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Exposição Scrash Processo | Teatro Santa Rosa, João Pessoa
Exposição Scrash Processo | Teatro Santa Rosa, João Pessoa
Local de nascimento: Teatro Santa Rosa e a cidade João Pessoa.
Data de nascimento: 1969
Local de falecimento: Teatro Santa Rosa e a cidade João Pessoa.
Data de falecimento: 1969
BIOGRAFIA EM PORTUGUÊSScrash Processo foi uma exposição e manifestação coletiva vinculada ao Movimento Poema Processo, realizada no Teatro Santa Rosa, em João Pessoa, Paraíba, Brasil. A documentação atualmente localizada permite estabelecer com maior segurança o título Scrash Processo, o local Teatro Santa Rosa e a cidade de João Pessoa. O ano de 1969 é registrado pelo Arquivo Poema Processo, pelo currículo de Falves Silva publicado pela Galeria Superfície e por outras fontes derivadas desse currículo. Existe, entretanto, fonte secundária que situa Scrash Processo em 1968, motivo pelo qual essa divergência cronológica deve permanecer registrada até que seja localizado documento contemporâneo datado com dia, mês e ano.O Arquivo Poema Processo conserva um convite identificado como Scrash Processo, número de acervo 00003, catalogado como convite impresso, datado de 1969 e medindo 17,2 x 17 cm quando fechado. Esse registro é particularmente importante porque vincula diretamente o título Scrash Processo à documentação histórica preservada pelo próprio arquivo do movimento.As imagens do programa e convite apresentam a palavra SCRASH em grandes caracteres dentro de uma forma gráfica explosiva, irregular e radial. Na parte inferior aparece a palavra processo. A composição transforma o próprio título em acontecimento visual e aproxima o material de princípios fundamentais do Poema Processo, como comunicação visual, ruptura da linearidade verbal, estrutura gráfica, impacto, informação e experimentação tipográfica.Outra parte do impresso traz a indicação no teatro santa rosa, confirmando documentalmente a relação do evento com o Teatro Santa Rosa. O local é corroborado por diferentes registros externos. A Galeria Superfície situa Scrash Processo em 1969 no Teatro Santa Rosa, João Pessoa, Paraíba. A Alban Galeria reproduz a mesma informação no currículo de Falves Silva.O programa preservado contém uma página de forte caráter manifesto. Nela aparecem formulações críticas contra modelos literários baseados na palavra e no verso tradicional. Entre os elementos visíveis encontram se O verso é um drummondicídio, a afirmação de que existe mais poesia num logotipo do que em determinadas obras literárias, críticas aos monogramáticos defensores das letras, a expressão nordestimbecilidade associada à crítica da folclorização do subdesenvolvimento para turistas, uma referência à funcionalidade como invenção da realidade e a formulação de que poemas se fazem com ideias, não com palavras.Esse vocabulário situa Scrash Processo dentro da vertente mais radical e programática do Poema Processo. A negação da palavra como elemento obrigatório do poema não representava simplesmente rejeição da literatura, mas uma tentativa de redefinir o poema como estrutura, projeto, informação, objeto, sistema visual e processo. O material de Scrash Processo funciona, portanto, simultaneamente como programa de exposição, peça gráfica, documento teórico e manifestação crítica.A expressão O verso é um drummondicídio pertence ao campo de enfrentamento do Poema Processo com a tradição literária e com a centralidade do verso. A formulação utiliza Carlos Drummond de Andrade como referência simbólica da tradição poética brasileira para construir uma crítica provocativa ao modelo literário dominante. O documento também menciona João de Araújo Jorge, Mário Chamie e Vinicius, inserindo o programa numa estratégia de confronto com diferentes referências da poesia verbal.A frase poemas se fazem com ideias, não com palavras condensa um dos princípios mais importantes expostos no programa. Ela desloca o poema da composição verbal para uma concepção em que estrutura, informação, projeto e operação visual podem ser suficientes para sua constituição.O programa apresenta ainda uma relação nominal extensa, fundamental para a reconstrução da rede vinculada a Scrash Processo. Nas imagens são legíveis Wlademir Dias Pino, Dailor Varela, Iaperi Araújo, Falves da Silva, Marcos Silva, Álvaro de Sá, Hugo Mund Jr., Frederico Marcos, George Smith, Pedro Bertolino, Márcio Sampaio, Joel Câmara, Henry Corrêa, Sebastião Nunes, Anchieta Fernandes, Nei Leandro, Marcus Vinicius e Neide de Sá. Essa lista deve ser tratada como evidência primária dos nomes impressos no programa, embora a natureza exata da participação individual de cada pessoa deva ser determinada por documentação complementar quando necessário.A presença de Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide de Sá, Dailor Varela, Falves da Silva, Anchieta Fernandes, Sebastião Nunes e outros autores conecta diretamente Scrash Processo à rede histórica formada durante os primeiros anos do movimento. O evento também demonstra a forte articulação nordestina do Poema Processo, especialmente entre Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.O título Scrash possui ainda relação documentada com a produção de Dailor Varela. Em texto posteriormente incorporado ao livro A Explosão Criativa dos Quadrinhos, Moacy Cirne menciona Dailor Varela e associa a ele Scrash e Não ao não no contexto da utilização de onomatopeias e das relações entre Poema Processo e histórias em quadrinhos. Esse registro sugere uma relação específica entre o termo Scrash e a obra de Dailor Varela, embora não seja suficiente, isoladamente, para atribuir a autoria de todo o evento ou de seu projeto gráfico a ele.A relação com os quadrinhos é particularmente relevante porque o Poema Processo explorou elementos como impacto gráfico, sequência, onomatopeia, sinalização, visualidade e comunicação de massa. A forma explosiva que envolve a palavra SCRASH no convite aproxima visualmente o documento da linguagem gráfica dos comics, sem que seja necessário classificá lo como história em quadrinhos.Scrash Processo deve ser compreendido dentro da expansão nacional do Poema Processo depois de 1967. O próprio Arquivo Poema Processo situa 1969 como ano de exposições nacionais, experiências coletivas, participação pública e circulação de cartazes e impressos do movimento.A exposição possui importância histórica por registrar uma fase em que o Poema Processo já havia ultrapassado os lançamentos inaugurais do Rio de Janeiro e de Natal e circulava por diferentes cidades brasileiras. João Pessoa aparece, nesse contexto, como um dos centros de recepção e circulação das propostas do movimento.A documentação atualmente disponível não permite estabelecer com segurança dia e mês da realização de Scrash Processo. Tampouco foi localizada nas fontes consultadas informação conclusiva sobre curadoria formal, organização institucional individualizada ou relação completa das obras apresentadas. Esses campos não devem ser completados por inferência.A divergência entre 1968 e 1969 merece tratamento específico. O registro do Arquivo Poema Processo identifica o convite como de 1969, e os currículos de Falves Silva publicados pela Galeria Superfície e Alban Galeria também registram Scrash Processo no Teatro Santa Rosa em 1969. Por outro lado, uma cronologia de Raul Córdula registra SCRASH/PROCESSO, Mostra de Poemas Processo, Teatro Santa Roza, João Pessoa, em 1968. Considerando a proximidade documental do arquivo e a convergência de mais de uma fonte curricular, 1969 pode ser utilizado como data principal provisória, acompanhado obrigatoriamente da observação de que existe fonte secundária com 1968.Scrash Processo integra a história da poesia visual brasileira, da poesia experimental, da comunicação visual, do poema semiótico, da experimentação gráfica e da expansão territorial do Poema Processo. Seu material impresso constitui fonte primária para pesquisadores interessados na formação das redes de vanguarda brasileiras, no relacionamento entre poesia e design, nas relações entre Poema Processo e quadrinhos e nas práticas de contestação da literatura tradicional desenvolvidas pelo movimento.
English
Scrash Processo was a collective exhibition and manifestation associated with the Poema Processo Movement and held at Teatro Santa Rosa in João Pessoa, Paraíba, Brazil. The documentation currently located establishes with greater confidence the title Scrash Processo, the venue Teatro Santa Rosa and the city of João Pessoa. The year 1969 is recorded by the Poema Processo Archive, the Falves Silva curriculum published by Galeria Superfície and other sources derived from his exhibition record. A secondary source, however, places Scrash Processo in 1968, and this chronological discrepancy should remain documented until a contemporary source giving the complete date is located.The Poema Processo Archive preserves an invitation identified as Scrash Processo, collection number 00003, catalogued as a printed invitation dated 1969 and measuring 17.2 x 17 cm when closed. This record is particularly important because it directly connects the title Scrash Processo with historical documentation preserved by the movement's own archive.The surviving program and invitation show the word SCRASH in large characters surrounded by an explosive, irregular and radial graphic form. The word processo appears in the lower section. The composition transforms the title itself into a visual event and closely relates the material to fundamental principles of Poema Processo such as visual communication, disruption of verbal linearity, graphic structure, impact, information and typographic experimentation.Another section of the printed material contains the wording no teatro santa rosa, directly documenting the connection with Teatro Santa Rosa. The venue is corroborated by several external records. Galeria Superfície places Scrash Processo in 1969 at Teatro Santa Rosa in João Pessoa, Paraíba, and Alban Galeria gives the same information in its curriculum for Falves Silva.The surviving program contains a page with a strongly manifesto based character. It presents critical formulations directed against literary models centered on the word and traditional verse. Visible elements include O verso é um drummondicídio, the assertion that there is more poetry in a logotype than in certain literary works, criticism of monogrammatic defenders of letters, the term nordestimbecilidade linked to criticism of transforming underdevelopment into folklore for tourists, a reference to functionality as the invention of reality and the formulation that poems are made with ideas rather than words.This vocabulary positions Scrash Processo within the most radical and programmatic dimension of Poema Processo. The rejection of the word as an obligatory component of the poem did not simply represent a rejection of literature. It formed part of an attempt to redefine the poem as structure, project, information, object, visual system and process. The Scrash Processo material therefore functioned simultaneously as exhibition program, graphic work, theoretical document and critical manifestation.The expression O verso é um drummondicídio belongs to the confrontational vocabulary developed by Poema Processo in opposition to the literary tradition and the centrality of verse. It uses Carlos Drummond de Andrade as a symbolic reference for established Brazilian poetry in order to construct a provocative criticism of dominant literary models. The document also mentions João de Araújo Jorge, Mário Chamie and Vinicius, situating the program within a strategy of confrontation with different references of verbal poetry.The formulation poemas se fazem com ideias, não com palavras condenses one of the principal ideas presented in the program. It shifts the poem away from verbal composition toward a conception in which structure, information, project and visual operation may themselves constitute poetry.The program also contains an extensive list of names that is fundamental for reconstructing the network associated with Scrash Processo. Visible names include Wlademir Dias Pino, Dailor Varela, Iaperi Araújo, Falves da Silva, Marcos Silva, Álvaro de Sá, Hugo Mund Jr., Frederico Marcos, George Smith, Pedro Bertolino, Márcio Sampaio, Joel Câmara, Henry Corrêa, Sebastião Nunes, Anchieta Fernandes, Nei Leandro, Marcus Vinicius and Neide de Sá. This list should be treated as primary evidence for the names printed in the program, although the precise nature of each individual's participation requires additional documentation where necessary.The presence of Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide de Sá, Dailor Varela, Falves da Silva, Anchieta Fernandes, Sebastião Nunes and other authors directly connects Scrash Processo with the historical network established during the first years of the movement. The event also demonstrates the strong northeastern articulation of Poema Processo, particularly among Rio Grande do Norte, Paraíba and Pernambuco.The title Scrash is also documented in relation to the work of Dailor Varela. In a text later incorporated into A Explosão Criativa dos Quadrinhos, Moacy Cirne mentions Dailor Varela and associates him with Scrash and Não ao não in the context of onomatopoeia and the relationship between Poema Processo and comics. This record suggests a specific connection between the term Scrash and Varela's production, although it is not sufficient on its own to assign authorship of the entire event or its graphic design to him.The relationship with comics is particularly relevant because Poema Processo explored elements such as graphic impact, sequence, onomatopoeia, visual signs, communication and mass media. The explosive form surrounding the word SCRASH visually recalls the graphic language of comics without requiring the document itself to be classified as a comic.Scrash Processo belongs to the national expansion of Poema Processo after 1967. The Poema Processo Archive itself identifies 1969 as a period of national exhibitions, collective and participatory experiments and the circulation of posters and printed documents associated with the movement.The exhibition is historically significant because it documents a phase in which Poema Processo had moved beyond its inaugural presentations in Rio de Janeiro and Natal and was circulating through different Brazilian cities. João Pessoa thus appears as one of the locations involved in the reception and dissemination of the movement's propositions.The documentation currently available does not securely establish the exact day and month of Scrash Processo. Nor were definitive records located concerning a formal curator, individually identified organizers or a complete list of works exhibited. These fields should not be completed through inference.The discrepancy between 1968 and 1969 requires specific documentation. The Poema Processo Archive dates the invitation to 1969, and Falves Silva's curricula published by Galeria Superfície and Alban Galeria also record Scrash Processo at Teatro Santa Rosa in 1969. A chronology of Raul Córdula, however, records SCRASH/PROCESSO, Mostra de Poemas Processo, at Teatro Santa Roza in João Pessoa in 1968. Given the proximity of the archival evidence and the convergence of more than one curriculum source, 1969 may be adopted provisionally as the main date, while explicitly recording that a secondary source gives 1968.Scrash Processo belongs to the history of Brazilian visual poetry, experimental poetry, visual communication, semiotic poetry, graphic experimentation and the territorial expansion of Poema Processo. Its printed material is a primary source for research into Brazilian avant garde networks, relationships between poetry and design, connections between Poema Processo and comics and the movement's critical confrontation with traditional literary models.
Currículo
CURRÍCULO EM PORTUGUÊSScrash Processo foi uma exposição coletiva e manifestação do Poema Processo realizada no Teatro Santa Rosa, em João Pessoa, Paraíba. O título está documentado no convite preservado pelo Arquivo Poema Processo e em currículos de participantes. O ano principal de catalogação recomendado é 1969, devido à convergência entre o próprio Arquivo Poema Processo, Galeria Superfície e Alban Galeria. Existe, porém, registro secundário de 1968, que deve permanecer como divergência documental. Dia e mês não foram localizados nas fontes consultadas.Identificação. Nome principal: Scrash Processo. Variante gráfica: SCRASH processo. Tipo: exposição coletiva, manifestação e evento vinculado ao Movimento Poema Processo. Instituição: Teatro Santa Rosa. Cidade: João Pessoa. Estado: Paraíba. País: Brasil. Data principal provisória: 1969. Dia e mês: não localizados nas fontes consultadas. Movimento: Poema Processo. Campos relacionados: poesia visual, poesia experimental, poema semiótico, comunicação visual, experimentação gráfica e relações entre poesia e quadrinhos.Documento histórico. O Arquivo Poema Processo preserva Scrash Processo, convite, número de acervo 00003, datado de 1969, classificado como convite impresso e medindo 17,2 x 17 cm fechado.Material gráfico. A capa utiliza a palavra SCRASH inserida em estrutura visual explosiva e radial, acompanhada da palavra processo. Outra folha registra no teatro santa rosa. O conjunto funciona como convite, programa, peça de comunicação visual e documento histórico do evento.Manifesto e conteúdo programático. O programa inclui formulações críticas à poesia verbal e ao verso tradicional. Entre os conteúdos visualmente documentados aparecem O verso é um drummondicídio, poemas se fazem com ideias, não com palavras, referências a logotipo, letras, funcionalidade, realidade, crítica cultural e subdesenvolvimento. O material insere Scrash Processo no campo programático do Poema Processo e de sua defesa de uma poesia baseada em estrutura, informação, visualidade e processo.Participantes e nomes impressos no programa. Wlademir Dias Pino, Dailor Varela, Iaperi Araújo, Falves da Silva, Marcos Silva, Álvaro de Sá, Hugo Mund Jr., Frederico Marcos, George Smith, Pedro Bertolino, Márcio Sampaio, Joel Câmara, Henry Corrêa, Sebastião Nunes, Anchieta Fernandes, Nei Leandro, Marcus Vinicius e Neide de Sá. A presença dos nomes no programa é comprovada pelo material, mas não determina isoladamente a modalidade de participação de cada pessoa.Relação com Dailor Varela. Moacy Cirne, ao discutir as relações entre Poema Processo e histórias em quadrinhos, menciona Dailor Varela em associação às obras Scrash e Não ao não. O registro demonstra que Scrash também pertence ao vocabulário da produção de Dailor Varela e ao campo das onomatopeias e experiências gráficas exploradas pelo movimento. Não foi localizada, porém, prova suficiente para atribuir exclusivamente a Dailor Varela a concepção geral do evento Scrash Processo.O Poema Processo é lançado publicamente no Brasil a partir de ações e exposições no Rio de Janeiro e em Natal. O movimento desenvolve propostas de poema processo, objeto poema, poema participativo, poema filme, poema semiótico, livros e publicações experimentais.Fonte secundária ligada à cronologia de Raul Córdula registra SCRASH/PROCESSO, Mostra de Poemas Processo, no Teatro Santa Roza, João Pessoa, Paraíba, em 1968. Esse registro constitui a principal divergência encontrada em relação ao ano 1969.O Arquivo Poema Processo cataloga Scrash Processo como convite de 1969. Galeria Superfície, Alban Galeria e outras fontes curriculares registram Falves Silva em Scrash Processo, Teatro Santa Rosa, João Pessoa, Paraíba, Brasil, no mesmo ano. A convergência dessas fontes sustenta a adoção provisória de 1969 como data principal de catalogação.Exposições relacionadas. Explo 02, exposição inaugural do Poema Processo em Natal, 1967, aparece nos mesmos currículos históricos de Falves Silva. Em 1968 também é registrada uma exposição nacional Arte Processo em Pernambuco, que deve ser mantida separada de Scrash Processo. Alban Galeria diferencia explicitamente Explo Nacional ArteProcesso, Recife, Pernambuco, 1968, de Scrash Processo, Teatro Santa Rosa, João Pessoa, Paraíba, 1969.Publicações e textos relacionados. Moacy Cirne publicou posteriormente discussões sobre Poema Processo e quadrinhos em A Explosão Criativa dos Quadrinhos, onde cita Dailor Varela, Scrash e Não ao não no contexto da utilização de onomatopeias e das possibilidades formais dos comics.Acervo documental. O Arquivo Poema Processo preserva convite original de Scrash Processo, número 00003. Esse registro permite tratar a exposição como entidade histórica autônoma relacionada ao Poema Processo, ao Teatro Santa Rosa e à cidade de João Pessoa.Importância histórica. Scrash Processo documenta a expansão geográfica e conceitual do Movimento Poema Processo, a circulação do movimento na Paraíba e a articulação de artistas e poetas de diferentes estados. Seu programa explicita o confronto com a poesia verbal tradicional e registra conceitos ligados à visualidade, ideias, comunicação e experimentação gráfica.Cronologia consolidada. Em 1967 ocorre o lançamento público do Poema Processo. Em 1968 aparece uma referência secundária a SCRASH/PROCESSO em João Pessoa. Em 1969 o Arquivo Poema Processo e currículos de Falves Silva registram Scrash Processo no Teatro Santa Rosa. Até o momento, dia e mês não foram confirmados nas fontes consultadas.
English
CURRICULUM IN ENGLISHScrash Processo was a collective exhibition and manifestation associated with Poema Processo and held at Teatro Santa Rosa in João Pessoa, Paraíba, Brazil. The title is documented by an invitation preserved in the Poema Processo Archive and by participant exhibition records. The recommended principal catalogue year is 1969 because the Poema Processo Archive, Galeria Superfície and Alban Galeria converge on this date. A secondary source records 1968 and should remain documented as a chronological discrepancy. The exact day and month were not located in the sources consulted.Identification. Principal name: Scrash Processo. Graphic variant: SCRASH processo. Type: collective exhibition, manifestation and event associated with the Poema Processo Movement. Venue: Teatro Santa Rosa. City: João Pessoa. State: Paraíba. Country: Brazil. Principal provisional date: 1969. Day and month: not located in the sources consulted. Movement: Poema Processo. Related fields: visual poetry, experimental poetry, semiotic poetry, visual communication, graphic experimentation and relationships between poetry and comics.Historical document. The Poema Processo Archive preserves Scrash Processo, invitation, collection number 00003, dated 1969, classified as a printed invitation and measuring 17.2 x 17 cm when closed.Graphic material. The cover uses the word SCRASH within an explosive radial visual structure accompanied by the word processo. Another sheet contains the wording no teatro santa rosa. The group functions as invitation, program, visual communication object and historical documentation of the event.Manifesto and programmatic content. The program contains critical formulations directed against verbal poetry and traditional verse. Visually documented content includes O verso é um drummondicídio, poemas se fazem com ideias, não com palavras and references to logotypes, letters, functionality, reality, cultural criticism and underdevelopment. The material places Scrash Processo within the programmatic field of Poema Processo and its conception of poetry through structure, information, visuality and process.Participants and names printed in the program. Wlademir Dias Pino, Dailor Varela, Iaperi Araújo, Falves da Silva, Marcos Silva, Álvaro de Sá, Hugo Mund Jr., Frederico Marcos, George Smith, Pedro Bertolino, Márcio Sampaio, Joel Câmara, Henry Corrêa, Sebastião Nunes, Anchieta Fernandes, Nei Leandro, Marcus Vinicius and Neide de Sá. Their names are documented in the program, although the precise nature of each person's participation cannot be determined solely from this list.Relationship with Dailor Varela. In his discussion of Poema Processo and comics, Moacy Cirne mentions Dailor Varela in association with Scrash and Não ao não. This establishes that Scrash also belongs to Varela's artistic vocabulary and to the field of onomatopoeic and graphic experimentation explored by the movement. No sufficient evidence was located, however, to attribute the overall conception of the Scrash Processo event exclusively to Dailor Varela.Poema Processo was publicly launched in Brazil through actions and exhibitions in Rio de Janeiro and Natal. The movement developed propositions involving process poems, poem objects, participatory poems, film poems, semiotic poems, books and experimental publications.A secondary source connected with Raul Córdula's chronology records SCRASH/PROCESSO, Mostra de Poemas Processo, at Teatro Santa Roza in João Pessoa, Paraíba, in 1968. This constitutes the principal chronological discrepancy in relation to the 1969 date.The Poema Processo Archive catalogues Scrash Processo as a 1969 invitation. Galeria Superfície, Alban Galeria and other curriculum sources record Falves Silva in Scrash Processo, Teatro Santa Rosa, João Pessoa, Paraíba, Brazil, in the same year. The convergence of these sources supports the provisional use of 1969 as the main catalogue date.Related exhibitions. Explo 02, the inaugural Poema Processo exhibition in Natal in 1967, appears in the same historical curricula for Falves Silva. A national Arte Processo exhibition in Pernambuco is separately recorded in 1968 and should not be merged with Scrash Processo. Alban Galeria explicitly distinguishes Explo Nacional ArteProcesso, Recife, Pernambuco, 1968, from Scrash Processo, Teatro Santa Rosa, João Pessoa, Paraíba, 1969.Related publications and texts. Moacy Cirne later discussed relationships between Poema Processo and comics in A Explosão Criativa dos Quadrinhos, where he mentions Dailor Varela, Scrash and Não ao não in connection with onomatopoeia and the formal possibilities of comics.Documentary archive. The Poema Processo Archive preserves the original Scrash Processo invitation under collection number 00003. This record supports treating the exhibition as an autonomous historical entity connected with Poema Processo, Teatro Santa Rosa and João Pessoa.Historical significance. Scrash Processo documents the geographic and conceptual expansion of the Poema Processo Movement, its circulation in Paraíba and the articulation of artists and poets from different Brazilian regions. Its program explicitly records confrontation with traditional verbal poetry and concepts associated with visuality, ideas, communication and graphic experimentation.Consolidated chronology. Poema Processo was publicly launched in 1967. A secondary reference places SCRASH/PROCESSO in João Pessoa in 1968. In 1969 the Poema Processo Archive and Falves Silva exhibition records identify Scrash Processo at Teatro Santa Rosa. At present, no confirmed day or month has been located in the sources consulted.