Home Acervo Scacchiere Internazionale. Poesie Visive 1962 1970 é uma publicação de Eugenio Miccini editada em Florença, Itália, no contexto da revista e das atividades de Techne, em novembro de 1970.

Scacchiere Internazionale. Poesie Visive 1962 1970 é uma publicação de Eugenio Miccini editada em Florença, Itália, no contexto da revista e das atividades de Techne, em novembro de 1970.

Eugenio Miccini - Italia

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04224 - 1962-1970 - Livro de Artista

22,8 x 16 cm

TEXTO SALSA EM PORTUGUÊS

Scacchiere Internazionale. Poesie Visive 1962 1970 é uma publicação de Eugenio Miccini editada em Florença, Itália, no contexto da revista e das atividades de Techne, em novembro de 1970. O exemplar apresentado reúne na capa e nas páginas iniciais elementos fundamentais para sua identificação: o nome de Eugenio Miccini, o título Poesie Visive 1962 70, a indicação Firenze Techne 6, a referência a Techne como quaderno número 6 e suplemento ao número 7, além da data Firenze novembre 1970. A publicação constitui documento central para o estudo da poesia visual italiana, da poesia experimental, das relações entre palavra e imagem e das atividades de Miccini no ambiente de Techne e do Gruppo 70.

A capa externa apresenta o título Scacchiere Internazionale em associação com a expressão Poesie Visive 1962 1970 di Eugenio Miccini. A composição gráfica é dominada por grandes caracteres vermelhos que fragmentam a expressão Poesie Visive em diferentes linhas, criando uma leitura visual descontínua. A estrutura tipográfica converte o próprio título em composição verbo visual e antecipa o princípio do livro, no qual escrita, tipografia, imagem, recorte e organização espacial da página atuam conjuntamente.

Na lateral direita da capa aparece a frase Se il rosso non muove il gioco non è risolvibile, que introduz explicitamente a metáfora do jogo e do tabuleiro. O título Scacchiere Internazionale pode ser entendido, dentro do próprio documento, como referência a um campo internacional de posições, movimentos e relações, articulado visualmente por elementos próximos da lógica do xadrez. A presença da palavra gioco e da imagem de tabuleiro reforça essa leitura estrutural.

A capa também registra designer G. Ceppi, identificando participação no projeto gráfico. Na página de rosto aparecem ainda os nomes dos designers Barni, Coppini, Lastraioli e Ruffi. Esses créditos são importantes para a catalogação, pois demonstram que a publicação possui uma dimensão gráfica coletiva e que seu projeto visual não deve ser atribuído exclusivamente a Miccini.

A página seguinte apresenta uma composição baseada em um tabuleiro de xadrez preto e branco, sobre o qual são sobrepostos peões, peças escultóricas e figuras humanas recortadas. A imagem transforma o tabuleiro em estrutura política e social, aproximando jogo, poder, hierarquia, movimento e conflito. A montagem fotográfica dialoga diretamente com a linguagem de colagem e fotomontagem característica de grande parte da poesia visual e das práticas intermídia italianas do período.

A publicação apresenta na página de rosto a identificação Eugenio Miccini, Poesie Visive 1962 70, designers Barni, Coppini, Lastraioli, Ruffi, Firenze Techne 6. Esses dados indicam que o volume funciona como reunião ou seleção de trabalhos visuais de Miccini produzidos entre 1962 e 1970, organizados editorialmente em 1970 no âmbito de Techne.

O intervalo 1962 1970 é especialmente relevante para compreender o livro. Ele situa a publicação como balanço de aproximadamente oito anos de produção verbo visual de Eugenio Miccini, período decisivo para a consolidação da poesia visual italiana. As obras reunidas pertencem a um momento em que Miccini investigava a integração de linguagem verbal, imagens retiradas da cultura de massa, fotografia, publicidade, imprensa, tipografia e crítica social.

A referência a Firenze vincula diretamente o livro ao ambiente florentino no qual Miccini desenvolveu parte fundamental de sua trajetória. Techne foi um dos principais instrumentos de articulação, publicação e circulação de experiências de poesia visual, poesia experimental e práticas interdisciplinares ligadas ao Gruppo 70 e a artistas e poetas que buscavam superar os limites convencionais da literatura e das artes visuais.

Scacchiere Internazionale deve ser compreendido como publicação de artista e livro de artista, mas também como documento editorial. Seu caráter antológico, indicado pelo recorte temporal 1962 1970, reúne uma produção já realizada e a reorganiza em sequência, transformando o volume em instrumento de leitura histórica da obra de Miccini.

A presença de Techne é fundamental para a identificação bibliográfica. O verso da capa registra Techne quaderno número 6, suplemento ao número 7, Firenze, novembro de 1970. Essa informação permite catalogar o livro não apenas pelo título principal, mas também como parte da série editorial Techne. A designação quaderno demonstra sua inserção num projeto periódico ou seriado de pesquisa e publicação experimental.

O título Poesie Visive confirma de maneira explícita a natureza das obras reunidas. Não se trata apenas de poemas ilustrados, mas de composições nas quais a dimensão visual participa diretamente da produção de significado. A palavra deixa de funcionar isoladamente e passa a estabelecer relações com imagens fotográficas, símbolos, elementos gráficos e estruturas de montagem.

A capa e a composição interna visível também revelam a dimensão política da pesquisa de Miccini. O tabuleiro de xadrez é ocupado por figuras humanas e elementos escultóricos que assumem o lugar das peças. Essa substituição converte um jogo abstrato em metáfora social, aproximando estratégias de poder, indivíduos, instituições e movimentos históricos. A frase sobre o vermelho e a impossibilidade de resolver o jogo sem seu movimento intensifica o caráter crítico da construção.

O livro se insere no ambiente da poesia visual italiana associado a Eugenio Miccini, Lamberto Pignotti, Lucia Marcucci, Ketty La Rocca, Luciano Ori, Sarenco e outros artistas e poetas que exploraram a relação entre comunicação de massa, linguagem, ideologia e imagem nas décadas de 1960 e 1970. Neste contexto, imagens publicitárias, fotografias de imprensa, slogans e elementos tipográficos eram apropriados e reorganizados para produzir novas leituras críticas.

A estrutura gráfica de Scacchiere Internazionale também evidencia o interesse pela tipografia como material poético. Na capa, o título é quebrado, ampliado e distribuído pela superfície de modo que o leitor precisa reconstruí lo visualmente. Esse procedimento aproxima o livro das experiências internacionais de poesia concreta e visual, nas quais o significado é produzido tanto pela linguagem quanto pela forma de sua apresentação.

A publicação deve ser indexada associando Eugenio Miccini, Scacchiere Internazionale, Poesie Visive 1962 1970, Techne, Firenze, novembro de 1970, poesia visual italiana, Gruppo 70, livro de artista, publicação de artista, poesia experimental, fotomontagem, colagem, tipografia experimental, comunicação de massa, arte conceitual, arte política e vanguarda italiana.

No contexto de um acervo relacionado ao Poema Processo brasileiro, o livro possui grande importância comparativa. Poesie Visive 1962 1970 documenta uma vertente italiana contemporânea às experiências brasileiras de ruptura da linearidade verbal, exploração da página, uso da imagem, integração entre texto e estrutura gráfica e transformação do poema em objeto visual. Não se deve afirmar uma relação direta com o Poema Processo apenas a partir deste exemplar, mas a obra é fundamental para estudar paralelos e redes internacionais da poesia visual das décadas de 1960 e 1970.

Scacchiere Internazionale. Poesie Visive 1962 1970, de Eugenio Miccini, publicado por Techne em Florença em novembro de 1970, constitui assim um importante documento da poesia visual europeia e da pesquisa verbo visual italiana. O volume reúne produção de oito anos do artista e a apresenta por meio de uma estrutura editorial que combina poesia, design, fotomontagem, tipografia, crítica social e experimentação visual.

TEXTO SALSA EM INGLÊS

Scacchiere Internazionale. Poesie Visive 1962 1970 is a publication by Eugenio Miccini issued in Florence, Italy, within the publishing and cultural activities of Techne in November 1970. The surviving copy presents essential bibliographic information on its cover and opening pages, including the name Eugenio Miccini, the title Poesie Visive 1962 70, the identification Firenze Techne 6, the reference to Techne as quaderno number 6 and supplement to number 7, and the date Firenze novembre 1970. The publication is an important document for the study of Italian visual poetry, experimental poetry, relationships between word and image and the activities of Miccini within the Techne and Gruppo 70 environment.

The outer cover presents the title Scacchiere Internazionale together with the designation Poesie Visive 1962 1970 di Eugenio Miccini. Its graphic composition is dominated by large red characters that fragment the words Poesie Visive across several lines, producing a discontinuous visual reading. Typography itself becomes a verbo visual composition and anticipates the principle of the book, in which writing, typography, image, photographic fragments and spatial organization function together.

Along the right side of the cover appears the phrase Se il rosso non muove il gioco non è risolvibile. This introduces the metaphor of play and the chessboard directly into the work. The title Scacchiere Internazionale can therefore be understood, within the document itself, as referring to an international field of positions, movements and relationships structured through the logic of a chess game. The explicit use of the word gioco and the chessboard image reinforces this reading.

The cover also identifies designer G. Ceppi, providing evidence of participation in the graphic design. The title page additionally credits the designers Barni, Coppini, Lastraioli and Ruffi. These credits are important for cataloguing because they demonstrate that the publication has a collaborative graphic dimension and that its overall visual project should not be attributed exclusively to Miccini.

Another page presents a composition built around a black and white chessboard over which pawns, sculptural objects and human figures are superimposed. The image transforms the chessboard into a political and social structure, connecting play, power, hierarchy, movement and conflict. The photographic montage is closely related to the collage and photomontage language characteristic of much Italian visual poetry and intermedia practice of the period.

The title page identifies Eugenio Miccini, Poesie Visive 1962 70, designers Barni, Coppini, Lastraioli and Ruffi, and Firenze Techne 6. This evidence indicates that the publication functions as a collection or selection of visual works produced by Miccini between 1962 and 1970 and organized editorially within the Techne context in 1970.

The period 1962 1970 is especially important for interpreting the book. It places the volume as a retrospective survey of approximately eight years of Miccini verbo visual production, a decisive period in the consolidation of Italian visual poetry. The works belong to a moment in which Miccini investigated the integration of verbal language, images from mass culture, photography, advertising, printed media, typography and social criticism.

The Florence identification directly connects the publication with the cultural environment in which Miccini carried out a central part of his activity. Techne was an important vehicle for the articulation, publication and circulation of visual poetry, experimental poetry and interdisciplinary practices associated with Gruppo 70 and with artists and poets seeking to move beyond conventional boundaries between literature and visual art.

Scacchiere Internazionale should be understood as an artists publication and artists book, but also as an editorial document. Its retrospective character, indicated by the period 1962 1970, gathers previously produced work and reorganizes it into a sequence, transforming the volume into an instrument for reading the historical development of Miccini practice.

The Techne identification is fundamental for bibliographic cataloguing. The back cover records Techne quaderno number 6, supplement to number 7, Florence, November 1970. This information allows the work to be catalogued not only under its principal title but also as part of the Techne editorial series. The designation quaderno demonstrates its insertion within an ongoing experimental publishing project.

The title Poesie Visive explicitly confirms the nature of the works included. These are not poems accompanied by illustrations but compositions in which visual form directly participates in the production of meaning. Words no longer operate independently but establish relationships with photographic images, symbols, graphic elements and montage structures.

The visible cover and internal composition also demonstrate the political dimension of Miccini research. The chessboard is occupied by human figures and sculptural elements replacing traditional chess pieces. This substitution transforms an abstract game into a social metaphor involving strategies of power, individuals, institutions and historical movement. The statement concerning the red piece and the impossibility of resolving the game without its movement intensifies the critical dimension of the composition.

The publication belongs to the Italian visual poetry environment associated with Eugenio Miccini, Lamberto Pignotti, Lucia Marcucci, Ketty La Rocca, Luciano Ori, Sarenco and other artists and poets who explored relationships among mass communication, language, ideology and images during the 1960s and 1970s. In this context, advertising imagery, press photographs, slogans and typography were appropriated and reorganized to generate new critical readings.

The graphic construction of Scacchiere Internazionale also demonstrates a strong interest in typography as poetic material. On the cover, the title is fragmented, enlarged and distributed across the surface so that the reader must visually reconstruct it. This procedure connects the book to international concrete and visual poetry experiments in which meaning is generated both by language and by the visual form in which it appears.

The publication should be indexed through the entities Eugenio Miccini, Scacchiere Internazionale, Poesie Visive 1962 1970, Techne, Firenze, November 1970, Italian visual poetry, Gruppo 70, artists book, artists publication, experimental poetry, photomontage, collage, experimental typography, mass communication, conceptual art, political art and Italian avant garde.

Within a collection related to the Brazilian Process Poem Movement, the book has considerable comparative importance. Poesie Visive 1962 1970 documents an Italian development contemporary with Brazilian experiments involving the disruption of verbal linearity, exploration of the page, incorporation of images, integration of text and graphic structure and transformation of the poem into a visual object. A direct relationship with the Process Poem Movement should not be asserted on the basis of this volume alone, but the work is fundamental for comparative study of international visual poetry networks of the 1960s and 1970s.

Scacchiere Internazionale. Poesie Visive 1962 1970 by Eugenio Miccini, published by Techne in Florence in November 1970, is therefore an important document of European visual poetry and Italian verbo visual research. The volume gathers eight years of Miccini production and presents it through an editorial structure combining poetry, design, photomontage, typography, social criticism and visual experimentation.

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