Home Artistas Julien Blaine - França

Julien Blaine - França

Local de nascimento: Rognac, França

Data de nascimento: 19 de setembro de 1942

BIOGRAFIA EM PORTUGUÊSJulien Blaine é o nome artístico de Christian Poitevin, poeta, artista visual, performer, editor, organizador cultural e pesquisador francês da expansão da linguagem poética. Nasceu em 1942 em Rognac, na região do Étang de Berre, França, e desenvolveu grande parte de sua trajetória entre Marseille, Ventabren, Paris e uma extensa rede internacional de artistas e poetas. Sua produção ocupa uma posição importante na poesia experimental europeia da segunda metade do século XX por integrar escrita, imagem, corpo, voz, gesto, objeto, fotografia, impressão, performance, publicação independente e circulação postal. Fontes institucionais francesas registram Christian Poitevin como seu nome civil e documentam também a criação de diversas identidades e heterônimos ao longo da carreira.Desde os anos 1960, Julien Blaine atua na transformação da poesia em uma prática que ultrapassa a página impressa. Seu trabalho estabelece relações com poesia visual, poesia sonora, poesia concreta, poesia elementar, performance, arte postal, livro de artista, fotografia, cinema experimental, ação artística e práticas intermídia. Para Blaine, letras, sons, movimentos corporais, objetos e imagens podem funcionar como componentes de uma mesma estrutura poética. Essa concepção atravessa sua produção artística, sua atividade editorial e sua atuação como articulador de redes internacionais.Uma dimensão essencial de sua trajetória é a criação e direção de revistas experimentais. Entre suas primeiras iniciativas editoriais aparecem Les Carnets de l Octéor, publicada entre 1962 e 1963, Approches, entre 1966 e 1969, Robho, entre 1967 e 1971, Géranonymo, entre 1970 e 1975, e posteriormente DOCKS, revista que se tornaria uma das plataformas internacionais mais importantes para poesia visual, poesia sonora, performance e experimentação verbal. A documentação biobibliográfica do artista também registra Gang, publicada em 1980 e 1981, além de iniciativas editoriais posteriores.A revista Robho, fundada em 1967, já demonstrava o interesse de Blaine pela relação entre poesia, política, arte e experimentação gráfica. A partir da década de 1970, essa investigação ganhou dimensão ainda mais internacional com DOCKS. O Centre national des arts plastiques identifica Julien Blaine como fundador de Robho e DOCKS e o caracteriza como figura central de uma rede internacional de poetas.DOCKS tornou se um dos principais instrumentos da atuação editorial de Blaine. A revista reuniu poesia visual, poesia sonora, poesia concreta, performance, experimentação tipográfica e trabalhos de artistas e poetas provenientes de diferentes países. A publicação funcionava menos como uma revista literária convencional e mais como laboratório de linguagens e plataforma de circulação internacional. A biobibliografia de Julien Blaine registra a atividade editorial de DOCKS desde meados da década de 1970, com dezenas de números publicados durante diferentes fases.Sua produção durante os anos 1960 já estava ligada à transformação radical da escrita. Entre os títulos documentados aparecem Les Ponts sont des mots étirés, de 1967, Cette carte et autres faits, de 1968, Manifeste de Mai sous forme d idéogrammes, também de 1968, e Perpendiculary to the plane of letters a mirror, de 1968. Esses trabalhos indicam uma abordagem na qual a palavra deixa de funcionar apenas como veículo de significado verbal e passa a ser matéria visual, espacial e física.Em 1967 participou do contexto da Biennale de Paris associado ao grupo Machines à langage. Sua trajetória também registra participação nos grupos Hexa one em 1968, Groupe : entre 1968 e 1969 e posteriormente Logomotive entre 1983 e 1992. Sua própria documentação relaciona sua prática às poesias concreta, visual e elementar, à performance, à arte postal, ao livro de artista, à fotocópia, à intervenção sobre monumentos e a procedimentos de destruição, boicote e sabotagem compreendidos como operações artísticas.A performance ocupa lugar central em sua obra. Blaine explora a voz, a respiração, o grito, o movimento, o corpo e diferentes formas de emissão sonora como componentes da linguagem poética. Sua atividade não separa rigidamente poema, performance e obra visual. A página pode transformar se em partitura e o corpo pode transformar se em suporte da escrita. Essa perspectiva contribuiu para sua inserção no campo internacional da poesia sonora e da poesia performática.Blaine também produziu filmes e registros audiovisuais. Sua filmografia documentada inclui Cycle solaire et cycle du carbone, realizado em 1967 no contexto da Biennale de Paris, Rouge improvisé, de 1969, Le défilement du film, realizado entre 1980 e 1981, Simulacre de massacre, de 1984, L arc c est la lyre, de 1997, com coprodução do Centre Georges Pompidou, e Pro chain, de 2006, realizado em colaboração com Pedro Lino.A década de 1970 foi especialmente importante para sua relação com a América Latina. Em 1976 realizou Retour d Amérique Latine na Galerie Athanor, em Marseille. A existência dessa exposição é confirmada pela documentação profissional do artista e pelo Centre national des arts plastiques.Documentos originais preservados no Brasil permitem ampliar essa história. Uma correspondência de Julien Blaine enviada a Wlademir Dias Pino registra contato direto entre o poeta francês e uma das figuras centrais do Poema Processo brasileiro. Na mensagem, Blaine comenta questões relacionadas a semiotismo, poesia concreta e E. M. de Melo e Castro. Esse documento evidencia que sua rede internacional alcançava debates brasileiros sobre poesia experimental, comunicação visual e ruptura com o modelo tradicional de poema.A documentação enviada a J. Medeiros, em Natal, Rio Grande do Norte, em 1976, oferece outro testemunho particularmente relevante da presença brasileira na rede de Blaine. Em carta datada de Marseille, 19 de outubro de 1976, Blaine responde a uma solicitação de J. Medeiros e informa o envio de um exemplar do número 1 de DOCKS. Em outra correspondência do mesmo período, agradece documentos recebidos de POVIS 1 e informa o envio de materiais relacionados à exposição L AMERIQUE LATINE en octobre à Marseille, além de mencionar a distribuição de 200 exemplares da peça gráfica 27 AVRIL 1988 REMEMBER.O conjunto remetido a J. Medeiros inclui uma obra gráfica com a inscrição 27 AVRIL 1988 e REMEMBER, acompanhada da anotação manuscrita Julien Blaine avril 1976. O confronto entre uma data futura e uma inscrição realizada em 1976 introduz questões de memória, antecipação, temporalidade e repetição, elementos coerentes com a investigação de Blaine sobre signos e estruturas poéticas.Outra carta enviada a J. Medeiros, datada de Marseille, 16 de novembro de 1976, informa o envio de uma página publicada na imprensa local em 24 de outubro daquele ano com o título MARSEILLE, CAPITALE DE L AMERIQUE LATINE. O documento demonstra que Blaine atuava como mediador da circulação de informações sobre a América Latina na França e simultaneamente enviava essas informações de volta a interlocutores brasileiros.Essas correspondências possuem valor histórico particular porque documentam relações concretas entre Julien Blaine, J. Medeiros, Wlademir Dias Pino, POVIS 1, Natal, Marseille e a circulação internacional de poesia experimental. Elas permitem inserir o Brasil não apenas como referência temática na produção de Blaine, mas como parte efetiva de sua rede de intercâmbio.Em 1976 Blaine publicou Autopsies 1, 2, 3 pela edição Tau Ma. Entre outros títulos importantes de sua produção bibliográfica encontram se Dernière tentative de l individu, de 1970, Ch i, de 1982, Discours, avant propos e Genèse, ambos de 1983, Poëmes n° 12909 e Origina e i o u l, de 1987, e Le Troisième mot, de 1989.Além de revistas, Blaine dirigiu ou participou de numerosos projetos editoriais. A documentação do artista registra coleções como Les Anthologies de l An 2000, Fairpart, Les Guidécolos, Pages précieuses, Rock genius, Les Anartistes, Unfinitude, Zérosscopiz, Ventabren Art Contemporain e outras iniciativas que demonstram que sua atividade editorial deve ser compreendida como parte inseparável de sua prática artística.Sua trajetória expositiva é extensa e internacional. Entre exposições documentadas encontram se 24 Testi alla Bomba na Galerie Rinascita em Modena em 1964, Retour d Amérique Latine na Galerie Athanor em Marseille em 1976, apresentações relacionadas a DOCKS em Nice e Nantes, Mail Artists in the World e Destinataire Paris na Galerie Lara Vincy em Paris em 1979, Quant à l échec du livre no Franklin Furnace em Nova York em 1980, À travers Vou na Galerie Trans Form em Paris em 1981, Simulacre de rituel em Marseille em 1985, apresentações em Paris e Napoli em 1986, Oeuvre de sur papier em Milano em 1987 e diversas exposições posteriores na França, Itália, Estados Unidos e outros países.Em 14 de outubro de 1982, o Centre Georges Pompidou realizou uma sessão dedicada a DOCKS dentro do programa Revue parlée. O registro do Centre Pompidou documenta uma leitura apresentada por Julien Blaine e Blaise Gautier e relacionada à trajetória da revista e à poesia publicada desde os anos 1960.Ao longo das décadas seguintes, Blaine manteve intensa produção editorial, expositiva e performática. Trabalhou com livros de artista, instalações, desenhos, pinturas, ações, objetos, fotografia e múltiplos. Também continuou criando revistas e projetos de edição independente. Sua biobibliografia registra uma sequência extensa de exposições até o século XXI, incluindo projetos realizados em Marseille, Paris, Nantes, Milano e outras cidades europeias.A multiplicação de identidades também integra sua concepção artística. Além de Christian Poitevin e Julien Blaine, sua documentação registra nomes como Turoldus 2, Géranonymo, Jules Van, Tahar Ben Kempta, Louis Desravines, John Jonathan Handgee, Alias Viart, Constance Aquaviva, Ludmila Marzan, Etienne Bienarmé e outras figuras criadas em diferentes momentos. Não se trata apenas de pseudônimos convencionais, mas de personagens e identidades utilizados como dispositivos de produção textual e artística.A importância histórica de Julien Blaine está justamente na impossibilidade de separar suas funções de poeta, artista, performer, editor e articulador cultural. Revistas, livros, correspondências, performances, exposições e redes postais constituem partes de uma mesma estratégia de expansão da poesia. Seu trabalho ajudou a construir conexões entre diferentes movimentos internacionais de poesia visual, poesia sonora, poesia concreta e performance.Em relação ao Poema Processo, não há base suficiente nas fontes consultadas para classificá lo como integrante do movimento brasileiro. A relação historicamente documentável ocorre principalmente por meio de afinidades de linguagem e, sobretudo, através de contatos diretos com artistas brasileiros ligados à poesia experimental, entre eles Wlademir Dias Pino e J. Medeiros. As correspondências preservadas no Brasil permitem situar Blaine dentro da rede internacional com a qual participantes do Poema Processo e outros produtores de poesia experimental brasileira mantiveram intercâmbio.Sua obra e documentação continuam relevantes para pesquisas sobre poesia visual, poesia sonora, performance, arte postal, revistas de artista, publicações experimentais, redes alternativas de comunicação, arte conceitual, práticas intermídia e história das vanguardas internacionais. Julien Blaine permanece ativo no século XXI e fontes profissionais francesas registram exposições individuais recentes, como Le Grand dépotoir em Marseille em 2020, Animaux & Artistes em La Ciotat em 2022 e Bon débarras em Marseille em 2024.


English

BIOGRAPHY IN ENGLISHJulien Blaine is the artistic name of Christian Poitevin, a French poet, visual artist, performance artist, editor, cultural organizer and researcher whose work is devoted to the expansion of poetic language. He was born in 1942 in Rognac, near the Étang de Berre in France, and developed much of his career between Marseille, Ventabren, Paris and an extensive international network of artists and poets. His work occupies an important position in European experimental poetry of the second half of the twentieth century through its integration of writing, image, body, voice, gesture, object, photography, print, performance, independent publishing and postal circulation. French institutional sources identify Christian Poitevin as his civil name and document the many additional identities he created throughout his career.From the 1960s onward, Blaine developed poetry as a practice extending far beyond the printed page. His work intersects with visual poetry, sound poetry, concrete poetry, elementary poetry, performance, mail art, artists books, photography, experimental film and intermedia practices. Letters, sounds, bodily movements, objects and images can all become components of a poetic structure in his work. This conception runs through his artistic production, publishing activity and role as an organizer of international networks.Publishing has been fundamental to his career. Among his early periodicals were Les Carnets de l Octéor from 1962 to 1963, Approches from 1966 to 1969, Robho from 1967 to 1971 and Géranonymo from 1970 to 1975. These were followed by DOCKS, which became one of the most significant international platforms devoted to visual poetry, sound poetry, performance and experimental language. His professional bibliography also records Gang in 1980 and 1981 and numerous later editorial projects.Robho, founded in 1967, already demonstrated Blaine's interest in connecting poetry with politics, art and graphic experimentation. During the following decade this research became increasingly international through DOCKS. The Centre national des arts plastiques identifies Blaine as the founder of Robho and DOCKS and describes him as a pivotal figure in an international network of poets.DOCKS became one of the principal instruments of Blaine's editorial activity. It brought together visual poetry, sound poetry, concrete poetry, performance, typography and work by poets and artists from many countries. Rather than operating solely as a conventional literary periodical, the magazine functioned as a laboratory for language and as an international distribution platform. Blaine's professional bibliography records its publishing activity from the mid 1970s onward through numerous issues and several editorial phases.His work of the 1960s already demonstrated a radical transformation of writing. Documented publications include Les Ponts sont des mots étirés from 1967, Cette carte et autres faits from 1968, Manifeste de Mai sous forme d idéogrammes from 1968 and Perpendiculary to the plane of letters a mirror from 1968. These works approach the word not simply as a carrier of verbal meaning but as visual, spatial and physical material.In 1967 Blaine participated in the context of the Biennale de Paris with Machines à langage. His biography also records involvement with Hexa one in 1968, Groupe : between 1968 and 1969 and Logomotive between 1983 and 1992. His own professional documentation connects his practice with concrete, visual and elementary poetry, performance, mail art, artists books, photocopy practices, altered monuments and artistic strategies involving destruction, boycott and sabotage.Performance occupies a central position in his practice. Blaine explores the voice, breathing, shouting, bodily movement and different forms of sound emission as elements of poetic language. His practice does not rigidly separate poem, performance and visual artwork. The page can function as a score while the body can become a surface and instrument for writing.Blaine has also produced film and audiovisual works. His documented filmography includes Cycle solaire et cycle du carbone from 1967 in connection with the Biennale de Paris, Rouge improvisé from 1969, Le défilement du film from 1980 and 1981, Simulacre de massacre from 1984, L arc c est la lyre from 1997 with the Centre Georges Pompidou as coproducer, and Pro chain from 2006 in collaboration with Pedro Lino.The 1970s were particularly significant for Blaine's relationship with Latin America. In 1976 he presented Retour d Amérique Latine at Galerie Athanor in Marseille. This exhibition is documented both in his professional chronology and by the Centre national des arts plastiques.Original documents preserved in Brazil add an important dimension to this history. Correspondence sent by Julien Blaine to Wlademir Dias Pino establishes a direct connection between the French poet and one of the central figures of the Brazilian Process Poem Movement. Blaine's message discusses issues connected with semiotism, concrete poetry and E. M. de Melo e Castro. The document demonstrates that his international network intersected directly with Brazilian debates surrounding experimental poetry and visual communication.Documents sent to J. Medeiros in Natal, Rio Grande do Norte, during 1976 provide additional evidence of Blaine's Brazilian connections. In a letter dated Marseille, 19 October 1976, he replied to a request from J. Medeiros and announced the shipment of issue number 1 of DOCKS. Another letter from the same period thanked the Brazilian correspondents associated with POVIS 1 for documents they had sent and announced material related to L AMERIQUE LATINE en octobre à Marseille as well as the distribution of 200 copies of the graphic work 27 AVRIL 1988 REMEMBER.The group sent to J. Medeiros preserves a graphic work bearing the inscriptions 27 AVRIL 1988 and REMEMBER together with the handwritten notation Julien Blaine avril 1976. The juxtaposition of a future date with an inscription made in 1976 introduces questions of memory, anticipation, temporality and repetition that correspond closely to Blaine's broader investigations into signs and poetic structures.A further letter to J. Medeiros dated Marseille, 16 November 1976 announces the shipment of a page published in the Marseille press on 24 October under the title MARSEILLE, CAPITALE DE L AMERIQUE LATINE. This document shows Blaine acting as a mediator for information about Latin America in France while simultaneously returning that information to Brazilian correspondents.These letters are historically important because they document concrete relationships among Julien Blaine, J. Medeiros, Wlademir Dias Pino, POVIS 1, Natal and Marseille. They demonstrate that Brazil was not merely a geographical or cultural reference in Blaine's work but an active component of his international exchange network.In 1976 Blaine published Autopsies 1, 2, 3 with Tau Ma. Other documented titles include Dernière tentative de l individu from 1970, Ch i from 1982, Discours, avant propos and Genèse from 1983, Poëmes n° 12909 and Origina e i o u l from 1987 and Le Troisième mot from 1989.Beyond magazines, Blaine directed or participated in numerous publishing collections. His professional documentation records Les Anthologies de l An 2000, Fairpart, Les Guidécolos, Pages précieuses, Rock genius, Les Anartistes, Unfinitude, Zérosscopiz and Ventabren Art Contemporain among other initiatives. These projects demonstrate that publishing should be understood as an integral part of his artistic practice rather than as a secondary activity.His exhibition history is extensive and international. Documented presentations include 24 Testi alla Bomba at Galerie Rinascita in Modena in 1964, Retour d Amérique Latine at Galerie Athanor in Marseille in 1976, presentations connected with DOCKS in Nice and Nantes, Mail Artists in the World and Destinataire Paris at Galerie Lara Vincy in Paris in 1979, Quant à l échec du livre at Franklin Furnace in New York in 1980, À travers Vou at Galerie Trans Form in Paris in 1981, Simulacre de rituel in Marseille in 1985, presentations in Paris and Naples in 1986, Oeuvre de sur papier in Milan in 1987 and many later exhibitions in France, Italy, the United States and other countries.On 14 October 1982 the Centre Georges Pompidou presented a session devoted to DOCKS within its Revue parlée program. The Centre Pompidou archive documents readings connected with the magazine and identifies Julien Blaine and Blaise Gautier as presenters.Blaine continued his intensive editorial, exhibition and performance activity throughout the following decades. He has worked with artists books, installations, drawings, paintings, actions, objects, photography and multiples while continuing to initiate independent publishing projects. His professional chronology records exhibitions through the twenty first century in Marseille, Paris, Nantes, Milan and other cities.The multiplication of identities forms another component of his artistic method. In addition to Christian Poitevin and Julien Blaine, his professional documentation records Turoldus 2, Géranonymo, Jules Van, Tahar Ben Kempta, Louis Desravines, John Jonathan Handgee, Alias Viart, Constance Aquaviva, Ludmila Marzan, Etienne Bienarmé and numerous other fictional or alternative identities. These are not merely conventional pseudonyms but characters and conceptual identities functioning as devices for literary and artistic production.Julien Blaine's historical importance lies precisely in the impossibility of separating his activities as poet, artist, performer, editor and cultural organizer. Magazines, artists books, correspondence, performances, exhibitions and postal networks form different parts of the same strategy for expanding poetry. His work helped create connections among international practices of visual poetry, sound poetry, concrete poetry and performance.There is insufficient evidence in the sources consulted to describe Blaine as a member of the Brazilian Process Poem Movement. His relationship with that history is more accurately understood through affinities of language and, most importantly, through documented direct contacts with Brazilian artists and poets associated with experimental practice, including Wlademir Dias Pino and J. Medeiros. The surviving correspondence places Blaine within the international network through which participants in the Process Poem Movement and other Brazilian experimental poets circulated works, publications and ideas.His work and archives remain significant for research into visual poetry, sound poetry, performance, mail art, artists books, artists magazines, experimental publishing, alternative communication networks, conceptual art and intermedia practices. Blaine remains active in the twenty first century, with recent solo exhibitions documented in France including Le Grand dépotoir in Marseille in 2020, Animaux & Artistes in La Ciotat in 2022 and Bon débarras in Marseille in 2024.


Currículo

CURRÍCULO EM PORTUGUÊSIDENTIFICAÇÃONome artístico: Julien BlaineNome civil: Christian PoitevinNascimento: 1942Local de nascimento: Rognac, FrançaNacionalidade: francesaLocais principais de atuação: Marseille, Ventabren, Paris e diferentes circuitos internacionaisÁreas de atuação: poesia experimental, poesia visual, poesia sonora, performance, publicação de artista, livro de artista, edição, arte postal, fotografia, desenho, cinema experimental, instalação e práticas intermídiaJulien Blaine vive e trabalha principalmente entre Ventabren e Marseille. Sua documentação profissional registra Christian Poitevin como nome civil e numerosos nomes e identidades criados no decorrer da carreira.IDENTIDADES E PSEUDÔNIMOS DOCUMENTADOS1942: Christian Poitevin1967: Turoldus 21970: Géranonymo1970: Jules Van1971: Tahar Ben Kempta1972: Louis Desravines1972: John Jonathan Handgee1978: Alias Viart1990: Constance Aquaviva2000: Ludmila Marzan2001: Etienne Bienarmé2002: Illi2002: Fedor Ziamsky2003: Jlô Pazasé de Manapany2006: Zorro Zéro de Marseille2007: Vol2007: Albert de l Albret2007: Julien Brand ou Balaine2023: Adrien BlainéA documentação do artista apresenta essas identidades como personagens ligados a diferentes funções poéticas, literárias ou artísticas.MOVIMENTOS, GRUPOS E CAMPOS DE ATUAÇÃO1967: Machines à langage, participação relacionada à Biennale de Paris1968: Hexa one1968 a 1969: Groupe :1983 a 1992: LogomotiveAo longo da carreira: poesia concreta, poesia visual, poesia elementar, poesia sonora, performance, arte postal, livro de artista, fotocópia, intervenção sobre monumentos e práticas de expansão da linguagem.REVISTAS E PERIÓDICOS1962 a 1963: Les Carnets de l Octéor, quatro números documentados1966 a 1969: Approches, quatro números documentados1967 a 1971: Robho, seis números documentados1970 a 1975: Géranonymo, quinze números documentadosDécada de 1970 em diante: DOCKS, revista internacional de poesia experimental, poesia visual, poesia sonora e práticas intermídia1980 a 1981: Gang, quatro números documentados2012: BAN ! número 1, com Édith Azam e Bernard Noël2013 em diante: Invece, diferentes númerosA biobibliografia profissional de Blaine registra DOCKS como uma de suas principais iniciativas editoriais e documenta dezenas de números publicados em diferentes fases.LIVROS E PUBLICAÇÕES DE ARTISTA1967: Les Ponts sont des mots étirés, edição Robho1968: Cette carte et autres faits, edição Approches1968: Manifeste de Mai sous forme d idéogrammes, livro manifesto1968: Perpendiculary to the plane of letters a mirror, Gallery 101970: Dernière tentative de l individu, edição Geiger1976: Autopsies 1, 2, 3, edição Tau Ma1982: Ch i, Unfinitude, edição NèPE1983: Discours, avant propos, edição Manicle1983: Genèse, edição Hercule de Paris1987: Poëmes n° 12909, Les Anartistes1987: Origina e i o u l, edição E.A. Vigo1989: Le Troisième mot, edição DOCKS1991: Box Exter suivi de Métaphore, edição Hercule de Paris1991 em diante: Sortie de Quarantaine, série editorial desenvolvida em diferentes etapas1993: Carnet s de piste, edição Jacques Clauzel1994: Pour tous ceux qui flambent, Les Cahiers de la Sérane1994: Claustrophobie, Dépanne Machine1995: LA PHRA, Heads & Legs1995: AQUEST Tout est permis, Ceux qui nous chantent1996: Iris, ARTCi Lab1996: Une idée, com César Figueiredo1996: L autre sens, com Jacques Clauzel1996: Parodies & Brouillons1996: Avant les variantes1996: Horizons, com Yves Jolivet1996: 8 couché, com Cozette de Charmoy1996: Un libvretA documentação consultada registra ainda numerosas publicações posteriores.COLEÇÕES EDITORIAIS E PROJETOS DE EDIÇÃO1972: Fairpart1972: Les Guidécolos1972: Pages précieuses1972: Rock genius1972 a 1988: Les Anartistes1973: Les Anthologies de l An 20001979 a 1989: Zérosscopiz1981 a 1982: Unfinitude1997 em diante: Ventabren Art Contemporain2001: Rencontres Estivales de Bandol2005 em diante: Blaine épisodiqueA existência desses projetos demonstra a continuidade da atividade de Blaine como editor e organizador de estruturas independentes para circulação de poesia e arte.EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS E APRESENTAÇÕES DOCUMENTADAS1964: 24 Testi alla Bomba, Galerie Rinascita, Modena, Itália1976: Retour d Amérique Latine, Galerie Athanor, Marseille, França1977: apresentação na Galerie 103, Nice, França1979: Avec DOCKS, Galerie Arlogos, Nantes, França1979: Mail Artists in the World, Galerie Lara Vincy, Paris, França1979: Destinataire Paris, Galerie Lara Vincy, Paris, França1980: Quant à l échec du livre, Franklin Furnace, Nova York, Estados Unidos1981: À travers Vou, Galerie Trans Form, Paris, França1982: atividade dedicada a DOCKS, Centre Georges Pompidou, Paris, França1985: Simulacre de rituel, Galerie Roger Pailhas, Marseille, França1986: Galerie Donguy, Paris, França1986: Studio Morra, Napoli, Itália1987: Oeuvre de sur papier, Mercato del Sale, Milano, Itália1988: Galerie Donguy, Paris, França1989: Ch i, Série Bleue, Casa Bianca1990: Oeuvre de sur papier, Otis Parsons Gallery, Los Angeles, Estados Unidos1991: Altri Testi alla Bomba, Domus Jani, Verona, Itália1992: Ch i ou Qi, Galerie Donguy, Paris, França1992: Horizon, Galerie Lara Vincy, Paris, França1992: Vertigo Signi, Galerie Roger Pailhas, Paris, França1993: M ssieurs Dames, Casino de Malindi, Kenya1993: Vertigo Signi, Galerie Galéa, Caen, França1993: Ch i, Galerie Gabrielle Vitte ARTCO, Ajaccio, França1994: L atelier de linogravure à l ancienne, Galerie Lola Gassin, Nice, França1995: Rétrospective des 4 Sortie de 40aine, Galerie La Giarina, Verona, Itália1995: LA PHRA, Galerie Heads & Legs, Liège, Bélgica1995: Moi l autre, Galerie de Marseille, Marseille, França2017: L origine de l origine, Hommage à Gustave Courbet, Galerie Lara Vincy, Paris, França2017: Les 3 caresses du cham âne, Musée de la préhistoire, Les Eyzies de Tayac, França2018: Blaine ¾ de siècle, mai 68 = ½ siècle, Galerie J. F. Meyer, Marseille, França2018: Testi alla bomba, Galleria Clivio, Milano, Itália2019: Peintures auX couteauX, Galerie Olivier Meyer, Nantes, França2019: Hommage à Ghérasim Luca, Galerie Première ligne, Bordeaux, França2020: Le Grand dépotoir, Friche de la Belle de Mai, Marseille, França2020: Dernière démonstration sous ma gouverne, El taller treize, Ille sur Têt, França2022: Animaux & Artistes, l Art Hic & Hoc, La Ciotat, França2024: Bon débarras, Galerie La nave va, Marseille, FrançaA relação consolidada acima reúne ocorrências documentadas nas fontes consultadas e não deve ser entendida como listagem absoluta de todas as exposições realizadas por Blaine.CENTRE GEORGES POMPIDOU E DOCKS14 de outubro de 1982: sessão da série Revue parlée dedicada a DOCKS no Centre Georges Pompidou em Paris. O arquivo institucional registra apresentação de Julien Blaine e Blaise Gautier e leitura de poemas relacionados à trajetória da revista.FILMOGRAFIA DOCUMENTADA1967: Cycle solaire et cycle du carbone, filme em 8 mm associado à Biennale de Paris1969: Rouge improvisé, filme em 16 mm1980 a 1981: Le défilement du film, filme em 16 mm1984: Simulacre de massacre, coprodução Vidéo 13 e Galerie Roger Pailhas, Marseille1997: L arc c est la lyre, coprodução Centre Georges Pompidou2006: Pro chain, colaboração e coprodução com Pedro Lino, Cercle 4338RELAÇÕES COM O BRASILFinal da década de 1960: correspondência de Julien Blaine com Wlademir Dias Pino documenta intercâmbio intelectual entre França e Brasil e referências a semiotismo, poesia concreta e E. M. de Melo e Castro.19 de outubro de 1976: carta de Marseille para J. Medeiros em Natal, Rio Grande do Norte. Blaine informa o envio do número 1 de DOCKS.19 de outubro de 1976: carta destinada a POVIS 1 em Natal agradecendo documentos recebidos. Blaine informa o envio de material relativo a L AMERIQUE LATINE en octobre à Marseille e anuncia o envio separado de 200 exemplares de 27 AVRIL 1988 REMEMBER.1976: obra gráfica 27 AVRIL 1988 REMEMBER enviada no contexto da correspondência com J. Medeiros, com inscrição manuscrita Julien Blaine avril 1976.16 de novembro de 1976: carta de Marseille a J. Medeiros anunciando o envio de uma página publicada na imprensa local em 24 de outubro de 1976 com o título MARSEILLE, CAPITALE DE L AMERIQUE LATINE.Esses documentos preservam evidências diretas de intercâmbio entre Julien Blaine, J. Medeiros, Wlademir Dias Pino, POVIS 1 e o circuito brasileiro de poesia experimental.RELAÇÃO COM O POEMA PROCESSONão foi localizada comprovação de que Julien Blaine tenha integrado formalmente o Poema Processo brasileiro. Sua relação com esse campo deve ser apresentada por meio de documentação de intercâmbio e afinidades experimentais. A correspondência com Wlademir Dias Pino e J. Medeiros demonstra participação numa rede internacional compartilhada por artistas ligados ao Poema Processo, poesia visual, poesia experimental e arte postal.IMPORTÂNCIA HISTÓRICAJulien Blaine ocupa posição relevante na história internacional da poesia experimental por articular poesia visual, poesia sonora, performance, edição, arte postal e circulação internacional. Sua contribuição não se limita à produção individual. Como editor de Robho, DOCKS e outras publicações, ajudou a construir plataformas para a circulação de artistas e poetas de diferentes países. Sua extensa correspondência documenta uma rede transnacional que incluiu França, Itália, Brasil, Estados Unidos e numerosos outros territórios.CRONOLOGIA ESSENCIAL1942: nascimento em Rognac, França1962: início de Les Carnets de l Octéor1964: 24 Testi alla Bomba em Modena1966: início de Approches1967: início de Robho e participação no contexto da Biennale de Paris1968: publicações experimentais e participação em Hexa one1968 a 1969: Groupe :1970: início de Géranonymo e publicação de Dernière tentative de l individu1975 e 1976: desenvolvimento inicial de DOCKS1976: Retour d Amérique Latine em Marseille1976: Autopsies 1, 2, 31976: correspondências com J. Medeiros e POVIS 1 em Natal1979: exposições em Nantes e Paris e consolidação de Zérosscopiz1980: Quant à l échec du livre no Franklin Furnace1981: À travers Vou em Paris1982: Ch i e apresentação relacionada a DOCKS no Centre Georges Pompidou1983: Discours, avant propos e Genèse1983 a 1992: participação em Logomotive1985: Simulacre de rituel em Marseille1987: Oeuvre de sur papier em Milano e novas publicações1989: Le Troisième mot1990: exposição em Los Angeles1991: Altri Testi alla Bomba em Verona1990 em diante: continuidade de exposições, performances, livros, filmes e projetos editoriais2017 a 2024: numerosas exposições individuais documentadas na França e ItáliaJulien Blaine permanece ativo no campo da poesia experimental e das artes visuais, com uma trajetória que atravessa mais de seis décadas.


English

CURRICULUM IN ENGLISHIDENTIFICATIONArtistic name: Julien BlaineCivil name: Christian PoitevinBorn: 1942Place of birth: Rognac, FranceNationality: FrenchPrincipal places of activity: Marseille, Ventabren, Paris and international artistic networksFields: experimental poetry, visual poetry, sound poetry, performance, artists publications, artists books, editing, mail art, photography, drawing, experimental film, installation and intermedia practicesBlaine lives and works primarily between Ventabren and Marseille. His professional documentation identifies Christian Poitevin as his civil name and records numerous artistic identities developed throughout his career.DOCUMENTED IDENTITIES AND PSEUDONYMS1942: Christian Poitevin1967: Turoldus 21970: Géranonymo1970: Jules Van1971: Tahar Ben Kempta1972: Louis Desravines1972: John Jonathan Handgee1978: Alias Viart1990: Constance Aquaviva2000: Ludmila Marzan2001: Etienne Bienarmé2002: Illi2002: Fedor Ziamsky2003: Jlô Pazasé de Manapany2006: Zorro Zéro de Marseille2007: Vol2007: Albert de l Albret2007: Julien Brand or Balaine2023: Adrien BlainéThese identities function as literary, poetic and artistic personae rather than solely as conventional pseudonyms.MOVEMENTS, GROUPS AND FIELDS1967: Machines à langage, activity connected with the Biennale de Paris1968: Hexa one1968 to 1969: Groupe :1983 to 1992: LogomotiveThroughout his career: concrete poetry, visual poetry, elementary poetry, sound poetry, performance, mail art, artists books, photocopy practices, interventions involving monuments and expanded approaches to poetic language.JOURNALS AND PERIODICALS1962 to 1963: Les Carnets de l Octéor, four documented issues1966 to 1969: Approches, four documented issues1967 to 1971: Robho, six documented issues1970 to 1975: Géranonymo, fifteen documented issuesMid 1970s onward: DOCKS, international journal devoted to experimental poetry, visual poetry, sound poetry and intermedia practices1980 to 1981: Gang, four documented issues2012: BAN ! issue 1, with Édith Azam and Bernard Noël2013 onward: Invece, several issuesBlaine's professional bibliography identifies DOCKS as one of his principal editorial initiatives and documents numerous issues produced across several phases.ARTISTS BOOKS AND ARTISTS PUBLICATIONS1967: Les Ponts sont des mots étirés, Robho1968: Cette carte et autres faits, Approches1968: Manifeste de Mai sous forme d idéogrammes1968: Perpendiculary to the plane of letters a mirror, Gallery 101970: Dernière tentative de l individu, Geiger1976: Autopsies 1, 2, 3, Tau Ma1982: Ch i, Unfinitude, NèPE1983: Discours, avant propos, Manicle1983: Genèse, Hercule de Paris1987: Poëmes n° 12909, Les Anartistes1987: Origina e i o u l, E.A. Vigo1989: Le Troisième mot, DOCKS1991: Box Exter suivi de Métaphore, Hercule de Paris1991 onward: Sortie de Quarantaine, continuing publication sequence1993: Carnet s de piste, Jacques Clauzel1994: Pour tous ceux qui flambent, Les Cahiers de la Sérane1994: Claustrophobie, Dépanne Machine1995: LA PHRA, Heads & Legs1995: AQUEST Tout est permis, Ceux qui nous chantent1996: Iris, ARTCi Lab1996: Une idée, with César Figueiredo1996: L autre sens, with Jacques Clauzel1996: Parodies & Brouillons1996: Avant les variantes1996: Horizons, with Yves Jolivet1996: 8 couché, with Cozette de Charmoy1996: Un libvretEDITORIAL COLLECTIONS AND PUBLISHING PROJECTS1972: Fairpart1972: Les Guidécolos1972: Pages précieuses1972: Rock genius1972 to 1988: Les Anartistes1973: Les Anthologies de l An 20001979 to 1989: Zérosscopiz1981 to 1982: Unfinitude1997 onward: Ventabren Art Contemporain2001: Rencontres Estivales de Bandol2005 onward: Blaine épisodiqueThese projects demonstrate the continuity of Blaine's role as editor and organizer of independent structures for the circulation of art and poetry.SOLO EXHIBITIONS AND DOCUMENTED PRESENTATIONS1964: 24 Testi alla Bomba, Galerie Rinascita, Modena, Italy1976: Retour d Amérique Latine, Galerie Athanor, Marseille, France1977: presentation at Galerie 103, Nice, France1979: Avec DOCKS, Galerie Arlogos, Nantes, France1979: Mail Artists in the World, Galerie Lara Vincy, Paris, France1979: Destinataire Paris, Galerie Lara Vincy, Paris, France1980: Quant à l échec du livre, Franklin Furnace, New York, United States1981: À travers Vou, Galerie Trans Form, Paris, France1982: presentation devoted to DOCKS, Centre Georges Pompidou, Paris, France1985: Simulacre de rituel, Galerie Roger Pailhas, Marseille, France1986: Galerie Donguy, Paris, France1986: Studio Morra, Naples, Italy1987: Oeuvre de sur papier, Mercato del Sale, Milan, Italy1988: Galerie Donguy, Paris, France1989: Ch i, Série Bleue, Casa Bianca1990: Oeuvre de sur papier, Otis Parsons Gallery, Los Angeles, United States1991: Altri Testi alla Bomba, Domus Jani, Verona, Italy1992: Ch i ou Qi, Galerie Donguy, Paris, France1992: Horizon, Galerie Lara Vincy, Paris, France1992: Vertigo Signi, Galerie Roger Pailhas, Paris, France1993: M ssieurs Dames, Casino de Malindi, Kenya1993: Vertigo Signi, Galerie Galéa, Caen, France1993: Ch i, Galerie Gabrielle Vitte ARTCO, Ajaccio, France1994: L atelier de linogravure à l ancienne, Galerie Lola Gassin, Nice, France1995: Rétrospective des 4 Sortie de 40aine, Galerie La Giarina, Verona, Italy1995: LA PHRA, Galerie Heads & Legs, Liège, Belgium1995: Moi l autre, Galerie de Marseille, Marseille, France2017: L origine de l origine, Hommage à Gustave Courbet, Galerie Lara Vincy, Paris, France2017: Les 3 caresses du cham âne, Musée de la préhistoire, Les Eyzies de Tayac, France2018: Blaine ¾ de siècle, mai 68 = ½ siècle, Galerie J. F. Meyer, Marseille, France2018: Testi alla bomba, Galleria Clivio, Milan, Italy2019: Peintures auX couteauX, Galerie Olivier Meyer, Nantes, France2019: Hommage à Ghérasim Luca, Galerie Première ligne, Bordeaux, France2020: Le Grand dépotoir, Friche de la Belle de Mai, Marseille, France2020: Dernière démonstration sous ma gouverne, El taller treize, Ille sur Têt, France2022: Animaux & Artistes, l Art Hic & Hoc, La Ciotat, France2024: Bon débarras, Galerie La nave va, Marseille, FranceThis consolidated chronology records exhibitions found in the consulted sources and should not be treated as an absolute list of every exhibition in Blaine's career.CENTRE GEORGES POMPIDOU AND DOCKS14 October 1982: Revue parlée session devoted to DOCKS at the Centre Georges Pompidou in Paris. The institutional archive documents Julien Blaine and Blaise Gautier as presenters in a program involving readings related to the history of the magazine.DOCUMENTED FILMOGRAPHY1967: Cycle solaire et cycle du carbone, 8 mm film connected with the Biennale de Paris1969: Rouge improvisé, 16 mm film1980 to 1981: Le défilement du film, 16 mm film1984: Simulacre de massacre, coproduced by Vidéo 13 and Galerie Roger Pailhas in Marseille1997: L arc c est la lyre, coproduced by the Centre Georges Pompidou2006: Pro chain, collaboration and coproduction with Pedro Lino and Cercle 4338RELATIONS WITH BRAZILLate 1960s: correspondence between Julien Blaine and Wlademir Dias Pino documents direct intellectual exchange between France and Brazil, including references to semiotism, concrete poetry and E. M. de Melo e Castro.19 October 1976: letter from Marseille to J. Medeiros in Natal, Rio Grande do Norte. Blaine announces the shipment of issue number 1 of DOCKS.19 October 1976: letter addressed to POVIS 1 in Natal thanking the Brazilian recipients for documents and announcing material concerning L AMERIQUE LATINE en octobre à Marseille as well as 200 copies of 27 AVRIL 1988 REMEMBER.1976: graphic artwork 27 AVRIL 1988 REMEMBER sent within the exchange with J. Medeiros and carrying the handwritten notation Julien Blaine avril 1976.16 November 1976: letter from Marseille to J. Medeiros announcing a press page published on 24 October 1976 under the title MARSEILLE, CAPITALE DE L AMERIQUE LATINE.These primary documents provide direct evidence of exchange among Julien Blaine, J. Medeiros, Wlademir Dias Pino, POVIS 1 and Brazilian experimental poetry networks.RELATIONSHIP WITH THE PROCESS POEM MOVEMENTNo evidence was located confirming Julien Blaine as a formal member of the Brazilian Process Poem Movement. His relationship with this field should instead be understood through documented exchanges and experimental affinities. His correspondence with Wlademir Dias Pino and J. Medeiros demonstrates his participation in an international network shared by artists working with the Process Poem Movement, visual poetry, experimental poetry and mail art.HISTORICAL SIGNIFICANCEJulien Blaine occupies an important position in the international history of experimental poetry because he integrated visual poetry, sound poetry, performance, publishing, mail art and international distribution. His contribution extends well beyond his individual artistic production. As an editor of Robho, DOCKS and numerous related publications, he helped create platforms through which poets and artists from different countries could circulate works, information and experimental ideas.ESSENTIAL CHRONOLOGY1942: born in Rognac, France1962: beginning of Les Carnets de l Octéor1964: 24 Testi alla Bomba in Modena1966: beginning of Approches1967: beginning of Robho and activity associated with the Biennale de Paris1968: experimental publications and participation in Hexa one1968 to 1969: Groupe :1970: beginning of Géranonymo and publication of Dernière tentative de l individu1975 and 1976: initial development of DOCKS1976: Retour d Amérique Latine in Marseille1976: Autopsies 1, 2, 31976: correspondence with J. Medeiros and POVIS 1 in Natal1979: exhibitions in Nantes and Paris and consolidation of Zérosscopiz1980: Quant à l échec du livre at Franklin Furnace1981: À travers Vou in Paris1982: Ch i and a DOCKS related presentation at the Centre Georges Pompidou1983: Discours, avant propos and Genèse1983 to 1992: Logomotive1985: Simulacre de rituel in Marseille1987: Oeuvre de sur papier in Milan and additional publications1989: Le Troisième mot1990: exhibition in Los Angeles1991: Altri Testi alla Bomba in Verona1990s onward: continued exhibitions, performances, artists books, films and editorial projects2017 to 2024: numerous documented solo exhibitions in France and ItalyJulien Blaine remains active in experimental poetry and visual art, with a career extending across more than six decades.


Obras deste artista