Home Acervo Branco é um poema visual de Haroldo de Campos datado de 1957, realizado em impressão tipográfica sobre papel. A obra pertence ao núcleo histórico da Poesia Concreta brasileira e ao ambiente de investigação do Grupo Noigandres

Branco é um poema visual de Haroldo de Campos datado de 1957, realizado em impressão tipográfica sobre papel. A obra pertence ao núcleo histórico da Poesia Concreta brasileira e ao ambiente de investigação do Grupo Noigandres

Haroldo de Campos

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03169 - 1957 - Impressão Tipografica sobre papel

66 x 48 cm

1. Título oficial em português\n\nBranco\n\n2. Official title in English\n\nWhite\n\n3. Tipo\n\nPoema visual histórico\nPoema concreto tipográfico\nObra de poesia concreta brasileira\n\n4. Texto principal para Salsa em português\n\nBranco é um poema visual de Haroldo de Campos datado de 1957, realizado em impressão tipográfica sobre papel. A obra pertence ao núcleo histórico da Poesia Concreta brasileira e ao ambiente de investigação do Grupo Noigandres, no qual Haroldo de Campos, Augusto de Campos e Décio Pignatari formularam uma nova concepção de poema como estrutura visual, verbal, sonora e espacial.\n\nA composição organiza as palavras branco, vermelho, estanco e espelho em uma disposição horizontal e escalonada sobre o campo do papel. O poema explora repetição, contraste cromático verbal, pausa, silêncio, reflexo e espacialização tipográfica. A palavra branco aparece como eixo visual e conceitual, enquanto vermelho, estanco e espelho criam tensões entre cor, interrupção, superfície e percepção.\n\nO documento de transferência de propriedade da Galeria Superfície registra a obra como Haroldo de Campos, branco, 1957, impressão tipográfica sobre papel, 66 x 48 cm. O documento declara a transferência da posse e titularidade da obra para Fernando Assad Abdalla, assinada por Gustavo Parrilo da Nóbrega, representante legal da Galeria Superfície Ltda Me, em São Paulo.\n\nBranco deve ser catalogado como obra essencial para a compreensão da Poesia Concreta brasileira, da poesia visual, da semiótica visual e da passagem do poema linear para o poema como campo gráfico. Sua estrutura estabelece diálogo direto com a Exposição Nacional de Arte Concreta, com a revista Noigandres e com os desdobramentos posteriores da poesia experimental brasileira, incluindo o Poema Processo.\n\nENGLISH\n5. Main Salsa text in English\n\nWhite is a visual poem by Haroldo de Campos dated 1957, produced as a typographic print on paper. The work belongs to the historical core of Brazilian Concrete Poetry and to the experimental context of the Noigandres Group, in which Haroldo de Campos, Augusto de Campos and Décio Pignatari formulated a new understanding of poetry as a visual, verbal, sonic and spatial structure.\n\nThe composition arranges the words branco, vermelho, estanco and espelho across the paper field in a horizontal and stepped configuration. The poem explores repetition, verbal color contrast, pause, silence, reflection and typographic spatialization. The word branco functions as both visual and conceptual axis, while vermelho, estanco and espelho create tensions between color, interruption, surface and perception.\n\nThe ownership transfer document issued by Galeria Superfície records the work as Haroldo de Campos, branco, 1957, typographic print on paper, 66 x 48 cm. The document states the transfer of ownership to Fernando Assad Abdalla and is signed by Gustavo Parrilo da Nóbrega, legal representative of Galeria Superfície Ltda Me, in São Paulo.\n\nWhite should be catalogued as an essential work for understanding Brazilian Concrete Poetry, visual poetry, visual semiotics and the transition from linear poem to poem as graphic field.