Home Acervo Battersea Queen of Bombsites é um cartão de artista criado por Opal Louis Nations no Reino Unido em 1972. O verso identifica o trabalho pelo título Battersea Queen of Bombsites, pela designação Actual Size 4 e pelo nome Opal L Nations.

Battersea Queen of Bombsites é um cartão de artista criado por Opal Louis Nations no Reino Unido em 1972. O verso identifica o trabalho pelo título Battersea Queen of Bombsites, pela designação Actual Size 4 e pelo nome Opal L Nations.

Opal Louis Nations - Inglaterra

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03872 - 1972 - Cartao

8,9 x 14 cm

Battersea Queen of Bombsites é um cartão de artista criado por Opal Louis Nations no Reino Unido em 1972. O verso identifica o trabalho pelo título Battersea Queen of Bombsites, pela designação Actual Size 4 e pelo nome Opal L Nations. A obra pertence à produção experimental do artista relacionada à colagem, à fotomontagem, à poesia visual, à arte conceitual, ao cartão de artista, à publicação independente e à circulação postal.

A palavra Bombsites deve ser entendida como referência aos terrenos e edifícios destruídos por bombardeios. O título pode ser traduzido como Battersea Rainha dos Locais Bombardeados ou Battersea Rainha das Ruínas de Guerra. A imagem associa o distrito londrino de Battersea à memória material dos ataques aéreos, da destruição urbana e da reconstrução posterior à Segunda Guerra Mundial.

A frente apresenta uma fotografia em preto e branco de uma área urbana profundamente destruída. O cenário é composto por edifícios danificados, paredes expostas, estruturas parcialmente demolidas, madeira, vigas, fragmentos de construção e grandes quantidades de entulho espalhadas pelo terreno.

A imagem registra um espaço de devastação no qual a arquitetura perdeu sua função original. Casas e edifícios deixam de aparecer como locais de moradia ou trabalho e passam a constituir vestígios de uma cidade atingida pela violência. O ambiente urbano é transformado em ruína, arquivo e testemunho.

No centro da composição aparece uma grande forma oval que destaca uma parte da própria paisagem destruída. Esse recorte amplia visualmente o núcleo da imagem e cria a impressão de lente, espelho, janela, ovo, portal ou instrumento óptico. O elemento não introduz outra paisagem. Ele isola e reorganiza um fragmento da destruição já presente na fotografia.

A área oval contém vigas quebradas, madeiras, objetos retorcidos e partes de estruturas arquitetônicas. Ao destacar esse conjunto, Opal Louis Nations direciona o olhar para o centro material da ruína. O recurso transforma o entulho em tema principal e impede que a destruição permaneça apenas como cenário distante.

A forma oval também produz uma relação entre visão e enquadramento. O observador é levado a perceber que toda imagem histórica depende de seleção, recorte e montagem. Ao inserir um segundo enquadramento dentro da fotografia, o artista evidencia o ato de olhar e transforma o documento fotográfico em construção visual.

À direita aparece uma figura sentada ou agachada entre os escombros. Sua escala reduzida diante da destruição reforça a dimensão humana da cena. A pessoa parece ocupar temporariamente um espaço que perdeu sua função urbana e doméstica, criando uma relação entre presença humana, abandono, sobrevivência e memória.

A figura pode ser percebida como observadora, moradora, trabalhadora ou personagem encontrada na imagem original. O cartão não fornece informações suficientes para determinar sua identidade ou circunstância. Sua presença deve ser descrita como elemento visual sem atribuição biográfica definitiva.

Na parte inferior esquerda aparece o número 5. Esse número pode pertencer à fotografia utilizada, a uma sequência de imagens ou à organização interna da publicação. Como o verso identifica o cartão como Actual Size 4, não é possível afirmar que o número 5 corresponda à posição da obra na mesma série.

Na borda inferior direita aparece a identificação Opal L Nations seguida pelo símbolo de copyright e pelo ano 1972. Essa informação confirma autoria e data diretamente na imagem. O nome do artista funciona simultaneamente como crédito, assinatura impressa e marca editorial.

O verso mantém o formato tradicional de cartão postal. Aparecem as inscrições Post Card e The Address to be Written on This Side, acompanhadas por um retângulo destinado à colocação do selo. Não há endereço manuscrito, mensagem, selo postal ou carimbo de circulação no exemplar apresentado.

A ausência de uso postal indica que o cartão pode ter sido preservado antes do envio, distribuído pessoalmente ou mantido como publicação de artista. Sua estrutura, entretanto, foi concebida para permitir circulação pelo correio e inserção em redes de arte postal.

Na região inferior do verso aparece um pequeno símbolo semelhante a uma tesoura. Esse sinal também está presente em outros cartões de Opal Louis Nations da série Actual Size. A tesoura pode relacionar o conjunto aos procedimentos de recorte, apropriação, edição e montagem empregados pelo artista.

A indicação Actual Size 4 sugere que o objeto pertence a uma série chamada Actual Size ou que corresponde ao quarto item de uma sequência. Outro cartão de Opal Louis Nations, Sleight of Hand, também apresenta a designação Actual Size 4. Essa repetição indica que o número pode representar formato, categoria editorial ou dimensão padronizada, e não necessariamente a numeração individual da obra.

Somente os próprios cartões não permitem determinar o significado exato de Actual Size 4. Para catalogação museológica, recomenda se conservar integralmente a expressão original sem afirmar que ela representa número de série, edição ou tamanho físico até que documentação complementar seja localizada.

O título Battersea Queen of Bombsites cria uma combinação entre localização geográfica, destruição e linguagem simbólica. O termo Queen atribui à paisagem uma identidade personificada e irônica. Battersea aparece como soberana de um território de ruínas, não por celebração da destruição, mas pela intensidade com que seus espaços bombardeados marcaram a paisagem urbana.

A escolha do título pode conter humor negro, crítica histórica e comentário social. A palavra Queen estabelece contraste com a precariedade do cenário. A majestade tradicionalmente associada à realeza é transferida para um espaço arruinado, produzindo tensão entre poder, abandono, memória e sobrevivência.

Battersea é uma área situada no sul de Londres. Durante o século vinte, sua paisagem esteve associada a estruturas industriais, habitações, transformações urbanas e processos de reconstrução. No cartão, o nome não aparece como descrição turística, mas como identificação de uma geografia marcada por destruição e mudança.

A obra pode ser relacionada às consequências urbanas dos bombardeios sofridos por Londres durante a Segunda Guerra Mundial. Entretanto, o cartão não identifica a data da fotografia original, o endereço exato, o fotógrafo ou o acontecimento específico representado. A vinculação a um ataque determinado não pode ser confirmada apenas pela imagem.

O uso de uma fotografia documental apropriada altera a função original do registro. A imagem pode ter pertencido a um arquivo jornalístico, histórico, arquitetônico ou administrativo. Ao transformá la em cartão de artista, Nations desloca o documento para o campo da arte e da poesia visual.

A fotomontagem não depende da combinação de muitas imagens diferentes. A intervenção central ocorre pelo recorte oval, pela seleção do fragmento e pela reorganização do olhar. O artista demonstra que uma alteração relativamente simples pode transformar profundamente a leitura de uma fotografia.

O cartão apresenta relações com o dadaísmo e o surrealismo. Sua aproximação com o dadaísmo aparece na apropriação de imagem encontrada, na montagem e na alteração de um documento preexistente. A dimensão surrealista surge na presença da forma oval, que transforma a paisagem em uma visão estranha, deslocada e quase onírica.

A relação com a poesia visual está na construção de significado por meio da organização espacial da imagem e do título. O texto não descreve simplesmente a fotografia. Ele acrescenta ironia, personificação e interpretação histórica. Palavra e imagem produzem juntas uma unidade poética.

O cartão também possui dimensão política. A ruína urbana registra consequências de conflitos que transformam casas, ruas e objetos cotidianos em resíduos. A obra não apresenta combate militar, armas ou soldados. Seu foco está no resultado material da violência e na permanência dos vestígios.

A imagem pode ser compreendida como reflexão sobre destruição, memória, reconstrução, abandono, pobreza urbana, transformação territorial e sobrevivência. Essas interpretações são sugeridas pela composição, mas a obra permanece aberta e não oferece uma narrativa única.

Opal Louis Nations atuou como poeta experimental, artista visual, ilustrador, performer, editor e participante de redes internacionais de arte postal. Battersea Queen of Bombsites demonstra como sua produção visual utiliza fotografia apropriada, montagem, humor absurdo, crítica social e formato editorial portátil.

Não há indicação de que Opal Louis Nations tenha integrado formalmente o movimento Poema Processo. Sua relação com esse campo ocorre pelas afinidades com poesia visual, montagem, serialidade, reprodução gráfica, apropriação, publicação independente e circulação postal.

A obra constitui documento importante da produção britânica de Opal Louis Nations no início da década de 1970. O cartão registra sua investigação sobre imagem documental, história urbana, ilusão óptica, ruína e linguagem editorial.

Para indexação, recomenda se utilizar os termos Opal Louis Nations, Opal L Nations, Battersea Queen of Bombsites, Battersea, Londres, Reino Unido, 1972, Actual Size 4, cartão de artista, arte postal, mail art, colagem, fotomontagem, fotografia apropriada, poesia visual, arte conceitual, publicação de artista, ruínas de guerra, bombardeios de Londres, destruição urbana, memória da Segunda Guerra Mundial, reconstrução urbana, dadaísmo, surrealismo e poesia experimental britânica.

TEXT FOR THE SALSA PROGRAM IN ENGLISH

Battersea Queen of Bombsites is an artist postcard created by Opal Louis Nations in the United Kingdom in 1972. The reverse identifies the work through the title Battersea Queen of Bombsites, the designation Actual Size 4 and the name Opal L Nations. The object belongs to the artist

s experimental production involving collage, photomontage, visual poetry, conceptual art, artist postcards, independent publishing and postal circulation.

The word Bombsites refers to land and buildings damaged or destroyed by bombing. The title connects the London district of Battersea with the material memory of air raids, urban destruction and the reconstruction that followed the Second World War.

The front presents a black and white photograph of a severely damaged urban area. The scene contains ruined buildings, exposed walls, partially demolished structures, timber, beams, architectural fragments and large quantities of debris scattered across the ground.

The image records a devastated environment in which architecture has lost its original function. Houses and buildings no longer appear as places of residence or work. They have become remains of a city affected by violence and now operate as ruins, archives and historical evidence.

A large oval shape occupies the centre of the composition and isolates a section of the destroyed landscape. This visual device enlarges and emphasizes the central area while suggesting a lens, mirror, window, egg, portal or optical instrument. It does not introduce another landscape but reorganizes a fragment already contained within the photograph.

The oval contains broken beams, timber, twisted objects and parts of architectural structures. By emphasizing these materials, Opal Louis Nations directs attention toward the physical centre of the ruin and prevents the destruction from remaining only a distant background.

The oval also creates a relationship between vision and framing. The viewer is reminded that every historical image depends on selection, cropping and presentation. By placing a second frame inside the photograph, the artist makes the act of looking visible and transforms documentary photography into a constructed image.

A seated or crouching human figure appears among the debris on the right. The small scale of this person in relation to the surrounding destruction reinforces the human dimension of the scene. The figure occupies a place that has lost its domestic or urban function and introduces ideas of presence, abandonment, survival and memory.

The person may be understood as an observer, resident, worker or figure already present in the original photograph. The postcard provides insufficient information to determine identity or circumstance. The figure should therefore be described as a visual component without definitive biographical attribution.

The number 5 appears in the lower left corner. It may belong to the photographic source, a sequence of images or an earlier editorial system. Since the reverse identifies the postcard as Actual Size 4, the number 5 cannot securely be interpreted as the position of the work within the same series.

The lower right edge contains the identification Opal L Nations followed by a copyright symbol and the year 1972. This inscription directly confirms authorship and date. The artist

s name functions simultaneously as a credit, printed signature and editorial mark.

The reverse retains a conventional postcard format. It contains the inscriptions Post Card and The Address to be Written on This Side together with a rectangular field intended for postage. The documented example carries no handwritten address, message, postage or postal cancellation.

The absence of postal use may indicate that the postcard was preserved before mailing, distributed by hand or maintained as an artists publication. Its structure was nevertheless designed to support postal circulation and participation in mail art networks.

A small symbol resembling scissors appears in the lower section of the reverse. The same sign is visible on other postcards by Opal Louis Nations from the Actual Size group. It may refer to cutting, appropriation, editing and montage, which are central procedures within the artist

s visual practice.

The designation Actual Size 4 suggests that the object belongs to a group called Actual Size or corresponds to a standardized editorial category. Another Opal Louis Nations postcard, Sleight of Hand, also carries the designation Actual Size 4. This repetition indicates that the number may identify a format, publication category or physical dimension rather than the individual position of the work.

The postcards alone do not establish the exact meaning of Actual Size 4. Museum cataloguing should preserve the complete expression without claiming that it represents a series number, edition or measurement until supporting documentation is located.

The title Battersea Queen of Bombsites combines geographical location, destruction and symbolic language. The word Queen personifies the landscape and introduces an ironic form of authority. Battersea becomes the sovereign of a territory of ruins, not as a celebration of destruction but as an acknowledgement of how deeply bomb damaged sites marked the urban landscape.

The title may contain dark humour, historical criticism and social commentary. Queen creates a contrast with the damaged environment. Majesty traditionally associated with royalty is transferred to a ruined location, producing tension among power, abandonment, memory and survival.

Battersea is an area in south London. During the twentieth century, its landscape was connected with industry, housing, urban change and reconstruction. In this postcard, Battersea does not appear as a tourist location but as a geography shaped by destruction and transformation.

The work may be connected with the urban consequences of the bombing of London during the Second World War. However, the postcard does not identify the date of the original photograph, the precise address, the photographer or a specific bombing event. Association with an individual attack cannot be confirmed through the image alone.

The use of an appropriated documentary photograph changes the original function of the record. The image may have come from a journalistic, historical, architectural or administrative archive. By transforming it into an artist postcard, Nations relocates the document within visual art and experimental poetry.

The photomontage does not depend on combining numerous unrelated images. Its primary intervention is the oval selection and the reorganization of visual attention. The artist demonstrates how a relatively simple alteration can profoundly transform the interpretation of a photograph.

The postcard has affinities with Dada and Surrealism. Its Dada connection appears through appropriation, montage and alteration of a preexisting document. Its Surrealist dimension emerges through the oval form, which transforms the landscape into a strange, displaced and almost dreamlike vision.

Its relationship with visual poetry lies in the construction of meaning through spatial organization and title. The text does not merely describe the photograph. It introduces irony, personification and historical interpretation. Word and image together create a poetic unit.

The postcard also possesses a political dimension. Urban ruins record the consequences of conflict, which transforms homes, streets and everyday objects into debris. The work does not represent military combat, weapons or soldiers. Its subject is the material result of violence and the continuing presence of its traces.

The image may be understood as a reflection on destruction, memory, reconstruction, urban abandonment, poverty, territorial transformation and survival. These interpretations are suggested by the composition, although the work remains open and does not provide a single narrative.

Opal Louis Nations worked as an experimental poet, visual artist, illustrator, performer, editor and participant in international mail art networks. Battersea Queen of Bombsites demonstrates how his visual production uses appropriated photography, montage, absurd humour, social criticism and portable editorial formats.

No evidence identifies Opal Louis Nations as a formal participant in the Brazilian Process Poem Movement. His relationship with that field is based on affinities involving visual poetry, montage, seriality, graphic reproduction, appropriation, independent publishing and postal circulation.

The work is an important document of Opal Louis Nations

s British production during the early 1970s. It records his investigation of documentary imagery, urban history, optical displacement, ruins and editorial language.

Recommended indexing terms include Opal Louis Nations, Opal L Nations, Battersea Queen of Bombsites, Battersea, London, United Kingdom, 1972, Actual Size 4, artist postcard, mail art, collage, photomontage, appropriated photography, visual poetry, conceptual art, artists publication, war ruins, London bombing, urban destruction, Second World War memory, urban reconstruction, Dada, Surrealism and British experimental poetry.

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