Jean Brown - USA
Local de nascimento: Brooklyn, Nova York
Data de nascimento: 20 de dezembro de 1911
Local de falecimento: Tyringham, Massachusetts.
Data de falecimento: 1 de maio de 1994
BIOGRAFIA EM PORTUGUÊSJean Brown foi uma bibliotecária, colecionadora, arquivista e pesquisadora norte americana nascida em 20 de dezembro de 1911, no Brooklyn, Nova York, e falecida em 1 de maio de 1994, em Tyringham, Massachusetts. Sua atuação ocupa posição central na preservação documental das vanguardas do século XX, sobretudo Dada, Surrealismo, Fluxus, poesia concreta, poesia visual, arte postal, livros de artista, publicações de pequenas editoras, música experimental, performance e formas alternativas de circulação artística. O Jean Brown Archive, desenvolvido sobretudo a partir da Shaker Seed House em Tyringham, tornou se uma coleção de estudo internacional baseada não apenas na aquisição de obras, mas também em correspondência direta com artistas, preservação de documentos efêmeros, construção de arquivos pessoais e estímulo à pesquisa. O Getty Research Institute preserva atualmente a maior parte desse conjunto.Jean Brown nasceu em uma família ligada aos livros. Seu pai, Irving Levy, trabalhava como comerciante de livros raros. Durante a Grande Depressão, Brown trabalhou em uma biblioteca em Springfield, Massachusetts, onde recebeu treinamento em catalogação bibliográfica. Essa experiência profissional teve consequências duradouras sobre a maneira sistemática como posteriormente organizaria sua coleção, distinguindo sua atuação de uma atividade colecionista baseada somente na aquisição de objetos artísticos. Desde cedo, livro, documento, ficha catalográfica, proveniência e possibilidade de consulta integraram sua compreensão do colecionismo.Jean Brown desenvolveu sua primeira grande coleção em colaboração com seu marido Leonard Brown, nascido em 1909. Durante as décadas de 1950 e 1960, o casal voltou sua atenção para a arte moderna e para as vanguardas históricas. A publicação Dada Painters and Poets: An Anthology, organizada por Robert Motherwell em 1951, tornou se uma referência fundamental para suas aquisições. A partir desse livro, Jean e Leonard procuraram obras, livros, impressos, fotografias, documentos e publicações relacionados aos artistas nele apresentados. Durante a década de 1960 viajaram frequentemente à Europa para adquirir materiais ligados principalmente ao Dada e ao Surrealismo.A estratégia de Jean e Leonard Brown privilegiava relações diretas com artistas, escritores, editores e galeristas. Marcel Duchamp esteve entre os artistas com quem mantiveram contato pessoal, e sua produção desempenhou papel fundamental na construção intelectual da coleção. A passagem das vanguardas históricas para as experiências do pós guerra não ocorreu para Jean Brown como uma ruptura. Ela percebeu relações entre Dada, Surrealismo e formas posteriores de contestação da instituição artística, sobretudo Fluxus, arte postal e publicações de artista. Essa percepção tornou se uma das características históricas mais importantes de sua atividade como colecionadora.A documentação pública do Getty apresenta uma pequena divergência cronológica a respeito da morte de Leonard Brown. Materiais curatoriais recentes do Getty indicam Leonard Brown como 1909 a 1970 e situam Jean Brown como viúva a partir de 1970, enquanto o atual inventário arquivístico registra que Leonard morreu em 1971. Para catalogação, 1970 possui forte sustentação nas publicações curatoriais recentes do Getty, mas a divergência entre fontes institucionais deve ser preservada como nota de pesquisa.Após a morte de Leonard, Jean Brown instalou se na Shaker Seed House, em Tyringham, pequena comunidade das Berkshire Mountains em Massachusetts. A antiga construção estava relacionada historicamente à comunidade Shaker e, segundo a tradição local registrada pelo Getty, teria sido utilizada para impressão de envelopes destinados à comercialização de sementes. Brown transformou a casa simultaneamente em residência, biblioteca, arquivo, espaço de pesquisa, local de encontro e ambiente de produção artística.A partir desse período, seu interesse voltou se intensamente para Fluxus e para outras manifestações contemporâneas que utilizavam sistemas alternativos de produção e distribuição. Jean Brown passou a colecionar arte postal, poesia concreta, poesia visual, livros de artista, documentos de artistas, impressos efêmeros, publicações independentes, música experimental, performance, copy art e rubber stamp art. Segundo o inventário do Getty Research Institute, sua intenção explícita era constituir uma coleção de estudo, e não simplesmente reunir objetos raros. Para determinados editores independentes, Brown estabeleceu pedidos permanentes destinados a receber toda a produção publicada. Quando se interessava profundamente pelo trabalho de um artista, podia solicitar diretamente que ele produzisse um livro para seu arquivo.Sua aproximação com George Maciunas foi decisiva. Maciunas, principal articulador do Fluxus, tornou se amigo próximo de Jean Brown e colaborador na ampliação e organização de sua coleção. Documentação do Getty registra que Brown inicialmente procurou Maciunas por correspondência e depois estabeleceu contato pessoal. A colaboração entre os dois tornou o Jean Brown Archive um caso singular de coleção histórica de Fluxus construída em diálogo direto com o próprio Maciunas.Maciunas também participou da configuração física da Shaker Seed House. Ele projetou mobiliário, armários e espaços de trabalho para organizar e apresentar os materiais, incluindo uma sala de arquivo no andar superior. Artistas frequentavam a casa, consultavam documentos e produziam trabalhos naquele ambiente. Dessa maneira, a Shaker Seed House ultrapassou a função de depósito e converteu se em espaço alternativo de arte e pesquisa. O Getty posteriormente caracterizou a casa como importante ponto de conexão da história da arte experimental.Jean Brown manteve amizades e correspondência com numerosos artistas, editores, poetas e pesquisadores. O inventário do Getty destaca relações próximas com George Maciunas, Dick Higgins, Ken Friedman, Peter Frank, Mirella Bentivoglio, Rimma Gerlovina e Valeriy Gerlovin. Outros conjuntos preservados no arquivo documentam artistas como George Brecht, Robert Filliou, Milan Kní?ák, Alison Knowles, Nam June Paik, Tomas Schmit, Carolee Schneemann, Daniel Spoerri, Ben Vautier, Wolf Vostell, Robert Watts, Charlotte Moorman, Benjamin Patterson, Bern Porter e Emmett Williams.A poesia concreta, visual e sonora ocupa posição substancial em sua coleção. O Getty registra manuscritos, datiloscritos, pequenas publicações e impressos de autores como John M. Bennett, Augusto de Campos, Ian Hamilton Finlay, Dom Sylvester Houédard, Jackson Mac Low, Tom Phillips e herman de vries. A presença de Augusto de Campos demonstra que o arquivo incorporou diretamente produção relacionada à poesia experimental brasileira.A arte postal tornou se uma dimensão central da atividade de Jean Brown. Sua residência passou a receber continuamente correspondência produzida por artistas de diferentes países. O inventário institucional informa que Brown tornou se integrante da rede internacional de mail art e que grandes nomes dessa rede enviaram trabalhos ao arquivo. Entre os conjuntos destacados encontram se materiais de Anna Banana, Guglielmo Achille Cavellini, COUM Transmissions, Amelia Etlinger, John Held, E. F. Higgins III, Ray Johnson, Mohammed Archive, Carlo Pittore, Steve Random e numerosos outros participantes. O volume recebido tornou se tão grande que, em meados da década de 1980, Brown já não conseguia responder a toda a correspondência.Nesse contexto encontra se o documento preservado no acervo ligado ao Poema Processo brasileiro. Em 26 de outubro de 1979, Jean Brown enviou do Jean Brown Archive, Shaker Seed House, Tyringham, Massachusetts, um envelope para Neide Alves de Sá no Rio de Janeiro. Neide de Sá foi uma das figuras fundamentais do Poema Processo no Brasil. A remessa continha uma seleção de cartões postais de artista, principalmente das séries Originalgrafik publicadas pela Edition Tangente e Edition Staeck, com trabalhos relacionados a Klaus Staeck e outros artistas europeus. Essa correspondência constitui evidência material direta de uma relação entre Jean Brown e Neide de Sá e insere o arquivo de Tyringham numa rede de intercâmbio que alcançava o núcleo histórico do Poema Processo brasileiro.O envio de 1979 é particularmente significativo porque demonstra que Jean Brown não atuava somente como receptora e guardiã de materiais. Ela também redistribuía documentos, impressos e cartões entre integrantes de sua rede internacional. A correspondência para Neide de Sá permite compreender o Jean Brown Archive como nó ativo de circulação cultural entre Estados Unidos, Europa e América Latina. No âmbito da história do Poema Processo, o documento amplia a cartografia das relações internacionais de Neide de Sá e demonstra contato direto com uma das mais importantes colecionadoras e arquivistas das vanguardas experimentais do século XX.A formação bibliotecária de Jean Brown influenciou decisivamente sua metodologia. Ela desenvolveu catálogos manuscritos de livros e objetos e preservou proveniência, correspondência, anúncios, convites, recortes, publicações, objetos, registros sonoros, filmes e vídeos. Seu objetivo era permitir que pesquisadores reconstruíssem não apenas obras individuais, mas também redes de produção, distribuição, exposição e colaboração. Já no início da década de 1970, seu filho Jon divulgava o arquivo para programas de pós graduação em história da arte, convidando estudantes e pesquisadores a consultar a coleção.O arquivo evidencia ainda a importância de pequenas editoras e publicações de artista para Jean Brown. Catálogos, publicidade editorial, livros, revistas, múltiplos e materiais de distribuidores foram sistematicamente preservados. Essa dimensão permite estudar iniciativas que muitas vezes permaneceram fora dos museus tradicionais, incluindo redes de publicação que interligavam poesia, arte conceitual, Fluxus e experimentação gráfica.A dimensão material da coleção é excepcional. O inventário atual do Getty descreve 322 pés lineares de documentação, distribuídos em centenas de caixas, rolos e pastas de grandes formatos. O conjunto inclui cartas, impressos, efêmeros, recortes, aproximadamente 500 objetos de arte, registros sonoros, filmes e vídeos. Muitas peças são objetos pequenos, baratos, produzidos artesanalmente ou em múltiplos, característica diretamente relacionada ao espírito Fluxus e às críticas à exclusividade do objeto artístico tradicional.Entre as obras relacionadas diretamente a Jean Brown está Your Name Spelled with Objects, for Jeanette Brown, realizada por George Maciunas em 1972. O arquivo inclui também obras de Yoko Ono, Claes Oldenburg, Benjamin Patterson, Ay O, Robert Watts e muitos outros artistas. A coleção preserva tanto produções históricas de Dada e Surrealismo quanto materiais de Fluxus e das redes alternativas posteriores.A transferência do arquivo para o Getty apresenta outra divergência de documentação que deve ser registrada. Textos curatoriais do Getty publicados em 2021 afirmam que o Jean Brown Archive foi adquirido em 1985 como uma das primeiras coleções de arte contemporânea do recém estabelecido Getty Research Institute. O inventário arquivístico atualizado, entretanto, registra formalmente que os Jean Brown papers foram adquiridos de Jean Brown em 1988, com exceção de uma série adicional de correspondência e notas adquirida da família em 2016. Essa diferença provavelmente reflete etapas distintas de aquisição, transferência e processamento da coleção e não deve ser eliminada do registro crítico.Jean Brown morreu em 1 de maio de 1994 em Tyringham, Massachusetts. Seu legado permaneceu ativo por meio da consulta pública do arquivo, de pesquisas acadêmicas e de exposições. O Getty Research Institute realizou entre 14 de setembro de 2021 e 2 de janeiro de 2022 a exposição Fluxus Means Change: Jean Brown's Avant Garde Archive, reunindo mais de 150 objetos e examinando suas estratégias de colecionismo e as conexões que estabeleceu entre Dada, Surrealismo, Fluxus, livros de artista, múltiplos e arte postal.A exposição foi acompanhada pelo livro Fluxus Means Change: Jean Brown's Avant Garde Archive, escrito e organizado por Marcia Reed e publicado pelo Getty Research Institute em 2020. A obra possui 144 páginas e constitui uma referência contemporânea para o estudo de Jean e Leonard Brown e de sua relação com as vanguardas do século XX.A importância histórica de Jean Brown reside na compreensão do arquivo como prática cultural ativa. Ela preservou materiais que frequentemente escapavam aos sistemas tradicionais de museus, bibliotecas e galerias, estabeleceu relações pessoais com artistas e tratou cartas, cartões, livros, objetos baratos, instruções de performances, impressos e publicações alternativas como documentos fundamentais da história da arte. Sua atuação tornou visíveis relações entre Dada, Surrealismo, Fluxus, poesia concreta, poesia visual, arte postal, performance, livros de artista e edição independente.Para a história do Poema Processo, Jean Brown deve ser relacionada diretamente a Neide de Sá por meio da correspondência de 26 de outubro de 1979 e contextualizada também pela presença de Augusto de Campos e de outros poetas experimentais latino americanos em seu universo documental. Essa relação fornece evidência concreta de que artistas brasileiros integravam redes transnacionais de circulação mantidas por colecionadores, editores, artistas postais e arquivos alternativos. Jean Brown deve ser indexada como colecionadora, arquivista, bibliotecária e pesquisadora, vinculada a Jean Brown Archive, Shaker Seed House, Fluxus, Dada, Surrealismo, mail art, arte postal, poesia concreta, poesia visual, livro de artista, publicação de artista, small press, George Maciunas, Marcel Duchamp, Dick Higgins, Neide de Sá, Augusto de Campos, Poema Processo, Tyringham, Massachusetts e Getty Research Institute.
English
BIOGRAPHY IN ENGLISHJean Brown was an American librarian, collector, archivist and researcher born on 20 December 1911 in Brooklyn, New York, and who died on 1 May 1994 in Tyringham, Massachusetts. Her work occupies a central position in the documentary preservation of twentieth century avant garde culture, particularly Dada, Surrealism, Fluxus, concrete poetry, visual poetry, mail art, artists books, small press publications, experimental music, performance and alternative systems of artistic circulation. The Jean Brown Archive, developed primarily at the Shaker Seed House in Tyringham, became an international study collection based not only on the acquisition of artworks but also on direct correspondence with artists, the preservation of ephemera, the acquisition of artists archives and active support for research. Most of this material is now preserved by the Getty Research Institute.Jean Brown grew up in a family connected with books. Her father, Irving Levy, was a rare book dealer. During the Great Depression, Brown worked in a library in Springfield, Massachusetts, where she was trained in library cataloguing. This professional experience had a lasting impact on the systematic manner in which she later organized her collection. Her approach differed from collecting based exclusively on the acquisition of art objects because books, documents, cataloguing systems, provenance and research access were fundamental to her understanding of collecting.Jean Brown developed her first major collection together with her husband Leonard Brown, born in 1909. During the 1950s and 1960s the couple focused increasingly on modern art and the historical avant gardes. Dada Painters and Poets: An Anthology, edited by Robert Motherwell in 1951, became a fundamental guide for their collecting. Jean and Leonard sought artworks, books, prints, photographs, papers and publications connected with the artists represented in that volume. During the 1960s they travelled frequently to Europe to acquire Dada and Surrealist artworks, books, pamphlets and documentary materials.Their collecting strategy emphasized direct relationships with artists, writers, publishers and dealers. Marcel Duchamp was among the artists with whom the Browns had personal contact, and his work became an important intellectual reference for the collection. Jean Brown did not understand the transition from historical avant garde movements to postwar experimentation as a complete rupture. She recognized continuities connecting Dada and Surrealism with later challenges to traditional art institutions, particularly Fluxus, mail art and artists publications. This ability to construct historical relationships became one of the most important aspects of her work as a collector and researcher.Public documentation produced by the Getty contains a minor chronological discrepancy concerning Leonard Browns death. Recent curatorial materials identify Leonard Brown as 1909 to 1970 and describe Jean as a widow beginning in 1970, while the current archival finding aid states that Leonard died in 1971. For catalogue purposes, 1970 is strongly supported by recent Getty curatorial publications, although the institutional discrepancy should be retained as a research note.After Leonard Browns death, Jean settled at the Shaker Seed House in Tyringham, a small community in the Berkshire Mountains of Massachusetts. The building was historically associated with the Shaker community and, according to the local tradition documented by the Getty, had been used to print envelopes for the sale of seeds. Brown transformed the house simultaneously into a residence, library, archive, research environment, meeting place and site of artistic production.From this period onward, her attention increasingly focused on Fluxus and other contemporary practices that used alternative systems of production and distribution. Jean Brown collected mail art, concrete poetry, visual poetry, artists books, artists papers, ephemera, independent publications, experimental music, performance, copy art and rubber stamp art. According to the Getty Research Institute finding aid, her explicit objective was to assemble a study collection rather than simply a group of rare objects. She maintained standing orders with selected small presses in order to acquire their entire output and sometimes asked artists whose work interested her to create a book specifically for her archive.Her relationship with George Maciunas was decisive. Maciunas, the principal organizer of Fluxus, became a close friend of Jean Brown and an important collaborator in the expansion and organization of her collection. Getty documentation records that Brown initially attempted to contact him through letters and then established a personal relationship. Their collaboration made the Jean Brown Archive a particularly significant historical example of a Fluxus collection assembled in direct dialogue with Maciunas himself.Maciunas also participated in shaping the physical environment of the Shaker Seed House. He designed furniture, cabinets and work areas for the organization and display of the collection, including an archive room on the upper floor. Artists visited the house, consulted documents and produced new works there. The Shaker Seed House therefore exceeded the function of a storage facility and became an alternative space for artistic practice and research. The Getty has subsequently identified the house as an important connecting point in the history of experimental art.Jean Brown maintained friendships and correspondence with numerous artists, editors, poets and researchers. The Getty finding aid identifies close relationships with George Maciunas, Dick Higgins, Ken Friedman, Peter Frank, Mirella Bentivoglio, Rimma Gerlovina and Valeriy Gerlovin. Other substantial groups of material document George Brecht, Robert Filliou, Milan Kní?ák, Alison Knowles, Nam June Paik, Tomas Schmit, Carolee Schneemann, Daniel Spoerri, Ben Vautier, Wolf Vostell, Robert Watts, Charlotte Moorman, Benjamin Patterson, Bern Porter and Emmett Williams.Concrete, visual and sound poetry are substantially represented in her archive. The Getty documents manuscripts, typescripts, chapbooks and prints by figures including John M. Bennett, Augusto de Campos, Ian Hamilton Finlay, Dom Sylvester Houédard, Jackson Mac Low, Tom Phillips and herman de vries. The presence of Augusto de Campos confirms the direct inclusion of Brazilian experimental poetry within Browns documentary universe.Mail art became a central dimension of Jean Browns activity. Her home continuously received correspondence produced by artists in different countries. The Getty finding aid states that Brown became part of the international mail art network and that major mail artists sent examples of their work directly to her. Significant groups include material by Anna Banana, Guglielmo Achille Cavellini, COUM Transmissions, Amelia Etlinger, John Held, E. F. Higgins III, Ray Johnson, Mohammed Archive, Carlo Pittore, Steve Random and many others. The quantity of incoming material eventually became so extensive that by the middle of the 1980s Brown could no longer answer all the correspondence she received.An important document connecting this history with the Brazilian Poema Processo movement survives in the material examined for the present collection. On 26 October 1979, Jean Brown sent an envelope from the Jean Brown Archive at the Shaker Seed House in Tyringham, Massachusetts, to Neide Alves de Sá in Rio de Janeiro, Brazil. Neide de Sá was one of the principal historical figures of Poema Processo. The mailing contained a selection of artists postcards, primarily from the Originalgrafik series published by Edition Tangente and Edition Staeck, including works associated with Klaus Staeck and other European artists. This correspondence provides direct material evidence of a relationship between Jean Brown and Neide de Sá and places the Tyringham archive within a network of exchange that reached the historical centre of Brazilian Poema Processo.The 1979 mailing is particularly significant because it demonstrates that Jean Brown was not solely a recipient and custodian of artistic material. She also redistributed documents, printed matter and postcards within her international network. The correspondence to Neide de Sá allows the Jean Brown Archive to be understood as an active node of cultural circulation connecting the United States, Europe and Latin America. Within the history of the Process Poem Movement, the document expands the map of Neide de Sás international relationships and establishes direct contact with one of the most significant collectors and archivists of twentieth century experimental art.Jean Browns library training strongly influenced her methodology. She maintained handwritten card catalogues for books and objects and preserved provenance, correspondence, announcements, invitations, clippings, publications, objects, sound recordings, films and videos. Her objective was to enable researchers to reconstruct not only individual artworks but also systems of production, distribution, exhibition and collaboration. By the early 1970s, her son Jon was sending notices about the archive to graduate art history programs and inviting students and scholars to use the collection.Small presses and artists publications were another fundamental aspect of the archive. Catalogues, publishers materials, books, periodicals, multiples and information from distributors were systematically preserved. These holdings provide evidence for initiatives that frequently remained outside traditional museums and make it possible to reconstruct publishing networks connecting poetry, conceptual art, Fluxus and graphic experimentation.The material scale of the archive is exceptional. The current Getty finding aid describes 322 linear feet of documentary material distributed among hundreds of boxes, rolls and oversize folders. The holdings include letters, printed matter, ephemera, clippings, approximately 500 art objects, sound recordings, films and videos. Many objects are small, inexpensive, handmade or produced as multiples, material characteristics closely aligned with Fluxus strategies and with challenges to the exclusivity of conventional fine art objects.Works made specifically in relation to Brown include George Maciunas's Your Name Spelled with Objects, for Jeanette Brown, from 1972. The archive also preserves works by Yoko Ono, Claes Oldenburg, Benjamin Patterson, Ay O, Robert Watts and numerous other artists. Its holdings connect historical Dada and Surrealism with Fluxus and later alternative artistic networks.Documentation concerning the transfer of the archive to the Getty presents another discrepancy that should be preserved in scholarly cataloguing. Getty curatorial texts published in 2021 state that the Jean Brown Archive was acquired in 1985 as one of the first contemporary art collections of the newly established Getty Research Institute. The updated archival finding aid, however, formally records acquisition from Jean Brown in 1988, with an additional series of correspondence and notes acquired from her family in 2016. The difference may reflect separate phases of acquisition, transfer and archival processing and should not be silently reconciled.Jean Brown died on 1 May 1994 in Tyringham, Massachusetts. Her legacy has continued through scholarly use of the archive, research publications and exhibitions. From 14 September 2021 through 2 January 2022, the Getty Research Institute presented Fluxus Means Change: Jean Brown's Avant Garde Archive, an exhibition of more than 150 objects examining her collecting strategies and the connections she established among Dada, Surrealism, Fluxus, artists books, multiples and mail art.The exhibition was accompanied by Fluxus Means Change: Jean Brown's Avant Garde Archive, written and edited by Marcia Reed and published by the Getty Research Institute in 2020. The volume contains 144 pages and constitutes an important contemporary study of Jean and Leonard Brown and their relationship with twentieth century avant garde art.Jean Browns historical importance lies in her understanding of the archive as an active cultural practice. She preserved materials that frequently escaped traditional systems of museums, libraries and galleries, established direct personal relationships with artists and treated letters, postcards, books, inexpensive objects, performance instructions, ephemera and alternative publications as fundamental historical evidence. Her activity makes visible the relationships connecting Dada, Surrealism, Fluxus, concrete poetry, visual poetry, mail art, performance, artists books and independent publishing.For the history of the Process Poem Movement, Jean Brown should be directly connected with Neide de Sá through the correspondence of 26 October 1979 and contextualized through the presence of Augusto de Campos and other Latin American experimental poets within her documentary environment. This connection provides material evidence that Brazilian artists participated in transnational networks maintained by collectors, publishers, mail artists and alternative archives. Jean Brown should be indexed as collector, archivist, librarian and researcher and associated with Jean Brown Archive, Shaker Seed House, Fluxus, Dada, Surrealism, mail art, concrete poetry, visual poetry, artists books, artists publications, small press, George Maciunas, Marcel Duchamp, Dick Higgins, Neide de Sá, Augusto de Campos, Process Poem Movement, Tyringham, Massachusetts and Getty Research Institute.
Currículo
CURRÍCULO EM PORTUGUÊSJean Brown desenvolveu uma atividade de colecionismo, documentação, arquivamento e pesquisa que atravessou as vanguardas históricas e as redes experimentais do pós guerra. Seu principal legado é o Jean Brown Archive, coleção de estudo construída inicialmente com Leonard Brown e ampliada por Jean de maneira particularmente intensa entre as décadas de 1970 e 1980. A lista abaixo constitui uma consolidação das ocorrências documentadas nas fontes consultadas e não pretende representar a totalidade de suas atividades.IDENTIFICAÇÃONome principal: Jean BrownForma documental relacionada: Jeanette Brown aparece em título de obra de George Maciunas dedicada à colecionadoraNascimento: 20 de dezembro de 1911Local de nascimento: Brooklyn, Nova York, Estados UnidosFalecimento: 1 de maio de 1994Local de falecimento: Tyringham, Massachusetts, Estados UnidosNacionalidade: norte americanaAtuações documentadas: bibliotecária, colecionadora de arte, arquivista, pesquisadora e organizadora de coleção de estudoPrincipais áreas de interesse: Dada, Surrealismo, Fluxus, arte postal, mail art, poesia concreta, poesia visual, poesia sonora, livros de artista, publicações de artista, small press, performance, música experimental, copy art, rubber stamp art, vídeo e efêmerosPrincipal arquivo: Jean Brown ArchivePrincipal residência e espaço de pesquisa: Shaker Seed House, Tyringham, MassachusettsInstituição de preservação principal: Getty Research Institute, Los Angeles, Estados Unidos.FORMAÇÃO E ATUAÇÃO INICIALDurante a Grande DepressãoAtividade: trabalho em bibliotecaLocal: Springfield, MassachusettsFormação profissional: treinamento em catalogação bibliográficaInstituição específica: não localizada nas fontes consultadas.CONTEXTO FAMILIAR191120 de dezembroNascimento no Brooklyn, Nova York.Pai: Irving LevyProfissão do pai: comerciante de livros raros.Período posteriorCasamento com Leonard Brown, 1909 a 1970 segundo documentação curatorial recente do Getty.Data do casamento: não localizada nas fontes consultadas.O inventário arquivístico atual do Getty registra a morte de Leonard em 1971, divergindo das publicações curatoriais que registram 1970.FORMAÇÃO DA COLEÇÃO1951Publicação de Dada Painters and Poets: An Anthology, organizada por Robert Motherwell.A obra tornou se referência fundamental para a formação da coleção de Jean e Leonard Brown.Década de 1950Jean e Leonard Brown desenvolvem atividade sistemática de colecionismo.Primeiros interesses documentados incluem arte moderna, posteriormente concentrados em Dada e Surrealismo.Década de 1960Jean e Leonard Brown viajam frequentemente à Europa para adquirir obras, livros, panfletos, publicações e documentação relacionada a Dada e Surrealismo.Relações pessoais documentadas com artistas, incluindo Marcel Duchamp.SHAKER SEED HOUSE E JEAN BROWN ARCHIVE1970 ou 1971Após a morte de Leonard Brown, Jean instala se na Shaker Seed House em Tyringham, Massachusetts.A data varia segundo documentação institucional do Getty.Textos curatoriais situam a mudança após a morte de Leonard em 1970.O inventário arquivístico registra a morte de Leonard em 1971.Década de 1970Desenvolvimento intensivo do Jean Brown Archive.Funções do espaço: residência, biblioteca, arquivo, coleção de estudo, centro informal de pesquisa, ponto de encontro de artistas e espaço de produção.Áreas ampliadas: Fluxus, mail art, poesia concreta, poesia visual, artistas books, documentos de artistas, small presses e música experimental.PROJETOS E COLABORAÇÕESInício da década de 1970Jean Brown estabelece contato direto com George Maciunas.Maciunas auxilia na expansão da coleção Fluxus e no desenvolvimento do espaço de arquivo da Shaker Seed House.A relação entre Brown e Maciunas constitui uma das principais colaborações documentadas na formação do arquivo.Década de 1970George Maciunas projeta mobiliário, armários e espaço de trabalho para a Shaker Seed House.Artistas passam a visitar a residência para consultar o arquivo e produzir trabalhos.Início da década de 1970Jon Brown divulga o arquivo para programas de pós graduação em história da arte.Pesquisadores e estudantes são convidados a utilizar a coleção.COLECIONISMO E METODOLOGIADécadas de 1970 e 1980Jean Brown mantém pedidos permanentes com determinadas pequenas editoras para receber sua produção editorial.Solicita a alguns artistas a criação de livros para seu arquivo.Preserva livros, correspondência, impressos, efêmeros, múltiplos, objetos, partituras, instruções de performance, registros sonoros, filmes e vídeos.Mantém catálogos manuscritos de livros e objetos.REDE INTERNACIONAL DE ARTISTASRelações pessoais próximas documentadasGeorge MaciunasDick HigginsKen FriedmanPeter FrankMirella BentivoglioRimma GerlovinaValeriy Gerlovin.Artistas amplamente representados ou relacionados ao arquivoGeorge BrechtRobert FilliouMilan Kní?ákAlison KnowlesNam June PaikTomas SchmitCarolee SchneemannDaniel SpoerriBen VautierWolf VostellRobert WattsCharlotte MoormanBenjamin PattersonBern PorterEmmett WilliamsJohn CageJoseph BeuysYoko OnoClaes OldenburgMarcel Duchamp.POESIA CONCRETA, VISUAL E SONORAAutores documentados na coleção incluemJohn M. BennettAugusto de CamposThomas A. ClarkBob CobbingIan Hamilton FinlayDom Sylvester HouédardJackson Mac LowTom Phillipsherman de vries.ARTE POSTAL E MAIL ARTDécadas de 1970 e 1980Jean Brown torna se participante ativa da rede internacional de mail art.O arquivo recebe grandes quantidades de correspondência artística internacional.Nomes amplamente representados incluem Anna Banana, Guglielmo Achille Cavellini, COUM Transmissions, Amelia Etlinger, John Held, E. F. Higgins III, Davi Det Hompson, Stu Horn, Ray Johnson, Mohammed Archive, Carlo Pittore, Steve Random e Al Souza.197926 de outubroCorrespondência de Jean Brown para Neide Alves de Sá.Remetente: Jean Brown Archive, Shaker Seed House, Tyringham, Massachusetts 01264, Estados Unidos.Destinatária: Neide Alves de Sá, Rio de Janeiro, Brasil.Conteúdo preservado no conjunto examinado: seleção de cartões postais de artista, principalmente ligados às séries Originalgrafik da Edition Tangente e Edition Staeck.Importância: comprova relação direta entre Jean Brown e Neide de Sá e documenta circulação de material artístico para uma das figuras centrais do Poema Processo brasileiro.RELAÇÃO COM O POEMA PROCESSONão foi localizada nas fontes institucionais consultadas participação formal de Jean Brown no movimento Poema Processo nem em suas exposições históricas.A relação documental direta é estabelecida pela correspondência de 26 de outubro de 1979 enviada a Neide de Sá.O Jean Brown Archive também preserva produção de Augusto de Campos, vinculando a coleção a um contexto mais amplo da poesia experimental brasileira.ARQUIVOS DE ARTISTAS E CONJUNTOS DOCUMENTAISJean Brown adquiriu diretamente de artistas e, em alguns casos, incorporou arquivos pessoais inteiros ou grandes conjuntos documentais.Entre os artistas com documentação extensa estão Dick Higgins, George Maciunas, Charlotte Moorman, Benjamin Patterson, Bern Porter e Emmett Williams.Década de 1970Jean Brown adquire uma parcela do arquivo de Emmett Williams, incluindo correspondência, partituras, cartas e impressos produzidos por colegas do artista. Parte desse material posteriormente integrou o Jean Brown Archive no Getty Research Institute.OBRAS ASSOCIADAS DIRETAMENTE A JEAN BROWN1972George MaciunasYour Name Spelled with Objects, for Jeanette BrownTipo: objeto FluxusInstituição atual: Getty Research InstituteNúmero de acesso relacionado: 890164.Data não localizadaJean Brown after Marcel DuchampLe mug racqueTipo: objeto e apropriação relacionada a Marcel DuchampInstituição atual: Getty Research Institute.ARQUIVO E DIMENSÃO DOCUMENTALJean Brown papersDatas abrangidas: 1916 a 1995Período predominante: 1958 a 1985Extensão atual registrada: 322 pés linearesEstrutura: 329 caixas, 8 rolos e 64 pastas de grandes formatosConteúdo: correspondência, manuscritos, impressos, efêmeros, recortes, aproximadamente 500 objetos de arte, gravações sonoras, filmes e vídeos.Identificadores do Getty Research Institute: 890164 e 2016.M.14.SÉRIES DOCUMENTAIS DO ARQUIVOSérie IArquivos de artistas1916 a 1995Série IIAnúncios e convitesaproximadamente 1960 a 1989Série IIIEfêmeros temáticosaproximadamente 1910 a 1989Série IVRecortes diversos1957 a 1987Série VArquivos pessoais de Jean Brown1993 e sem dataSérie VIObjetos de arte1958 a 1986 e sem dataSérie VIIMateriais audiovisuais1965 a 1987 e sem dataSérie VIIICorrespondência com Bernard Karpel e notas diversas1958 a 1973 e sem data.AQUISIÇÃO PELO GETTY RESEARCH INSTITUTE1985Textos curatoriais recentes do Getty indicam aquisição do Jean Brown Archive nesse ano, descrevendo o conjunto como uma das primeiras aquisições de arte contemporânea e coleção fundadora do Getty Research Institute.1988O atual inventário institucional registra formalmente aquisição dos Jean Brown papers diretamente de Jean Brown em 1988.A divergência entre 1985 e 1988 deve ser preservada em nota documental.2016Aquisição adicional da família de Jean Brown.Conteúdo: correspondência com Bernard Karpel e notas diversas.Identificador: 2016.M.14.EXPOSIÇÕES DOCUMENTAIS E RETROSPECTIVAS DA COLEÇÃO2021 a 2022Fluxus Means Change: Jean Brown's Avant Garde ArchiveInstituição: Getty Research InstituteLocal: Getty Center, Los Angeles, Estados UnidosAbertura: 14 de setembro de 2021Encerramento: 2 de janeiro de 2022Tipo: exposição documental e histórica dedicada à coleção e às estratégias de colecionismo de Jean BrownConteúdo: mais de 150 objetos relacionados a Dada, Surrealismo, Fluxus, livros de artista, múltiplos e arte postal.PUBLICAÇÕES SOBRE JEAN BROWN2020Marcia ReedFluxus Means Change: Jean Brown's Avant Garde ArchiveEditora: Getty PublicationsImprint: Getty Research InstituteExtensão: 144 páginasIlustrações: 103 imagens coloridasISBN: 9781606066621Tipo: livro de pesquisa e catálogo relacionado à exposição do Getty.FONTES ORAIS E DOCUMENTAIS1993UCLA Oral HistoryO arquivo preserva uma cópia transcrita da história oral de Jean Brown realizada pela UCLA.1973 e outros anosCorrespondência com artistas, pesquisadores, bibliotecários e editores preservada no arquivo.O conjunto inclui documentação relevante para proveniência, aquisição e desenvolvimento da coleção.COLEÇÕES E INSTITUIÇÕESGetty Research InstituteLos Angeles, Estados UnidosPreserva o Jean Brown Archive e Jean Brown papers.A coleção inclui Dada, Surrealismo, Fluxus, mail art, poesia concreta, poesia visual, música experimental, performance, artistas books, small presses, copy art, rubber stamp art e vídeo.EXPOSIÇÕES INDIVIDUAISJean Brown não foi primariamente artista expositora.Não foram localizadas nas fontes consultadas exposições individuais autorais de Jean Brown que devam ser catalogadas como exposições individuais de artista.EXPOSIÇÕES COLETIVASNão foram localizadas participações de Jean Brown como artista em exposições coletivas que possam ser confirmadas com rigor documental.As exposições relacionadas ao seu nome são predominantemente mostras documentais de sua coleção e arquivo e devem ser catalogadas separadamente de exposições individuais ou coletivas de artista.PRÊMIOS, BOLSAS E RESIDÊNCIASNão localizados nas fontes consultadas.ATIVIDADE DOCENTENão localizada nas fontes consultadas.CURADORIAS FORMAISNão foi localizada documentação suficiente para atribuir a Jean Brown curadorias institucionais formais.Sua atuação na seleção, organização e disponibilização do próprio arquivo pode ser entendida historicamente como prática de mediação e organização cultural, mas não deve ser automaticamente catalogada como curadoria profissional.BIBLIOGRAFIA SELECIONADAGetty Research InstituteJean Brown papers, 1916 a 1995, bulk 1958 a 1985Finding aid institucionalPrincipal fonte para biografia, estrutura, conteúdo, proveniência e organização do arquivo.Marcia ReedFluxus Means Change: Jean Brown's Avant Garde ArchiveGetty Research InstituteGetty Research InstituteFluxus Means Change: Jean Brown's Avant Garde ArchiveExposição2021 a 2022.CRONOLOGIA191120 de dezembroNascimento de Jean Brown no Brooklyn, Nova York.Década de 1930Trabalho em biblioteca em Springfield, Massachusetts.Treinamento em catalogação.1951Publicação de Dada Painters and Poets, de Robert Motherwell, referência fundamental para a formação da coleção Brown.Década de 1950Jean e Leonard Brown desenvolvem atividade colecionista sistemática.Década de 1960Viagens frequentes à Europa.Aquisição de obras e documentos de Dada e Surrealismo.Contato com artistas das vanguardas históricas, incluindo Marcel Duchamp.1970Publicações curatoriais do Getty registram morte de Leonard Brown.Jean inicia nova fase da coleção.1971O inventário arquivístico atual do Getty registra nesse ano a morte de Leonard, divergindo de outras fontes institucionais.Início da consolidação da Shaker Seed House como arquivo e espaço de pesquisa.Início da aproximação intensiva com Fluxus e George Maciunas.1972George Maciunas produz Your Name Spelled with Objects, for Jeanette Brown.Década de 1970Expansão do Jean Brown Archive para Fluxus, arte postal, poesia concreta, poesia visual, artistas books, small presses e música experimental.Shaker Seed House torna se espaço de encontro de artistas e pesquisadores.26 de outubro de 1979Jean Brown envia correspondência do Jean Brown Archive para Neide Alves de Sá, Rio de Janeiro, Brasil, acompanhada por cartões postais de artista.O documento estabelece relação direta com uma figura central do Poema Processo.Início da década de 1980Continuidade da expansão do arquivo e da rede internacional de correspondência.Meados da década de 1980O volume de correspondência de mail art torna se tão grande que Brown deixa de responder regularmente a todos os remetentes.1985Getty identifica este ano em textos curatoriais como momento da aquisição do Jean Brown Archive.1988Inventário arquivístico registra formalmente aquisição dos Jean Brown papers de Jean Brown.1 de maio de 1994Falecimento de Jean Brown em Tyringham, Massachusetts.2016Getty recebe da família documentação adicional relacionada a Bernard Karpel e notas diversas.2020Publicação de Fluxus Means Change: Jean Brown's Avant Garde Archive, de Marcia Reed.202114 de setembroAbertura da exposição Fluxus Means Change: Jean Brown's Avant Garde Archive no Getty Center.20222 de janeiroEncerramento da exposição.O legado de Jean Brown permanece fundamental para estudos sobre Dada, Surrealismo, Fluxus, arte postal, poesia concreta, poesia visual, livros de artista, publicação independente e redes internacionais de vanguarda.
English
CURRICULUM IN ENGLISHJean Brown developed a practice of collecting, documentation, archiving and research that connected the historical avant gardes with postwar experimental networks. Her principal legacy is the Jean Brown Archive, a study collection initially developed with Leonard Brown and greatly expanded by Jean during the 1970s and 1980s. The following curriculum consolidates documented occurrences located in the consulted sources and does not claim to represent every activity in her life.IDENTIFICATIONPrincipal name: Jean BrownRelated documentary form: Jeanette Brown appears in the title of a work made for the collector by George MaciunasBorn: 20 December 1911Place of birth: Brooklyn, New York, United StatesDied: 1 May 1994Place of death: Tyringham, Massachusetts, United StatesNationality: AmericanDocumented activities: librarian, art collector, archivist, researcher and organizer of a study collectionPrincipal fields of interest: Dada, Surrealism, Fluxus, mail art, concrete poetry, visual poetry, sound poetry, artists books, artists publications, small press publishing, performance, experimental music, copy art, rubber stamp art, video and ephemeraPrincipal archive: Jean Brown ArchivePrincipal residence and research environment: Shaker Seed House, Tyringham, MassachusettsPrincipal preserving institution: Getty Research Institute, Los Angeles, United States.EDUCATION AND EARLY PROFESSIONAL ACTIVITYDuring the Great DepressionActivity: library workLocation: Springfield, MassachusettsProfessional training: library cataloguingSpecific institution: not located in the consulted sources.FAMILY CONTEXT191120 DecemberBorn in Brooklyn, New York.Father: Irving LevyFathers profession: rare book dealer.Later periodMarriage to Leonard Brown, identified in recent Getty curatorial documentation as 1909 to 1970.Date of marriage: not located in the consulted sources.The current Getty finding aid records Leonard Browns death in 1971, differing from recent curatorial publications that give 1970.FORMATION OF THE COLLECTION1951Publication of Dada Painters and Poets: An Anthology, edited by Robert Motherwell.The volume became a fundamental reference for the collecting activities of Jean and Leonard Brown.1950sJean and Leonard Brown develop systematic collecting activities.Their documented interests include modern art and later concentrate increasingly on Dada and Surrealism.1960sJean and Leonard Brown travel frequently to Europe to acquire artworks, books, pamphlets, publications and documents related to Dada and Surrealism.Documented personal relationships include Marcel Duchamp.SHAKER SEED HOUSE AND JEAN BROWN ARCHIVE1970 or 1971Following Leonard Browns death, Jean settles at the Shaker Seed House in Tyringham, Massachusetts.The date differs in Getty institutional documentation.Curatorial publications place Leonard Browns death in 1970.The current archival finding aid places his death in 1971.1970sIntensive development of the Jean Brown Archive.Functions of the Shaker Seed House: residence, library, archive, study collection, informal research centre, meeting place for artists and site of artistic production.Expanded fields: Fluxus, mail art, concrete poetry, visual poetry, artists books, artists papers, small presses and experimental music.PROJECTS AND COLLABORATIONSEarly 1970sJean Brown establishes direct contact with George Maciunas.Maciunas assists in expanding the Fluxus collection and developing the archive environment at the Shaker Seed House.The relationship between Brown and Maciunas is one of the principal documented collaborations in the history of the archive.1970sGeorge Maciunas designs furniture, cabinets and work areas for the Shaker Seed House.Artists visit the residence to consult documents and create works.Early 1970sJon Brown circulates information about the archive to graduate art history programs.Students and researchers are invited to consult the collection.COLLECTING METHODOLOGY1970s and 1980sJean Brown maintains standing orders with selected small presses in order to acquire their publications.She asks some artists to produce books for her archive.She preserves books, correspondence, printed matter, ephemera, multiples, objects, scores, performance instructions, sound recordings, films and videos.She maintains handwritten card catalogues for books and objects.INTERNATIONAL ARTISTS NETWORKDocumented close relationshipsGeorge MaciunasDick HigginsKen FriedmanPeter FrankMirella BentivoglioRimma GerlovinaValeriy Gerlovin.Artists substantially represented or related to the archiveGeorge BrechtRobert FilliouMilan Kní?ákAlison KnowlesNam June PaikTomas SchmitCarolee SchneemannDaniel SpoerriBen VautierWolf VostellRobert WattsCharlotte MoormanBenjamin PattersonBern PorterEmmett WilliamsJohn CageJoseph BeuysYoko OnoClaes OldenburgMarcel Duchamp.CONCRETE, VISUAL AND SOUND POETRYDocumented authors represented in the collection includeJohn M. BennettAugusto de CamposThomas A. ClarkBob CobbingIan Hamilton FinlayDom Sylvester HouédardJackson Mac LowTom Phillipsherman de vries.MAIL ART1970s and 1980sJean Brown becomes an active participant in the international mail art network.The archive receives large quantities of international artists correspondence.Substantial groups include material by Anna Banana, Guglielmo Achille Cavellini, COUM Transmissions, Amelia Etlinger, John Held, E. F. Higgins III, Davi Det Hompson, Stu Horn, Ray Johnson, Mohammed Archive, Carlo Pittore, Steve Random and Al Souza.197926 OctoberCorrespondence from Jean Brown to Neide Alves de Sá.Sender: Jean Brown Archive, Shaker Seed House, Tyringham, Massachusetts 01264, United States.Recipient: Neide Alves de Sá, Rio de Janeiro, Brazil.Contents preserved in the examined ensemble: selection of artists postcards, primarily connected with the Originalgrafik series of Edition Tangente and Edition Staeck.Importance: establishes a direct relationship between Jean Brown and Neide de Sá and documents the circulation of artistic material to a central figure of the Brazilian Process Poem Movement.RELATIONSHIP WITH THE PROCESS POEM MOVEMENTNo formal participation by Jean Brown in the Process Poem Movement or in its historical exhibitions was located in the consulted institutional sources.The direct documentary relationship is established by her correspondence of 26 October 1979 with Neide de Sá.The Jean Brown Archive also preserves work by Augusto de Campos, connecting the collection with a wider context of Brazilian experimental poetry.ARTISTS ARCHIVES AND DOCUMENTARY GROUPSJean Brown acquired materials directly from artists and in some cases incorporated entire personal archives or large documentary groups.Artists represented by substantial holdings include Dick Higgins, George Maciunas, Charlotte Moorman, Benjamin Patterson, Bern Porter and Emmett Williams.1970sJean Brown acquires a portion of the Emmett Williams archive, including correspondence, scores, letters and prints by Williams and his colleagues.This material later became part of the Jean Brown Archive at the Getty Research Institute.WORKS DIRECTLY ASSOCIATED WITH JEAN BROWN1972George MaciunasYour Name Spelled with Objects, for Jeanette BrownType: Fluxus objectCurrent institution: Getty Research InstituteRelated accession number: 890164.Date not locatedJean Brown after Marcel DuchampLe mug racqueType: object and appropriation related to Marcel DuchampCurrent institution: Getty Research Institute.ARCHIVE AND DOCUMENTARY SCALEJean Brown papersDates: 1916 to 1995Bulk dates: 1958 to 1985Current recorded extent: 322 linear feetPhysical arrangement: 329 boxes, 8 rolls and 64 oversize flat file foldersContents: correspondence, manuscripts, printed matter, ephemera, clippings, approximately 500 art objects, sound recordings, motion pictures and videosGetty Research Institute identifiers: 890164 and 2016.M.14.DOCUMENTARY SERIESSeries IArtists files1916 to 1995Series IIAnnouncements and invitationsapproximately 1960 to 1989Series IIITopical ephemeraapproximately 1910 to 1989Series IVMiscellaneous clippings1957 to 1987Series VJean Brown personal files1993 and undatedSeries VIArt objects1958 to 1986 and undatedSeries VIIAudiovisual materials1965 to 1987 and undatedSeries VIIICorrespondence with Bernard Karpel and miscellaneous notes1958 to 1973 and undated.ACQUISITION BY THE GETTY RESEARCH INSTITUTE1985Recent Getty curatorial texts identify this year as the acquisition date of the Jean Brown Archive, describing it as one of the first contemporary art acquisitions and a foundational collection of the Getty Research Institute.1988The current institutional finding aid formally records acquisition of the Jean Brown papers directly from Jean Brown in 1988.The discrepancy between 1985 and 1988 should be retained as a documentary note.2016Additional acquisition from the family of Jean Brown.Contents: correspondence with Bernard Karpel and miscellaneous notes.Identifier: 2016.M.14.DOCUMENTARY EXHIBITIONS AND RETROSPECTIVE PRESENTATIONS2021 to 2022Fluxus Means Change: Jean Brown's Avant Garde ArchiveInstitution: Getty Research InstituteLocation: Getty Center, Los Angeles, United StatesOpening: 14 September 2021Closing: 2 January 2022Type: documentary and historical exhibition devoted to Jean Browns collection and collecting strategiesContents: more than 150 objects related to Dada, Surrealism, Fluxus, artists books, multiples and mail art.PUBLICATIONS ABOUT JEAN BROWN2020Marcia ReedFluxus Means Change: Jean Brown's Avant Garde ArchivePublisher: Getty PublicationsImprint: Getty Research InstituteExtent: 144 pagesIllustrations: 103 colour illustrationsISBN: 9781606066621Type: research publication and exhibition related volume.ORAL AND DOCUMENTARY SOURCES1993UCLA Oral HistoryThe archive preserves a transcript copy of Jean Browns UCLA oral history.1958 to 1973 and other periodsCorrespondence with artists, researchers, librarians and publishers preserved throughout the archive.The material provides evidence for provenance, acquisition and the development of Browns collection.COLLECTIONS AND INSTITUTIONSGetty Research InstituteLos Angeles, United StatesPreserves the Jean Brown Archive and Jean Brown papers.The holdings document Dada, Surrealism, Fluxus, mail art, concrete poetry, visual poetry, experimental music, performance, artists books, small presses, copy art, rubber stamp art and video.SOLO EXHIBITIONSJean Brown was not primarily an exhibiting artist.No authorial solo exhibitions by Jean Brown suitable for classification as solo artist exhibitions were located in the consulted sources.GROUP EXHIBITIONSNo participation by Jean Brown as an artist in group exhibitions was located with sufficient documentary support.Exhibitions associated with her name are predominantly historical and documentary presentations of her archive and collection and should be catalogued separately from artists solo and group exhibitions.AWARDS, GRANTS AND RESIDENCIESNot located in the consulted sources.TEACHING ACTIVITIESNot located in the consulted sources.FORMAL CURATORIAL ACTIVITIESNo sufficient documentation was located to attribute formal institutional curatorial appointments to Jean Brown.Her selection, organization and accessibility work within her own archive can historically be understood as a form of cultural mediation and organization, but should not automatically be catalogued as professional curatorial activity.SELECTED BIBLIOGRAPHYGetty Research InstituteJean Brown papers, 1916 to 1995, bulk 1958 to 1985Institutional finding aidPrincipal source for Browns biography, archival structure, holdings, provenance and organization.Marcia ReedFluxus Means Change: Jean Brown's Avant Garde ArchiveGetty Research InstituteGetty Research InstituteFluxus Means Change: Jean Brown's Avant Garde ArchiveExhibition2021 to 2022.CHRONOLOGY191120 DecemberJean Brown is born in Brooklyn, New York.1930sLibrary work in Springfield, Massachusetts.Training in library cataloguing.1951Publication of Robert Motherwells Dada Painters and Poets, a fundamental reference for the formation of the Brown collection.1950sJean and Leonard Brown develop systematic collecting activities.1960sFrequent travel to Europe.Acquisition of Dada and Surrealist artworks and documents.Contact with historical avant garde artists including Marcel Duchamp.1970Getty curatorial publications record the death of Leonard Brown.Jean begins a new phase in the development of the collection.1971The current Getty finding aid records Leonard Browns death in this year, differing from other institutional sources.Consolidation of the Shaker Seed House as an archive and research environment.Increasing engagement with Fluxus and George Maciunas.1972George Maciunas produces Your Name Spelled with Objects, for Jeanette Brown.1970sExpansion of the Jean Brown Archive into Fluxus, mail art, concrete poetry, visual poetry, artists books, small presses and experimental music.The Shaker Seed House becomes a meeting place for artists and researchers.26 October 1979Jean Brown sends correspondence from the Jean Brown Archive to Neide Alves de Sá in Rio de Janeiro, Brazil, accompanied by artists postcards.The document establishes a direct relationship with a central figure of the Process Poem Movement.Early 1980sContinued expansion of the archive and the international correspondence network.Middle 1980sThe volume of incoming mail art correspondence becomes too extensive for Brown to answer regularly.1985Getty curatorial texts identify this year as the acquisition date of the Jean Brown Archive.1988The archival finding aid formally records acquisition of the Jean Brown papers from Jean Brown.1 May 1994Jean Brown dies in Tyringham, Massachusetts.2016Getty receives additional correspondence and notes from Jean Browns family.2020Publication of Marcia Reeds Fluxus Means Change: Jean Brown's Avant Garde Archive.202114 SeptemberOpening of Fluxus Means Change: Jean Brown's Avant Garde Archive at the Getty Center.20222 JanuaryClosing of the exhibition.Jean Browns legacy remains fundamental to research on Dada, Surrealism, Fluxus, mail art, concrete poetry, visual poetry, artists books, independent publishing and international avant garde networks.
