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Jornal AAA Azioni-off-kulchur - Ugo Carrega e Mario Diacono - Italia
Jornal AAA Azioni-off-kulchur - Ugo Carrega e Mario Diacono - Italia
Local de nascimento: Milão, Italia
Data de nascimento: 17 de fevereiro de 1969
Local de falecimento: Milão, Italia
Data de falecimento: 17 de junho de 1969
AAA Azioni off kulchur foi uma publicação experimental italiana criada em Milão em 1969 por Ugo Carrega e Mario Diacono, com projeto gráfico e paginação de Liliana Landi e edição vinculada à TOOL Editoria Clandestina. A revista teve existência breve e programaticamente intensa, com apenas três números publicados entre fevereiro e junho de 1969. Sua importância histórica está ligada às pesquisas de poesia visual, poesia concreta, escrita verbo visual, nova escrita, arte conceitual, ação, performance, fotografia de intervenção e edição alternativa que transformaram a relação entre palavra, imagem, objeto, acontecimento e comunicação no final dos anos 1960. Fontes bibliográficas registram três números, datados de 17 de fevereiro de 1969, 7 de abril de 1969 e 17 de junho de 1969.O título AAA Azioni off kulchur deve ser compreendido dentro da trajetória intelectual e editorial de Ugo Carrega e de sua aproximação com a escrita verbo visual italiana. A publicação surgiu depois das experiências desenvolvidas em torno de Ana Eccetera, dirigida por Martino Oberto, e dos Quaderni di scrittura simbiotica da TOOL. Pesquisas acadêmicas recentes identificam precisamente a passagem de Ana Eccetera para TOOL e posteriormente para AAA Azioni off kulchur como um momento decisivo na formação da prática de Carrega e na discussão sobre autonomia criativa, linguagem e resistência à mercantilização do trabalho artístico.Ugo Carrega havia participado do ambiente experimental de Ana Eccetera e desenvolvido, entre 1965 e 1967, os Quaderni di scrittura simbiotica. Esse percurso procurava ultrapassar a separação tradicional entre palavra e imagem. Em sua pesquisa, escrita não significava apenas texto verbal. Letras, traços, imagens, fotografia, espaço, gesto e matéria poderiam participar conjuntamente de um processo de significação. AAA Azioni off kulchur levou essa investigação para uma estrutura editorial ainda mais aberta, ligada à ideia de comunicação independente e descentralizada. A tese dedicada à circulação da edição experimental verbo visual italiana destaca diretamente TOOL Quaderni di scrittura simbiotica e AAA Azioni off kulchur como desdobramentos fundamentais da experiência de Ana Eccetera.Mario Diacono foi coprotagonista do projeto. Poeta, escritor, crítico e posteriormente galerista e curador, Diacono possuía naquele momento intensa participação na cultura de vanguarda italiana. Havia colaborado com Ana Eccetera, Quaderno, Continuum, Linea Sud, Bollettino Tool e Marcatré. Também havia fundado com Emilio Villa a revista Ex. Entre 1966 e 1967 mudou se para Milão e participou de experiências editoriais de vanguarda antes de colaborar nos três números de AAA Azioni off kulchur. Pouco depois transferiu se para os Estados Unidos, onde passou a ensinar literatura italiana na Universidade da Califórnia em Berkeley. Essa mudança ajuda a compreender a dimensão internacional da publicação, registrada bibliograficamente com referências simultâneas a Milão e San Francisco.Liliana Landi desempenhou função essencial na materialização gráfica de AAA Azioni off kulchur. Fontes bibliográficas especializadas identificam Landi como responsável pela paginação. O terceiro número registra a redação vinculada a Carrega e Mario Diacono e apresenta a TOOL em Via Castel Morrone 8, 20129 Milano, além de endereço em 115 Haight Street, apartamento 4, San Francisco, California 94102. Esses dados demonstram que a publicação operava por uma rede editorial transatlântica e não apenas como periódico local milanês.AAA Azioni off kulchur foi concebida em oposição ao modelo convencional de jornal e revista. O texto programático de Ugo Carrega criticava os meios de informação por filtrarem e fragmentarem previamente os acontecimentos políticos, econômicos, sindicais, científicos e culturais. Em oposição a essa estrutura fechada, a revista defendia que qualquer pessoa envolvida diretamente nos acontecimentos pudesse produzir informação. Trabalhadores, camponeses, empregados, estudantes e artistas eram entendidos como possíveis autores e agentes da comunicação. Cada contribuição deveria conservar autonomia suficiente para ser separada da publicação, arquivada, redistribuída ou utilizada como cartaz e jornal mural. Essa concepção explica tanto a estética quanto a estrutura física de AAA.A revista foi produzida em folhas soltas e por processos econômicos de reprodução, incluindo ciclostil. A estrutura não encadernada era conceitualmente coerente com o projeto. As páginas não deveriam permanecer subordinadas a uma sequência rígida. Cada unidade poderia tornar se documento autônomo, obra, informação, manifesto ou elemento redistribuível. Assim, publicação, arquivo, exposição, correspondência e intervenção social tornavam se dimensões diferentes de um mesmo sistema de circulação.O primeiro número apareceu em fevereiro de 1969. A documentação bibliográfica registra a indicação temporal 1 a 17 de fevereiro de 1969. Um exemplar descrito por catálogo especializado é constituído por dois fólios soltos e contém poesia abstrata e objetual, ilustrações, fotografias, obras e intervenções de Mario Diacono, Emilio Villa, Rolando Mignani, Carlfriedrich Claus, Jean Claude Moineau e Joel Rabinowitz.Emilio Villa participou do primeiro número com Addressing. O Archivio Emilio Villa registra o trabalho em AAA Azioni off Kulchur número 1, datado de 1 a 17 de fevereiro de 1969, na página 2. A mesma documentação registra outra contribuição de Villa no segundo número, intitulada Alla Upim è già Natale. A presença de Emilio Villa conecta AAA a uma das figuras centrais da experimentação linguística, poética e artística italiana do pós guerra.Também no primeiro número apareceu o texto de Mario Diacono dedicado à poesia abstrata e objetual. Estudos posteriores registram que esse ensaio circulou simultaneamente em Marcatré e em AAA Azioni off kulchur. A formulação visual do título realçava dentro das próprias palavras os conceitos de ação e objeto, evidenciando a tentativa de converter a escrita crítica em construção verbo visual. O texto seria posteriormente traduzido para o inglês e incluído na exposição e publicação Italian Visual Poetry 1912 1972, realizada em Nova York.O segundo número foi publicado em 7 de abril de 1969. Fontes bibliográficas registram doze páginas em folhas soltas, ilustradas e não encadernadas. A edição apresentava contribuições de artistas e poetas envolvidos com pesquisas italianas e internacionais de poesia visual e intervenção.O terceiro e último número foi publicado em 17 de junho de 1969. Uma descrição bibliográfica detalhada informa que possuía oito páginas com vinte e duas fotografias e reproduções em preto e branco. Entre os nomes e trabalhos identificados aparecem Ugo Carrega, Dillon, Mario Diacono, Shohachiro, Vincenzo Accame, Hidetoshi Nagasawa, Ian Hamilton Finlay, Jean Claude Moineau, Rolando Mignani, o grupo Agentzia, Antonio Dias e Giosa Romanelli.Esse terceiro número possui especial interesse pela documentação de ações e práticas processuais. Entre elas encontra se uma ação de Hidetoshi Nagasawa realizada em Bellagio em 21 de abril de 1969. A sequência documenta fotograficamente Nagasawa escavando um buraco, transportando a terra, abrindo outro buraco e transferindo a terra sucessivamente. A ação transforma deslocamento, repetição, processo e registro fotográfico em componentes do trabalho artístico. Sua inclusão em AAA mostra que a publicação não se restringia à poesia visual impressa, acolhendo igualmente práticas relacionadas à performance, ao comportamento, à arte processual e à intervenção.A presença de Ian Hamilton Finlay amplia a conexão com a poesia concreta internacional. Jean Claude Moineau representa outro elo com pesquisas conceituais e críticas francesas. A presença do grupo Agentzia aproxima AAA das experiências conduzidas por Jean François Bory e Jochen Gerz. Antonio Dias estabelece uma conexão direta com a arte brasileira. Sua presença no terceiro número, por meio do trabalho identificado como Terror Square, insere a publicação no circuito transnacional em que artistas brasileiros participavam das experiências conceituais europeias do final dos anos 1960.A relação de AAA Azioni off kulchur com o Poema Processo deve ser definida com precisão. A publicação não foi órgão do Poema Processo e Ugo Carrega e Mario Diacono não foram integrantes do movimento brasileiro. Entretanto, AAA pertence ao mesmo contexto internacional de radicalização da linguagem, poesia visual, desmaterialização da obra, comunicação alternativa e circulação independente em que artistas do Poema Processo também atuavam. A presença do brasileiro Antonio Dias e de participantes internacionais relacionados às redes de poesia experimental aproxima materialmente esses circuitos.O significado de off kulchur possui antecedentes importantes no ambiente de Ana Eccetera. Documentação histórica registra uma Scuola off kulchur e reflexões dedicadas à história da off kulchur dentro dessa publicação. A expressão estava associada a uma posição crítica diante das formas institucionalizadas de produção cultural. AAA retomou e radicalizou essa perspectiva ao transformar a própria revista em mecanismo descentralizado de produção e circulação.O caráter clandestino declarado pela TOOL Editoria Clandestina também deve ser compreendido nesse sentido editorial e conceitual. Tratava se de uma produção independente das estruturas convencionais de edição, distribuição e mercado. A palavra clandestina fazia parte da identidade experimental da iniciativa e da busca por sistemas alternativos de circulação cultural.AAA teve apenas três números. Um levantamento de periódicos de arte registra explicitamente a sequência número 1 de 17 de fevereiro de 1969, número 2 de 7 de abril de 1969 e número 3 de 17 de junho de 1969, todos publicados em Milão pela Tool em 1969.Apesar de sua curta duração, AAA Azioni off kulchur é preservada e estudada internacionalmente. O Archivo Lafuente inclui aaa Azioni off Kulchur entre as revistas de sua coleção documental. Fontes bibliográficas também registram exemplares em instituições como Museum of Modern Art em Nova York, Getty Research Institute, MART Museo di arte moderna e contemporanea di Trento e Rovereto e Archivo Lafuente.A importância histórica de AAA Azioni off kulchur está justamente na articulação entre poesia, informação, acontecimento, ação e circulação. A publicação rejeitava a ideia de revista como recipiente neutro e apresentava cada folha como uma unidade potencialmente autônoma. Seu conteúdo reunia poesia visual, textos experimentais, fotografias de ações, trabalhos verbo visuais e documentação de artistas italianos e internacionais. Nesse sentido, AAA representa um importante documento da transformação da poesia e da arte no final dos anos 1960 e da emergência de formas editoriais que antecipavam práticas posteriormente associadas à arte postal, publicação de artista, artist run initiatives e redes alternativas de comunicação.
English
AAA Azioni off kulchur was an Italian experimental publication created in Milan in 1969 by Ugo Carrega and Mario Diacono, with graphic layout by Liliana Landi and publishing activity connected with TOOL Editoria Clandestina. The periodical had a brief but programmatically intense existence, with only three issues published between February and June 1969. Its historical significance lies in its relationship with visual poetry, concrete poetry, verbo visual writing, new writing, conceptual art, action, performance, photographic documentation of interventions and alternative publishing practices that transformed relationships between word, image, object, event and communication at the end of the 1960s. Bibliographic sources document three issues dated 17 February 1969, 7 April 1969 and 17 June 1969.The title AAA Azioni off kulchur should be understood within the intellectual and publishing trajectory of Ugo Carrega and his involvement in Italian verbo visual experimentation. The publication developed after experiences associated with Ana Eccetera, directed by Martino Oberto, and the TOOL Quaderni di scrittura simbiotica. Recent academic research identifies the progression from Ana Eccetera to TOOL and then to AAA Azioni off kulchur as a decisive moment in Carrega's development and in debates concerning creative autonomy, language and resistance to the commodification of artistic work.Carrega had participated in the experimental environment surrounding Ana Eccetera and developed the Quaderni di scrittura simbiotica between 1965 and 1967. This research sought to move beyond the traditional distinction between word and image. Writing was not understood merely as verbal text. Letters, marks, images, photography, space, gesture and material could participate together in the production of meaning. AAA Azioni off kulchur extended this investigation into an even more open editorial structure based on independent and decentralized communication.Mario Diacono was the other principal figure behind the publication. A poet, writer, critic and later gallerist and curator, Diacono was deeply involved in Italian avant garde culture. He had collaborated with Ana Eccetera, Quaderno, Continuum, Linea Sud, Bollettino Tool and Marcatré and had founded the magazine Ex with Emilio Villa. After moving to Milan during the second half of the 1960s, he participated in several experimental publishing projects before collaborating on the three cyclostyled issues of AAA Azioni off kulchur. Shortly afterward he moved to the United States and taught Italian literature at the University of California, Berkeley. This migration helps explain the international dimension of AAA, which bibliographic records associate simultaneously with Milan and San Francisco.Liliana Landi played an essential role in the material realization of the magazine and is identified in specialist bibliographic documentation as responsible for its layout. Documentation for the third issue gives an editorial connection with Carrega and Mario Diacono and identifies TOOL at Via Castel Morrone 8 in Milan together with an address at 115 Haight Street, apartment 4, San Francisco, California 94102. These details reveal that AAA operated through a transatlantic publishing network rather than solely as a local Milanese journal.AAA Azioni off kulchur was conceived in opposition to conventional newspapers and magazines. Ugo Carrega's programmatic text criticized traditional media for filtering and fragmenting political, economic, labor, scientific and cultural events before presenting them to the reader. AAA proposed instead that people directly involved in events should themselves be able to produce and circulate information. Workers, farmers, employees, students and artists could become authors and agents of communication. Contributions were conceived as autonomous units that could be detached, archived, redistributed, displayed as posters or transformed into wall newspapers. This concept explains both the aesthetics and physical structure of the publication.The magazine was produced using loose sheets and inexpensive reproduction processes including cyclostyle. Its unbound structure was conceptually consistent with its editorial principles. Pages were not intended to remain subordinated to a rigid sequence. Each unit could function independently as document, artwork, information, manifesto or redistributable element. Publishing, archiving, exhibition, correspondence and social intervention therefore became different dimensions of a single circulation system.The first issue appeared in February 1969, with bibliographic documentation recording the temporal designation 1 to 17 February 1969. A specialist catalogue describes an example consisting of two loose folios containing abstract and objectual poetry, illustrations, photographs, artworks and interventions by Mario Diacono, Emilio Villa, Rolando Mignani, Carlfriedrich Claus, Jean Claude Moineau and Joel Rabinowitz.Emilio Villa contributed Addressing to the first issue. The Archivio Emilio Villa records this work in AAA Azioni off Kulchur number 1, dated 1 to 17 February 1969, on page 2. The same documentation records Villa's contribution Alla Upim è già Natale in the second issue. Villa's presence connects AAA with one of the major figures of postwar Italian linguistic, poetic and artistic experimentation.The first issue also included Mario Diacono's text on abstract and objectual poetry. Later scholarship records that the essay circulated both in Marcatré and in AAA. The visual treatment of its title emphasized concepts of action and object within the words themselves, demonstrating the transformation of critical writing into verbo visual construction. The essay was later translated into English and included in Italian Visual Poetry 1912 1972 in New York.The second issue was published on 7 April 1969. Bibliographic documentation describes twelve illustrated pages issued as loose and unbound sheets. The issue included contributions by artists and poets involved in Italian and international visual poetry and intervention based practices.The third and final issue appeared on 17 June 1969. A detailed bibliographic description records eight pages containing twenty two black and white photographs and reproductions. Identified contributors and works include Ugo Carrega, Dillon, Mario Diacono, Shohachiro, Vincenzo Accame, Hidetoshi Nagasawa, Ian Hamilton Finlay, Jean Claude Moineau, Rolando Mignani, Agentzia, Antonio Dias and Giosa Romanelli.The third issue is particularly significant for its documentation of actions and process based practices. It includes photographic documentation of an action by Hidetoshi Nagasawa carried out in Bellagio on 21 April 1969. The sequence records Nagasawa digging a hole, transporting the earth, digging another hole and repeatedly transferring the soil. Displacement, repetition, process and photographic documentation become components of the artwork. Its inclusion demonstrates that AAA extended beyond printed visual poetry into performance, behavior, process art and intervention.The presence of Ian Hamilton Finlay broadens the connection with international concrete poetry. Jean Claude Moineau provides another connection with French conceptual and critical experimentation. Agentzia links AAA with the activities of Jean François Bory and Jochen Gerz. Brazilian artist Antonio Dias, represented through the work identified as Terror Square, provides a direct connection with Brazilian contemporary art and places the publication within transnational circuits in which Brazilian artists participated in European conceptual experimentation during the late 1960s.The relationship between AAA Azioni off kulchur and the Brazilian Process Poem Movement must be defined precisely. AAA was not an official publication of Poema Processo, and Ugo Carrega and Mario Diacono were not members of the Brazilian movement. However, the magazine belonged to the same broader international context of radical linguistic experimentation, visual poetry, dematerialization of art, alternative communication and independent circulation in which artists associated with Poema Processo also participated. Antonio Dias and other contributors circulating through overlapping international experimental networks reinforce this historical proximity.The concept of off kulchur also had important precedents within Ana Eccetera. Historical documentation records a Scuola off kulchur and texts devoted to the history of off kulchur within that publication. The expression was connected with a critical position toward institutionalized systems of cultural production. AAA adopted and radicalized this perspective by turning the magazine itself into a decentralized mechanism for producing and circulating information.The designation TOOL Editoria Clandestina should likewise be understood within this independent editorial and conceptual framework. It referred to production outside conventional publishing, distribution and commercial structures. The notion of clandestine publishing formed part of the experimental identity of the initiative and its search for alternative systems of cultural circulation.AAA produced only three issues. A major catalogue of art periodicals explicitly records number 1 dated 17 February 1969, number 2 dated 7 April 1969 and number 3 dated 17 June 1969, published in Milan by Tool during 1969.Despite its brief existence, AAA Azioni off kulchur is preserved and studied internationally. Archivo Lafuente identifies aaa Azioni off Kulchur among the periodicals in its documentary collection. Bibliographic sources also record institutional holdings at the Museum of Modern Art in New York, the Getty Research Institute, MART Museo di arte moderna e contemporanea di Trento e Rovereto and Archivo Lafuente.The historical importance of AAA Azioni off kulchur lies in the way it connected poetry, information, event, action and circulation. It rejected the idea of the magazine as a neutral container and treated each sheet as a potentially autonomous unit. Its contents brought together visual poetry, experimental texts, photographs of actions, verbo visual works and documentation by Italian and international artists. AAA therefore represents an important document in the transformation of poetry and art at the end of the 1960s and in the emergence of publishing forms that anticipated later developments in mail art, artists publications, artist run initiatives and alternative communication networks.
Currículo
CURRÍCULO EM PORTUGUÊSAAA Azioni off kulchur foi uma revista e publicação experimental criada em Milão em 1969 no ambiente de pesquisa de Ugo Carrega, Mario Diacono, TOOL Editoria Clandestina e das experiências italianas de escrita verbo visual. Foram publicados somente três números, todos em 1969. A publicação reuniu textos, poesia visual, poesia abstrata e objetual, fotografias, documentação de ações e trabalhos de artistas italianos e internacionais.IDENTIFICAÇÃONome principal: AAA Azioni off kulchurGrafias documentadas: aaa Azioni off kulchur, ??? azioni off kulchur e ããã azioni off kulchur aparecem em diferentes registros bibliográficos e estudos. As variações refletem tanto formas tipográficas empregadas na própria publicação quanto diferentes sistemas de transcrição catalográfica.Tipo: revista experimental, publicação independente, publicação de poesia visual e escrita verbo visualPaís: ItáliaCidade principal: MilãoPeríodo de publicação: fevereiro a junho de 1969Número total documentado de edições: trêsEditora: TOOL Editoria ClandestinaFundadores e diretores: Ugo Carrega e Mario DiaconoProjeto gráfico e paginação: Liliana LandiEndereços documentados da rede editorial: Via Castel Morrone 8, 20129 Milano, Itália, e 115 Haight Street, apartamento 4, San Francisco, California 94102, Estados Unidos, registrados em documentação associada ao terceiro número.Áreas relacionadas: poesia visual, poesia concreta, escrita verbo visual, nova escrita, poesia experimental, poesia abstrata e objetual, arte conceitual, performance, ação artística, fotografia, edição independente e comunicação alternativaCONTEXTO E ANTECEDENTES1958 em diante: desenvolvimento da revista Ana Eccetera em Gênova sob direção de Martino Oberto, constituindo um dos ambientes fundamentais para a formação da pesquisa verbo visual de Ugo Carrega.1963 a 1969: Ugo Carrega desenvolve sua prática dentro e a partir do círculo editorial de Ana Eccetera. Pesquisa acadêmica recente identifica esse período como decisivo para a formação de suas concepções de escrita e edição experimental.1965 a 1967: TOOL Quaderni di scrittura simbiotica desenvolve pesquisas sobre comunicação, escrita simbiótica e interação entre elementos verbais e visuais. O projeto constitui antecedente editorial direto de AAA Azioni off kulchur.1968: Mario Diacono publica OBJECTionS pelas Edizioni Tool e participa do ambiente experimental ligado a Ugo Carrega.PRINCÍPIOS EDITORIAIS1969: Ugo Carrega apresenta um programa editorial contrário ao modelo fechado do jornal tradicional. AAA propõe que a informação seja produzida pelos próprios sujeitos envolvidos nos acontecimentos e que cada contribuição permaneça autônoma, separável e reutilizável.A estrutura editorial favorece folhas soltas, materiais destacáveis, circulação independente e possibilidade de transformação de cada elemento em cartaz, documento, arquivo ou jornal mural.O sistema contesta a filtragem tradicional da informação e procura aproximar produção cultural, participação, comunicação direta e ação social.NÚMERO 1Data: fevereiro de 1969Datação bibliográfica documentada: 1 a 17 de fevereiro de 1969 e também 17 de fevereiro de 1969 em diferentes registros.Editora: TOOL Editoria ClandestinaCidade: MilãoFormato documentado em exemplar de catálogo: dois fólios soltosConteúdo: poesia abstrata e objetual, textos, ilustrações, fotografias e documentação de obras e intervenções.Participantes documentados: Mario Diacono, Emilio Villa, Rolando Mignani, Carlfriedrich Claus, Jean Claude Moineau e Joel Rabinowitz.Emilio Villa: Addressing, página 2.Mario Diacono: texto sobre poesia abstrata e objetual. O ensaio também circulou em Marcatré e posteriormente em tradução inglesa na publicação Italian Visual Poetry 1912 1972.NÚMERO 2Data: 7 de abril de 1969Editora: TOOL Editoria ClandestinaLocal associado: Milano e San FranciscoFormato documentado: doze páginas, folhas soltas, ilustradas e não encadernadas.Emilio Villa: Alla Upim è già Natale, página 1.O número integra a continuidade das pesquisas sobre poesia visual, poesia objetual, escrita experimental e ações artísticas presentes no projeto editorial.NÚMERO 3Data: 17 de junho de 1969Editora: TOOL Editoria ClandestinaRedação documentada: Carrega e Mario DiaconoPaginação: Liliana LandiDimensão de exemplar descrito: aproximadamente 35 por 25 centímetrosExtensão: oito páginasConteúdo visual documentado: vinte e duas fotografias e reproduções em preto e branco.Página 1: trabalhos relacionados a Ugo Carrega e Dillon.Página 2: Dillon, Mario Diacono e Shohachiro.Página 3: Vincenzo Accame e Ugo Carrega.Página 4: Hidetoshi Nagasawa.Página 5: Ian Hamilton Finlay e Jean Claude Moineau.Página 6: Rolando Mignani e Agentzia.Página 7: Terror Square de Antonio Dias e trabalho de Giosa Romanelli.Página 8: Dolce casa de Ugo Carrega.AÇÕES DOCUMENTADAS21 de abril de 1969: ação de Hidetoshi Nagasawa em Bellagio, Itália. O artista escava um buraco, transporta a terra, realiza outro buraco e desloca a terra da primeira cavidade para a seguinte, continuando o procedimento. A ação é documentada fotograficamente e publicada no número 3 de AAA.ARTISTAS E AUTORES DOCUMENTADOSUgo CarregaMario DiaconoLiliana Landi na função de paginaçãoEmilio VillaRolando MignaniCarlfriedrich ClausJean Claude MoineauJoel RabinowitzDillonShohachiroVincenzo AccameHidetoshi NagasawaIan Hamilton FinlayAgentziaAntonio DiasGiosa RomanelliOutros participantes podem existir nos três números, mas não devem ser acrescentados sem confirmação documental.PUBLICAÇÕES RELACIONADASAna Eccetera: antecedente histórico e conceitual associado a Martino Oberto e às primeiras pesquisas verbo visuais de Ugo Carrega.TOOL Quaderni di scrittura simbiotica: publicação desenvolvida entre 1965 e 1967 e considerada antecedente direto de AAA.Bollettino Tool: periódico dirigido por Ugo Carrega relacionado às pesquisas sobre formas e atividades da poesia avançada.Bollettino da dentro: publicação posterior fundada e dirigida por Carrega em Milão em 1972.OBJECTionS: publicação de Mario Diacono pelas Edizioni Tool em 1968.RELAÇÕES INTERNACIONAISMilão: principal centro editorial da publicação.San Francisco: endereço e atuação editorial ligados a Mario Diacono e à circulação norte americana.Alemanha: presença de Carlfriedrich Claus.Reino Unido e Escócia: presença de Ian Hamilton Finlay.França: presença de Jean Claude Moineau e conexão indireta através de Agentzia.Japão: presença de Hidetoshi Nagasawa e Shohachiro.Brasil: presença de Antonio Dias no terceiro número.A publicação deve ser entendida como rede internacional e não apenas como periódico italiano local.RELAÇÃO COM O BRASIL E O POEMA PROCESSO1969: Antonio Dias aparece no terceiro número de AAA com Terror Square.AAA não foi publicação do Poema Processo e seus editores não foram integrantes do movimento brasileiro.A relação com Poema Processo deve ser registrada como proximidade histórica e participação em um mesmo cenário internacional de poesia visual, experimentação verbo visual, arte conceitual, comunicação alternativa e redes independentes.COLEÇÕES E ARQUIVOSArchivo Lafuente, Espanha: aaa Azioni off Kulchur aparece entre as revistas preservadas na coleção.Museum of Modern Art, Nova York: exemplar ou exemplares são registrados em levantamento bibliográfico citado por especialistas.Getty Research Institute, Estados Unidos: exemplar ou exemplares registrados em levantamento bibliográfico.MART Museo di arte moderna e contemporanea di Trento e Rovereto, Itália: preservação documentada da publicação. O catálogo de periódicos do museu registra os três números e as respectivas datas.BIBLIOGRAFIA E PESQUISAGiorgio Maffei e Patrizio Peterlini, Riviste d arte d avanguardia. Gli anni Sessanta e Settanta in Italia, Edizioni Sylvestre Bonnard, Milão, 2005. A obra é utilizada como referência para a descrição da estrutura e do programa editorial de AAA.Irene Cimò, La circolazione dell editoria sperimentale relativa alle ricerche artistiche verbovisuali del Novecento, tese de doutorado, Università degli Studi di Milano, 2026. A pesquisa dedica atenção a Ana Eccetera, TOOL Quaderni di scrittura simbiotica e AAA Azioni off kulchur.Catálogos e documentação do Archivio Emilio Villa confirmam contribuições de Emilio Villa nos números 1 e 2.CRONOLOGIA1958: início de Ana Eccetera em Gênova, importante antecedente das pesquisas editoriais que posteriormente envolveriam Ugo Carrega.1963 a 1969: desenvolvimento da pesquisa de Carrega no ambiente relacionado a Ana Eccetera.1965 a 1967: TOOL Quaderni di scrittura simbiotica.1968: intensificação das atividades editoriais da TOOL e publicação de OBJECTionS de Mario Diacono.Fevereiro de 1969: publicação do primeiro número de AAA Azioni off kulchur.7 de abril de 1969: publicação do segundo número.21 de abril de 1969: ação de Hidetoshi Nagasawa em Bellagio posteriormente documentada em AAA.17 de junho de 1969: publicação do terceiro e último número.Após junho de 1969: encerramento da publicação após três números.Décadas seguintes: AAA passa a ser documentada em estudos sobre poesia visual, nova escrita, revistas de artista e edição de vanguarda italiana.2005: publicação do estudo de Giorgio Maffei e Patrizio Peterlini dedicado às revistas de arte de vanguarda italianas.2026: pesquisa acadêmica da Università degli Studi di Milano reexamina AAA no contexto da circulação da edição experimental verbo visual do século XX.
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CURRICULUM IN ENGLISHAAA Azioni off kulchur was an experimental magazine and artists publication created in Milan in 1969 within the research environment of Ugo Carrega, Mario Diacono, TOOL Editoria Clandestina and Italian verbo visual experimentation. Only three issues were published, all during 1969. The publication combined texts, visual poetry, abstract and objectual poetry, photographs, documentation of actions and works by Italian and international artists.IDENTIFICATIONMain title: AAA Azioni off kulchurDocumented variants: aaa Azioni off kulchur, ??? azioni off kulchur and ããã azioni off kulchur appear in different bibliographic records and studies. These variants reflect both typographic forms associated with the publication and different systems of bibliographic transcription.Type: experimental magazine, independent publication, visual poetry and verbo visual writing publicationCountry: ItalyPrincipal city: MilanPublication period: February to June 1969Total documented issues: threePublisher: TOOL Editoria ClandestinaFounders and directors: Ugo Carrega and Mario DiaconoGraphic layout: Liliana LandiDocumented editorial addresses: Via Castel Morrone 8, 20129 Milano, Italy, and 115 Haight Street, apartment 4, San Francisco, California 94102, United States, recorded in documentation associated with the third issue.Associated fields: visual poetry, concrete poetry, verbo visual writing, new writing, experimental poetry, abstract and objectual poetry, conceptual art, performance, artistic action, photography, independent publishing and alternative communicationCONTEXT AND PRECEDENTSFrom 1958: development of Ana Eccetera in Genoa under the direction of Martino Oberto, providing an important environment for the formation of Ugo Carrega's verbo visual research.1963 to 1969: Ugo Carrega developed his practice within and from the editorial circle of Ana Eccetera. Recent academic research identifies this period as fundamental to his conceptions of experimental writing and publishing.1965 to 1967: TOOL Quaderni di scrittura simbiotica investigated communication, symbiotic writing and interaction between verbal and visual elements and became a direct editorial precedent for AAA Azioni off kulchur.1968: Mario Diacono published OBJECTionS with Edizioni Tool and participated in the experimental environment surrounding Ugo Carrega.EDITORIAL PRINCIPLES1969: Ugo Carrega formulated an editorial program opposed to the closed structure of the conventional newspaper. AAA proposed that information should be produced directly by people participating in events and that each contribution should remain autonomous, detachable and reusable.The editorial structure favored loose sheets, detachable materials, independent circulation and the possibility of transforming each contribution into a poster, documentary item, archival unit or wall newspaper.The system challenged conventional filtering of information and sought to connect cultural production, participation, direct communication and social action.ISSUE 1Date: February 1969Documented bibliographic dating: 1 to 17 February 1969, with other catalogues identifying 17 February 1969 as the issue date.Publisher: TOOL Editoria ClandestinaCity: MilanDocumented physical format: two loose folios in one catalogued example.Contents: abstract and objectual poetry, texts, illustrations, photographs and documentation of artworks and interventions.Documented participants: Mario Diacono, Emilio Villa, Rolando Mignani, Carlfriedrich Claus, Jean Claude Moineau and Joel Rabinowitz.Emilio Villa: Addressing, page 2.Mario Diacono: text on abstract and objectual poetry. The essay also circulated in Marcatré and was later translated into English for Italian Visual Poetry 1912 1972.ISSUE 2Date: 7 April 1969Publisher: TOOL Editoria ClandestinaAssociated locations: Milan and San FranciscoDocumented format: twelve illustrated pages issued as loose and unbound sheets.Emilio Villa: Alla Upim è già Natale, page 1.The issue continued the publication's investigations into visual poetry, objectual poetry, experimental writing and artistic actions.ISSUE 3Date: 17 June 1969Publisher: TOOL Editoria ClandestinaDocumented editorial responsibility: Carrega and Mario DiaconoLayout: Liliana LandiDimensions of a described example: approximately 35 by 25 centimetersExtent: eight pagesDocumented visual content: twenty two black and white photographs and reproductions.Page 1: works associated with Ugo Carrega and Dillon.Page 2: Dillon, Mario Diacono and Shohachiro.Page 3: Vincenzo Accame and Ugo Carrega.Page 4: Hidetoshi Nagasawa.Page 5: Ian Hamilton Finlay and Jean Claude Moineau.Page 6: Rolando Mignani and Agentzia.Page 7: Terror Square by Antonio Dias and a work by Giosa Romanelli.Page 8: Dolce casa by Ugo Carrega.DOCUMENTED ACTIONS21 April 1969: action by Hidetoshi Nagasawa in Bellagio, Italy. Nagasawa dug a hole, transported the soil, dug another hole and moved the earth from the first cavity to the next, continuing the procedure. The action was photographed and published in issue 3 of AAA.DOCUMENTED ARTISTS AND AUTHORSUgo CarregaMario DiaconoLiliana Landi as layout designerEmilio VillaRolando MignaniCarlfriedrich ClausJean Claude MoineauJoel RabinowitzDillonShohachiroVincenzo AccameHidetoshi NagasawaIan Hamilton FinlayAgentziaAntonio DiasGiosa RomanelliAdditional contributors may exist within the three issues, but they should not be added without documentary verification.RELATED PUBLICATIONSAna Eccetera: historical and conceptual precedent associated with Martino Oberto and the early verbo visual research of Ugo Carrega.TOOL Quaderni di scrittura simbiotica: publication developed between 1965 and 1967 and regarded as a direct predecessor of AAA.Bollettino Tool: periodical directed by Ugo Carrega and connected with research into forms and activities of advanced poetry.Bollettino da dentro: later publication founded and directed by Carrega in Milan in 1972.OBJECTionS: publication by Mario Diacono issued by Edizioni Tool in 1968.INTERNATIONAL RELATIONSHIPSMilan: principal editorial center of the publication.San Francisco: editorial address and activity associated with Mario Diacono and North American circulation.Germany: representation through Carlfriedrich Claus.United Kingdom and Scotland: representation through Ian Hamilton Finlay.France: representation through Jean Claude Moineau and an indirect connection through Agentzia.Japan: representation through Hidetoshi Nagasawa and Shohachiro.Brazil: representation through Antonio Dias in the third issue.AAA should therefore be understood as an international network publication rather than exclusively as a local Milanese periodical.RELATIONSHIP WITH BRAZIL AND THE PROCESS POEM MOVEMENT1969: Brazilian artist Antonio Dias appears in issue 3 with Terror Square.AAA was not a publication of the Process Poem Movement and its editors were not members of the Brazilian movement.Its relationship with Poema Processo should be recorded as historical proximity within the broader international context of visual poetry, verbo visual experimentation, conceptual art, alternative communication and independent networks.PUBLIC COLLECTIONS AND DOCUMENTARY ARCHIVESArchivo Lafuente, Spain: aaa Azioni off Kulchur is listed among the periodicals preserved in its collection.Museum of Modern Art, New York: holdings are recorded in specialist bibliographic documentation.Getty Research Institute, United States: holdings are recorded in specialist bibliographic documentation.MART Museo di arte moderna e contemporanea di Trento e Rovereto, Italy: documented preservation of the publication. Its periodical catalogue records all three issues and their dates.SELECTED BIBLIOGRAPHY AND RESEARCHGiorgio Maffei and Patrizio Peterlini, Riviste d arte d avanguardia. Gli anni Sessanta e Settanta in Italia, Edizioni Sylvestre Bonnard, Milan, 2005. This publication is a major reference for the structure and editorial program of AAA.Irene Cimò, La circolazione dell editoria sperimentale relativa alle ricerche artistiche verbovisuali del Novecento, doctoral dissertation, Università degli Studi di Milano, 2026. The research examines Ana Eccetera, TOOL Quaderni di scrittura simbiotica and AAA Azioni off kulchur as interconnected experimental publishing experiences.Catalogues and documentation from the Archivio Emilio Villa confirm contributions by Emilio Villa to issues 1 and 2.CHRONOLOGY1958: beginning of Ana Eccetera in Genoa, an important precedent for the editorial research that would later involve Ugo Carrega.1963 to 1969: development of Carrega's research within the environment associated with Ana Eccetera.1965 to 1967: TOOL Quaderni di scrittura simbiotica.1968: expansion of Tool publishing activity and publication of OBJECTionS by Mario Diacono.February 1969: publication of the first issue of AAA Azioni off kulchur.7 April 1969: publication of the second issue.21 April 1969: Hidetoshi Nagasawa performs the Bellagio action later documented in AAA.17 June 1969: publication of the third and final issue.After June 1969: publication ends after three issues.Later decades: AAA becomes documented in scholarship concerning visual poetry, new writing, artists magazines and Italian avant garde publishing.2005: publication of the study by Giorgio Maffei and Patrizio Peterlini on Italian avant garde art periodicals.2026: research at the Università degli Studi di Milano reassesses AAA within the history of twentieth century verbo visual experimental publishing.