Balaio Incomun VII 435
Moacy Cirne
Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede
Acervo: 01925
Dimensões: 33 x 20,5 cm
Este exemplar do Balaio Incomum, associado ao circuito de produção independente articulado por Moacy Cirne no âmbito da Comunicação/UFF, apresenta um enunciado gráfico-textual de forte carga crítica e autoirônica. A frase manuscrita -
FINALMENTE, EIS UM POEMA QUE NÃO VALE PORRA NENHUMA... RASGUE-O E JOGUE-O FORA
- tensiona os próprios limites da poesia enquanto objeto e valor cultural, operando como gesto conceitual alinhado às práticas da poesia experimental e às estratégias de negação do objeto artístico tradicionais.Produzido em Aracaju, conforme indicação visível, e datado apenas como
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, o documento insere-se na continuidade das redes independentes que, desde os anos 1970
80, resistiram à censura e às estruturas institucionais centralizadas. Sua materialidade - papel simples, escrita manual, provável circulação restrita - reforça sua função como dispositivo de comunicação direta entre agentes da rede. O boletim atua menos como publicação formal e mais como vetor de circulação de ideias, críticas e experimentações no campo expandido da poesia.
Observação 1:Documento pertencente à série Balaio Incomum, boletim independente de circulação alternativa, com numeração sequencial visível (
435
) e indicação de local (
Aracaju
), sem detalhamento editorial adicional.Observação 2:Conteúdo de caráter conceitual e crítico, articulando negação do valor tradicional da poesia e reforçando práticas experimentais ligadas às redes culturais independentes no Brasil.
Inglês
Balaio Incomun VII 435
Dimensions: 13 x 8,1 in
