition devoted to Raoul Hausmann organized by Bory at Studio Brescia, Italy.1974: participation in the Biennale de Venise according to documentation cited by the Centre national des arts plastiques.1975: Jean François Bory, Studio Brescia, Italy, exhibition associated with a catalogue of the same title.1992: Ah le monde est cette chose, Galerie de l École régionale des beaux arts, Cherbourg. The publication Ivan Messac, une mythographie was issued in connection with this exhibition.1993: Poésure et Peintrie, Vieille Charité, Marseille.2001: Les Années Pop, Centre Pompidou, Paris, 15 March to 2 July 2001.2003: Circuit Tullistique, Les coopérateurs, Limoges, 19 June to 30 August 2003.2006: project and exhibition activity connected with Villa Tamaris, La Seyne sur Mer, accompanied by a catalogue surveying objects, novels, essays, poetry, films, photomontages, records, public readings, videos and calligrams.2016: Prints, Multiples et Ready Mades, Galerie Metropolis, Paris, 9 June to 13 July 2016.2017: Dessins Perturbateurs, Galerie Metropolis, Paris, 25 March to 30 May 2017.2019: Intermedia, Archivio di Nuova Scrittura, Museion, Bolzano.2022: retrospective exhibition devoted to L Humidité at Enseigne des Oudin, presenting works and documentation connected with the magazine directed by Bory.2025: codes dessinés, notations urbaines, écritures intimes, Drawing Now, Carreau du Temple, Paris, 27 to 30 March 2025.LECTURES, PERFORMANCE AND SOUNDFrom the 1960s onward: numerous international public readings and performances.1982: Polyphonix 4, international direct poetry festival, documented by the Centre Pompidou.1982: activity relating to DOCKS documented by the Centre Pompidou.1998: Game Over, including performances and sound recordings by Bory.Later period: 3 contre 1, sound publication with Julien Blaine, Jean François Bory and Bernard Heidsieck. The Bibliothèque nationale de France records works performed by Bory including Big band, Put put, Abc and Depuis le matin l auteur.RELATIONSHIPS WITH BRAZIL AND THE PROCESS POEM MOVEMENT1960s: publication of Augusto de Campos, Haroldo de Campos and Décio Pignatari in Approches.1969: participation in Liberarse in Montevideo, an exhibition that also included Álvaro de Sá, Neide Sá, Wlademir Dias Pino, Moacy Cirne and numerous Brazilian participants associated with the Process Poem Movement.1970s: documentation in the Bory archive at Yale records material connected with a French translation of Galáxias by Haroldo de Campos.1971: presence within international Signalist networks that also included Augusto de Campos and many Latin American and European experimental artists.Bory's relationship with the Process Poem Movement should therefore be classified as international connection, shared circulation and historical proximity rather than formal participation in the Brazilian movement.MONOGRAPHS AND PUBLICATIONS ABOUT JEAN FRANÇOIS BORY1976: Jean François Bory, Collana di poesia visiva number 5, Beniamino Carucci Editore, Rome, with introductory texts by Aldo Rossi and Alain Borer.2006: Jean François Bory, A life made with words, Jacques Donguy, Archivio Francesco Conz, Verona.2006: Jean François Bory Incessante lettura, Sarenco, Nomadnomad, Brescia.2006: catalogue Jean François Bory Objets Romans Essais Poésies Films Photomontages Disques Lectures Publiques Vidéos Calligrammes, Villa Tamaris.2019 and 2020: Jean François Bory, Une monographie, edited by Jacques Donguy, 592 pages, Les presses du réel, supported by the Centre national des arts plastiques and presented at the Centre Pompidou on 16 January 2020.PUBLIC COLLECTIONS AND DOCUMENTARY ARCHIVESCentre Pompidou, Paris: Saga from 1968 and audiovisual documentation of performances and encounters.Beinecke Rare Book and Manuscript Library, Yale University, New Haven: Jean François Bory Papers, including manuscripts, editorial documentation, translations, correspondence and materials concerning L Humidité.Fondazione Bonotto, Italy: books and publications by Bory including Scritto misto, Anthologie provisoire, Poemi senza parola, L Humidité and several monographs.Fondazione Berardelli, Brescia: artworks and documentation connected with Jean François Bory and visual poetry.Bibliothèque nationale de France: books, translations, sound recordings and bibliographic documentation by and about Jean François Bory.Bibliothèque Kandinsky, Centre Pompidou: Bory also contributed significantly to the formation of the Paul Destribats collection of avant garde periodicals preserved by the institution.CHRONOLOGY1938: born in Paris.Around 1950: created L Encrier at the lycée in Hué, Vietnam.1958 to 1961: Algeria.1962: resumed studies and began professional activity associated with Agence France Presse.1965: earliest documented experimental publications.1966: Gallery Number Ten in London, Arithmetic Texts, Plein signe and development of Approches.1967: Segni nello spazio, Parole sui muri and Biennale de Paris.1968: Agentzia, Logorinthe, Once Again and Saga.1969: Liberarse in Montevideo within an international network shared with historical participants of the Brazilian Process Poem Movement.1970: creation of L Humidité and publication of Post Scriptum.1972: departure from salaried employment, publication of Made in Machine and critical work on Raoul Hausmann.1974: involvement in international visual poetry networks and documented participation in the Venice Biennale.1975: Poèmes mécaniques.1977: continued editorial, artistic and performance activity.1978: conclusion of L Humidité after twenty five issues.1980s: books, performances, sound poetry and participation in networks such as Logomotives.1990s: extensive publishing activity, book objects, calligrams, exhibitions and participation in Poésure et Peintrie.2001: Les Années Pop at the Centre Pompidou and publication of L auteur, une autobiographie.2003: Surpris par la Poésie at the Centre Pompidou and Circuit Tullistique in Limoges.2006: several monographs and retrospective projects devoted to his work.2012: publication of the anthology L Humidité 1970 1978.2017: publication of Terminal language.2020: presentation of Jean François Bory, Une monographie at the Centre Pompidou.2022: retrospective exhibition devoted to L Humidité.2025: participation in codes dessinés, notations urbaines, écritures intimes at Drawing Now in Paris.