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Eugenio Miccini - Italia

Local de nascimento: Florença, Italia

Data de nascimento: 23 de junho de 1925

Local de falecimento: Florença, Italia

Data de falecimento: 19 de junho de 2007

BIOGRAFIA EM PORTUGUÊSEugenio Miccini foi poeta, artista visual, escritor, ensaísta, crítico, editor, teórico e professor italiano, nascido em Florença em 23 de junho de 1925 e falecido na mesma cidade em 19 de junho de 2007. É uma das figuras centrais da poesia visual italiana e das neoavanguardas do segundo pós guerra, tendo desenvolvido uma pesquisa interdisciplinar baseada nas relações entre palavra, imagem, signo, fotografia, colagem, comunicação de massa, poesia, teatro e performance. Sua trajetória está diretamente associada ao Gruppo 70, à formulação histórica da Poesia Visiva, ao Centro Tèchne, às Edizioni Tèchne, à revista Tèchne, à revista Lotta Poetica e, posteriormente, ao grupo internacional Logomotives.Miccini nasceu e desenvolveu grande parte de sua trajetória em Florença, cidade fundamental para a formação da poesia visual europeia nos anos 1960. Depois de estudos humanísticos e de uma passagem pelo seminário, interessou se por filosofia e realizou estudos universitários em Pedagogia. Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943, deixou as estruturas militares e aproximou se da Resistência italiana. No pós guerra concluiu sua formação universitária e iniciou intensa atividade literária, crítica e artística. O Sistema Informativo Unificato per le Soprintendenze Archivistiche registra sua formação em Pedagogia na Universidade de Florença e sua participação na Resistência, enquanto o Centro per l arte contemporanea Luigi Pecci confirma sua formação humanística, a passagem inicial pelo seminário e a graduação em Pedagogia.A atividade literária de Miccini precedeu sua produção de poesia visual. Desde a segunda metade da década de 1940 colaborou com revistas literárias e culturais, publicando poemas, ensaios e textos críticos. Entre os periódicos relacionados a essa fase aparecem Nuova Corrente, Quartiere, Il Ponte, Marcatré, Tempo presente, La Battana e Letteratura. No ambiente literário entrou em contato com escritores como Mario Luzi, Carlo Betocchi, Romano Bilenchi e Elio Vittorini. Vittorini publicou Tre poemetti de Miccini na revista Il Menabò, enquanto Mario Luzi apresentou Sonetto minore na coleção poética da editora Vallecchi. Em 1961 Miccini recebeu o Premio di poesia Città di Firenze.A partir de 1962, insatisfeito com os limites da poesia exclusivamente verbal e linear, Miccini começou a elaborar composições que integravam palavra e imagem. Essa passagem constitui um momento decisivo de sua carreira. Em vez de tratar a imagem como simples ilustração do texto, Miccini passou a construir trabalhos nos quais palavra, fotografia, fragmentos de imprensa, tipografia, slogans e elementos gráficos participavam conjuntamente da produção do significado. A partir daí, a poesia passou a ocupar para ele um campo ampliado de comunicação visual e crítica social.Em 1963 Eugenio Miccini e Lamberto Pignotti organizaram em Florença o encontro Arte e Comunicazione, realizado no Forte di Belvedere. No ano seguinte promoveram Arte e Tecnologia. Esses encontros reuniram escritores, músicos, artistas e pesquisadores interessados em interdisciplinaridade, comunicação de massa e novos meios de expressão. O ambiente resultante deu origem ao Gruppo 70, formado inicialmente por figuras como Lamberto Pignotti, Eugenio Miccini, Giuseppe Chiari, Lucia Marcucci e Luciano Ori, ao qual se associaram posteriormente Ketty La Rocca, Emilio Isgrò, Roberto Malquori, Michele Perfetti e outros participantes da neoavanguarda italiana.A historiografia apresenta uma pequena diferença quanto à data exata da constituição do Gruppo 70. Diversas fontes museológicas utilizam 1963 como ano de nascimento a partir do encontro Arte e Comunicazione, enquanto testemunhos ligados a Luciano Ori consideram 1964 o momento em que o grupo adquiriu uma orientação estética mais definida. Para catalogação histórica, 1963 pode ser registrado como início do processo de formação e 1964 como momento de consolidação programática.O Gruppo 70 tornou se uma das experiências mais importantes da neoavanguarda italiana e da Poesia Visiva. Seus participantes reagiam criticamente à transformação da palavra pela publicidade, televisão, jornalismo e indústria cultural. Em vez de rejeitar as linguagens de massa, apropriavam se delas para produzir novas estruturas críticas. Fotografias de jornais, recortes de revistas, slogans publicitários, logotipos, quadrinhos e textos impressos eram reorganizados em colagens, poemas visuais, performances e trabalhos intermídia. O Museo Novecento de Florença caracteriza essa atuação como uma experimentação iconotextual desenvolvida nos campos visual, sonoro e performativo.Miccini teve papel fundamental na consolidação do termo poesia visiva. Em sua prática, poesia e imagem deixavam de ser sistemas separados. O conteúdo verbal era confrontado com imagens provenientes da sociedade de consumo, da publicidade, da política e dos meios de comunicação. A operação permitia alterar criticamente mensagens originalmente concebidas para persuadir ou informar, criando novas leituras sociais e políticas. A Fondazione Imago Mundi associa esse processo à ideia de guerrilha semiológica, na qual a apropriação de códigos de massa se transforma em instrumento de crítica cultural.Entre as primeiras experiências interdisciplinares relacionadas ao grupo esteve Poesie e no, espetáculo poético realizado inicialmente em 1963. O projeto de Lamberto Pignotti e Eugenio Miccini combinava linguagem, leitura, performance e elementos visuais, sendo posteriormente reapresentado em diferentes ocasiões com participação de Lucia Marcucci. Esse tipo de experiência antecipava o conceito de poesia total que se tornaria importante para as vanguardas europeias da década.Em 1969 Miccini fundou em Florença o Centro Tèchne, estrutura independente dedicada à poesia visual, artes visuais, teatro experimental, produção editorial e debate político e cultural. O Centro funcionava como espaço gerido por artistas e arquitetos e acolheu também experiências teatrais de vanguarda. Paralelamente Miccini criou e dirigiu a revista Tèchne e as Edizioni Tèchne. A Fondazione Berardelli registra que a revista teve dezenove números distribuídos em nove fascículos, com circulação até 1976, enquanto a atividade editorial de Tèchne produziu dezenas de livros, quaderni, livros de artista, catálogos e obras gráficas.As Edizioni Tèchne constituíram uma das plataformas fundamentais da publicação experimental italiana. A documentação da Fondazione Bonotto registra livros de Eugenio Miccini como Estetica. Critica. Semiotica, Il senso comune, Ex Rebus e Archivio di Poesia Visiva Italiana, além de obras de Luciano Ori. Entre os livros de artista aparecem Poesia visiva, poesia politica, poesia pubblica e Liber de Miccini, além de publicações de Luciano Ori, Michele Perfetti e Sarenco. A editora publicou também quaderni de Giuseppe Chiari, Lucia Marcucci, Eugenio Miccini e Michele Perfetti.Em 1970 Miccini publicou Poesie Visive 1962 1970 pelas Edizioni Tèchne em Florença. O volume, com aproximadamente 22,5 por 16 centímetros, reúne trabalhos produzidos desde 1962 e constitui uma documentação decisiva da fase inicial de sua poesia visual. O exemplar conhecido como Scacchiere Internazionale apresenta uma estrutura verbo visual baseada em colagem, fotomontagem, tipografia, imagens políticas e referências ao jogo e à sociedade, integrando a produção de Miccini ao ambiente crítico de Tèchne.No mesmo ano publicou Archivio di Poesia Visiva Italiana, microantologia organizada a partir das obras conservadas em diapositivos pelo Centro Tèchne. A publicação, suplemento de Tèchne número 7 de novembro de 1970, reunia obras históricas futuristas e trabalhos contemporâneos de Patrizia Bonifazi, Danilo Giorgi, Ketty La Rocca, Lucia Marcucci, Stelio Maria Martini, Achille Bonito Oliva, Luciano Ori, Michele Perfetti, Lamberto Pignotti, Antonino Russo, Sarenco, Adriano Spatola, Luigi Tola, Guido Zeveri e do próprio Eugenio Miccini. Miccini registrava que essas imagens haviam sido projetadas desde 1963 em diferentes lugares da Itália, Europa e América, evidenciando a circulação internacional da poesia visual.Também pertence a esse período Ex Rebus, publicação das Edizioni Tèchne, além de atividades teóricas relacionadas à estética, semiótica, comunicação e arte contemporânea. A produção de Miccini nunca esteve limitada a obras isoladas. Livros, revistas, catálogos, cartazes, impressos, poemas visuais, performances e exposições faziam parte de um mesmo sistema de investigação sobre comunicação.Nos anos 1970, Miccini aproximou se de Sarenco e participou das redes internacionais de poesia visual ligadas à revista Lotta Poetica. Colaborou com o Gruppo Internazionale di Poesia Visiva, também referido em algumas fontes como Gruppo dei Nove. Essas redes ligavam artistas italianos a poetas e artistas de diferentes países, entre eles Alain Arias Misson, Julien Blaine, Jean François Bory, Paul De Vree, Sarenco e Franco Verdi.Em 1972 publicou Poesia visiva, poesia politica, poesia pubblica pelas Edizioni Tèchne, obra classificada pela Fondazione Bonotto como livro de artista. O título sintetiza três dimensões fundamentais de sua produção. A poesia deveria ser visual porque atuava simultaneamente sobre palavra e imagem, política porque confrontava os sistemas ideológicos da sociedade contemporânea e pública porque buscava ultrapassar a circulação restrita da literatura tradicional.Sua produção de livros de artista inclui ainda Poésie est violence, Piano regolatore insurrezionale della città di Firenze, Poetry Gets Into Life, Medagliere 1972 1974, Eros & Ares, Liber, Rizomata, Théatron, Recycling Papers e Excessive Language is Dangerous, entre outras obras documentadas pela Fondazione Bonotto. Esses trabalhos demonstram a continuidade de sua pesquisa sobre comunicação política, estrutura urbana, livro, fotografia, linguagem e sociedade.Piano regolatore insurrezionale della città di Firenze constitui um exemplo particularmente significativo da integração entre poesia visual, espaço urbano e crítica política. O título apropria se da linguagem do planejamento urbano para transformá la em proposição artística e insurrecional, mostrando como Miccini deslocava vocabulários técnicos e administrativos para dentro da poesia.Poetry Gets Into Life amplia essa relação ao afirmar a entrada da poesia na experiência cotidiana. A pesquisa de Miccini rejeitava a autonomia absoluta da obra e procurava fazer com que poesia, política, publicidade, jornalismo, fotografia e vida social ocupassem o mesmo campo crítico. O Kunsthistorisches Institut in Florenz destaca justamente o livro de artista como suporte privilegiado das experiências de poesia visual, devido à capacidade de combinar texto e imagem e circular fora dos circuitos tradicionais dos museus.Em 1972 Miccini participou da Biennale di Venezia na seção Il libro come luogo di ricerca. Retornou à Biennale em 1980 na exposição Il tempo del museo, em 1986 na edição Arte e scienza e em 1993 na mostra Opera italiana, transiti. Sua participação em quatro edições da Biennale documenta a incorporação de sua pesquisa verbo visual ao circuito institucional da arte contemporânea italiana e internacional.Em 1983 Miccini participou da criação do grupo internacional Logomotives com Alain Arias Misson, Julien Blaine, Jean François Bory, Paul De Vree, Sarenco e Franco Verdi. O grupo prolongava internacionalmente questões ligadas à poesia visual e às práticas verbo visuais desenvolvidas desde os anos 1960.A partir de 1984, Miccini ampliou sua investigação para os códigos do cinema e da fotografia. Esses meios não representaram ruptura com sua pesquisa anterior, pois fotografia e imagens apropriadas da mídia já estavam presentes em seus poemas visuais. O novo interesse aprofundou a reflexão sobre reprodução técnica, memória, montagem e comunicação visual.Em 1986 participou da XLII Biennale di Venezia, Arte e scienza, e esteve ligado à XI Quadriennale di Roma, no Palazzo dei Congressi, como responsável pela seção dedicada à Poesia Visiva segundo diferentes registros biográficos. Essa atuação demonstra que Miccini exercia simultaneamente funções de artista, teórico, editor e organizador cultural.Sua atividade acadêmica e didática acompanhou a produção artística. Fontes biográficas registram atuação como cultore de Discipline Semiotiche na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Florença e ensino de História da Arte nas Academias de Belas Artes de Verona e Ravenna. O Centro Pecci também confirma uma intensa atividade editorial e didática desenvolvida paralelamente à sua produção poética e visual.Miccini publicou mais de setenta obras entre poesia, livros de artista, ensaios, estudos críticos, catálogos e pesquisas. Entre seus títulos documentados encontram se Sonetto minore, Poesie Visive 1962 1970, Ex Rebus, Archivio di Poesia Visiva Italiana, Ipotesi e ricerche d arte contemporanea, Arte contemporanea e discriminazione assiologica, Estetica. Critica. Semiotica, Il senso comune, Retorica della fotografia, Poesia e no 1963 1984, L inferno dei segni, Collages, Poesia trovata 1964 1987, Se ne vogliamo parlare, Mitografie, Poesia visiva e dintorni, Ecrire c est un aventure, Libri d artista e Cinema Felix.Poesia trovata 1964 1987 foi publicada em 1988 pelas Edizioni Morra, Nápoles, em tiragem de oitocentos exemplares. O volume reúne uma pesquisa desenvolvida ao longo de mais de duas décadas em torno da apropriação e reorganização de materiais encontrados, procedimento essencial à poesia visual e ao interesse de Miccini pela cultura impressa e pelos meios de comunicação.Em 1995 publicou Poesia visiva e dintorni pela Meta de Florença, com 120 páginas. A obra possui importância historiográfica porque Miccini não foi apenas protagonista da poesia visual, mas também um de seus teóricos e memorialistas. Seus textos contribuíram para a definição histórica do movimento e para a compreensão das relações entre arte, poesia, comunicação, semiótica e cultura de massa.Entre as instituições que apresentaram ou preservam trabalhos de Eugenio Miccini estão o Stedelijk Museum de Amsterdã, instituições museológicas de Florença, coleções e arquivos italianos e europeus, além da Fondazione Bonotto, que mantém mais de duzentos registros relacionados ao artista entre obras únicas, edições, livros, livros de artista, catálogos, anúncios, periódicos, vídeos e documentação.A importância documental de sua obra é demonstrada também pelo Catalogo generale delle opere di Eugenio Miccini, publicado em dois volumes entre 2005 e 2010. O primeiro volume cobre o período de 1962 a 2003 e possui 278 páginas. O segundo cobre registros até 2005 e possui 240 páginas. A existência desse catálogo geral confirma a dimensão extensa de sua produção e a necessidade de diferenciar obras únicas, livros de artista, publicações, edições, catálogos e documentação.Miccini morreu em Florença em 19 de junho de 2007, poucos dias antes de completar oitenta e dois anos. Sua produção permaneceu como referência fundamental para o estudo da poesia visual, da neoavanguarda italiana, da arte política, da publicação experimental e das relações entre arte e meios de comunicação.Em 2026, por ocasião do centenário de seu nascimento, a Região Toscana e o Centro per l arte contemporanea Luigi Pecci organizaram em Florença a exposição Eugenio Miccini. Anche il silenzio è parola, baseada em obras da coleção Carlo Palli. O projeto incluiu a proposta de doação de cem obras de Miccini à Região Toscana e reafirmou a importância contemporânea de sua pesquisa sobre palavra, imagem, comunicação e sociedade.Não foi localizada nas fontes institucionais consultadas comprovação de participação formal de Eugenio Miccini no movimento brasileiro Poema Processo. Sua relação com esse campo deve ser apresentada de maneira comparativa e documental. Miccini, Wlademir Dias Pino, Neide de Sá, Álvaro de Sá, Falves Silva e outros protagonistas brasileiros atuaram no mesmo contexto internacional de expansão da poesia visual e de ruptura da linearidade literária durante as décadas de 1960 e 1970, mas qualquer relação pessoal, correspondência ou colaboração direta deve ser estabelecida somente a partir de documentos primários específicos.Para o estudo do Poema Processo, Miccini possui especial relevância porque sua obra oferece um paralelo europeu para problemas como espacialização da linguagem, autonomia do signo, comunicação visual, serialidade, apropriação de materiais impressos, ruptura entre poesia e literatura tradicional, experimentação com livros de artista e circulação internacional por revistas e publicações independentes. Essa aproximação comparativa permite inserir o Poema Processo num panorama internacional mais amplo sem apagar suas especificidades históricas brasileiras e latino americanas.A organização deste cadastro segue as diretrizes de pesquisa museológica, arquivística, bibliográfica, cronológica e semântica indicadas para o sistema Salsa, incluindo a exigência de distinguir fatos confirmados de hipóteses e de preservar títulos originais, exposições, publicações, movimentos e instituições relacionadas.


English

BIOGRAPHY IN ENGLISHEugenio Miccini was an Italian poet, visual artist, writer, essayist, critic, publisher, theorist and teacher, born in Florence on 23 June 1925 and deceased in the same city on 19 June 2007. He is a central figure in Italian visual poetry and the postwar neo avant gardes, developing an interdisciplinary practice based on relationships among words, images, signs, photography, collage, mass communication, poetry, theatre and performance. His career is directly associated with Gruppo 70, the historical development of Poesia Visiva, Centro Tèchne, Edizioni Tèchne, the periodical Tèchne, the magazine Lotta Poetica and the later international Logomotives group.Miccini was born and carried out a major part of his career in Florence, a city that became fundamental to the development of European visual poetry during the 1960s. Following humanistic studies and an initial period in a seminary, he developed an interest in philosophy and studied Pedagogy at university. During the Second World War, in 1943, he abandoned the military structure and joined the Italian Resistance. After the war he completed his university education and began an intensive literary, critical and artistic career. The Italian archival system SIUSA records his studies in Pedagogy at the University of Florence and his participation in the Resistance, while Centro Pecci confirms his humanistic background, seminary experience and degree in Pedagogy.Miccini literary activity preceded his visual poetry. Beginning in the second half of the 1940s he contributed poetry, essays and criticism to literary and cultural periodicals. Journals associated with this period include Nuova Corrente, Quartiere, Il Ponte, Marcatré, Tempo presente, La Battana and Letteratura. Within literary circles he came into contact with Mario Luzi, Carlo Betocchi, Romano Bilenchi and Elio Vittorini. Vittorini published Miccini Tre poemetti in Il Menabò, while Mario Luzi introduced Sonetto minore in the Vallecchi poetry series. In 1961 Miccini received the Premio di poesia Città di Firenze.In 1962, dissatisfied with the limitations of exclusively verbal and linear poetry, Miccini began creating works that integrated words and images. This transition represents a decisive moment in his career. Rather than treating the image as an illustration of the written text, Miccini constructed works in which words, photography, printed fragments, typography, slogans and graphic signs collectively produced meaning. Poetry became for him an expanded field of visual communication and social criticism.In 1963 Eugenio Miccini and Lamberto Pignotti organized the conference Arte e Comunicazione at Forte di Belvedere in Florence. The following year they promoted Arte e Tecnologia. These meetings brought together writers, musicians, artists and researchers interested in interdisciplinarity, mass communication and new expressive media. The resulting environment produced Gruppo 70, with participants including Lamberto Pignotti, Eugenio Miccini, Giuseppe Chiari, Lucia Marcucci and Luciano Ori, later joined or associated with Ketty La Rocca, Emilio Isgrò, Roberto Malquori, Michele Perfetti and other figures of the Italian neo avant garde.Historical sources present a minor difference concerning the exact date of Gruppo 70 formation. Several museum sources use 1963 as the founding year because of the Arte e Comunicazione conference, whereas testimony associated with Luciano Ori identifies 1964 as the moment in which the group acquired a more clearly defined aesthetic orientation. For historical cataloguing, 1963 can therefore be treated as the beginning of the formation process and 1964 as its programmatic consolidation.Gruppo 70 became one of the most significant formations of the Italian neo avant garde and Visual Poetry. Its participants critically addressed the transformation of language by advertising, television, journalism and the culture industry. Rather than simply rejecting mass media languages, they appropriated them and redirected their meaning. Newspaper photographs, magazine clippings, advertising slogans, logos, comics and printed texts were reorganized into collages, visual poems, performances and intermedia works. Museo Novecento in Florence characterizes this practice as iconotextual experimentation extending across visual, sound and performative fields.Miccini played an essential role in the consolidation of the term Poesia Visiva. In his practice poetry and image ceased to function as separate systems. Verbal statements were confronted with images drawn from consumer society, advertising, politics and the mass media. Such operations altered messages originally designed to persuade or inform and redirected them toward critical interpretation. Fondazione Imago Mundi connects this process with semiotic guerrilla tactics in which mass communication codes are appropriated as instruments of cultural critique.One of the early interdisciplinary experiences associated with this environment was Poesie e no, a poetic performance first presented in 1963. Developed by Lamberto Pignotti and Eugenio Miccini and subsequently presented on several occasions with Lucia Marcucci, the project combined verbal language, reading, performance and visual elements. Such experiments anticipated the expanded concept of total poetry that became important to European avant garde practices during the decade.In 1969 Miccini founded Centro Tèchne in Florence, an independent structure devoted to visual poetry, visual arts, experimental theatre, publishing and political and cultural debate. The centre operated as an artist and architect managed space and also hosted experimental theatre groups. At the same time Miccini founded and directed the periodical Tèchne and Edizioni Tèchne. Fondazione Berardelli records nineteen issues of the periodical distributed across nine fascicles until 1976, while Tèchne publishing activities produced dozens of books, notebooks, artists books, catalogues and graphic works.Edizioni Tèchne became an important platform for Italian experimental publishing. Fondazione Bonotto documentation records books by Eugenio Miccini including Estetica. Critica. Semiotica, Il senso comune, Ex Rebus and Archivio di Poesia Visiva Italiana, as well as publications by Luciano Ori. Artists books included Miccini Poesia visiva, poesia politica, poesia pubblica and Liber alongside publications by Ori, Michele Perfetti and Sarenco. Tèchne also published notebooks by Giuseppe Chiari, Lucia Marcucci, Eugenio Miccini and Michele Perfetti.In 1970 Miccini published Poesie Visive 1962 1970 through Edizioni Tèchne in Florence. Measuring approximately 22.5 by 16 centimetres, the publication gathered works produced since 1962 and became an essential document of the early phase of his visual poetry. The volume known through the title Scacchiere Internazionale employs verbo visual structures involving collage, photomontage, typography, political imagery and references to games and society, locating Miccini work within the critical environment of Tèchne.In the same year Miccini published Archivio di Poesia Visiva Italiana, a micro anthology based on works preserved as slides by Centro Tèchne. Issued as a supplement to Tèchne number 7 in November 1970, it included historical Futurist works together with contemporary contributions by Patrizia Bonifazi, Danilo Giorgi, Ketty La Rocca, Lucia Marcucci, Stelio Maria Martini, Achille Bonito Oliva, Luciano Ori, Michele Perfetti, Lamberto Pignotti, Antonino Russo, Sarenco, Adriano Spatola, Luigi Tola, Guido Zeveri and Miccini himself. Miccini recorded that these works had been projected since 1963 in locations across Italy, Europe and the Americas, demonstrating the international circulation of visual poetry.Ex Rebus also belongs to this period, alongside theoretical publications addressing aesthetics, semiotics, communication and contemporary art. Miccini production was never limited to isolated artworks. Books, magazines, catalogues, posters, printed matter, visual poems, performances and exhibitions all belonged to a single field of research into communication.During the 1970s Miccini became closely associated with Sarenco and international visual poetry networks surrounding the magazine Lotta Poetica. He collaborated with the Gruppo Internazionale di Poesia Visiva, also referred to in some sources as the Gruppo dei Nove. These networks connected Italian artists with international figures including Alain Arias Misson, Julien Blaine, Jean François Bory, Paul De Vree, Sarenco and Franco Verdi.In 1972 Miccini published Poesia visiva, poesia politica, poesia pubblica through Edizioni Tèchne, classified by Fondazione Bonotto as an artists book. Its title summarizes three fundamental dimensions of his practice. Poetry was visual because language and image operated together, political because it confronted contemporary ideological systems, and public because it sought to exceed the restricted circulation of conventional literature.His artists books also include Poésie est violence, Piano regolatore insurrezionale della città di Firenze, Poetry Gets Into Life, Medagliere 1972 1974, Eros & Ares, Liber, Rizomata, Théatron, Recycling Papers and Excessive Language is Dangerous, among other works documented by Fondazione Bonotto. These publications demonstrate the continuity of his investigations into political communication, urban structures, books, photography, language and society.Piano regolatore insurrezionale della città di Firenze provides a particularly significant example of the integration of visual poetry, urban space and political critique. Its title appropriates the technical language of urban planning and redirects it toward an artistic and insurrectionary proposition, illustrating Miccini practice of transferring administrative and technical vocabularies into poetry.Poetry Gets Into Life further extends this relationship by proposing the entry of poetry into everyday experience. Miccini rejected the absolute autonomy of the artwork and sought to place poetry, politics, advertising, journalism, photography and social life within the same critical field. The Kunsthistorisches Institut in Florence identifies the artists book as a privileged medium of visual poetry because of its ability to combine text and image and circulate beyond conventional museum systems.Miccini participated in the Venice Biennale in 1972 in the section Il libro come luogo di ricerca. He returned in 1980 for Il tempo del museo, in 1986 for Arte e scienza and in 1993 for Opera italiana, transiti. His participation in four editions of the Biennale documents the incorporation of his verbo visual research into major institutional contexts of Italian and international contemporary art.In 1983 Miccini was involved in the foundation of the international Logomotives group with Alain Arias Misson, Julien Blaine, Jean François Bory, Paul De Vree, Sarenco and Franco Verdi. Logomotives extended internationally many of the questions concerning visual poetry and verbo visual practice that had developed since the 1960s.Beginning in 1984 Miccini expanded his investigations into cinema and photography. These media did not represent a rupture with his earlier practice because photography and appropriated media images had long been central to his visual poems. The new focus deepened his reflection on technical reproduction, memory, montage and visual communication.In 1986 he participated in the XLII Venice Biennale, Arte e scienza, and was connected with the XI Quadriennale di Roma at Palazzo dei Congressi as commissioner for the section devoted to Poesia Visiva according to biographical records. This role demonstrates that Miccini operated simultaneously as artist, theorist, publisher and cultural organizer.His academic and educational activities developed alongside his artistic work. Biographical sources record his role as cultore of Discipline Semiotiche at the Faculty of Architecture of the University of Florence and his teaching of Art History at the Academies of Fine Arts in Verona and Ravenna. Centro Pecci also confirms his extensive publishing and teaching activity.Miccini published more than seventy works across poetry, artists books, essays, critical studies, catalogues and research publications. Documented titles include Sonetto minore, Poesie Visive 1962 1970, Ex Rebus, Archivio di Poesia Visiva Italiana, Ipotesi e ricerche d arte contemporanea, Arte contemporanea e discriminazione assiologica, Estetica. Critica. Semiotica, Il senso comune, Retorica della fotografia, Poesia e no 1963 1984, L inferno dei segni, Collages, Poesia trovata 1964 1987, Se ne vogliamo parlare, Mitografie, Poesia visiva e dintorni, Ecrire c est un aventure, Libri d artista and Cinema Felix.Poesia trovata 1964 1987 was published in 1988 by Edizioni Morra in Naples in an edition of eight hundred copies. The book gathered research developed across more than two decades around the appropriation and reorganization of found materials, a procedure central to visual poetry and to Miccini engagement with printed culture and mass communication.In 1995 he published Poesia visiva e dintorni through Meta in Florence, a 120 page book. The publication is historically significant because Miccini was not only a protagonist of visual poetry but also one of its theorists and historians. His writings contributed to defining the movement and understanding the relationships among art, poetry, communication, semiotics and mass culture.Institutions presenting or preserving works by Eugenio Miccini include the Stedelijk Museum in Amsterdam, museums and cultural institutions in Florence and other Italian and European collections and archives. Fondazione Bonotto maintains more than two hundred records related to Miccini across unique works, editions, books, artists books, catalogues, announcements, periodicals, video and documentary materials.The extensive documentary character of his production is demonstrated by the Catalogo generale delle opere di Eugenio Miccini, published in two volumes between 2005 and 2010. The first volume covers the period from 1962 to 2003 and comprises 278 pages. The second extends documentation through 2005 and comprises 240 pages. The catalogue confirms the scale of his production and the importance of distinguishing unique works, artists books, publications, editions, exhibition catalogues and documentary materials.Miccini died in Florence on 19 June 2007, only a few days before his eighty second birthday. His work remains essential to the study of visual poetry, the Italian neo avant garde, political art, experimental publishing and relationships between art and mass communication.In 2026, marking the centenary of his birth, Regione Toscana and Centro per l arte contemporanea Luigi Pecci organized Eugenio Miccini. Anche il silenzio è parola in Florence, based on works from the Carlo Palli collection. The project included a proposal to donate one hundred Miccini works to Regione Toscana and reaffirmed the continuing relevance of his investigations into word, image, communication and society.No institutional source consulted establishes Eugenio Miccini as a formal participant in the Brazilian Process Poem Movement. His relationship to that field should therefore be presented comparatively and documentarily. Miccini, Wlademir Dias Pino, Neide de Sá, Álvaro de Sá, Falves Silva and other Brazilian protagonists worked within the broader international context of expanding visual poetry and challenging literary linearity during the 1960s and 1970s, but personal relationships, correspondence or direct collaborations should only be asserted when supported by specific primary documentation.For the study of the Process Poem Movement, Miccini is especially relevant as a European parallel for questions involving spatial language, autonomy of the sign, visual communication, seriality, appropriation of printed materials, challenges to conventional literature, experimentation with artists books and circulation through independent magazines and publications. This comparative approach places the Brazilian movement within a broader international panorama without reducing its specific Brazilian and Latin American history.


Currículo

CURRÍCULO EM PORTUGUÊSIDENTIFICAÇÃONome principalEugenio MicciniNome completoEugenio MicciniNascimento23 de junho de 1925Local de nascimentoFlorença, ItáliaFalecimento19 de junho de 2007Local de falecimentoFlorença, ItáliaNacionalidadeItalianaÁreas de atuaçãoPoesia visual, poesia experimental, poesia, artes visuais, colagem, fotomontagem, livro de artista, publicação de artista, crítica de arte, teoria, ensaio, semiótica, performance, teatro experimental, fotografia, cinema, edição e ensino.FORMAÇÃODécadas de 1930 e 1940Estudos humanísticos e período inicial de formação em seminário.Pós guerraGraduação em Pedagogia em Florença.Durante sua formação desenvolveu interesse por filosofia, literatura e poesia.ATUAÇÃO DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL1943Abandona as estruturas militares e participa da Resistência italiana.ATUAÇÃO LITERÁRIA INICIALDécadas de 1940 e 1950Publica poesia, ensaios e textos críticos em revistas culturais e literárias.Periódicos documentados incluem Nuova Corrente, Quartiere, Il Ponte, Marcatré, Tempo presente, La Battana e Letteratura.Mantém relações literárias com Mario Luzi, Carlo Betocchi, Romano Bilenchi e Elio Vittorini.Elio Vittorini publica Tre poemetti na revista Il Menabò.Mario Luzi apresenta Sonetto minore na coleção de poesia da Vallecchi.PRÊMIOS1961Premio di poesia Città di Firenze.DESENVOLVIMENTO DA POESIA VISUAL1962Início documentado das experiências de Miccini com poesia visual, abandonando progressivamente a poesia exclusivamente linear em favor da integração entre palavra, imagem, fotografia, tipografia e comunicação de massa.MOVIMENTOS, GRUPOS E COLETIVOS1963Organização de Arte e Comunicazione em Florença com Lamberto Pignotti.O encontro constitui uma das origens do Gruppo 70.1964Organização de Arte e Tecnologia em Florença.Consolidação das pesquisas interdisciplinares do Gruppo 70.Participantes relacionados ao grupo incluem Eugenio Miccini, Lamberto Pignotti, Giuseppe Chiari, Lucia Marcucci, Luciano Ori, Ketty La Rocca, Emilio Isgrò, Roberto Malquori e Michele Perfetti.1969Fundação do Centro Tèchne em Florença.Fundação e direção da revista Tèchne.Fundação e direção das Edizioni Tèchne.O centro atua nos campos da poesia visual, artes visuais, teatro, cultura, política e publicação experimental.Década de 1970Colaboração com Sarenco e participação no circuito internacional relacionado à revista Lotta Poetica e ao Gruppo Internazionale di Poesia Visiva.1983Fundação ou participação na formação do grupo internacional Logomotives com Alain Arias Misson, Julien Blaine, Jean François Bory, Paul De Vree, Sarenco e Franco Verdi.ATUAÇÃO ACADÊMICA E DOCENTEPeríodo documentado nas fontes biográficasCultore de Discipline Semiotiche na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Florença.Professor de História da Arte na Academia de Belas Artes de Verona.Professor de História da Arte na Academia de Belas Artes de Ravenna.LIVROS E PUBLICAÇÕES1964Sonetto minoreVallecchiPublicação poética apresentada por Mario Luzi.1970Poesie Visive 1962 1970Edizioni TèchneFlorençaPublicação de poesia visualFormato documentado de aproximadamente 22,5 por 16 centímetros.1970Ex RebusEdizioni TèchneFlorença.1970Archivio di Poesia Visiva ItalianaEdizioni TèchneFlorençaSuplemento de Tèchne número 7Novembro de 197077 páginas segundo Fondazione Bonotto e aproximadamente 74 páginas segundo registro da Fondazione Berardelli.Microantologia com trabalhos históricos e contemporâneos de poesia visual.1972Poesia visiva, poesia politica, poesia pubblicaEdizioni TèchneFlorençaLivro de artistaQuaderno de Tèchne número 33.1972Poesia e o poesia. Situazione della poesia visiva italianaEdição associada a SarmicBrescia e FlorençaPesquisa histórica e crítica sobre poesia visual italiana.1974Ipotesi e ricerche d arte contemporaneaPunto ZeroTaranto.1979Il senso comuneTèchneFlorença.1985Poesia e no 1963 1984Publicação documentada na bibliografia da Fondazione Bonotto.1985L inferno dei segniRelacionada à exposição de março de 1985 em Paris na Galerie J. et J. Donguy.1988Poesia trovata 1964 1987Edizioni MorraNápolesTiragem de 800 exemplaresFormato aproximado 21,5 por 16 centímetros.1988CollagesRara InternationalMonteforte d Alpone.19905 lettere a DuchampIl monogramma.1991MicciniAdriano Parise EditoreVerona304 páginasFormato aproximado 30 por 23 centímetros.1995Poesia visiva e dintorniMetaFlorença120 páginasFormato aproximadamente 24 por 17 centímetros.1996Poesia Visiva. Marseille. Jeux de mots Images 1995CipM e Secrets FamiliaersMarselhaISBN 2 909097 22 6.1997Recycling PapersMeta.Outros títulos documentadosArte contemporanea e discriminazione assiologica. Un ipotesi morfologicaEstetica. Critica. Semiotica. Esercizi di lettura di alcune operazioni artistiche contemporaneeRetorica della fotografia. Semiotica dell architettura rappresentataCollagesSe ne vogliamo parlareMitografieEcrire c est un aventureLibri d artistaCinema Felix.LIVROS DE ARTISTA DOCUMENTADOSPoésie est violencePoesia visiva, poesia politica, poesia pubblicaPiano regolatore insurrezionale della città di FirenzePoetry Gets Into LifeMedagliere 1972 1974Eros & AresLiberRizomataThéatronRecycling Papers 1978Excessive Language is DangerousFuturgappismo 1, obra coletiva.EDIÇÕES E OBRA GRÁFICA DOCUMENTADALeninPiano regolatore insurrezionale della città di FirenzeDia grammaticaPoesia, gloria e tragedia, 1972U.S.A. Rebus Gestis, 1970Poetry Cracks the WordsLa doppia visione, com G. PoggialiCaro oggetto. Videoteche 1979Ignem se vertere in auras aerisTetralogia negativaOntologia naturaleTerraIl punto GEx librisPagineOgni volta che dico noi intendo dire io.OBRAS ÚNICAS DOCUMENTADASTutto il mondo guardaViet congPiano regolatore insurrezionale della città di FirenzeUn uomo di razzaAdversis RebusDie grammaticaPoetry gets into lifeEx libris. Hommage a Man Ray. Omaggio a Lucio FontanaLa libreriaMarzo 1815La natura ama nascondersiAnche il silenzio è parolaVaclav Havel. La fantasia al poterePiattiArtis rebusI segni in cerca d identità con le cose del mondo.REVISTAS E PROJETOS EDITORIAIS1969 a 1976TèchneRevista fundada e dirigida por Eugenio Miccini.Dezenove números distribuídos em nove fascículos segundo a Fondazione Berardelli.Ligada ao Centro Tèchne e às Edizioni Tèchne.Década de 1970Lotta PoeticaColaboração com Sarenco e redes internacionais de poesia visual.EXPOSIÇÕES, BIENAIS E GRANDES RASSEGNES DOCUMENTADAS1972Biennale di VeneziaIl libro come luogo di ricercaVeneza, Itália.1980XXXIX Biennale di VeneziaIl tempo del museoVeneza, Itália.1985Eugenio Miccini tra scrittura e arte concettualePinacoteca Musei ComunaliMacerata, ItáliaCatálogo organizado por G. Binni e E. MauriziCoopedit16 páginas.1986XLII Biennale di VeneziaArte e scienzaVeneza, Itália.1986XI Quadriennale di RomaPalazzo dei CongressiRoma, ItáliaMiccini é documentado como responsável ou commissario pela seção Poesia Visiva em fontes biográficas.1988 a 1989Firenze la storia. La Poesia Visiva, un percorso internazionale 1963 1968Casa Museo Rodolfo SivieroFlorençaParticipantes principais documentadosLucia Marcucci, Eugenio Miccini, Luciano Ori e Lamberto Pignotti.1992Eugenio Miccini. Poesie VisiveGalleria CivicaFerrara.1993XLV Biennale di VeneziaOpera italiana, transitiVeneza, Itália.1997Eugenio MicciniGalleria De FoscherariBolognaCatálogo publicado pela Edizioni Meta, Florença.2005 a 2010Catalogo generale delle opere di Eugenio MicciniPrimeiro volume cobrindo 1962 a 2003Segundo volume cobrindo 1962 a 2005Bandecchi & Vivaldi e Adriano Parise em registros relacionados.2026Eugenio Miccini. Anche il silenzio è parolaPalazzo Guadagni Strozzi SacratiFlorençaMostra promovida pela Regione Toscana e organizada com participação do Centro Pecci a partir da coleção Carlo Palli.Projeto do centenário de nascimento de Eugenio Miccini.OUTRAS INSTITUIÇÕES E CONTEXTOS EXPOSITIVOS DOCUMENTADOSStedelijk Museum, AmsterdãHayward Gallery, LondresMuseo BWA, LublinInstituições e galerias em Varsóvia, Valencia, Antuérpia, Lodz, Céret, Parma, Bologna, Florença e outras cidades.As fontes consultadas confirmam circulação internacional ampla, mas não permitem reconstruir com segurança todas as datas e títulos de cada exposição.COLEÇÕES E ARQUIVOSFondazione BonottoMantém mais de duzentos registros associados a Eugenio Miccini, abrangendo obras únicas, edições, livros, livros de artista, catálogos, anúncios, periódicos e documentos audiovisuais.Regione Toscana e coleção Carlo PalliEm 2026 foi apresentada proposta de doação de cem obras de Miccini à Regione Toscana por Carlo Palli.Outras coleções citadas em fontes biográficas incluem instituições de Parma, Lublin, Céret, Mantova, Bologna, Valencia, Antuérpia, Lodz, Varsóvia e Florença.CATÁLOGOS E DOCUMENTAÇÃO SOBRE O ARTISTAEugenio Miccini tra scrittura e arte concettuale, 1985Miccini, 1991Eugenio Miccini. Poesie Visive, 1992Poesia è avventuraI colori della poesiaI segni le tracceIncanti della fabulaAnche il silenzio è parolaIn forma di libro. I libri di Eugenio MicciniEugenio Miccini. Quindici opere scelte 1963 2000Catalogo generale delle opere di Eugenio Miccini.CRONOLOGIA1925Nascimento em Florença em 23 de junho.1943Participação na Resistência italiana.Década de 1940Início das colaborações literárias e críticas.Década de 1950Produção poética e contatos com o ambiente literário florentino e italiano.1961Premio di poesia Città di Firenze.1962Início das primeiras composições de poesia visual.1963Arte e Comunicazione no Forte di Belvedere, Florença.Formação inicial do Gruppo 70.Primeiras experiências de Poesie e no.1964Arte e Tecnologia.Consolidação do Gruppo 70.Publicação de Sonetto minore.1969Fundação do Centro Tèchne, da revista Tèchne e das Edizioni Tèchne em Florença.1970Publicação de Poesie Visive 1962 1970.Publicação de Ex Rebus.Publicação de Archivio di Poesia Visiva Italiana.1972Publicação de Poesia visiva, poesia politica, poesia pubblica.Publicação de Poesia e o poesia. Situazione della poesia visiva italiana.Participação na Biennale di Venezia.Década de 1970Colaboração com Lotta Poetica, Sarenco e redes internacionais de poesia visual.1980Participação na XXXIX Biennale di Venezia.1983Formação do grupo Logomotives.1984Ampliação da pesquisa para cinema e fotografia.1986Participação na XLII Biennale di Venezia.Atuação na XI Quadriennale di Roma.1988Publicação de Poesia trovata 1964 1987.1993Participação na XLV Biennale di Venezia.1995Publicação de Poesia visiva e dintorni.2005Início da publicação do Catalogo generale delle opere di Eugenio Miccini.2007Falecimento em Florença em 19 de junho.2010Segundo volume do Catalogo generale das obras.2026Centenário de nascimento e exposição Eugenio Miccini. Anche il silenzio è parola em Florença.RELAÇÃO COM O POEMA PROCESSONão foi localizada nas fontes institucionais consultadas comprovação de participação formal de Eugenio Miccini no Poema Processo brasileiro. Para o sistema Salsa, sua relação deve ser registrada como contexto internacional comparativo da poesia visual e experimental. A eventual existência de correspondências com artistas brasileiros deve ser catalogada individualmente quando houver documento primário que a comprove.


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CURRICULUM IN ENGLISHIDENTIFICATIONMain nameEugenio MicciniFull nameEugenio MicciniBorn23 June 1925Place of birthFlorence, ItalyDied19 June 2007Place of deathFlorence, ItalyNationalityItalianFields of activityVisual poetry, experimental poetry, poetry, visual arts, collage, photomontage, artists books, artists publications, art criticism, theory, essays, semiotics, performance, experimental theatre, photography, cinema, publishing and teaching.EDUCATION1930s and 1940sHumanistic studies and an initial period in a seminary.Postwar periodDegree in Pedagogy in Florence.His education included interests in philosophy, literature and poetry.SECOND WORLD WAR1943Left the military structure and participated in the Italian Resistance.EARLY LITERARY ACTIVITY1940s and 1950sPublished poetry, essays and criticism in literary and cultural periodicals.Documented magazines include Nuova Corrente, Quartiere, Il Ponte, Marcatré, Tempo presente, La Battana and Letteratura.Literary relationships included Mario Luzi, Carlo Betocchi, Romano Bilenchi and Elio Vittorini.Elio Vittorini published Tre poemetti in Il Menabò.Mario Luzi introduced Sonetto minore in the Vallecchi poetry series.AWARDS1961Premio di poesia Città di Firenze.DEVELOPMENT OF VISUAL POETRY1962Documented beginning of Miccini visual poetry, progressively abandoning exclusively linear poetry in favour of an integration of word, image, photography, typography and mass communication.MOVEMENTS, GROUPS AND COLLECTIVES1963Organization of Arte e Comunicazione in Florence with Lamberto Pignotti.The event represents one of the origins of Gruppo 70.1964Organization of Arte e Tecnologia in Florence.Consolidation of the interdisciplinary investigations of Gruppo 70.Artists and authors associated with the group include Eugenio Miccini, Lamberto Pignotti, Giuseppe Chiari, Lucia Marcucci, Luciano Ori, Ketty La Rocca, Emilio Isgrò, Roberto Malquori and Michele Perfetti.1969Foundation of Centro Tèchne in Florence.Foundation and direction of the periodical Tèchne.Foundation and direction of Edizioni Tèchne.The centre was active in visual poetry, visual arts, theatre, cultural and political debate and experimental publishing.1970sCollaboration with Sarenco and participation in international networks related to Lotta Poetica and the Gruppo Internazionale di Poesia Visiva.1983Foundation or participation in the formation of the international Logomotives group with Alain Arias Misson, Julien Blaine, Jean François Bory, Paul De Vree, Sarenco and Franco Verdi.ACADEMIC AND TEACHING ACTIVITYPeriod documented in biographical sourcesCultore in Discipline Semiotiche at the Faculty of Architecture of the University of Florence.Art History teacher at the Academy of Fine Arts in Verona.Art History teacher at the Academy of Fine Arts in Ravenna.BOOKS AND PUBLICATIONS1964Sonetto minoreVallecchiPoetry publication introduced by Mario Luzi.1970Poesie Visive 1962 1970Edizioni TèchneFlorenceVisual poetry publicationDocumented format approximately 22.5 by 16 centimetres.1970Ex RebusEdizioni TèchneFlorence.1970Archivio di Poesia Visiva ItalianaEdizioni TèchneFlorenceSupplement to Tèchne number 7November 197077 pages according to Fondazione Bonotto and approximately 74 pages according to Fondazione Berardelli.Micro anthology containing historical and contemporary visual poetry.1972Poesia visiva, poesia politica, poesia pubblicaEdizioni TèchneFlorenceArtists bookTèchne notebook number 33.1972Poesia e o poesia. Situazione della poesia visiva italianaPublication associated with SarmicBrescia and FlorenceHistorical and critical study of Italian visual poetry.1974Ipotesi e ricerche d arte contemporaneaPunto ZeroTaranto.1979Il senso comuneTèchneFlorence.1985Poesia e no 1963 1984Publication documented by Fondazione Bonotto.1985L inferno dei segniAssociated with the March 1985 exhibition at Galerie J. et J. Donguy in Paris.1988Poesia trovata 1964 1987Edizioni MorraNaplesEdition of 800 copiesApproximately 21.5 by 16 centimetres.1988CollagesRara InternationalMonteforte d Alpone.19905 lettere a DuchampIl monogramma.1991MicciniAdriano Parise EditoreVerona304 pagesApproximately 30 by 23 centimetres.1995Poesia visiva e dintorniMetaFlorence120 pagesApproximately 24 by 17 centimetres.1996Poesia Visiva. Marseille. Jeux de mots Images 1995CipM and Secrets FamiliaersMarseilleISBN 2 909097 22 6.1997Recycling PapersMeta.OTHER DOCUMENTED TITLESArte contemporanea e discriminazione assiologica. Un ipotesi morfologicaEstetica. Critica. Semiotica. Esercizi di lettura di alcune operazioni artistiche contemporaneeRetorica della fotografia. Semiotica dell architettura rappresentataCollagesSe ne vogliamo parlareMitografieEcrire c est un aventureLibri d artistaCinema Felix.DOCUMENTED ARTISTS BOOKSPoésie est violencePoesia visiva, poesia politica, poesia pubblicaPiano regolatore insurrezionale della città di FirenzePoetry Gets Into LifeMedagliere 1972 1974Eros & AresLiberRizomataThéatronRecycling Papers 1978Excessive Language is DangerousFuturgappismo 1, collective artists book.DOCUMENTED EDITIONS AND GRAPHIC WORKSLeninPiano regolatore insurrezionale della città di FirenzeDia grammaticaPoesia, gloria e tragedia, 1972U.S.A. Rebus Gestis, 1970Poetry Cracks the WordsLa doppia visione with G. PoggialiCaro oggetto. Videoteche 1979Ignem se vertere in auras aerisTetralogia negativaOntologia naturaleTerraIl punto GEx librisPagineOgni volta che dico noi intendo dire io.DOCUMENTED UNIQUE WORKSTutto il mondo guardaViet congPiano regolatore insurrezionale della città di FirenzeUn uomo di razzaAdversis RebusDie grammaticaPoetry gets into lifeEx libris. Hommage a Man Ray. Omaggio a Lucio FontanaLa libreriaMarzo 1815La natura ama nascondersiAnche il silenzio è parolaVaclav Havel. La fantasia al poterePiattiArtis rebusI segni in cerca d identità con le cose del mondo.JOURNALS AND EDITORIAL PROJECTS1969 to 1976TèchnePeriodical founded and directed by Eugenio Miccini.Nineteen numbers distributed through nine fascicles according to Fondazione Berardelli.Associated with Centro Tèchne and Edizioni Tèchne.1970sLotta PoeticaCollaboration with Sarenco and international visual poetry networks.EXHIBITIONS, BIENNIALS AND MAJOR EVENTS1972Venice BiennaleIl libro come luogo di ricercaVenice, Italy.1980XXXIX Venice BiennaleIl tempo del museoVenice, Italy.1985Eugenio Miccini tra scrittura e arte concettualePinacoteca Musei ComunaliMacerata, ItalyCatalogue edited by G. Binni and E. MauriziCoopedit16 pages.1986XLII Venice BiennaleArte e scienzaVenice, Italy.1986XI Quadriennale di RomaPalazzo dei CongressiRome, ItalyMiccini is documented as commissioner or coordinator for the Poesia Visiva section in biographical sources.1988 to 1989Firenze la storia. La Poesia Visiva, un percorso internazionale 1963 1968Casa Museo Rodolfo SivieroFlorencePrincipal documented participantsLucia Marcucci, Eugenio Miccini, Luciano Ori and Lamberto Pignotti.1992Eugenio Miccini. Poesie VisiveGalleria CivicaFerrara.1993XLV Venice BiennaleOpera italiana, transitiVenice, Italy.1997Eugenio MicciniGalleria De FoscherariBolognaCatalogue published by Edizioni Meta, Florence.2005 to 2010Catalogo generale delle opere di Eugenio MicciniFirst volume covering 1962 to 2003Second volume covering 1962 to 2005.2026Eugenio Miccini. Anche il silenzio è parolaPalazzo Guadagni Strozzi SacratiFlorenceExhibition promoted by Regione Toscana and organized with the participation of Centro Pecci using works from the Carlo Palli collection.Centenary project marking one hundred years since Miccini birth.OTHER DOCUMENTED INSTITUTIONAL CONTEXTSStedelijk Museum, AmsterdamHayward Gallery, LondonBWA Museum, LublinInstitutions and galleries in Warsaw, Valencia, Antwerp, Lodz, Céret, Parma, Bologna, Florence and other cities.The consulted sources confirm extensive international circulation but do not provide sufficient evidence to reconstruct every exhibition date and title without additional archive research.PUBLIC COLLECTIONS AND ARCHIVESFondazione BonottoMaintains more than two hundred records connected with Eugenio Miccini, including unique works, editions, books, artists books, catalogues, announcements, periodicals and audiovisual documentation.Regione Toscana and Carlo Palli collectionIn 2026 Carlo Palli proposed the donation of one hundred works by Miccini to Regione Toscana.Other collections cited in biographical sources include institutions in Parma, Lublin, Céret, Mantua, Bologna, Valencia, Antwerp, Lodz, Warsaw and Florence.CATALOGUES AND DOCUMENTATION ABOUT THE ARTISTEugenio Miccini tra scrittura e arte concettuale, 1985Miccini, 1991Eugenio Miccini. Poesie Visive, 1992Poesia è avventuraI colori della poesiaI segni le tracceIncanti della fabulaAnche il silenzio è parolaIn forma di libro. I libri di Eugenio MicciniEugenio Miccini. Quindici opere scelte 1963 2000Catalogo generale delle opere di Eugenio Miccini.CHRONOLOGY1925Born in Florence on 23 June.1943Participation in the Italian Resistance.1940sBeginning of literary and critical contributions.1950sPoetic activity and connections with Florence and Italian literary circles.1961Premio di poesia Città di Firenze.1962Beginning of visual poetry compositions.1963Arte e Comunicazione at Forte di Belvedere in Florence.Initial formation of Gruppo 70.Early presentation of Poesie e no.1964Arte e Tecnologia.Consolidation of Gruppo 70.Publication of Sonetto minore.1969Foundation of Centro Tèchne, the periodical Tèchne and Edizioni Tèchne in Florence.1970Publication of Poesie Visive 1962 1970.Publication of Ex Rebus.Publication of Archivio di Poesia Visiva Italiana.1972Publication of Poesia visiva, poesia politica, poesia pubblica.Publication of Poesia e o poesia. Situazione della poesia visiva italiana.Participation in the Venice Biennale.1970sCollaboration with Lotta Poetica, Sarenco and international visual poetry networks.1980Participation in the XXXIX Venice Biennale.1983Formation of Logomotives.1984Expansion of research into cinema and photography.1986Participation in the XLII Venice Biennale.Activity at the XI Rome Quadriennale.1988Publication of Poesia trovata 1964 1987.1993Participation in the XLV Venice Biennale.1995Publication of Poesia visiva e dintorni.2005Beginning of publication of the Catalogo generale delle opere di Eugenio Miccini.2007Death in Florence on 19 June.2010Second volume of the general catalogue.2026Centenary of his birth and the exhibition Eugenio Miccini. Anche il silenzio è parola in Florence.RELATIONSHIP WITH THE PROCESS POEM MOVEMENTNo institutional source consulted confirms formal participation by Eugenio Miccini in the Brazilian Process Poem Movement. Within the Salsa system his relationship should therefore be recorded as an international comparative context of visual and experimental poetry. Any correspondence or direct relationship with Brazilian artists should be catalogued individually when supported by primary documentation.


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