BALAIO INCOMUM III/(124)
Moacy Cirne
01776 - Niterói, 11 de novembro de 1988 - Tecnica Mista
33 x 21,5 cm
Este exemplar do Balaio Incomum, editado por Moacy Cirne no contexto da Comunicação/UFF, evidencia a função do boletim como dispositivo de circulação crítica e literária no Brasil dos anos 1980. Produzido de forma informal e datilografado, o documento apresenta forte teor político em sua abertura, com um texto que articula críticas diretas ao cenário institucional da chamada Nova República, mencionando forças armadas, corrupção e estruturas de poder. Em seguida, o número reúne uma seção intitulada #quot;POESIAPOEMAPOESIA#quot;, com poemas breves atribuídos a Glória Perez, além de uma nova listagem de referências da música popular brasileira, ampliando a recorrente prática de catalogação cultural presente na série. O fechamento retoma o tom de luto em repetição tipográfica. Inserido em um contexto pós-ditadura ainda tensionado, o Balaio Incomum opera como meio ágil de difusão de ideias, combinando crítica política, experimentação poética e repertório cultural, constituindo documento relevante das redes independentes ligadas à poesia experimental.