Home Acervo Cartão de Nicola Frangione, artista italiano ligado à poesia visual, poesia experimental, Mail Art, performance e práticas intermedia, referente à obra Poesia visiva oggettuale, de 1993.

Cartão de Nicola Frangione, artista italiano ligado à poesia visual, poesia experimental, Mail Art, performance e práticas intermedia, referente à obra Poesia visiva oggettuale, de 1993.

Nicola Frangione - Italia

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04205 - 1993 - Cartao

15 x 10,5 cm

TEXTO SALSA EM PORTUGUÊS

Cartão de Nicola Frangione, artista italiano ligado à poesia visual, poesia experimental, Mail Art, performance e práticas intermedia, referente à obra Poesia visiva oggettuale, de 1993. O próprio verso do cartão identifica o trabalho como Poesia visiva oggettuale 1993 e registra os materiais sabbia, metallo, carta, corda, correspondentes a areia, metal, papel e corda, além das dimensões de 50 por 70 centímetros. A identificação impressa constitui informação documental direta sobre autoria, título, data, técnica e formato da obra.

A imagem reproduz uma composição objetual e assemblage construída pela sobreposição de materiais heterogêneos. Sobre uma superfície de aparência envelhecida encontram se fragmentos de jornais e impressos, áreas de pigmentação e desgaste, um elemento vermelho semelhante a lacre ou massa material, uma etiqueta suspensa e, no centro da composição, um instrumento circular de medição montado sobre uma haste metálica. A incorporação de materiais cotidianos e elementos funcionais deslocados de seu contexto original transforma o objeto técnico e os fragmentos impressos em componentes de uma construção poética visual.

Poesia visiva oggettuale demonstra a ampliação da poesia visual para além da página impressa. Em vez de depender exclusivamente de palavras e signos tipográficos, Nicola Frangione constrói uma poesia baseada na relação física entre matéria, objeto, texto fragmentário, memória documental e espaço. O termo oggettuale indica precisamente essa dimensão objetual, na qual o poema passa a existir como estrutura material e visual. Papel, metal, areia e corda adquirem funções semânticas e plásticas, aproximando a obra de procedimentos da poesia visual, arte conceitual, assemblage e arte povera, sem que seja necessário classificá la formalmente em um único movimento.

Os fragmentos de jornal presentes na composição acrescentam uma dimensão temporal e documental. A palavra impressa deixa de funcionar somente como informação legível e passa a integrar a textura da obra. O instrumento de medição ocupa posição central e estabelece relações possíveis com ideias de peso, controle, avaliação, tempo, medida e valor. A etiqueta pendente reforça referências a identificação, classificação e circulação de objetos. Esses elementos convertem sistemas cotidianos de informação e medição em matéria poética.

No verso encontra se também a identificação de Nicola Frangione com endereço em Via Ortigara 17 b, 20052 Monza, Italy, relacionando diretamente o cartão à atividade do artista em Monza. O suporte apresenta ainda marcas manuscritas e sinais de manuseio e circulação, características relevantes para sua preservação como documento de arquivo.

O cartão constitui registro importante da produção de Nicola Frangione em 1993 e documenta uma etapa de sua pesquisa na qual poesia visual, materialidade, objeto encontrado, colagem, assemblage e linguagem conceitual se encontram. Dentro de sua trajetória interdisciplinar, Poesia visiva oggettuale evidencia a passagem da palavra para o objeto e a transformação do poema em construção material. O documento é relevante para pesquisas sobre Nicola Frangione, poesia visual italiana, poesia experimental, poesia objetual, arte conceitual, assemblage, publicação de artista, Mail Art e redes internacionais de arte experimental do final do século XX.

SALSA TEXT IN ENGLISH

Postcard by Nicola Frangione, an Italian artist associated with visual poetry, experimental poetry, Mail Art, performance and intermedia practices, documenting the work Poesia visiva oggettuale from 1993. The reverse of the postcard identifies the work directly as Poesia visiva oggettuale 1993 and records the materials as sabbia, metallo, carta, corda, meaning sand, metal, paper and cord, together with dimensions of 50 by 70 centimetres. This printed identification provides direct documentary information concerning authorship, title, date, materials and format.

The image reproduces an object based composition and assemblage constructed through the superimposition of heterogeneous materials. Against an aged surface are fragments of newspapers and printed matter, areas of pigment and abrasion, a red material element resembling sealing wax or a compact mass, a suspended tag and, at the centre of the composition, a circular measuring instrument mounted on a metal support. The incorporation of everyday materials and functional elements removed from their original contexts transforms the technical object and printed fragments into components of a visual poetic construction.

Poesia visiva oggettuale demonstrates the expansion of visual poetry beyond the printed page. Rather than relying exclusively on words and typographic signs, Nicola Frangione constructs poetry through the physical relationship between matter, object, fragmented text, documentary memory and space. The term oggettuale specifically indicates this object based dimension in which the poem becomes a material and visual structure. Paper, metal, sand and cord acquire semantic and plastic functions, bringing the work into dialogue with visual poetry, conceptual art, assemblage and material experimentation without requiring its formal classification within a single artistic movement.

The newspaper fragments incorporated into the composition introduce temporal and documentary dimensions. Printed language no longer operates solely as readable information but becomes part of the material texture of the work. The measuring instrument occupies a central position and establishes possible associations with concepts of weight, control, evaluation, time, measurement and value. The suspended tag reinforces references to identification, classification and the circulation of objects. Through these elements, ordinary systems of information and measurement are transformed into poetic material.

The reverse also contains Nicola Frangione identification and the address Via Ortigara 17 b, 20052 Monza, Italy, directly connecting the postcard with the artist activity in Monza. The support also preserves handwritten marks and evidence of handling and circulation that are relevant to its status as an archival document.

The postcard constitutes an important record of Nicola Frangione production in 1993 and documents a phase of his research in which visual poetry, materiality, found objects, collage, assemblage and conceptual language intersect. Within his interdisciplinary trajectory, Poesia visiva oggettuale demonstrates the transition from word to object and the transformation of the poem into a material construction. The document is relevant to research on Nicola Frangione, Italian visual poetry, experimental poetry, object poetry, conceptual art, assemblage, artists publications, Mail Art and international experimental art networks of the late twentieth century.

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