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Márcio Almeida

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Local de nascimento: Oliveira, Minas Gerais

Data de nascimento: 1947

BIOGRAFIA EM PORTUGUÊSMárcio Almeida, nascido em Oliveira, Minas Gerais, Brasil, em 1947, é poeta, poeta visual, artista experimental, escritor, jornalista, professor, pesquisador e autor ligado às transformações da poesia brasileira ocorridas a partir da década de 1960. Formado em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, e posteriormente pós graduado em Ciências da Religião, desenvolveu uma trajetória que parte da poesia escrita e das experiências de vanguarda do Grupo VIX, atravessa a produção literária e editorial dos anos 1970 e se concentra, a partir da década de 1980, na poesia visual, na experimentação gráfica, na performance e na reflexão teórica sobre as relações entre palavra, imagem, signo e leitura. Sua produção mantém relação histórica com o ambiente do Poema Processo e com os campos da poesia experimental e da poesia visual brasileira. Obras originais de Márcio Almeida produzidas em 1969 estão preservadas no acervo especializado do poemaprocesso.com.br, constituindo documentação material de sua inserção no universo experimental daquele período. A participação nominal do artista nas principais exposições históricas do Poema Processo entre 1967 e 1972, entretanto, ainda necessita de confirmação documental independente.Sua atividade poética começou nos anos 1960 no Grupo VIX de poesia de vanguarda, ao lado de Hugo Pontes e de outros jovens autores. As fontes conhecidas apresentam uma divergência que deve ser preservada na catalogação. A biografia consolidada para este cadastro relaciona a atuação inicial do grupo ao circuito de Vitória, Espírito Santo, enquanto depoimentos posteriores de Hugo Pontes e estudos sobre sua trajetória situam a formação do Grupo VIX em Oliveira, Minas Gerais, em 1963. O ponto documentalmente convergente é a presença de Márcio Almeida e Hugo Pontes no mesmo núcleo de experimentação poética durante a primeira metade da década de 1960. Nesse ambiente circularam publicações como 1º Caderno Mostra, Ocopoema, ReVIXta e Frente, experiências que aproximavam criação literária, edição independente e pesquisa da materialidade gráfica do poema.Uma peça particularmente importante preservada no acervo poemaprocesso.com.br é Frente 2, Poemas e Crônicas, catalogada como livro de artista produzido em Vitória, Espírito Santo, em 1962 e contendo dedicatória a Dailor Varela. A datação registrada pelo acervo antecede a referência de 1963 para a formação do Grupo VIX e deve ser mantida como dado de catálogo enquanto não houver reexame documental que permita estabelecer com precisão a relação cronológica entre a publicação, o grupo e a circulação inicial de Márcio Almeida entre Minas Gerais e Espírito Santo. Dailor Varela constitui uma relação documental direta porque é identificado como dedicatário do exemplar preservado.Na década de 1960, Márcio Almeida também iniciou colaboração continuada com jornais e revistas, atividade que se prolongaria nas décadas seguintes. Sua formação em Letras pela UFMG contribuiu para uma prática na qual criação, crítica, jornalismo cultural, pesquisa da linguagem e reflexão sobre a poesia permanecem interligados. A produção desse período deve ser compreendida no contexto de renovação da poesia brasileira posterior à poesia concreta e contemporâneo ao surgimento do Poema Processo, da poesia experimental, das publicações independentes e de outras propostas que questionavam a estrutura tradicional do poema e do livro.O acervo poemaprocesso.com.br conserva um conjunto particularmente relevante de trabalhos de Márcio Almeida de 1969. Entre eles encontra se Comunicação Estética ou O Belo & a Era, constituído por múltiplas obras originais em nanquim sobre papel. O conjunto evidencia uma investigação do espaço gráfico, da visualidade, da organização dos signos e das possibilidades de comunicação estética que ultrapassam o poema verbal convencional. Também de 1969 é Cosmorama, obra em nanquim sobre papel catalogada como peça de destaque de sua produção. A existência desses documentos originais oferece uma base material para compreender a proximidade de Márcio Almeida com as pesquisas visuais e semióticas desenvolvidas no ambiente das vanguardas brasileiras daquele momento.Outras obras preservadas pelo mesmo arquivo incluem Gráfico, executada em caneta e datiloscrito sobre papel, medindo 22,1 por 18,3 centímetros, e Ego, em nanquim sobre papel, medindo 26,4 por 20,3 centímetros. Ambas permanecem sem data determinada no cadastro conhecido. Esses trabalhos reforçam a dimensão intermedial da produção do artista, na qual escrita, desenho, diagramação, gesto gráfico, estrutura espacial e procedimentos próprios da comunicação visual participam da constituição do poema.Durante os anos 1970, Márcio Almeida manteve produção predominantemente relacionada à poesia escrita, ao livro, à crítica e à circulação literária. Em 1971 publicou Lavrário. Em 1977 participou de Antologia Poética ao lado de Pascoal Motta, Geraldo Reis, Antonio Barreto e Ronald Clavel. Em 1978 publicou Previsão de Haveres na Terra do Puka e, em 1979, As Canções Adiadas dos Nossos Soluços Medrosos. O Não Nosso de Cada Dia integra igualmente sua bibliografia, embora a data de publicação permaneça não determinada nas informações disponíveis.Seu reconhecimento na literatura escrita também é documentado por premiações. Em 1972 obteve o segundo lugar no Concurso de Contos do Paraná. Em 1977 recebeu o primeiro Prêmio de Poesia Emílio Moura. Há ainda referências a outras premiações vinculadas ao nome Cidade de Belo Horizonte, cujas edições, categorias e datas específicas necessitam de identificação documental antes de serem apresentadas individualmente como registros definitivos.A partir dos primeiros anos da década de 1980, a poesia visual torna se progressivamente central em sua produção. Essa mudança não representa abandono da pesquisa da linguagem, mas uma expansão do poema para o campo visual, gráfico, editorial e performático. Márcio Almeida passa a explorar mais intensamente tipografia, signo, disposição espacial, relação palavra imagem, apropriação, montagem, leitura visual e procedimentos de comunicação que aproximam poesia, artes visuais e design experimental.Não Haverá Míssil de 7º Dia, datado nas referências bibliográficas de 1983 e preservado no acervo poemaprocesso.com.br em exemplar impresso catalogado como de 1984, com 41 por 33 centímetros, constitui um dos trabalhos representativos dessa fase. A obra insere a linguagem poético visual no contexto político e nuclear dos últimos anos da Guerra Fria, articulando comunicação gráfica, crítica antimilitarista e poesia visual.Em 1985, Márcio Almeida desenvolveu DIDeyeTICA, uma pós leitura da Poesia Visual, texto reconhecido em bibliografia acadêmica como simultaneamente teórico, manifesto e proposta criativa para uma nova leitura da poesia visual. A formulação é relevante para a compreensão de sua atividade não somente como produtor de imagens poéticas, mas também como pesquisador e formulador de conceitos relacionados à visualidade e aos modos de leitura. A proposta DidEYEtica, também relacionada à expressão uma gramática do olho, foi posteriormente associada a apresentações e circulação internacional de poesia visual.Outro marco de 1985 é Orwelhas Negras 64 85, concebido como livro catálogo bilíngue e retrospectiva de poesia visual. O trabalho reúne um arco cronológico que remete a 1964 e alcança 1985, permitindo interpretar a fase visual não como ruptura isolada, mas como desenvolvimento de pesquisas iniciadas ainda na juventude. A obra possui registro bibliográfico institucional como Orwelhas Negras: retrospectiva de poesia visual: Márcio Almeida 64 85, Belo Horizonte, edição de autor, 1986. As informações reunidas para este cadastro também registram edição especial relacionada à Boulder, Estados Unidos, em 1986. O exemplar do acervo poemaprocesso.com.br é catalogado como livro de artista ou catálogo bilíngue de 1985, medindo 22 por 16 centímetros.Em 1987 publicou Falúdica e, em 1988, Vler, títulos que integram sua fase de poesia visual. A condensação verbal dos títulos, os jogos semânticos e a transformação do ato de leitura em problema visual são elementos compatíveis com uma investigação que desloca a palavra de sua função puramente discursiva para a condição de signo gráfico.Na década de 1980 Márcio Almeida também desenvolveu o poemiseta, coleção ou projeto de poemas serigrafados em camisetas. O procedimento transferia a poesia do papel e do livro para uma superfície vestível e móvel, relacionando poesia visual, serigrafia, edição múltipla, design e circulação pública. O projeto deve ser situado no campo expandido das publicações de artista e das experiências que transformaram suportes cotidianos em veículos poéticos.A partir de 1986, Márcio Almeida participou de performances poéticas com o Grupo Tropa Mineira, apresentadas no circuito de bares de Belo Horizonte e em cidades do interior de Minas Gerais. Essa atividade acrescentou oralidade, presença corporal, acontecimento e relação direta com o público a uma produção já marcada pela experimentação verbal e visual.Sua atuação intelectual também abrange jornalismo cultural, crítica e reflexão sobre outros artistas. A colaboração com jornais e revistas iniciada nos anos 1960 inclui veículos mineiros e, em período posterior, a revista Cronópios. Em texto publicado no Estado de Minas em 1987, Márcio Almeida analisou a poesia visual de Hugo Pontes, demonstrando a continuidade de uma relação iniciada no Grupo VIX e sua participação crítica no debate sobre poesia visual brasileira.Sebastião Nunes aparece nas fontes biográficas como influência importante, compadre e parceiro de Márcio Almeida em diferentes projetos. A relação entre ambos situa a obra de Almeida em um circuito mineiro de experimentação gráfica, editorial e literária que questionou continuamente as divisões entre poesia, artes gráficas, imprensa, livro e intervenção cultural.Márcio Almeida desenvolveu ainda pesquisa acadêmica sobre o miniconto, incluindo um livro tese no qual discute o pioneirismo de autores de Guaxupé no desenvolvimento do gênero. É pós graduado em Ciências da Religião e sua trajetória intelectual não se limita à poesia, abrangendo literatura, cultura popular, crítica, jornalismo e pesquisa.Integra a Comissão Mineira do Folclore e realizou pesquisa relacionada às tradições de Oliveira, sua cidade natal. Em 2002 foi responsável pela inclusão, na Enciclopédia Barsa, de verbete dedicado ao personagem Cai nágua, manifestação tradicional do carnaval de Oliveira. Essa atividade documenta outra dimensão de sua produção, voltada à memória cultural, ao patrimônio imaterial e à pesquisa de manifestações populares mineiras.Sua obra e seus textos foram traduzidos para espanhol, inglês e francês, contribuindo para a circulação internacional de sua produção. A dimensão internacional também está associada a projetos de poesia visual como DidEYEtica e à edição ou circulação de Orwelhas Negras fora do Brasil.Pedro Álvares Cabral e seu Brasão e seu Brasil, impressão gráfica em offset medindo 22,2 por 15,9 centímetros e preservada no acervo poemaprocesso.com.br, constitui outro exemplo de sua utilização da cultura histórica e dos símbolos nacionais como matéria para elaboração gráfico poética. A obra permanece sem data confirmada e não deve receber uma datação definitiva até que nova documentação seja localizada.A relação de Márcio Almeida com o Poema Processo deve ser descrita com precisão documental. Sua produção de 1969, a proximidade histórica com Hugo Pontes, a experimentação com signos, diagramas, nanquim, datiloscrito, palavra e imagem e a preservação de um conjunto expressivo de suas obras em arquivo especializado no movimento estabelecem uma relação importante com o campo expandido do Poema Processo e com a poesia experimental brasileira. Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide Dias de Sá e Moacy Cirne são referências fundamentais para a compreensão desse contexto histórico. Entretanto, nas fontes atualmente consolidadas para este cadastro não foi localizada comprovação externa suficiente de correspondência direta de Márcio Almeida com esses quatro autores nem participação nominal confirmada nas principais exposições coletivas do movimento realizadas entre 1967 e 1972. Essas relações devem, portanto, permanecer como contexto histórico e intelectual, e não como vínculos pessoais documentados.Existe igualmente referência no cadastro do poemaprocesso.com.br à presença de obra de Márcio Almeida no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, MAC RS. Como essa informação ainda não foi confirmada por fonte institucional independente, deve ser tratada como registro a verificar e não como aquisição museológica definitivamente comprovada.A trajetória de Márcio Almeida é significativa para a história da poesia experimental brasileira porque conecta diferentes momentos e suportes. Parte das experiências juvenis de vanguarda do início dos anos 1960, atravessa a poesia escrita e a produção editorial dos anos 1970, participa do ambiente de transformação promovido pelo Poema Processo e por outras experiências experimentais, concentra se na poesia visual nos anos 1980, incorpora cartaz, livro catálogo, serigrafia, camiseta e performance e desenvolve reflexão crítica sobre os modos de ver e ler poesia. O conjunto preservado de suas obras e publicações permite situá lo na história ampliada da poesia visual brasileira, das práticas intermídia, do livro de artista e da experimentação gráfico poética em Minas Gerais e no Brasil.

English

BIOGRAPHY IN ENGLISHMárcio Almeida, born in Oliveira, Minas Gerais, Brazil, in 1947, is a poet, visual poet, experimental artist, writer, journalist, professor, researcher and author associated with the transformations of Brazilian poetry that began in the 1960s. He graduated in Letters from the Federal University of Minas Gerais, UFMG, and later completed postgraduate studies in Religious Studies. His career developed from written poetry and the avant garde experiments of Grupo VIX through the literary and publishing activities of the 1970s and, from the 1980s onward, toward visual poetry, graphic experimentation, performance and theoretical reflection on the relationships among word, image, sign and reading. His production has a historical relationship with the environment of the Process Poem Movement and with Brazilian experimental and visual poetry. Original works produced by Almeida in 1969 are preserved by the specialized archive at poemaprocesso.com.br, providing material documentation of his presence within the experimental field of that period. His nominal participation in the principal historical Process Poem exhibitions held between 1967 and 1972, however, still requires independent documentary confirmation.His poetic activity began in the 1960s with Grupo VIX, an avant garde poetry group that included Hugo Pontes and other young authors. The known sources contain a geographical divergence that should be preserved in cataloguing. The consolidated biographical information supplied for this record associates the early activity of the group with the cultural circuit of Vitória, Espírito Santo, while later accounts by Hugo Pontes and studies of Pontes's career place the formation of Grupo VIX in Oliveira, Minas Gerais, in 1963. The documentary point of convergence is the participation of Márcio Almeida and Hugo Pontes in the same experimental poetry circle during the first half of the 1960s. Publications connected with this environment included 1º Caderno Mostra, Ocopoema, ReVIXta and Frente, projects combining literary creation, independent publishing and investigation of the graphic materiality of poetry.A particularly important item preserved by poemaprocesso.com.br is Frente 2, Poemas e Crônicas, catalogued as an artist book produced in Vitória, Espírito Santo, in 1962 and containing a dedication to Dailor Varela. The date recorded by the archive precedes the 1963 reference for the creation of Grupo VIX and should remain a catalogue datum until further documentary examination clarifies the chronology among the publication, the group and Almeida's early circulation between Minas Gerais and Espírito Santo. Dailor Varela represents a direct documented relationship because he is identified as the dedicatee of the preserved copy.During the 1960s Almeida also began a continuing collaboration with newspapers and magazines that extended through later decades. His academic education in Letters at UFMG contributed to a practice in which creation, criticism, cultural journalism, language research and reflection on poetry remained closely interconnected. His production during this period belongs to the broader context of Brazilian poetic renewal after Concrete Poetry and contemporaneous with the emergence of the Process Poem Movement, experimental poetry, independent publications and other practices that challenged the conventional structures of the poem and the book.The poemaprocesso.com.br archive preserves an especially important group of Almeida's works from 1969. Among them is Comunicação Estética ou O Belo & a Era, consisting of multiple original works in India ink on paper. The ensemble demonstrates an investigation of graphic space, visuality, organization of signs and forms of aesthetic communication extending beyond the conventional verbal poem. Cosmorama, also dated 1969, is an India ink work on paper catalogued as a significant example of his production. The survival of these original documents provides material evidence for understanding Almeida's proximity to the visual and semiotic investigations developed within Brazilian avant garde environments of the period.Other works preserved by the same archive include Gráfico, executed in pen and typescript on paper and measuring 22.1 by 18.3 centimetres, and Ego, in India ink on paper and measuring 26.4 by 20.3 centimetres. Both works remain undated in the available catalogue information. They reinforce the intermedia dimension of Almeida's production, in which writing, drawing, layout, graphic gesture, spatial structure and procedures derived from visual communication participate in the construction of the poem.During the 1970s Almeida maintained a body of work predominantly connected with written poetry, books, criticism and literary circulation. He published Lavrário in 1971. In 1977 he participated in Antologia Poética with Pascoal Motta, Geraldo Reis, Antonio Barreto and Ronald Clavel. Previsão de Haveres na Terra do Puka followed in 1978 and As Canções Adiadas dos Nossos Soluços Medrosos in 1979. O Não Nosso de Cada Dia also belongs to his bibliography, although its exact publication date has not been established in the currently available information.His recognition in written literature is also documented by awards. In 1972 he received second place in the Paraná Short Story Competition. In 1977 he received the first Emílio Moura Poetry Prize. Other distinctions associated with the name Cidade de Belo Horizonte are mentioned in biographical sources, but their specific editions, categories and dates require documentary identification before they can be presented as individual definitive records.From the early 1980s onward visual poetry became increasingly central to Almeida's work. This shift did not represent an abandonment of language research but rather an expansion of the poem into visual, graphic, editorial and performative fields. He increasingly explored typography, signs, spatial arrangement, word image relationships, appropriation, montage, visual reading and communication procedures that brought poetry into close contact with visual art and experimental design.Não Haverá Míssil de 7º Dia, dated 1983 in bibliographic references and represented in the poemaprocesso.com.br archive by a printed version catalogued as 1984 and measuring 41 by 33 centimetres, is one of the representative works of this phase. The piece places visual poetic language within the political and nuclear context of the final years of the Cold War, combining graphic communication, antimilitarist criticism and visual poetry.In 1985 Almeida developed DIDeyeTICA, uma pós leitura da Poesia Visual, recognized in academic bibliography as a theoretical text, a manifesto and a creative proposal for a new reading of visual poetry. This formulation is central to understanding his role not only as a producer of poetic images but also as a researcher and conceptual thinker concerned with visuality and modes of reading. The concept of DidEYEtica, also associated with the expression uma gramática do olho, later became connected with presentations and international circulation of visual poetry.Another important work from this period is Orwelhas Negras 64 85, conceived as a bilingual book catalogue and retrospective of visual poetry. Its chronological scope extends back to 1964 and reaches 1985, making it possible to interpret Almeida's visual phase not as an isolated rupture but as the development of investigations begun in his youth. An institutional bibliographic record identifies the publication as Orwelhas Negras: retrospectiva de poesia visual: Márcio Almeida 64 85, Belo Horizonte, author edition, 1986. The information assembled for this record also notes a special edition or circulation connected with Boulder, United States, in 1986. The copy preserved by poemaprocesso.com.br is catalogued as an artist book or bilingual catalogue from 1985 measuring 22 by 16 centimetres.Almeida published Falúdica in 1987 and Vler in 1988, both associated with his visual poetry phase. The verbal compression of these titles, semantic play and transformation of reading itself into a visual problem are consistent with an artistic investigation that displaced the word from purely discursive function toward the status of a graphic sign.During the 1980s Almeida also developed poemiseta, a collection or project of poems screen printed on T shirts. This procedure transferred poetry from paper and the book to a wearable and mobile surface, connecting visual poetry, screen printing, multiple editions, design and public circulation. The project belongs to the expanded field of artists publications and to experiments that transformed everyday supports into vehicles for poetry.Beginning in 1986 Almeida participated in poetic performances with Grupo Tropa Mineira, presented in bars in Belo Horizonte and in cities throughout the interior of Minas Gerais. These activities added orality, bodily presence, event and direct interaction with audiences to a practice already defined by verbal and visual experimentation.His intellectual activity also includes cultural journalism, criticism and reflection on the work of other artists. His collaboration with newspapers and magazines began in the 1960s and included publications in Minas Gerais and, later, the magazine Cronópios. In a text published in Estado de Minas in 1987, Almeida discussed the visual poetry of Hugo Pontes, demonstrating both the continuity of a relationship dating from Grupo VIX and his active participation in critical debates concerning Brazilian visual poetry.Sebastião Nunes appears in biographical sources as an important influence, close personal relation and collaborator in different projects. Their connection places Almeida within a Minas Gerais network of graphic, editorial and literary experimentation that repeatedly challenged conventional divisions among poetry, graphic art, journalism, books and cultural intervention.Almeida also undertook academic research on the very short story, including a book thesis arguing for the pioneering role of authors from Guaxupé in the development of the genre. He completed postgraduate studies in Religious Studies, and his intellectual work extends beyond poetry to literature, popular culture, criticism, journalism and research.He is a member of the Comissão Mineira do Folclore and conducted research into traditions from Oliveira, his native city. In 2002 he was responsible for the inclusion in the Enciclopédia Barsa of an entry concerning Cai nágua, a traditional figure associated with the carnival of Oliveira. This work documents another aspect of his career concerned with cultural memory, intangible heritage and the study of popular traditions in Minas Gerais.His work and writings have been translated into Spanish, English and French, contributing to their international circulation. The international dimension of his activity is also associated with visual poetry projects such as DidEYEtica and with the circulation or publication of Orwelhas Negras outside Brazil.Pedro Álvares Cabral e seu Brasão e seu Brasil, an offset graphic print measuring 22.2 by 15.9 centimetres and preserved in the poemaprocesso.com.br archive, is another example of Almeida's use of historical culture and national symbols as material for graphic poetic construction. The work remains without a confirmed date and should not be assigned a definitive chronology until additional documentation is located.Almeida's relationship with the Process Poem Movement requires precise documentary description. His 1969 production, his historical proximity to Hugo Pontes, his experiments with signs, diagrams, India ink, typescript, word and image and the preservation of a substantial group of his works in an archive specialized in the movement establish an important relationship with the expanded field of Process Poem and Brazilian experimental poetry. Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide Dias de Sá and Moacy Cirne are fundamental references for understanding this historical context. The sources currently consolidated for this record, however, do not provide sufficient independent confirmation of direct correspondence between Almeida and these four figures or of his nominal participation in the principal collective exhibitions of the movement between 1967 and 1972. These connections should therefore be treated as historical and intellectual context rather than as documented personal relationships.The poemaprocesso.com.br record also contains a reference to a work by Almeida in the Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, MAC RS. Since this information has not yet been independently confirmed through an institutional source, it should be treated as a record requiring verification rather than as a definitively documented museum acquisition.Márcio Almeida's career is significant to the history of Brazilian experimental poetry because it connects different periods, media and practices. It begins with youthful avant garde experiments of the early 1960s, passes through written poetry and editorial production in the 1970s, participates in the cultural environment transformed by the Process Poem Movement and other experimental practices, becomes increasingly centered on visual poetry during the 1980s, incorporates poster, book catalogue, screen printing, T shirt and performance and develops critical reflection on the processes of seeing and reading poetry. The surviving body of his works and publications places him within the expanded history of Brazilian visual poetry, intermedia practices, artists books and graphic poetic experimentation in Minas Gerais and Brazil.

Currículo

CURRÍCULO EM PORTUGUÊSIDENTIFICAÇÃONome principal: Márcio Almeida.Nascimento: 1947, Oliveira, Minas Gerais, Brasil.Nacionalidade: brasileira.Áreas de atuação: poesia, poesia visual, poesia experimental, artes visuais, literatura, jornalismo cultural, crítica, pesquisa, performance poética, edição independente, cultura popular e estudos do miniconto.Formação: Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG. Pós graduação em Ciências da Religião.Período de atividade documentado: desde o início da década de 1960.Contextos artísticos: Grupo VIX, poesia de vanguarda, poesia experimental, poesia visual e campo histórico relacionado ao Poema Processo.Relação com o Poema Processo: presença de produção experimental de 1969 preservada em arquivo especializado do Poema Processo e integração ao ambiente ampliado da poesia experimental brasileira. A participação nominal nas principais exposições históricas do movimento entre 1967 e 1972 permanece a confirmar documentalmente.FORMAÇÃODécada de 1960 e período posterior: graduação em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, Minas Gerais.Período não determinado: pós graduação em Ciências da Religião.Período não determinado: desenvolvimento de pesquisa acadêmica sobre o miniconto, incluindo estudo em formato de livro tese relacionado ao pioneirismo de autores de Guaxupé.MOVIMENTOS, GRUPOS E COLETIVOS1963: participação na formação ou fase inicial do Grupo VIX de poesia de vanguarda, juntamente com Hugo Pontes e outros autores. Fontes posteriores situam a formação do grupo em Oliveira, Minas Gerais. A biografia consolidada fornecida para o cadastro também registra atuação do Grupo VIX em Vitória, Espírito Santo. A divergência geográfica deve permanecer indicada até localização de documentação primária conclusiva.Década de 1960: circulação no ambiente das vanguardas poéticas brasileiras e desenvolvimento de experiências relacionadas à materialidade gráfica da poesia.1967 em diante: relação histórica com o ambiente do Poema Processo e da poesia experimental brasileira. A participação formal de Márcio Almeida em exposições específicas do movimento entre 1967 e 1972 não foi confirmada nas fontes atualmente consolidadas.A partir de 1986: integrante ou participante das performances poéticas do Grupo Tropa Mineira no circuito cultural de Belo Horizonte e de cidades do interior de Minas Gerais.ATUAÇÃO PROFISSIONAL E INTELECTUALDesde a década de 1960: colaboração com jornais e revistas.Período não determinado: atuação como professor, jornalista, escritor, poeta visual e pesquisador.1987: publicação de texto crítico sobre Hugo Pontes no jornal Estado de Minas, Belo Horizonte, dentro do debate sobre poesia visual.Período posterior: colaboração com a revista Cronópios.Período não determinado: membro da Comissão Mineira do Folclore.2002: responsável pela inclusão, na Enciclopédia Barsa, de verbete sobre Cai nágua, personagem ligado à tradição do carnaval de Oliveira, Minas Gerais.LIVROS, PUBLICAÇÕES E EDIÇÕES1962: Frente 2, Poemas e Crônicas. Livro de artista ou publicação experimental catalogada pelo acervo poemaprocesso.com.br como produzida em Vitória, Espírito Santo. Exemplar com dedicatória a Dailor Varela. A data antecede a referência de 1963 para a formação do Grupo VIX e deve ser preservada como data de catálogo enquanto não houver nova verificação documental.Década de 1960: 1º Caderno Mostra. Publicação relacionada ao ambiente do Grupo VIX.Década de 1960: Ocopoema. Publicação relacionada ao Grupo VIX.Década de 1960: ReVIXta. Publicação relacionada ao Grupo VIX.Década de 1960: Frente. Revista ou publicação coletiva com diversos autores vinculada às experiências iniciais do grupo.1971: Lavrário.1977: Antologia Poética, em parceria com Pascoal Motta, Geraldo Reis, Antonio Barreto e Ronald Clavel.1978: Previsão de Haveres na Terra do Puka.1979: As Canções Adiadas dos Nossos Soluços Medrosos.Data não localizada: O Não Nosso de Cada Dia.1983 e 1984: Não Haverá Míssil de 7º Dia. As referências bibliográficas registram 1983, enquanto o exemplar existente no acervo poemaprocesso.com.br está catalogado como cartaz impresso de 1984, medindo 41 por 33 centímetros. Obra de poesia visual com conteúdo antimilitarista relacionado ao contexto nuclear da Guerra Fria.1985: Orwelhas Negras 64 85. Livro catálogo bilíngue e retrospectiva de poesia visual. O acervo poemaprocesso.com.br registra exemplar de 1985, 22 por 16 centímetros.1986: Orwelhas Negras: retrospectiva de poesia visual: Márcio Almeida 64 85. Registro bibliográfico como edição de autor, Belo Horizonte. Há também referência a edição ou circulação especial relacionada a Boulder, Estados Unidos, no mesmo ano.1987: Falúdica.1988: Vler.Década de 1980: poemiseta. Projeto ou coleção de poemas serigrafados em camisetas, relacionando poesia visual, serigrafia, design, edição múltipla e circulação pública.OBRAS ORIGINAIS E TRABALHOS VISUAIS DOCUMENTADOS1969: Comunicação Estética ou O Belo & a Era. Conjunto de obras originais em nanquim sobre papel preservadas no acervo poemaprocesso.com.br. As folhas catalogadas apresentam dimensões variadas, aproximadamente entre 23 e 33 centímetros.1969: Cosmorama. Nanquim sobre papel. Obra preservada no acervo poemaprocesso.com.br.Data não localizada: Gráfico. Caneta e datiloscrito sobre papel, 22,1 por 18,3 centímetros. Acervo poemaprocesso.com.br.Data não localizada: Ego. Nanquim sobre papel, 26,4 por 20,3 centímetros. Acervo poemaprocesso.com.br.1984 no registro de acervo: Não Haverá Míssil de 7º Dia. Cartaz impresso, 41 por 33 centímetros.1985: Orwelhas Negras 64 85. Livro de artista ou livro catálogo bilíngue, 22 por 16 centímetros.Data não localizada: Pedro Álvares Cabral e seu Brasão e seu Brasil. Impressão gráfica em offset, 22,2 por 15,9 centímetros. Acervo poemaprocesso.com.br. A atribuição de década permanece estimativa e não deve substituir a indicação sem data em catalogação definitiva.TEXTOS TEÓRICOS, CRÍTICA E PESQUISA1985: DIDeyeTICA, uma pós leitura da Poesia Visual. Texto teórico, manifesto e proposta criativa voltados a uma nova leitura da poesia visual. O trabalho está relacionado ao conceito de DidEYEtica e a uma gramática do olho.1987: texto crítico sobre a poesia visual de Hugo Pontes publicado no Estado de Minas, Belo Horizonte.Período não determinado: estudo em formato de livro tese sobre o miniconto, defendendo o pioneirismo de um grupo de autores de Guaxupé.Período não determinado: textos e colaborações para jornais, revistas e publicações culturais, incluindo Cronópios.PROJETOS E COLABORAÇÕESDécada de 1960: Grupo VIX, com Hugo Pontes e outros autores.1977: Antologia Poética, com Pascoal Motta, Geraldo Reis, Antonio Barreto e Ronald Clavel.Década de 1980: poemiseta, projeto de poemas serigrafados em camisetas.1985 em diante: DidEYEtica, projeto conceitual e poético relacionado à leitura da poesia visual e à formulação de uma gramática do olho.A partir de 1986: performances poéticas com o Grupo Tropa Mineira em Belo Horizonte e no interior de Minas Gerais.Período não determinado: projetos e relações de colaboração com Sebastião Nunes, identificado nas fontes biográficas como influência importante, compadre e parceiro.PERFORMANCEA partir de 1986: apresentações poéticas com o Grupo Tropa Mineira no circuito de bares de Belo Horizonte e em cidades do interior de Minas Gerais.PRÊMIOS1972: segundo lugar no Concurso de Contos do Paraná.1977: primeiro Prêmio de Poesia Emílio Moura.Datas e categorias não determinadas: outros prêmios associados ao nome Cidade de Belo Horizonte. Os registros específicos necessitam de verificação antes da individualização no currículo.POESIA VISUAL E EXPOSIÇÕESDécada de 1980: participação crescente no circuito de poesia visual brasileiro e internacional.DidEYEtica, uma gramática do olho: projeto ou mostra internacional relacionado à poesia visual, registrado como apresentado em diferentes países. A relação completa de datas, cidades, instituições e países não foi localizada nas fontes atualmente consolidadas, razão pela qual não é possível produzir ainda uma lista individualizada de cada apresentação.Não foi localizada, nas fontes consolidadas para este cadastro, documentação suficiente para apresentar uma lista fechada de exposições individuais de Márcio Almeida.Não foi localizada, nas fontes consolidadas para este cadastro, documentação suficiente para atribuir nominalmente a Márcio Almeida participação nas principais exposições coletivas históricas do Poema Processo realizadas entre 1967 e 1972.Essa ausência de confirmação não deve ser interpretada como prova de não participação. O registro deve permanecer em aberto para futura pesquisa em catálogos, convites, listas de participantes, correspondências e arquivos pessoais.COLEÇÕES E ACERVOSColeção e arquivo poemaprocesso.com.br, Brasil: preserva livros, publicações e obras originais de Márcio Almeida, incluindo Frente 2, Poemas e Crônicas, Gráfico, Ego, Comunicação Estética ou O Belo & a Era, Cosmorama, Não Haverá Míssil de 7º Dia, Orwelhas Negras 64 85 e Pedro Álvares Cabral e seu Brasão e seu Brasil.Coleção E. M. de Melo e Castro: Orwelhas Negras aparece documentado em catálogo institucional dedicado a livros e edições de artista, demonstrando circulação e preservação bibliográfica da publicação.Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, MAC RS: presença de obra mencionada no cadastro do poemaprocesso.com.br. Informação ainda não confirmada independentemente em fonte institucional e, portanto, mantida como registro a verificar.RELAÇÕES ARTÍSTICAS DOCUMENTADAS OU CONTEXTUALIZADASHugo Pontes: relação documentada desde o Grupo VIX e mantida posteriormente no campo da poesia visual. Márcio Almeida publicou texto crítico sobre a produção de Hugo Pontes em 1987.Dailor Varela: dedicatário do exemplar de Frente 2, Poemas e Crônicas preservado no acervo.Pascoal Motta, Geraldo Reis, Antonio Barreto e Ronald Clavel: coautores com Márcio Almeida em Antologia Poética, 1977.Sebastião Nunes: influência, parceiro e relação pessoal mencionada em fontes biográficas.Grupo Tropa Mineira: colaboração em performances a partir de 1986.Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide Dias de Sá e Moacy Cirne: referências centrais para o contexto histórico do Poema Processo. Nas fontes atualmente consolidadas não foi localizada documentação independente suficiente para afirmar correspondência direta ou colaboração pessoal específica de Márcio Almeida com esses artistas.TRADUÇÕES E CIRCULAÇÃO INTERNACIONALPeríodo não determinado: trabalhos de Márcio Almeida traduzidos para espanhol, inglês e francês.Década de 1980: circulação internacional associada à poesia visual, ao projeto DidEYEtica e a Orwelhas Negras.1986: referência a edição ou circulação especial de Orwelhas Negras associada a Boulder, Estados Unidos.CULTURA POPULAR E FOLCLOREPeríodo não determinado: membro da Comissão Mineira do Folclore.2002: elaboração ou responsabilidade pelo verbete Cai nágua para a Enciclopédia Barsa, documentando tradição carnavalesca de Oliveira, Minas Gerais.CRONOLOGIA1947: nascimento em Oliveira, Minas Gerais, Brasil.1962: Frente 2, Poemas e Crônicas, catalogado pelo poemaprocesso.com.br como produzido em Vitória, Espírito Santo, com dedicatória a Dailor Varela.1963: referência documental à formação ou atuação inicial do Grupo VIX de poesia de vanguarda, com Márcio Almeida, Hugo Pontes e outros autores. Fontes posteriores situam o episódio em Oliveira, Minas Gerais.Década de 1960: circulação de 1º Caderno Mostra, Ocopoema, ReVIXta e Frente no ambiente inicial de experimentação literária.Década de 1960: início de colaboração com jornais e revistas.1969: produção do conjunto Comunicação Estética ou O Belo & a Era em nanquim sobre papel.1969: produção de Cosmorama em nanquim sobre papel.1971: publicação de Lavrário.1972: segundo lugar no Concurso de Contos do Paraná.1977: publicação de Antologia Poética com Pascoal Motta, Geraldo Reis, Antonio Barreto e Ronald Clavel.1977: primeiro Prêmio de Poesia Emílio Moura.1978: publicação de Previsão de Haveres na Terra do Puka.1979: publicação de As Canções Adiadas dos Nossos Soluços Medrosos.Primeira metade da década de 1980: intensificação da dedicação à poesia visual.1983: referência bibliográfica a Não Haverá Míssil de 7º Dia.1984: exemplar de Não Haverá Míssil de 7º Dia catalogado no acervo poemaprocesso.com.br como cartaz impresso de 41 por 33 centímetros.1985: desenvolvimento de DIDeyeTICA, uma pós leitura da Poesia Visual.1985: Orwelhas Negras 64 85, livro catálogo bilíngue e retrospectiva de poesia visual.1986: registro bibliográfico de Orwelhas Negras: retrospectiva de poesia visual: Márcio Almeida 64 85 como edição de autor em Belo Horizonte e referência a edição ou circulação especial relacionada a Boulder, Estados Unidos.1986: início documentado de performances poéticas com o Grupo Tropa Mineira em Belo Horizonte e no interior de Minas Gerais.1987: publicação de Falúdica.1987: texto crítico de Márcio Almeida sobre a poesia visual de Hugo Pontes no Estado de Minas.1988: publicação de Vler.Década de 1980: desenvolvimento do poemiseta, poemas serigrafados em camisetas.Período posterior: continuidade das atividades como poeta visual, pesquisador, escritor, jornalista e colaborador de periódicos.2002: inclusão do verbete sobre Cai nágua na Enciclopédia Barsa, relacionado à tradição carnavalesca de Oliveira.Data não localizada: produção de Gráfico.Data não localizada: produção de Ego.Data não localizada: publicação de O Não Nosso de Cada Dia.Data não localizada: produção de Pedro Álvares Cabral e seu Brasão e seu Brasil.Data não localizada: conclusão da pós graduação em Ciências da Religião.Data não localizada: desenvolvimento do estudo em formato de livro tese sobre o miniconto.

English

CURRICULUM IN ENGLISHIDENTIFICATIONMain name: Márcio Almeida.Born: 1947, Oliveira, Minas Gerais, Brazil.Nationality: Brazilian.Fields of activity: poetry, visual poetry, experimental poetry, visual art, literature, cultural journalism, criticism, research, poetic performance, independent publishing, popular culture and studies of the very short story.Education: degree in Letters from the Federal University of Minas Gerais, UFMG. Postgraduate studies in Religious Studies.Documented period of activity: from the early 1960s onward.Artistic contexts: Grupo VIX, avant garde poetry, experimental poetry, visual poetry and the historical field associated with the Process Poem Movement.Relationship with the Process Poem Movement: experimental works from 1969 are preserved in an archive specialized in Process Poem and document Almeida's place within the wider environment of Brazilian experimental poetry. His nominal participation in the principal historical exhibitions of the movement between 1967 and 1972 remains to be confirmed through documentary evidence.EDUCATION1960s and later period: degree in Letters from the Federal University of Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, Minas Gerais.Date not located: postgraduate studies in Religious Studies.Date not located: academic research on the very short story, including a book thesis concerning the pioneering role of authors from Guaxupé.MOVEMENTS, GROUPS AND COLLECTIVES1963: participation in the formation or initial phase of Grupo VIX, an avant garde poetry group, together with Hugo Pontes and other authors. Later sources place the formation of the group in Oliveira, Minas Gerais. The consolidated biographical information supplied for this record also registers Grupo VIX activity in Vitória, Espírito Santo. The geographical divergence should remain noted until conclusive primary documentation is located.1960s: participation in the environment of Brazilian poetic avant gardes and development of experiments involving the graphic materiality of poetry.From 1967 onward: historical relationship with the environment of the Process Poem Movement and Brazilian experimental poetry. Formal participation by Márcio Almeida in specific Process Poem exhibitions between 1967 and 1972 has not been confirmed in the currently consolidated sources.From 1986 onward: participant in poetic performances by Grupo Tropa Mineira in the cultural circuit of Belo Horizonte and cities in the interior of Minas Gerais.PROFESSIONAL AND INTELLECTUAL ACTIVITIESFrom the 1960s onward: collaboration with newspapers and magazines.Date not determined: activity as professor, journalist, writer, visual poet and researcher.1987: publication of a critical text on Hugo Pontes in the newspaper Estado de Minas, Belo Horizonte, within the debate on visual poetry.Later period: contributor to the magazine Cronópios.Date not determined: member of the Comissão Mineira do Folclore.2002: responsible for the inclusion in the Enciclopédia Barsa of an entry on Cai nágua, a figure associated with the traditional carnival of Oliveira, Minas Gerais.BOOKS, PUBLICATIONS AND EDITIONS1962: Frente 2, Poemas e Crônicas. Artist book or experimental publication catalogued by poemaprocesso.com.br as produced in Vitória, Espírito Santo. The preserved copy contains a dedication to Dailor Varela. This date precedes the 1963 reference for the formation of Grupo VIX and should remain the catalogue date until further documentary verification becomes possible.1960s: 1º Caderno Mostra. Publication associated with the Grupo VIX environment.1960s: Ocopoema. Publication associated with Grupo VIX.1960s: ReVIXta. Publication associated with Grupo VIX.1960s: Frente. Magazine or collective publication involving several authors and associated with the group's early experiments.1971: Lavrário.1977: Antologia Poética, with Pascoal Motta, Geraldo Reis, Antonio Barreto and Ronald Clavel.1978: Previsão de Haveres na Terra do Puka.1979: As Canções Adiadas dos Nossos Soluços Medrosos.Date not located: O Não Nosso de Cada Dia.1983 and 1984: Não Haverá Míssil de 7º Dia. Bibliographic references date the work to 1983, while the copy preserved by poemaprocesso.com.br is catalogued as a printed poster from 1984 measuring 41 by 33 centimetres. A visual poetry work with antimilitarist content related to the nuclear context of the Cold War.1985: Orwelhas Negras 64 85. Bilingual book catalogue and retrospective of visual poetry. The poemaprocesso.com.br archive records a 1985 copy measuring 22 by 16 centimetres.1986: Orwelhas Negras: retrospectiva de poesia visual: Márcio Almeida 64 85. Bibliographic record as an author edition published in Belo Horizonte. There is also a reference to a special edition or circulation associated with Boulder, United States, during the same year.1987: Falúdica.1988: Vler.1980s: poemiseta. Project or collection of poems screen printed on T shirts, connecting visual poetry, screen printing, design, multiple editions and public circulation.DOCUMENTED ORIGINAL WORKS AND VISUAL WORKS1969: Comunicação Estética ou O Belo & a Era. Group of original works in India ink on paper preserved by poemaprocesso.com.br. The catalogued sheets have varying dimensions of approximately 23 to 33 centimetres.1969: Cosmorama. India ink on paper. Preserved by poemaprocesso.com.br.Date not located: Gráfico. Pen and typescript on paper, 22.1 by 18.3 centimetres. Poemaprocesso.com.br archive.Date not located: Ego. India ink on paper, 26.4 by 20.3 centimetres. Poemaprocesso.com.br archive.1984 in the archive record: Não Haverá Míssil de 7º Dia. Printed poster, 41 by 33 centimetres.1985: Orwelhas Negras 64 85. Artist book or bilingual book catalogue, 22 by 16 centimetres.Date not located: Pedro Álvares Cabral e seu Brasão e seu Brasil. Offset graphic print, 22.2 by 15.9 centimetres. Poemaprocesso.com.br archive. Any attribution to a specific decade remains an estimate and should not replace the undated status in definitive cataloguing.THEORETICAL TEXTS, CRITICISM AND RESEARCH1985: DIDeyeTICA, uma pós leitura da Poesia Visual. Theoretical text, manifesto and creative proposal for a new reading of visual poetry. The work is related to the concept of DidEYEtica and to the formulation of a grammar of the eye.1987: critical text on the visual poetry of Hugo Pontes published in Estado de Minas, Belo Horizonte.Date not determined: study in book thesis form on the very short story, arguing for the pioneering role of a group of authors from Guaxupé.Date not determined: texts and contributions to newspapers, magazines and cultural publications, including Cronópios.PROJECTS AND COLLABORATIONS1960s: Grupo VIX, with Hugo Pontes and other authors.1977: Antologia Poética, with Pascoal Motta, Geraldo Reis, Antonio Barreto and Ronald Clavel.1980s: poemiseta, project of poems screen printed on T shirts.From 1985 onward: DidEYEtica, conceptual and poetic project related to the reading of visual poetry and the formulation of a grammar of the eye.From 1986 onward: poetic performances with Grupo Tropa Mineira in Belo Horizonte and the interior of Minas Gerais.Date not determined: projects and collaborations with Sebastião Nunes, identified in biographical sources as an important influence, close personal relation and partner.PERFORMANCEFrom 1986 onward: poetic performances with Grupo Tropa Mineira in bars in Belo Horizonte and cities in the interior of Minas Gerais.AWARDS1972: second place in the Paraná Short Story Competition.1977: first Emílio Moura Poetry Prize.Dates and categories not determined: additional awards associated with the name Cidade de Belo Horizonte. The individual records require verification before definitive inclusion.VISUAL POETRY AND EXHIBITIONS1980s: increasing participation in Brazilian and international visual poetry networks.DidEYEtica, uma gramática do olho: international project or exhibition related to visual poetry and reported as having been presented in different countries. A complete list of dates, cities, institutions and countries has not been located in the sources currently consolidated, and individual presentations therefore cannot yet be catalogued reliably.The sources consolidated for this record do not provide sufficient documentation for a definitive list of Márcio Almeida's solo exhibitions.The sources consolidated for this record do not provide sufficient documentation to attribute to Almeida by name participation in the principal historical collective exhibitions of the Process Poem Movement held between 1967 and 1972.This lack of confirmation should not be interpreted as evidence of non participation. The matter should remain open for further research in catalogues, invitations, participant lists, correspondence and personal archives.PUBLIC COLLECTIONS AND ARCHIVESPoemaprocesso.com.br collection and archive, Brazil: preserves books, publications and original works by Márcio Almeida including Frente 2, Poemas e Crônicas, Gráfico, Ego, Comunicação Estética ou O Belo & a Era, Cosmorama, Não Haverá Míssil de 7º Dia, Orwelhas Negras 64 85 and Pedro Álvares Cabral e seu Brasão e seu Brasil.E. M. de Melo e Castro Collection: Orwelhas Negras is documented in an institutional catalogue devoted to artists books and artists editions, demonstrating the bibliographic circulation and preservation of the publication.Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, MAC RS: the presence of a work is mentioned in the poemaprocesso.com.br record. The information has not yet been independently confirmed through an institutional source and should therefore remain classified as requiring verification.DOCUMENTED OR CONTEXTUAL ARTISTIC RELATIONSHIPSHugo Pontes: documented relationship beginning with Grupo VIX and continuing in the field of visual poetry. Almeida published a critical text on Pontes's production in 1987.Dailor Varela: dedicatee of the preserved copy of Frente 2, Poemas e Crônicas.Pascoal Motta, Geraldo Reis, Antonio Barreto and Ronald Clavel: coauthors with Almeida in Antologia Poética, 1977.Sebastião Nunes: influence, collaborator and personal relation mentioned in biographical sources.Grupo Tropa Mineira: collaboration in performances beginning in 1986.Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide Dias de Sá and Moacy Cirne: central references for the historical context of the Process Poem Movement. The currently consolidated sources do not contain sufficient independent documentation to establish direct correspondence or specific personal collaboration between Almeida and these artists.TRANSLATIONS AND INTERNATIONAL CIRCULATIONDate not determined: works by Márcio Almeida translated into Spanish, English and French.1980s: international circulation associated with visual poetry, the DidEYEtica project and Orwelhas Negras.1986: reference to a special edition or circulation of Orwelhas Negras associated with Boulder, United States.POPULAR CULTURE AND FOLKLOREDate not determined: member of the Comissão Mineira do Folclore.2002: preparation of or responsibility for the Cai nágua entry in the Enciclopédia Barsa, documenting a carnival tradition from Oliveira, Minas Gerais.CHRONOLOGY1947: born in Oliveira, Minas Gerais, Brazil.1962: Frente 2, Poemas e Crônicas, catalogued by poemaprocesso.com.br as produced in Vitória, Espírito Santo, with a dedication to Dailor Varela.1963: documentary reference to the formation or early activity of Grupo VIX, an avant garde poetry group involving Márcio Almeida, Hugo Pontes and other authors. Later sources place this event in Oliveira, Minas Gerais.1960s: circulation of 1º Caderno Mostra, Ocopoema, ReVIXta and Frente within the group's early experimental environment.1960s: beginning of collaborations with newspapers and magazines.1969: production of the Comunicação Estética ou O Belo & a Era group of India ink works on paper.1969: production of Cosmorama in India ink on paper.1971: publication of Lavrário.1972: second place in the Paraná Short Story Competition.1977: publication of Antologia Poética with Pascoal Motta, Geraldo Reis, Antonio Barreto and Ronald Clavel.1977: first Emílio Moura Poetry Prize.1978: publication of Previsão de Haveres na Terra do Puka.1979: publication of As Canções Adiadas dos Nossos Soluços Medrosos.Early 1980s: increasing concentration on visual poetry.1983: bibliographic reference to Não Haverá Míssil de 7º Dia.1984: copy of Não Haverá Míssil de 7º Dia catalogued by poemaprocesso.com.br as a printed poster measuring 41 by 33 centimetres.1985: development of DIDeyeTICA, uma pós leitura da Poesia Visual.1985: Orwelhas Negras 64 85, bilingual book catalogue and retrospective of visual poetry.1986: bibliographic record of Orwelhas Negras: retrospectiva de poesia visual: Márcio Almeida 64 85 as an author edition in Belo Horizonte and reference to a special edition or circulation associated with Boulder, United States.1986: documented beginning of poetic performances with Grupo Tropa Mineira in Belo Horizonte and the interior of Minas Gerais.1987: publication of Falúdica.1987: critical text by Márcio Almeida on the visual poetry of Hugo Pontes published in Estado de Minas.1988: publication of Vler.1980s: development of poemiseta, poems screen printed on T shirts.Later period: continued activity as a visual poet, researcher, writer, journalist and contributor to periodicals.2002: inclusion of the Cai nágua entry in the Enciclopédia Barsa concerning a carnival tradition from Oliveira.Date not located: production of Gráfico.Date not located: production of Ego.Date not located: publication of O Não Nosso de Cada Dia.Date not located: production of Pedro Álvares Cabral e seu Brasão e seu Brasil.Date not located: completion of postgraduate studies in Religious Studies.Date not located: development of the book thesis study on the very short story.

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