Grupo Vivo é uma obra de poesia visual realizada por José Alcides Pinto em 1965, pertencente ao conjunto de experiências verbo visuais produzidas pelo artista durante o período de maior aproximação com a poesia concreta e as pesquisas gráficas brasileiras.
José Alcides Pinto
00629 - 1965 - Colagem Diversas
25,3 x 18 / 28 x 21,5 (folha)
Título\nGrupo Vivo\n\nAutor\nJosé Alcides Pinto\n\nData\n1965\n\nTécnica\nDatiloscrito original e intervenção cromática sobre papel utilizando máquina de escrever e pintura em azul sobre suporte de papel.\n\nDescrição em Português\n\nGrupo Vivo é uma obra de poesia visual realizada por José Alcides Pinto em 1965, pertencente ao conjunto de experiências verbo visuais produzidas pelo artista durante o período de maior aproximação com a poesia concreta e as pesquisas gráficas brasileiras. A composição apresenta dois campos laterais azuis que delimitam uma faixa central clara onde se organiza um bloco tipográfico formado pela repetição sistemática das letras que compõem a palavra vivo.\n\nA repetição das letras V I V O transforma a palavra em uma estrutura visual compacta e rítmica, eliminando a leitura linear e convertendo o signo verbal em objeto gráfico. O poema deixa de ser apenas linguagem escrita e passa a funcionar como uma construção espacial baseada em ritmo, repetição, serialidade e modulação.\n\nA utilização do azul estabelece uma relação simbólica com o espaço, a profundidade e a ideia de infinito, reforçando a dimensão contemplativa da composição. O eixo central funciona como um campo de energia verbal onde a palavra vivo deixa de significar apenas uma condição existencial e torna se matéria visual autônoma.\n\nA obra antecipa princípios fundamentais do movimento Poema Processo, especialmente a substituição da narrativa verbal pela organização espacial dos signos e a compreensão do poema como estrutura processual aberta. Grupo Vivo constitui uma das mais importantes investigações de José Alcides Pinto sobre a relação entre palavra, cor e arquitetura gráfica, confirmando sua posição entre os pioneiros da poesia visual brasileira e sua proximidade intelectual com Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá e Moacy Cirne.\n\nProduzida em 1965, a obra pertence ao período de maturidade de suas pesquisas concretas e demonstra a singular contribuição do autor para a história da poesia experimental brasileira.\n\nEnglish Description\n\nGrupo Vivo is a work of Visual Poetry created by José Alcides Pinto in 1965 and belongs to the group of verbo visual experiments produced during the period of his closest engagement with Concrete Poetry and Brazilian graphic research. The composition presents two blue lateral fields framing a central light band in which a typographic block is organized through the systematic repetition of the letters composing the word vivo.\n\nThe repetition of the letters V I V O transforms the word into a compact and rhythmic visual structure, eliminating linear reading and converting the verbal sign into a graphic object. The poem ceases to be merely written language and becomes a spatial construction based on rhythm, repetition, seriality and modulation.\n\nThe use of blue establishes a symbolic relationship with space, depth and the idea of infinity, reinforcing the contemplative dimension of the composition. The central axis functions as a field of verbal energy where the word vivo no longer signifies only an existential condition and becomes autonomous visual matter.\n\nThe work anticipates fundamental principles of the Poema Processo movement, especially the replacement of verbal narrative by the spatial organization of signs and the understanding of the poem as an open processual structure. Grupo Vivo constitutes one of José Alcides Pinto most important investigations into the relationship between word, color and graphic architecture, confirming his position among the pioneers of Brazilian Visual Poetry and his intellectual proximity to Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá and Moacy Cirne.\n\nProduced in 1965, the work belongs to the mature phase of his Concrete research and demonstrates the singular contribution of the artist to the history of Brazilian Experimental Poetry.


