Home Acervo Projeto Zero é uma publicação original de Bosco Lopes, realizada em Natal, Rio Grande do Norte, em 1973, vinculada às experiências do Poema Processo e à produção experimental desenvolvida no ambiente cultural potiguar.

Projeto Zero é uma publicação original de Bosco Lopes, realizada em Natal, Rio Grande do Norte, em 1973, vinculada às experiências do Poema Processo e à produção experimental desenvolvida no ambiente cultural potiguar.

Bosco Lopes

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Categoria: Livro de Artista

Acervo: 01307

Data: 1973

Dimensões: 16 x 16 cm

Projeto Zero é uma publicação original de Bosco Lopes, realizada em Natal, Rio Grande do Norte, em 1973, vinculada às experiências do Poema Processo e à produção experimental desenvolvida no ambiente cultural potiguar. A publicação reúne uma apresentação crítica de Anchieta Fernandes e uma sequência de poemas visuais de Bosco Lopes construídos por meio de signos gráficos, relações matemáticas, contrastes entre positivo e negativo, estruturas geométricas e mecanismos visuais de leitura.A capa apresenta o título Projeto Zero, o nome Bosco Lopes e uma composição circular formada por fragmentos tipográficos negros organizados como um campo visual compacto. A estrutura transforma letras e partes de caracteres em matéria gráfica, afastando a leitura convencional da palavra e aproximando a publicação dos princípios do Poema Processo, nos quais o poema pode funcionar como informação visual, estrutura e transformação.O texto crítico de Anchieta Fernandes define o processo de Bosco Lopes como uma lógica matemática. O autor analisa uma das obras a partir da oposição entre positivo e negativo associada à letra U. Em um lado aparece o positivo em relação ao branco e, no outro, o negativo estabelece relação inversa. Segundo Fernandes, a combinação inventa um novo símbolo matemático que poderia ser entendido como unidade logotípica ou símbolo de união.Uma das composições utiliza a letra U ampliada e dividida verticalmente entre áreas preta e branca. A estrutura produz simultaneamente presença e ausência, positivo e negativo, figura e fundo. A leitura deixa de depender da palavra e passa a ocorrer por meio da relação gráfica entre forma, contraste, simetria e espaço.Outra versão reduz a estrutura a dois elementos verticais retangulares, um branco sobre fundo negro e outro negro sobre fundo claro. Anchieta Fernandes relaciona esse procedimento a um corte que separa uma seção do símbolo e a projeta no espaço físico do suporte. Essa operação demonstra a importância do suporte material para a realização do poema e transforma o papel em componente ativo da obra.Outra composição apresenta um globo terrestre entre grandes sinais semelhantes a chaves e, ao lado, um círculo atravessado por uma linha diagonal. O texto crítico relaciona esse trabalho à focalização do universo e da aldeia global pela lógica de decifração do mecanismo gráfico. A obra articula imagem cartográfica, notação gráfica e signo matemático, transformando a representação do planeta em informação visual condensada.Uma das páginas apresenta três engrenagens dispostas como um mecanismo interligado, atravessadas pela palavra HOMEM. A composição aproxima corpo social, indivíduo, máquina e sistema. A palavra passa a integrar fisicamente a estrutura das engrenagens, produzindo uma leitura na qual o homem pode ser percebido como parte de um mecanismo maior.A publicação registra que foi composta e impressa nas Oficinas Gráficas da Fundação José Augusto, sob a presidência do Dr. Diógenes da Cunha Lima Filho, em Natal, Rio Grande do Norte, no ano de 1973. Esse dado situa Projeto Zero dentro da história editorial e cultural do Rio Grande do Norte e demonstra a participação de uma instituição pública na impressão e circulação de uma experiência de vanguarda.Projeto Zero constitui documento fundamental para pesquisas sobre Bosco Lopes, Anchieta Fernandes, Poema Processo, poesia visual brasileira, poesia experimental, arte gráfica, semiótica, relações entre matemática e poesia, positivo e negativo, signo, comunicação visual, Fundação José Augusto e vanguarda artística no Rio Grande do Norte. O exemplar documenta a transformação da linguagem verbal em estrutura gráfica e evidencia a investigação de Bosco Lopes sobre signo, sistema, espaço, suporte e processo.TEXTO SALSA EM INGLÊSProjeto Zero is an original publication by Bosco Lopes produced in Natal, Rio Grande do Norte, Brazil, in 1973, connected to the experiments of Poema Processo and to the experimental cultural production developed in northeastern Brazil. The publication brings together a critical introduction by Anchieta Fernandes and a sequence of visual poems by Bosco Lopes constructed through graphic signs, mathematical relationships, contrasts between positive and negative, geometric structures and visual mechanisms of reading.The cover presents the title Projeto Zero, the name Bosco Lopes and a circular composition formed by black typographic fragments arranged as a compact visual field. The structure transforms letters and fragments of characters into graphic material, moving away from conventional verbal reading and approaching the principles of Poema Processo, in which the poem may function as visual information, structure and transformation.The critical text by Anchieta Fernandes defines the process of Bosco Lopes as a mathematical logic. The author analyzes one of the works through the opposition between positive and negative associated with the letter U. On one side the positive form operates against white and on the other the negative establishes an inverse relationship. According to Fernandes, this combination invents a new mathematical symbol that could be understood as a logotypic unit or symbol of union.One composition uses an enlarged letter U divided vertically between black and white areas. The structure simultaneously produces presence and absence, positive and negative, figure and ground. Reading no longer depends on words but occurs through the graphic relationship between form, contrast, symmetry and space.Another version reduces the structure to two vertical rectangular elements, one white against a black field and the other black against a light field. Anchieta Fernandes relates this procedure to a cut that separates a section of the symbol and projects it into the physical space of the support. The operation demonstrates the importance of the material support in the realization of the poem and transforms the paper itself into an active component of the work.Another composition presents a globe between large bracket like signs and, beside it, a circle crossed by a diagonal line. The critical text connects this work to a focus on the universe and the global village through the logic of decoding a graphic mechanism. The piece combines cartographic imagery, graphic notation and mathematical sign, transforming the representation of the planet into condensed visual information.One page presents three interlocking gears crossed by the word HOMEM, meaning man. The composition connects the social body, the individual, machinery and systems. The word becomes physically integrated into the gear structure, producing a reading in which the human being may be perceived as part of a larger mechanism.The publication records that it was composed and printed at the graphic workshops of Fundação José Augusto under the presidency of Dr. Diógenes da Cunha Lima Filho in Natal, Rio Grande do Norte, in 1973. This information situates Projeto Zero within the editorial and cultural history of Rio Grande do Norte and documents the participation of a public cultural institution in the production and circulation of an avant garde experiment.Projeto Zero is a fundamental document for research on Bosco Lopes, Anchieta Fernandes, Poema Processo, Brazilian visual poetry, experimental poetry, graphic art, semiotics, relationships between mathematics and poetry, positive and negative structures, signs, visual communication, Fundação José Augusto and the artistic avant garde in Rio Grande do Norte. The publication documents the transformation of verbal language into graphic structure and demonstrates Bosco Lopes investigations into sign, system, space, support and process.

Publicação original Projeto Zero, de Bosco Lopes, impressa em Natal, Rio Grande do Norte, em 1973. O exemplar apresenta capa com composição tipográfica circular, texto crítico assinado por Anchieta Fernandes e sequência de poemas visuais baseados em relações entre positivo e negativo, figura e fundo, matemática, geometria, sinal gráfico e transformação estrutural.O texto de Anchieta Fernandes identifica explicitamente o trabalho de Bosco Lopes como uma lógica matemática. A análise destaca uma composição construída com a letra U e com a inversão entre áreas pretas e brancas, descrita como criação de um novo símbolo matemático e como unidade logotípica ou símbolo de união. O crítico também destaca uma versão baseada no corte e separação de partes do símbolo, procedimento que desloca a estrutura para o próprio espaço físico do papel.As imagens reproduzidas incluem uma estrutura gráfica formada pela letra U dividida entre preto e branco, uma composição reduzida a dois elementos verticais contrastantes, uma representação do globo terrestre associada a sinais gráficos e matemáticos e uma composição com três engrenagens articuladas pela palavra HOMEM. O conjunto evidencia uma concepção do poema como mecanismo visual a ser decifrado.Anchieta Fernandes relaciona ainda uma das obras à ideia de universo e aldeia global e considera a lógica de decifração do mecanismo gráfico como condição do processo. O texto associa essas experiências ao momento em que a Fundação José Augusto ampliava sua programação cultural para propostas novas e experimentais.O colofão informa que a publicação foi composta e impressa nas Oficinas Gráficas da Fundação José Augusto, sob a presidência do Dr. Diógenes da Cunha Lima Filho, em Natal, Rio Grande do Norte, em 1973. Esse registro permite identificar com segurança local, ano e instituição responsável pela produção gráfica.O exemplar apresenta sinais materiais de envelhecimento e uso, especialmente desgaste nas extremidades e lombada, pequenas perdas, manchas e marcas do tempo. Essas características devem ser preservadas na descrição arquivística por constituírem parte da história material do objeto.Projeto Zero possui elevada relevância documental para o estudo de Bosco Lopes, Anchieta Fernandes, Poema Processo, poesia visual, experimentalismo gráfico, semiótica, poesia matemática, comunicação visual e história das vanguardas no Rio Grande do Norte. Trata se de fonte primária que integra texto crítico, produção visual, informação editorial e contexto institucional em um único documento.TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM INGLÊSOriginal publication Projeto Zero by Bosco Lopes, printed in Natal, Rio Grande do Norte, Brazil, in 1973. The surviving copy features a cover with a circular typographic composition, a critical text signed by Anchieta Fernandes and a sequence of visual poems based on relationships between positive and negative, figure and ground, mathematics, geometry, graphic signs and structural transformation.The text by Anchieta Fernandes explicitly identifies the work of Bosco Lopes as a mathematical logic. The analysis emphasizes a composition constructed with the letter U and the inversion of black and white areas, described as the creation of a new mathematical symbol and as a logotypic unit or symbol of union. Fernandes also discusses a version based on cutting and separating parts of the symbol, a procedure that projects the structure into the physical space of the paper itself.The reproduced images include a graphic structure formed by the letter U divided between black and white, a composition reduced to two contrasting vertical elements, a representation of the globe associated with graphic and mathematical signs and a composition of three gears integrated with the word HOMEM. Together these works demonstrate a conception of the poem as a visual mechanism to be decoded.Anchieta Fernandes also relates one of the works to the ideas of the universe and the global village and describes the logic of decoding the graphic mechanism as a condition of process. His text places these experiments within a period in which Fundação José Augusto was developing a cultural program open to new and experimental proposals.The colophon states that the publication was composed and printed at the graphic workshops of Fundação José Augusto under the presidency of Dr. Diógenes da Cunha Lima Filho in Natal, Rio Grande do Norte, in 1973. This information securely establishes the place, year and institution responsible for its graphic production.The surviving copy shows material signs of aging and use, particularly wear along the edges and spine, small losses, stains and other traces of time. These characteristics are relevant to its archival description because they form part of the material history of the object.Projeto Zero has major documentary importance for research on Bosco Lopes, Anchieta Fernandes, Poema Processo, visual poetry, graphic experimentation, semiotics, mathematical poetry, visual communication and the history of the avant garde in Rio Grande do Norte. It is a primary source combining critical writing, visual production, editorial information and institutional context within a single historical document.


Inglês

Projeto Zero is an original publication by Bosco Lopes produced in Natal, Rio Grande do Norte, Brazil, in 1973, connected to the experiments of Poema Processo and to the experimental cultural production developed in northeastern Brazil.

Dimensions: 6,3 x 6,3 in

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