Home Acervo Manifesto 93, texto datilografado de Anchieta Fernandes, relacionado ao debate crítico sobre o Poema Processo, a produção literária e artística de Natal e as atividades da equipe processo do Rio Grande do Norte durante a década de 1970.

Manifesto 93, texto datilografado de Anchieta Fernandes, relacionado ao debate crítico sobre o Poema Processo, a produção literária e artística de Natal e as atividades da equipe processo do Rio Grande do Norte durante a década de 1970.

Anchieta Fernandes

-Manifesto+93+,+carta+datiluscrita+por+Anchieta+Fernandes+,+com+rodape+Durante+o+ano+de+1974,+a+equipe+processo+do+Rio+Grande,+1a.jpg

Categoria: Poema Processo

Acervo: 04676

Data: 1974

Dimensões: 31,5 x 21,6 cm

Manifesto 93, texto datilografado de Anchieta Fernandes, relacionado ao debate crítico sobre o Poema Processo, a produção literária e artística de Natal e as atividades da equipe processo do Rio Grande do Norte durante a década de 1970. O documento apresenta uma reflexão em primeira pessoa na qual Anchieta Fernandes afirma reiteradamente ter assinado seus textos com o próprio nome, sem recorrer a pseudônimos, e utiliza essa declaração como ponto de partida para discutir autoria, crítica literária, vanguarda, reconhecimento intelectual e conflitos no ambiente cultural natalense.

Anchieta Fernandes recorda sua atuação como crítico e menciona avaliações favoráveis feitas anteriormente sobre outros autores. Entre os exemplos citados estão o livro Temporada de Ingênuos, de João da Rua, comentado no jornal A República em 15 de fevereiro de 1981, Contracanto, de Jarbas Martins, também tratado em A República em 27 de junho de 1982, além da produção de Falves Silva, mencionada desde o livro Por Uma Vanguarda Nordestina, de 1986, até a apresentação feita por Anchieta Fernandes ao livro visual Elementos de Semiótica, de 1982. O autor questiona se tais elogios sinceros teriam sido esquecidos por aqueles que, naquele momento, o atacavam ou o criticavam.

O texto reafirma de maneira explícita a defesa do Poema Processo, apresentado por Anchieta Fernandes como um movimento ainda válido como vanguarda. Segundo sua argumentação, suas propostas teóricas e criativas ainda não haviam sido completamente assimiladas pelo sistema cultural e tampouco superadas por outra proposta criativa ou por um desenvolvimento teórico posterior. O autor estabelece uma comparação com a poesia concreta, afirmando que esta já teria sido assimilada pelo sistema, enquanto o Poema Processo conservaria sua capacidade crítica e renovadora.

Anchieta Fernandes também discute o uso literário de pseudônimos e nomes fictícios. Cita Miller e Vô Gogo, associado a Jô Soares, a personagem cinematográfica Carlitos, de Charles Chaplin, e menciona ainda a pseudo novela Poty or not Poty, publicada no suplemento DN Revista, fazendo uma relação irônica com Oswald de Andrade e com a formulação Tupi or not tupi do Manifesto Antropófago. O argumento procura distinguir o pseudônimo utilizado como recurso estilístico ou de caracterização daquele empregado para esconder a identidade de um autor.

Outro trecho aborda conflitos na cena literária de Natal. Anchieta Fernandes afirma considerar que determinados protagonistas do meio literário natalense não perdoavam o sucesso alheio e sugere que essa disputa poderia explicar ataques dirigidos a ele e a outros participantes da vanguarda local.

A segunda página amplia substancialmente o caráter documental do Manifesto 93 ao apresentar uma espécie de cronologia das atividades do Poema Processo em 1974, especialmente no Rio Grande do Norte. O documento registra JUNHO como período em que uma publicação ou seção teria sido ilustrada com poemas processo de Falves Silva. Em seguida menciona uma importante reportagem ou enquete sobre a problemática da Vanguarda na TN Revista.

Para JULHO, o texto registra que o Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia publicou em Salvador o primeiro número da revista Semiótica, ilustrado com poemas processo de Antonio Luís M. Andrade, que realizou uma versão do poema Olho, de Anchieta Fernandes, além de Haroldo Cajazeira Alves, Júlio César Lobo e Orlando Pinheiro.

Em AGOSTO, o documento menciona o painel de exposições da Livraria Presença, em Natal, onde foi apresentada uma mostra coletiva de poemas processo. Nessa ocasião aparece Antonio Farias Capistrano, identificado como o mais recente membro da equipe processo de Natal e como proprietário da livraria.

Em SETEMBRO, são citados Falves da Silva e Bosco Lopes, identificados como poetas processo do Rio Grande do Norte, participantes de um Festival Feira de Poemas Postais aberto pela vanguarda uruguaia em uma galeria de Montevidéu. O registro constitui evidência da inserção de artistas potiguares em circuitos internacionais de poesia experimental e comunicação postal.

Em OUTUBRO, o documento registra dois acontecimentos. O primeiro foi um simpósio internacional sobre o teórico do Poema Processo e do livro poema e sobre o poema comestível. O segundo foi o lançamento, na Livraria Livro 7, em Recife, do livro Como Ler, de Paulo Bruscky e Daniel Santiago. Anchieta Fernandes registra que o livro foi composto e impresso em massa de pão com tinta devidamente licenciada pelo Ministério da Saúde, destacando seu caráter experimental, matérico e performático.

Em NOVEMBRO, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, ocorreu o evento denominado Poemação, caracterizado no texto como exposição acontecimento que reuniu tendências poéticas brasileiras. O documento afirma que a equipe processo participou e menciona Moacy Cirne, que teria projetado slides e filmes com poemas da frente processo potiguar.

Em DEZEMBRO, o Manifesto 93 registra o lançamento, na Livraria Presença, em Natal, do livro de poemas processo Babel, de Deilton Varela, editado pela Fundação José Augusto.

Após essa cronologia, Anchieta Fernandes afirma que grande parte da ação do Poema Processo em 1974 ocorreu em Natal ou contou com integrantes da equipe natalense. O autor ressalta que Natal foi uma das cidades fundadoras do movimento juntamente com o Rio de Janeiro e defende a existência de uma responsabilidade cultural específica da cidade na elaboração e continuidade dessa vanguarda.

O texto desenvolve ainda uma reflexão teórica sobre o caráter evolutivo do Poema Processo, a semiótica, a arte visual e a necessidade de redefinições estruturais dos objetos artísticos. Anchieta Fernandes menciona a linguagem dos espaços e contrapõe estruturas espaciais e dinâmicas às codificações lineares do idioma. O documento apresenta assim uma defesa simultaneamente histórica, crítica e teórica do Poema Processo e da contribuição potiguar à vanguarda brasileira.

Na parte inferior da segunda página inicia se a seção Correspondência, seguida da frase Durante o ano de 1974, a equipe processo do Rio Grande do Norte, cuja continuação não está visível no fragmento apresentado. Essa passagem indica que o Manifesto 93 prosseguia com informações adicionais sobre correspondência, circulação documental ou atividades da equipe processo potiguar durante 1974.

O Manifesto 93 constitui fonte primária relevante para a história do Poema Processo, Anchieta Fernandes, Falves Silva, Bosco Lopes, Moacy Cirne, Antonio Farias Capistrano, Paulo Bruscky, Daniel Santiago, Fundação José Augusto, Livraria Presença, Livraria Livro 7, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, revista Semiótica, poesia visual, poema processo, livro poema, poema comestível, arte postal, vanguarda nordestina, cultura potiguar e redes brasileiras e internacionais de experimentação artística nos anos 1970.

Salsa text in English

Manifesto 93 is a typewritten text by Anchieta Fernandes connected with critical debates surrounding Poema Processo, literary and artistic production in Natal and the activities of the Rio Grande do Norte process group during the 1970s. Written in the first person, the document repeatedly states that Anchieta Fernandes signed his writings under his own name rather than using pseudonyms and uses this declaration as a starting point for discussing authorship, literary criticism, avant garde practices, intellectual recognition and conflicts within the cultural environment of Natal.

Anchieta Fernandes recalls his activity as a critic and mentions favorable assessments he had previously written about other authors. Among the examples are Temporada de Ingênuos by João da Rua, discussed in the newspaper A República on 15 February 1981, Contracanto by Jarbas Martins, also reviewed in A República on 27 June 1982, and the production of Falves Silva, referenced from the book Por Uma Vanguarda Nordestina of 1986 to the presentation written by Anchieta Fernandes for the visual book Elementos de Semiótica of 1982. He questions whether those attacking or criticizing him had forgotten these sincere expressions of praise.

The text explicitly reaffirms his defense of Poema Processo, which Anchieta Fernandes describes as still valid as an avant garde movement. In his argument, its theoretical and creative proposals had not yet been fully absorbed by the cultural system and had not been surpassed by another creative proposal or by a later theoretical development. He contrasts this condition with Concrete Poetry, which he considers already assimilated by the system, while Poema Processo continued to retain critical and innovative potential.

Anchieta Fernandes also discusses literary pseudonyms and fictional names. He refers to Miller and Vô Gogo, associated with Jô Soares, to the cinematic character Carlitos created by Charles Chaplin and to the pseudo novel Poty or not Poty published in the supplement DN Revista. He connects the title ironically with Oswald de Andrade and the formulation Tupi or not tupi from the Manifesto Antropófago. His argument distinguishes pseudonyms used as stylistic or characterizing devices from pseudonyms used merely to conceal authorship.

Another section addresses conflicts within the literary scene of Natal. Anchieta Fernandes states that certain protagonists of the local literary environment did not forgive the success of others and suggests that such disputes may have contributed to attacks against him and other participants in the local avant garde.

The second page significantly expands the documentary value of Manifesto 93 by presenting a chronology of Poema Processo activities during 1974, particularly those connected with Rio Grande do Norte. JUNHO is associated with material illustrated with process poems by Falves Silva and with an important TN Revista report or survey concerning the problems and debates of the avant garde.

For JULHO, the document records that the Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia published the first issue of the journal Semiótica in Salvador. It was illustrated with process poems by Antonio Luís M. Andrade, who produced a version of Anchieta Fernandes's poem Olho, as well as works by Haroldo Cajazeira Alves, Júlio César Lobo and Orlando Pinheiro.

In AGOSTO, the exhibition panel at Livraria Presença in Natal presented a collective exhibition of process poems. Antonio Farias Capistrano is identified as the newest member of the Natal process group and as the owner of the bookstore.

In SETEMBRO, Falves da Silva and Bosco Lopes, identified as process poets from Rio Grande do Norte, participated in a Festival Feira de Poemas Postais organized by the Uruguayan avant garde at a gallery in Montevideo. This reference documents the participation of artists from Rio Grande do Norte in international circuits of experimental poetry and postal communication.

In OUTUBRO, two events are recorded. One was an international symposium dealing with the theoretical foundations of Poema Processo, the book poem and the edible poem. The second was the launch at Livraria Livro 7 in Recife of Como Ler by Paulo Bruscky and Daniel Santiago. Anchieta Fernandes records that the book was composed and printed in bread dough using ink officially licensed by the Brazilian Ministry of Health, emphasizing its experimental, material and performative character.

In NOVEMBRO, the Museu de Arte Moderna in Rio de Janeiro hosted an event called Poemação, described as an exhibition happening that brought together different tendencies of Brazilian poetry. The process group participated, and the text specifically mentions Moacy Cirne projecting slides and films containing poems associated with the process movement in Rio Grande do Norte.

In DEZEMBRO, Manifesto 93 records the launch at Livraria Presença in Natal of the process poetry book Babel by Deilton Varela, published by Fundação José Augusto.

Following this chronology, Anchieta Fernandes argues that a large part of the activity of Poema Processo during 1974 occurred in Natal or involved members of the Natal group. He emphasizes that Natal was one of the founding cities of the movement together with Rio de Janeiro and argues that this historical position created a specific cultural responsibility for the city in the development and continuation of the avant garde.

The document also develops a theoretical reflection on the evolutionary character of Poema Processo, semiotics, visual art and the need for structural redefinitions of artistic objects. Anchieta Fernandes discusses the concept of languages of space and contrasts dynamic spatial structures with the linear codifications of verbal language. Manifesto 93 therefore operates simultaneously as a historical record, critical statement and theoretical defense of Poema Processo and of the contribution of Rio Grande do Norte to the Brazilian avant garde.

At the bottom of the second page begins a section entitled Correspondência, followed by the phrase Durante o ano de 1974, a equipe processo do Rio Grande do Norte. The continuation is not visible in the supplied image. This indicates that Manifesto 93 continued with additional information concerning correspondence, documentary circulation or activities of the Rio Grande do Norte process group during 1974.

Manifesto 93 is an important primary source for research on Poema Processo, Anchieta Fernandes, Falves Silva, Bosco Lopes, Moacy Cirne, Antonio Farias Capistrano, Paulo Bruscky, Daniel Santiago, Fundação José Augusto, Livraria Presença, Livraria Livro 7, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, the journal Semiótica, visual poetry, process poetry, the book poem, edible poetry, Mail Art, the Northeastern Brazilian avant garde, cultural production in Rio Grande do Norte and national and international networks of artistic experimentation during the 1970s.

Documento datilografado intitulado Manifesto 93, de autoria atribuída a Anchieta Fernandes. O material preserva correções, destaques em vermelho e marcas do processo de redação, características que reforçam seu valor como documento original de trabalho e fonte primária para o estudo da produção crítica de Anchieta Fernandes.

O texto articula memória pessoal, crítica literária, polêmica cultural, defesa do Poema Processo e levantamento histórico de atividades realizadas ou relacionadas à equipe processo do Rio Grande do Norte. A repetição da fórmula em que o autor afirma ter sempre assinado com o próprio nome funciona como recurso retórico e estrutura diferentes segmentos do manifesto.

Entre as pessoas, obras, instituições e publicações identificáveis encontram se João da Rua e Temporada de Ingênuos, Jarbas Martins e Contracanto, Falves Silva, Elementos de Semiótica, Poema Processo, poesia concreta, Jô Soares, Charles Chaplin, Oswald de Andrade, Manifesto Antropófago, Antonio Luís M. Andrade, Haroldo Cajazeira Alves, Júlio César Lobo, Orlando Pinheiro, Antonio Farias Capistrano, Bosco Lopes, Paulo Bruscky, Daniel Santiago, Moacy Cirne e Deilton Varela.

Também aparecem referências institucionais e geográficas importantes para a reconstrução das redes do movimento, como Natal, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Salvador, Bahia, Recife, Montevidéu, Fundação José Augusto, Livraria Presença, Livraria Livro 7, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia, revista Semiótica, TN Revista e o jornal A República.

A cronologia de 1974 constitui uma das partes mais relevantes do documento. Ela registra publicações, exposições, festivais, simpósios, lançamentos editoriais e eventos relacionados à poesia experimental e ao Poema Processo entre junho e dezembro. O texto destaca especialmente a atuação de Natal e da equipe potiguar, associando a cidade à fundação e à continuidade histórica do movimento.

A menção à participação de Falves Silva e Bosco Lopes em um Festival Feira de Poemas Postais em Montevidéu é particularmente importante para documentar conexões internacionais da produção experimental do Rio Grande do Norte. Da mesma maneira, o registro de Como Ler, de Paulo Bruscky e Daniel Santiago, produzido em massa de pão, contribui para pesquisas sobre livro objeto, poema comestível, materialidade do livro e práticas conceituais brasileiras.

O registro de Poemação no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, com participação da equipe processo e projeções de slides e filmes por Moacy Cirne, amplia a documentação sobre as relações entre poesia, imagem, cinema, projeção e manifestações multimídia vinculadas ao Poema Processo.

O lançamento de Babel, de Deilton Varela, pela Fundação José Augusto e na Livraria Presença, reforça a importância institucional de Natal na circulação e publicação da produção experimental potiguar.

Na parte inferior da segunda folha inicia se a seção Correspondência com a frase Durante o ano de 1974, a equipe processo do Rio Grande do Norte. Como a continuação não está presente nas imagens fornecidas, o conteúdo posterior não deve ser reconstruído sem documentação complementar. Essa interrupção deve ser registrada na catalogação, pois indica que o Manifesto 93 possivelmente integra um conjunto maior de páginas.

Para indexação documental, o item deve ser relacionado a Anchieta Fernandes, Manifesto 93, Poema Processo, equipe processo do Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte, 1974, Falves Silva, Bosco Lopes, Moacy Cirne, Paulo Bruscky, Daniel Santiago, Antonio Farias Capistrano, Fundação José Augusto, Livraria Presença, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, revista Semiótica, TN Revista, poesia visual, poesia experimental, livro poema, poema comestível, poemas postais, arte postal, comunicação experimental, semiótica, vanguarda nordestina e história cultural brasileira.

Observation text in English

Typewritten document entitled Manifesto 93, attributed to Anchieta Fernandes. The material preserves corrections, red highlights and traces of the writing process, characteristics that strengthen its value as an original working document and a primary source for the study of the critical production of Anchieta Fernandes.

The text combines personal memory, literary criticism, cultural controversy, a defense of Poema Processo and a historical survey of activities carried out by or connected with the process group of Rio Grande do Norte. The repeated formula in which the author states that he has always signed his writings under his own name functions as a rhetorical device and organizes different sections of the manifesto.

Among the identifiable people, works, institutions and publications are João da Rua and Temporada de Ingênuos, Jarbas Martins and Contracanto, Falves Silva, Elementos de Semiótica, Poema Processo, Concrete Poetry, Jô Soares, Charles Chaplin, Oswald de Andrade, Manifesto Antropófago, Antonio Luís M. Andrade, Haroldo Cajazeira Alves, Júlio César Lobo, Orlando Pinheiro, Antonio Farias Capistrano, Bosco Lopes, Paulo Bruscky, Daniel Santiago, Moacy Cirne and Deilton Varela.

Important institutional and geographical references for reconstructing the networks of the movement also appear, including Natal, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Salvador, Bahia, Recife, Montevideo, Fundação José Augusto, Livraria Presença, Livraria Livro 7, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia, the journal Semiótica, TN Revista and the newspaper A República.

The chronology of 1974 is one of the most significant sections of the document. It records publications, exhibitions, festivals, symposiums, book launches and events associated with experimental poetry and Poema Processo between June and December. The text gives particular emphasis to Natal and the Rio Grande do Norte group, linking the city to the foundation and historical continuation of the movement.

The reference to Falves Silva and Bosco Lopes participating in a Festival Feira de Poemas Postais in Montevideo is especially important for documenting the international connections of experimental production in Rio Grande do Norte. Likewise, the record of Como Ler by Paulo Bruscky and Daniel Santiago, produced in bread dough, contributes to research on artist books, book objects, edible poetry, materiality and Brazilian conceptual practices.

The reference to Poemação at the Museu de Arte Moderna in Rio de Janeiro, with participation by the process group and projections of slides and films by Moacy Cirne, expands the documentary record concerning the relationship between poetry, image, film, projection and multimedia practices associated with Poema Processo.

The launch of Babel by Deilton Varela through Fundação José Augusto and at Livraria Presença reinforces the institutional importance of Natal in the circulation and publication of experimental production from Rio Grande do Norte.

At the bottom of the second sheet begins the section Correspondência with the phrase Durante o ano de 1974, a equipe processo do Rio Grande do Norte. Since the continuation is not visible in the supplied images, the subsequent content should not be reconstructed without additional documentation. This interruption should be recorded in the cataloguing because it indicates that Manifesto 93 may form part of a larger group of pages.

For documentary indexing, the item should be associated with Anchieta Fernandes, Manifesto 93, Poema Processo, process group of Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte, 1974, Falves Silva, Bosco Lopes, Moacy Cirne, Paulo Bruscky, Daniel Santiago, Antonio Farias Capistrano, Fundação José Augusto, Livraria Presença, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, the journal Semiótica, TN Revista, visual poetry, experimental poetry, book poem, edible poetry, postal poems, Mail Art, experimental communication, semiotics, Northeastern Brazilian avant garde and Brazilian cultural history.


Inglês

Documento datilografado intitulado Manifesto 93, de autoria atribuída a Anchieta Fernandes.

Dimensions: 12,4 x 8,5 in

-Manifesto+93+,+carta+datiluscrita+por+Anchieta+Fernandes+,+com+rodape+Durante+o+ano+de+1974,+a+equipe+processo+do+Rio+Grande,+1a.jpg -Manifesto+93+,+carta+datiluscrita+por+Anchieta+Fernandes+,+com+rodape+Durante+o+ano+de+1974,+a+equipe+processo+do+Rio+Grande,+1b.jpg