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Peter Murphy - Australia

Local de nascimento: Australia

Data de nascimento: 1945

Local de falecimento: Australia

Data de falecimento: 22 de julho de 2024.

Peter Murphy foi um poeta, poeta concreto, poeta visual, escritor, fotógrafo e artista multidisciplinar australiano, nascido em 1945 e falecido em 22 de julho de 2024. Desenvolveu sua trajetória principalmente no contexto cultural de Melbourne, Victoria, e integrou a geração que consolidou a poesia concreta e visual na Austrália a partir das décadas de 1960 e 1970. Sua produção abrange poesia convencional, poesia concreta, poesia visual, poesia sonora, fotografia, livros de artista, contos, dramaturgia e experimentações baseadas na relação entre palavra, imagem, símbolo, tipografia e espaço. A documentação institucional da National Library of Australia identifica Peter Murphy com as datas 1945 a 2024, enquanto documentação municipal de Banyule registra que nasceu em 1945, no dia anterior ao bombardeio de Hiroshima, e que começou a escrever em meados da década de 1960. Um registro funerário australiano confirma sua morte em 22 de julho de 2024, aos 78 anos, e o associa a Eaglemont, Victoria.Peter Murphy não deve ser confundido com o músico britânico de mesmo nome ligado ao grupo Bauhaus, com o pintor britânico Peter Murphy nascido em Leeds em 1959 ou com acadêmicos australianos homônimos. O artista aqui catalogado é especificamente o Peter Murphy australiano identificado historicamente com poesia concreta, poesia visual, fotografia, livro de artista e posteriormente redes de mail art. Essa distinção é indispensável porque o prompt utilizado para o Salsa determina que pessoas com nomes semelhantes não sejam confundidas e que apenas informações documentalmente verificadas sejam incorporadas ao cadastro.Murphy começou escrevendo poesia e posteriormente ampliou sua atividade para contos e peças teatrais. Em depoimento autobiográfico, afirmou ter se interessado pelas possibilidades sonoras das palavras e pela poesia sonora, ao mesmo tempo em que investigava a aparência do texto sobre a página através da poesia concreta. Sua produção visual explorava letras, palavras e símbolos, além de padrões relacionados a formas circulares e estruturas que associava ao interesse pelas ideias de Carl Gustav Jung sobre mandalas. Desde a década de 1970 também produziu fotografias, inicialmente concentradas em palavras, letras e símbolos encontrados no ambiente urbano e posteriormente ampliadas para objetos e imagens portadoras de significados culturais.Peter Murphy integra a história da poesia concreta australiana. O Heide Museum of Modern Art registra que a poesia concreta surgiu na Austrália em meados da década de 1960 e identifica Sweeney Reed, Alan Riddell e Alex Selenitsch entre suas figuras centrais. A instituição acrescenta que essa nova forma de poesia visual foi posteriormente adotada por artistas e escritores como Ruth Cowen, Aleks Danko, Jas H. Duke, Peter Murphy, TT.O, Mike Parr e Richard Tipping. Nesse contexto, Murphy ocupa uma posição de ligação entre literatura, arte visual, publicação independente e experimentação gráfica.Um dos primeiros documentos fundamentais de sua produção é Seen and Unseen, concrete poems. A National Library of Australia cataloga a publicação sob o título Seen and unseen : concrete poems, editada em Collingwood, Victoria, pela Flying Duck Enterprises em associação com Born to Concrete. A edição possui dez páginas em folhas duplas, ilustrações e aproximadamente 25 centímetros. Foi produzida em tiragem limitada de 300 exemplares assinados e numerados. O catálogo registra 1975 na descrição editorial, embora o campo de copyright da própria biblioteca indique publicação em 1976. Essa pequena divergência deve ser preservada documentalmente e não eliminada artificialmente.Seen and Unseen pertence ao período inicial em que Murphy experimentava diretamente com a materialidade gráfica das palavras. A poesia concreta substituía a ideia tradicional do poema organizado apenas por versos por composições em que posição, tamanho, repetição, direção, espaçamento e desenho das letras participavam da produção de significado. O trabalho de Murphy desenvolveu se dentro desse campo sem abandonar a escrita convencional. Em artigo publicado em Australian Literary Studies em outubro de 1977, ele próprio explicou que não se considerava apenas poeta concreto, pois também escrevia poesia convencional, peças, contos e um romance. O ensaio recebeu o título Concrete Poetry: A Form In Search of Its Selves e constitui importante fonte primária para compreender sua concepção da poesia concreta australiana.Durante a década de 1970, Murphy participou também da cultura de pequenas revistas e publicações alternativas australianas. Seu nome aparece entre os colaboradores de Chook Chook, publicação de Carlton de 1978, ao lado de poetas e escritores como Gig Ryan, Jas H. Duke, John Jenkins, Larry Buttrose, Eric Beach e outros. Também aparece em The Great Australian Whiting, projeto do mesmo ambiente editorial experimental. Esses registros demonstram sua presença em um ecossistema de edição independente que se aproximava naturalmente das redes internacionais de poesia visual e arte postal.A proximidade entre poesia concreta e mail art é estrutural. Muitos poemas visuais eram produzidos em formatos pequenos, adequados à circulação postal, e os mesmos artistas utilizavam envelopes, cartões, fotocópias, pequenos impressos e publicações coletivas como meios de intercâmbio. Uma história da poesia visual e mail art australiana inclui Peter Murphy entre os artistas ativos nesse campo e observa que poemas de pequeno formato eram originalmente concebidos para circulação pelo correio, preservando a intimidade da comunicação entre artistas.A ligação de Peter Murphy com J. Medeiros é informação proveniente do contexto documental do acervo brasileiro indicado para este cadastro. Até o momento da presente pesquisa, não foi localizada em bases digitais públicas uma carta ou catálogo específico que estabeleça data, local ou conteúdo de uma correspondência bilateral entre Peter Murphy e J. Medeiros. A relação deve, portanto, ser registrada como conexão indicada pelo acervo e não como fato ampliado por suposição. Caso exista correspondência original de Peter Murphy enviada a J. Medeiros, esse documento constituirá fonte primária para confirmar diretamente o intercâmbio entre a poesia visual australiana e a rede brasileira de arte postal.Em 1981 ocorreu um dos acontecimentos mais importantes da trajetória editorial de Murphy. Foi publicada em Melbourne pela Collective Effort Press a antologia Missing Forms: Concrete, Visual and Experimental Poems. Fontes bibliográficas identificam a publicação como uma das primeiras e mais importantes antologias dedicadas à poesia concreta, visual e experimental australiana. Peter Murphy participou de sua organização juntamente com ?O, Jas H. Duke, thalia, Sweeney Reed, Alex Selenitsch, Terry Bennett e Tony Figallo. A publicação reuniu trabalhos de Alan Riddell, Alex Selenitsch, Sweeney Reed, Richard Tipping, Jas H. Duke, Tony Figallo, ?O, Lindsay Clements, Peter Murphy, Mike Parr, Aleks Danko e outros autores. A capa foi realizada por Peter Murphy.Uma fonte posterior de ?O registra Missing Forms como contribuição da Collective Effort para a história da poesia concreta australiana e identifica Peter Murphy e ?O como editores do projeto. Essa memória retrospectiva demonstra a importância duradoura da publicação para a reconstrução histórica da poesia experimental na Austrália.Em 1981 Murphy participou também da exposição See Hear, realizada na Niagara Lane Galleries, Melbourne. Documentação bibliográfica da época identifica os participantes Jas H. Duke, Richard Tipping, Peter Murphy, Lindsay Clements, Alex Selenitsch, Anthony Figallo e Mimmo Cozzolino. Material sobrevivente relacionado à exposição inclui programa gráfico e textos de apresentação, constituindo documentação significativa das primeiras exposições australianas dedicadas especificamente à poesia concreta e à linguagem visual.Em 1983 Peter Murphy realizou Melbourne Hieroglyphs na Gallery 18 em Melbourne. A documentação sobrevivente inclui material gráfico da exposição e textos críticos publicados por Simon Plant e Anthony Clarke. O título é particularmente coerente com sua pesquisa sobre palavras, sinais e símbolos encontrados no ambiente urbano, posteriormente também desenvolvida através da fotografia.Em 1984 participou de Three no State Film Centre durante o contexto do Fringe Arts Festival, juntamente com Andrew Donald e Jenny Dunbavan. A documentação preservada demonstra que Murphy continuava transitando entre poesia, arte visual e estruturas expositivas independentes.Em 1987 participou de JustWot? na Artist Space Gallery, Park Street, Fitzroy, Melbourne. A exposição reuniu Julie Clarke, David Powell, Pete Spence, Thalia, Alex Selenitsch e Peter Murphy, sendo registrada em levantamento histórico dedicado à poesia visual e mail art na Austrália.Em 1989 integrou Words on Walls: A Survey of Contemporary Visual Poetry, exposição curada por Barrett Reid e organizada pelo Heide Park and Art Gallery. A mostra reuniu Christopher Brennan, Karen Cherry, Ruth Cowen, Jas H. Duke, James Gleeson, Garrie Hutchinson, Frederick May, Peter Murphy, Mike Parr, TT.O, Sweeney Reed, Alan Riddell, Alex Selenitsch, Pete Spence, Thalia e Richard Tipping. A exposição ocorreu inicialmente no Heide entre 7 de março e 23 de abril de 1989 e circulou para o Ivan Dougherty Gallery em Sydney.A produção de Murphy permaneceu ativa durante as décadas seguintes. Em 1991 a revista Overland publicou um de seus poemas concretos, demonstrando a continuidade de sua prática de poesia visual no ambiente literário australiano.A relação com a mail art permaneceu presente em sua trajetória posterior. Um levantamento australiano sobre poesia visual e mail art o inclui explicitamente entre escritores e artistas ativos nesse campo, enquanto documentação contemporânea de projetos internacionais também registra Peter Murphy entre artistas australianos participantes. Em 2022, por exemplo, ele integrou Imaged Words and Worded Images, exposição internacional de mail art organizada em colaboração com Field Study International e WordXimage, reunindo 170 artistas de 25 países.Peter Murphy também produziu livros de artista combinando poemas concretos e fotografias. Em testemunho autobiográfico registrou que exemplares de seus livros de artista passaram a integrar galerias e bibliotecas públicas. A fotografia tornou se progressivamente uma extensão de seu interesse pelos sistemas de significação existentes no cotidiano, incluindo placas, letras, manequins de vitrines, imagens religiosas e objetos cuja função cultural depende de códigos compartilhados.Em 2008 e 2009 obras de Murphy apareceram em Order and Dissent, Works from the Heide Collection, no Heide Museum of Modern Art. Em 2011 sua produção integrou Born to Concrete: The Heide Collection, exposição realizada de 16 de abril a 25 de setembro no Heide Modern e curada por Katarina Paseta e Linda Short. A mostra examinou o desenvolvimento da poesia concreta australiana e inseriu Murphy ao lado das figuras históricas centrais do campo.Em 2014 participou de Concrete Poetry Now! na The Gallery, Melbourne Library Service. Sua presença nessa mostra, décadas depois das experiências dos anos 1970, demonstra a continuidade de sua pesquisa com texto e imagem.Em 2021 publicou Finishing Stroke pela In Case of Emergency Press. A obra reúne poesia convencional e poesia concreta e possui 142 páginas. O ISBN é 9780645128017. Murphy utilizou uma de suas próprias fotografias na capa. A publicação evidencia a permanência das duas dimensões de sua obra, literatura e visualidade, até a fase final da carreira.Também em 2021 foi republicado The Moving Shadow Problem, conjunto de contos originalmente publicado em 1986. A apresentação editorial descreve Murphy como autor que atuava em poesia, teatro, ficção e fotografia.Em maio de 2023 Peter Murphy participou de Wayword Forword no Nicholas Building em Melbourne, exposição de poesia concreta curada por Victoria Perin. Participaram Jas H. Duke, Peter Murphy, thalia, Sandy Caldow, Arjun von Caemmerer e ?O. Uma antologia homônima foi produzida pela Collective Effort Press. A exposição gerou renovado debate sobre a posição da poesia concreta dentro da história da arte e da literatura australianas.Ainda em 2023 Banyule Arts apresentou atividades dedicadas a Murphy como artista multidisciplinar e escritor. A programação reuniu teatro, poesia, poesia concreta e poesia sonora e o descreveu como artista estabelecido na região de Banyule. Esse registro é especialmente importante por ser uma fonte pública contemporânea produzida pouco antes de sua morte.Peter Murphy faleceu em 22 de julho de 2024. A National Library of Australia atualizou sua autoridade bibliográfica para Peter Murphy 1945 a 2024, consolidando sua identificação histórica como poeta australiano.Não foi localizada evidência de que Peter Murphy tenha integrado formalmente o movimento brasileiro Poema Processo. Existe, entretanto, uma clara afinidade histórica entre sua produção e os campos da poesia concreta, poesia visual, poesia sonora, publicação experimental, livro de artista e mail art que dialogaram internacionalmente com artistas brasileiros. A informação do acervo que o relaciona a J. Medeiros é especialmente relevante nesse sentido e deve ser aprofundada a partir dos documentos originais preservados. A eventual correspondência entre Murphy e Medeiros constitui potencial evidência material de intercâmbio entre a poesia experimental australiana e a produção brasileira ligada às redes internacionais de arte postal.

English

Peter Murphy was an Australian poet, concrete poet, visual poet, writer, photographer and multidisciplinary artist, born in 1945 and deceased on 22 July 2024. He developed his career primarily within the cultural environment of Melbourne, Victoria, and belonged to the generation that established concrete and visual poetry in Australia from the 1960s and 1970s onward. His practice encompassed conventional poetry, concrete poetry, visual poetry, sound poetry, photography, artists books, short fiction, drama and experiments involving the relationship between words, images, symbols, typography and space. The National Library of Australia identifies Peter Murphy with the dates 1945 to 2024, while municipal documentation from Banyule records that he was born in 1945, on the day before the bombing of Hiroshima, and began writing in the mid 1960s. Australian funeral documentation confirms his death on 22 July 2024 at the age of 78 and associates him with Eaglemont, Victoria.Peter Murphy must not be confused with the British musician of the same name associated with Bauhaus, the British painter Peter Murphy born in Leeds in 1959, or Australian academics sharing his name. The artist catalogued here is specifically the Australian Peter Murphy historically associated with concrete poetry, visual poetry, photography, artists books and later mail art networks.Murphy began by writing poetry and later expanded his activity into short stories and plays. In an autobiographical statement he described his interest in the sonic possibilities of words and sound poetry while also exploring the visual appearance of language through concrete poetry. His visual work made use of letters, words, signs and patterns, including structures associated with his interest in Carl Gustav Jung and mandalas. From the 1970s onward he also produced photography, initially focusing on text and symbols found in the environment and later turning toward culturally coded objects such as shop window figures and religious statues.Murphy occupies a documented place within the history of Australian concrete poetry. Heide Museum of Modern Art identifies Sweeney Reed, Alan Riddell and Alex Selenitsch as central figures in the emergence of the movement in Australia and records that it was subsequently taken up by Ruth Cowen, Aleks Danko, Jas H. Duke, Peter Murphy, TT.O, Mike Parr and Richard Tipping. His work therefore belongs to a field situated between literature, visual art, independent publishing and graphic experimentation.One of the fundamental early documents of his practice is Seen and Unseen, concrete poems. The National Library of Australia catalogues the publication as Seen and unseen : concrete poems, issued in Collingwood, Victoria, by Flying Duck Enterprises in conjunction with Born to Concrete. It contains ten pages on double leaves, illustrations and measures approximately 25 centimetres. The edition was limited to 300 signed and numbered copies. The bibliographical description gives 1975 while the library copyright information indicates publication in 1976, a discrepancy that should remain visible in scholarly cataloguing rather than being artificially resolved.Seen and Unseen belongs to the early period in which Murphy explored the graphic materiality of language. In concrete poetry the position, scale, repetition, direction and spacing of letters become components of meaning. Murphy developed this practice without abandoning conventional writing. In an essay published in Australian Literary Studies in October 1977, he explained that he did not regard himself primarily as a concrete poet because he also wrote conventional poetry, plays, short stories and a novel. The essay, Concrete Poetry: A Form In Search of Its Selves, is an important primary statement on his practice and on the Australian concrete poetry environment of the period.During the 1970s Murphy also participated in Australian little magazine and independent publishing culture. His name appears among the contributors to Chook Chook in 1978 and to material connected with The Great Australian Whiting, placing him alongside experimental writers including Jas H. Duke, Gig Ryan, Eric Beach, Larry Buttrose and others.The relationship between concrete poetry and mail art was structural. Small visual poems, cards, photocopies and experimental publications could easily circulate through the post, allowing writers and artists to participate in international networks outside conventional institutional channels. A historical survey of visual poetry and mail art in Australia includes Peter Murphy among Australian artists and writers active within this expanded field.The association between Peter Murphy and J. Medeiros is information supplied through the archival context underlying the present Salsa entry. No publicly accessible digital source was located during this research that independently establishes the date, location or content of direct correspondence between Murphy and J. Medeiros. The relationship should therefore be recorded as an archival connection requiring confirmation through the primary object. If original correspondence from Peter Murphy to J. Medeiros survives in the collection, it constitutes direct evidence of communication between Australian visual poetry and the Brazilian mail art network.In 1981 one of the most important editorial projects associated with Murphy appeared in Melbourne. Missing Forms: Concrete, Visual and Experimental Poems was published by Collective Effort Press. Bibliographical sources identify Murphy among its organizers together with ?O, Jas H. Duke, thalia, Sweeney Reed, Alex Selenitsch, Terry Bennett and Tony Figallo. The publication included work by Alan Riddell, Alex Selenitsch, Sweeney Reed, Richard Tipping, Jas H. Duke, Tony Figallo, ?O, Lindsay Clements, Peter Murphy, Mike Parr, Aleks Danko and others. Murphy also produced the cover artwork.?O later identified Missing Forms as an important Collective Effort contribution to Australian concrete poetry and recorded Peter Murphy and himself as editors of the project.In 1981 Murphy also participated in See Hear at Niagara Lane Galleries in Melbourne. Surviving documentation identifies Jas H. Duke, Richard Tipping, Peter Murphy, Lindsay Clements, Alex Selenitsch, Anthony Figallo and Mimmo Cozzolino as exhibitors.In 1983 Murphy presented Melbourne Hieroglyphs at Gallery 18 in Melbourne. Surviving ephemera includes the exhibition material and critical texts by Simon Plant and Anthony Clarke. The title is closely related to Murphy's interest in signs, written forms and symbolic systems found within urban environments.In 1984 he participated in Three at the State Film Centre within the Fringe Arts Festival context together with Andrew Donald and Jenny Dunbavan.In 1987 he took part in JustWot? at Artist Space Gallery in Fitzroy, Melbourne, alongside Julie Clarke, David Powell, Pete Spence, Thalia and Alex Selenitsch. The exhibition is documented in a historical survey of Australian visual poetry and mail art.In 1989 Murphy was included in Words on Walls: A Survey of Contemporary Visual Poetry, curated by Barrett Reid and organized by Heide Park and Art Gallery. Participants included Christopher Brennan, Karen Cherry, Ruth Cowen, Jas H. Duke, James Gleeson, Garrie Hutchinson, Frederick May, Peter Murphy, Mike Parr, TT.O, Sweeney Reed, Alan Riddell, Alex Selenitsch, Pete Spence, Thalia and Richard Tipping. The exhibition opened at Heide and subsequently travelled to the Ivan Dougherty Gallery in Sydney.His concrete poetry remained active in subsequent decades. Overland published a concrete poem by Murphy in 1991, demonstrating the continuation of his visual practice within the Australian literary environment.His relationship with mail art also continued. Historical accounts of Australian visual poetry and mail art include his name, and in 2022 he participated in Imaged Words and Worded Images, an international mail art exhibition organized through Field Study International and WordXimage with 170 artists from 25 countries.Murphy also produced artists books combining concrete poetry and photography. In his autobiographical account he stated that examples of these books entered public galleries and libraries. Photography became an extension of his long term investigation of cultural signs, written language and symbolic objects.His work appeared in Order and Dissent, Works from the Heide Collection in 2008 and 2009 and in Born to Concrete: The Heide Collection in 2011. The latter exhibition, held at Heide Modern from 16 April to 25 September 2011 and curated by Katarina Paseta and Linda Short, examined the emergence and development of concrete poetry in Australia and positioned Murphy within the historical development of the field.In 2014 he participated in Concrete Poetry Now! at The Gallery, Melbourne Library Service.In 2021 Murphy published Finishing Stroke through In Case of Emergency Press. The 142 page volume combines conventional and concrete poetry and carries ISBN 9780645128017. Murphy used one of his own photographs for its cover.Also in 2021 The Moving Shadow Problem, a collection of stories first published in 1986, was reissued. The publisher describes Murphy as working across poetry, plays, fiction and photography.In May 2023 Murphy participated in Wayword Forword at the Nicholas Building in Melbourne, curated by Victoria Perin, alongside Jas H. Duke, thalia, Sandy Caldow, Arjun von Caemmerer and ?O. Collective Effort Press produced an anthology connected with the exhibition.During the same year Banyule Arts presented activities devoted to Murphy as a multidisciplinary artist and writer, bringing together theatre, conventional poetry, concrete poetry and sound poetry.Peter Murphy died on 22 July 2024. The National Library of Australia now records his authority entry as Peter Murphy 1945 to 2024.No evidence has been located establishing Peter Murphy as a formal participant in the Brazilian Process Poem Movement. His work nevertheless belongs to closely related international fields of concrete poetry, visual poetry, sound poetry, experimental publishing, artists books and mail art. The archival information connecting Murphy with J. Medeiros is therefore potentially important evidence of an exchange between Australian experimental poetry and Brazilian postal art networks and should be strengthened through cataloguing of the original correspondence whenever that material is available.

Currículo

Peter Murphy foi poeta, poeta concreto, poeta visual, escritor, dramaturgo, fotógrafo e artista multidisciplinar australiano. Atuou principalmente em Melbourne e Victoria e pertenceu à geração que expandiu a poesia concreta australiana durante as décadas de 1960 e 1970. Sua prática estendeu se posteriormente à poesia sonora, fotografia, livro de artista, ficção, teatro e mail art.IDENTIFICAÇÃONome principal: Peter MurphyNacionalidade: australianaNascimento: 1945Informação adicional documentada: nasceu no dia anterior ao bombardeio de HiroshimaLocal de nascimento: não localizado nas fontes consultadasFalecimento: 22 de julho de 2024Idade no falecimento: 78 anosLocal associado ao período final: Eaglemont e Banyule, Victoria, AustráliaPrincipais áreas de atuação: poesia, poesia concreta, poesia visual, poesia sonora, fotografia, livro de artista, ficção, dramaturgia, arte experimental e mail artPeríodo de atividade documentado: meados da década de 1960 a 2024FORMAÇÃOFormação acadêmica: não localizada nas fontes consultadasProfessores: não localizadosInstituições de ensino: não localizadasINÍCIO DA ATIVIDADEMeados da década de 1960: início documentado da atividade de escritaDécada de 1970: desenvolvimento de poesia concreta, poesia sonora, poesia visual e fotografiaDécada de 1970: início da pesquisa fotográfica sobre palavras, símbolos e signos encontrados no ambienteMOVIMENTOS E CONTEXTOSPoesia concreta australianaPoesia visualPoesia sonoraLiteratura experimentalPublicação independenteLivro de artistaMail artArte postal e redes de correspondênciaHeide Museum of Modern Art identifica Peter Murphy entre os artistas que deram continuidade à poesia concreta australiana após a atuação inicial de Sweeney Reed, Alan Riddell e Alex Selenitsch.LIVROS E PUBLICAÇÕES1975 ou 1976: Seen and Unseen, concrete poems. Flying Duck Enterprises em associação com Born to Concrete. Collingwood, Victoria. Dez páginas em folhas duplas. Tiragem limitada de 300 exemplares assinados e numerados. ISBN 0959827234. A National Library of Australia registra 1975 na descrição da edição e 1976 no campo de publicação ligado ao copyright.1977: Concrete Poetry: A Form In Search of Its Selves. Ensaio de Peter Murphy publicado em Australian Literary Studies, volume 8, número 2, em 1 de outubro de 1977. O texto discute sua própria produção e o contexto da poesia concreta australiana.1978: participação como colaborador em Chook Chook, Carlton, Victoria.Final da década de 1970: participação em The Great Australian Whiting, publicação do contexto independente de Carlton.1981: Missing Forms: Concrete, Visual and Experimental Poems. Collective Effort Press, Melbourne. Peter Murphy participa da organização e produz a capa. Projeto associado também a ?O, Jas H. Duke, thalia, Sweeney Reed, Alex Selenitsch, Terry Bennett e Tony Figallo.1986: The Moving Shadow Problem. Coletânea de contos. Posteriormente republicada em 2021.1991: poema concreto publicado em Overland, número 122.2021: Finishing Stroke. In Case of Emergency Press, Austrália. 142 páginas. ISBN 9780645128017. Reúne poesia convencional e poesia concreta e utiliza fotografia do próprio Murphy na capa.2021: republicação de The Moving Shadow Problem. Ligature.2023: Wayword Forword. Antologia da Collective Effort Press relacionada à exposição homônima.LIVROS DE ARTISTAPeter Murphy registrou autobiograficamente a produção de livros de artista combinando fotografias e poemas concretos e informou que exemplares foram incorporados a galerias e bibliotecas públicas. Relação individual completa de títulos não localizada nas fontes consultadas.EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS DOCUMENTADAS1983: Melbourne Hieroglyphs. Gallery 18, Melbourne, Victoria. Exposição individual documentada por material gráfico e textos críticos de Simon Plant e Anthony Clarke.2023: apresentação de trabalhos de Peter Murphy no contexto da programação Banyule Arts, Victoria. A documentação descreve Murphy como artista multidisciplinar e escritor baseado em Banyule. A classificação exata como exposição individual deve ser tratada com cautela porque a programação consultada reúne diferentes atividades.EXPOSIÇÕES COLETIVAS DOCUMENTADAS1981: See Hear. Niagara Lane Galleries, Melbourne. Participantes documentados: Jas H. Duke, Richard Tipping, Peter Murphy, Lindsay Clements, Alex Selenitsch, Anthony Figallo e Mimmo Cozzolino.1984: Three. State Film Centre, contexto do Fringe Arts Festival, Melbourne. Participantes: Andrew Donald, Jenny Dunbavan e Peter Murphy.1987: JustWot? Artist Space Gallery, Park Street, Fitzroy, Melbourne. Participantes: Julie Clarke, David Powell, Pete Spence, Thalia, Alex Selenitsch e Peter Murphy.1989: Words on Walls: A Survey of Contemporary Visual Poetry. Heide Park and Art Gallery, Melbourne. Curadoria de Barrett Reid. Período no Heide: 7 de março a 23 de abril de 1989. Posterior apresentação no Ivan Dougherty Gallery em Sydney.2008 a 2009: Order and Dissent, Works from the Heide Collection. Heide Museum of Modern Art. Participação documentada através do testemunho biográfico do artista.2011: Born to Concrete: The Heide Collection. Heide Modern, Heide Museum of Modern Art. 16 de abril a 25 de setembro de 2011. Curadoria de Katarina Paseta e Linda Short.2014: Concrete Poetry Now! The Gallery, Melbourne Library Service.2022: Imaged Words and Worded Images. Exposição internacional de mail art organizada por David Dellafiora para Field Study International em colaboração com WordXimage. Peter Murphy aparece entre os participantes australianos.2023: Wayword Forword. Nicholas Building, Melbourne. Curadoria de Victoria Perin. Participantes: Jas H. Duke, Peter Murphy, thalia, Sandy Caldow, Arjun von Caemmerer e ?O.MAIL ART E ARTE POSTALPeter Murphy é incluído em levantamento histórico sobre visual poetry e mail art na Austrália. O estudo destaca que poemas visuais de pequeno formato eram frequentemente concebidos para circulação postal e relaciona Murphy ao ambiente australiano de poesia visual que se desenvolveu em interação com redes de correspondência.2022: participação confirmada em Imaged Words and Worded Images, projeto internacional de mail art com 170 artistas de 25 países.Relação histórica com J. Medeiros: indicada pelo acervo que fundamenta este cadastro. Não foi localizada durante a pesquisa digital uma fonte pública independente que permita determinar data ou conteúdo específico da correspondência. O documento original, quando catalogado, deverá ser utilizado como fonte primária para estabelecer a conexão bilateral.RELAÇÕES ARTÍSTICAS DOCUMENTADASSweeney Reed: contexto comum da poesia concreta australiana e de Missing FormsAlan Riddell: contexto comum da poesia concreta australianaAlex Selenitsch: exposições, publicações e história da poesia concreta australianaJas H. Duke: Missing Forms, See Hear, Wayword Forword e outras atividades experimentais?O: colaboração editorial em Missing Forms e participação em Wayword Forwordthalia: participação em Missing Forms, JustWot? e Wayword ForwordRichard Tipping: participação comum em See Hear, Words on Walls e contexto da poesia visual australianaMike Parr: presença comum no contexto histórico e expositivo da poesia concretaPete Spence: participação no circuito de poesia visual e mail art australianoBarrett Reid: curador de Words on WallsJ. Medeiros: relação indicada pelo acervo brasileiro, a ser reforçada através de correspondência primáriaCOLEÇÕES E ARQUIVOSNational Library of Australia: preserva Seen and Unseen e mantém autoridade bibliográfica para Peter Murphy 1945 a 2024.Heide Museum of Modern Art: preserva importante arquivo de poesia concreta australiana e possui trabalhos de Peter Murphy apresentados em exposições derivadas da coleção.Outras galerias e bibliotecas públicas: Murphy afirmou que seus livros de artista integram coleções públicas, mas a lista completa não foi localizada nas fontes consultadas.PRÊMIOSNão localizada lista consolidada de prêmios pessoais nas fontes consultadas.FORMAÇÃO ACADÊMICA E DOCÊNCIANão localizadas informações suficientemente confirmadas.RELAÇÃO COM O POEMA PROCESSONão foi localizada evidência documental de que Peter Murphy tenha integrado formalmente o movimento Poema Processo. Sua produção mantém relações históricas e formais com poesia concreta, poesia visual, poesia sonora, livro de artista, publicação independente e mail art. A relação indicada com J. Medeiros acrescenta uma possível conexão documental direta entre a poesia experimental australiana e artistas brasileiros inseridos em redes internacionais de correspondência.CRONOLOGIA1945: nascimento de Peter Murphy na Austrália ou em local ainda não confirmado. Fonte municipal registra nascimento no dia anterior ao bombardeio de Hiroshima.Meados da década de 1960: início da atividade de escrita.Década de 1970: desenvolvimento de poesia concreta, poesia sonora e fotografia.1975 ou 1976: publicação de Seen and Unseen, concrete poems.1977: publicação do ensaio Concrete Poetry: A Form In Search of Its Selves em Australian Literary Studies.1978: participação em Chook Chook.1981: publicação de Missing Forms: Concrete, Visual and Experimental Poems.1981: participação em See Hear, Niagara Lane Galleries.1983: Melbourne Hieroglyphs, Gallery 18.1984: participação em Three, State Film Centre.1986: primeira publicação de The Moving Shadow Problem.1987: participação em JustWot? em Fitzroy.1989: participação em Words on Walls.1991: publicação de poema concreto em Overland.2008 a 2009: Order and Dissent, Works from the Heide Collection.2011: Born to Concrete: The Heide Collection.2014: Concrete Poetry Now! Melbourne Library Service.2021: publicação de Finishing Stroke.2022: participação em Imaged Words and Worded Images, exposição internacional de mail art.2023: participação em Wayword Forword, Melbourne.2023: programação dedicada à produção de Murphy em Banyule Arts.22 de julho de 2024: falecimento de Peter Murphy.

English

Peter Murphy was an Australian poet, concrete poet, visual poet, writer, playwright, photographer and multidisciplinary artist. He worked primarily in Melbourne and Victoria and belonged to the generation that expanded Australian concrete poetry during the 1960s and 1970s. His practice later extended into sound poetry, photography, artists books, fiction, theatre and mail art.IDENTIFICATIONPrimary name: Peter MurphyNationality: AustralianBorn: 1945Additional documented information: born on the day before the bombing of HiroshimaPlace of birth: not located in the sources consultedDied: 22 July 2024Age at death: 78Location associated with his later life: Eaglemont and Banyule, Victoria, AustraliaPrincipal fields: poetry, concrete poetry, visual poetry, sound poetry, photography, artists books, fiction, drama, experimental art and mail artDocumented period of activity: mid 1960s to 2024EDUCATIONFormal education: not located in the sources consultedTeachers: not locatedEducational institutions: not locatedEARLY ACTIVITYMid 1960s: documented beginning of writing activity1970s: development of concrete poetry, sound poetry, visual poetry and photography1970s: development of photographic investigations into words, symbols and signs found within the environmentMOVEMENTS AND CONTEXTSAustralian concrete poetryVisual poetrySound poetryExperimental literatureIndependent publishingArtists booksMail artPostal art and correspondence networksHeide Museum of Modern Art identifies Peter Murphy among the artists who extended Australian concrete poetry following the early work of Sweeney Reed, Alan Riddell and Alex Selenitsch.BOOKS AND PUBLICATIONS1975 or 1976: Seen and Unseen, concrete poems. Flying Duck Enterprises in conjunction with Born to Concrete, Collingwood, Victoria. Ten pages on double leaves. Limited edition of 300 signed and numbered copies. ISBN 0959827234. The National Library of Australia records 1975 within the bibliographical description while its copyright information indicates publication in 1976.1977: Concrete Poetry: A Form In Search of Its Selves. Essay by Peter Murphy published in Australian Literary Studies, volume 8, number 2, 1 October 1977. The essay discusses both his practice and the Australian concrete poetry environment.1978: contribution to Chook Chook, Carlton, Victoria.Late 1970s: participation in The Great Australian Whiting within the independent Carlton publishing environment.1981: Missing Forms: Concrete, Visual and Experimental Poems. Collective Effort Press, Melbourne. Murphy participated in its organization and created the cover. Other associated organizers include ?O, Jas H. Duke, thalia, Sweeney Reed, Alex Selenitsch, Terry Bennett and Tony Figallo.1986: The Moving Shadow Problem. Collection of short stories, later reissued in 2021.1991: concrete poem published in Overland, number 122.2021: Finishing Stroke. In Case of Emergency Press, Australia. 142 pages. ISBN 9780645128017. Contains conventional and concrete poetry and uses a photograph by Murphy on the cover.2021: reissue of The Moving Shadow Problem by Ligature.2023: Wayword Forword. Collective Effort Press anthology associated with the exhibition of the same name.ARTISTS BOOKSMurphy documented his production of artists books combining photographs and concrete poems and stated that examples are held by public galleries and libraries. A complete title list has not been located in the sources consulted.DOCUMENTED SOLO EXHIBITIONS1983: Melbourne Hieroglyphs. Gallery 18, Melbourne, Victoria. Solo exhibition documented through surviving exhibition ephemera and critical writing by Simon Plant and Anthony Clarke.2023: presentation of work by Peter Murphy within the Banyule Arts programme in Victoria. The source describes him as a Banyule based multidisciplinary artist and writer. The exact classification as a conventional solo exhibition remains uncertain because the programme also contained theatre and workshop activities.DOCUMENTED GROUP EXHIBITIONS1981: See Hear. Niagara Lane Galleries, Melbourne. Documented participants included Jas H. Duke, Richard Tipping, Peter Murphy, Lindsay Clements, Alex Selenitsch, Anthony Figallo and Mimmo Cozzolino.1984: Three. State Film Centre, Melbourne, within the Fringe Arts Festival context. Participants: Andrew Donald, Jenny Dunbavan and Peter Murphy.1987: JustWot? Artist Space Gallery, Park Street, Fitzroy, Melbourne. Participants: Julie Clarke, David Powell, Pete Spence, Thalia, Alex Selenitsch and Peter Murphy.1989: Words on Walls: A Survey of Contemporary Visual Poetry. Heide Park and Art Gallery, Melbourne. Curated by Barrett Reid. Presented at Heide from 7 March to 23 April 1989 and later at Ivan Dougherty Gallery in Sydney.2008 to 2009: Order and Dissent, Works from the Heide Collection. Heide Museum of Modern Art. Participation documented through Murphy's biographical statement.2011: Born to Concrete: The Heide Collection. Heide Modern, Heide Museum of Modern Art. 16 April to 25 September 2011. Curated by Katarina Paseta and Linda Short.2014: Concrete Poetry Now! The Gallery, Melbourne Library Service.2022: Imaged Words and Worded Images. International mail art exhibition curated by David Dellafiora for Field Study International in collaboration with WordXimage. Murphy appears among the Australian participants.2023: Wayword Forword. Nicholas Building, Melbourne. Curated by Victoria Perin. Participants: Jas H. Duke, Peter Murphy, thalia, Sandy Caldow, Arjun von Caemmerer and ?O.MAIL ART AND POSTAL ARTPeter Murphy is included in a historical survey of visual poetry and mail art in Australia. The study emphasizes that small format visual poems were frequently intended for postal circulation and situates Murphy within the Australian visual poetry environment connected with correspondence based artistic exchange.2022: confirmed participation in Imaged Words and Worded Images, an international mail art project involving 170 artists from 25 countries.Historical relationship with J. Medeiros: indicated by the Brazilian archival context supporting this Salsa entry. No independent public digital source was located during the present research that establishes the date or specific content of their correspondence. The original archival object, when catalogued, should be treated as the primary source establishing the bilateral connection.DOCUMENTED ARTISTIC RELATIONSHIPSSweeney Reed: shared Australian concrete poetry context and Missing FormsAlan Riddell: shared Australian concrete poetry contextAlex Selenitsch: exhibitions, publications and the history of Australian concrete poetryJas H. Duke: Missing Forms, See Hear, Wayword Forword and other experimental activities?O: editorial collaboration in Missing Forms and participation in Wayword Forwordthalia: participation in Missing Forms, JustWot? and Wayword ForwordRichard Tipping: shared participation in See Hear, Words on Walls and Australian visual poetry contextsMike Parr: shared historical and exhibition contexts relating to concrete poetryPete Spence: common visual poetry and mail art environmentBarrett Reid: curator of Words on WallsJ. Medeiros: relationship indicated by the Brazilian archive and requiring confirmation through primary correspondencePUBLIC COLLECTIONS AND DOCUMENTARY ARCHIVESNational Library of Australia: preserves Seen and Unseen and maintains the authority record Peter Murphy 1945 to 2024.Heide Museum of Modern Art: preserves a major Australian concrete poetry archive and holds material by Peter Murphy represented through collection exhibitions.Other public galleries and libraries: Murphy stated that his artists books entered public collections, although a complete institutional list has not been located.AWARDSA consolidated list of individual awards has not been located in the sources consulted.ACADEMIC AND TEACHING ACTIVITIESNo sufficiently verified information located.RELATIONSHIP WITH THE PROCESS POEM MOVEMENTNo documentary evidence has been located establishing Peter Murphy as a formal member of the Brazilian Process Poem Movement. His practice nevertheless shares an international field with concrete poetry, visual poetry, sound poetry, artists books, independent publishing and mail art. The archival connection with J. Medeiros adds a potentially important direct relationship between Australian experimental poetry and Brazilian artists participating in international correspondence networks.CHRONOLOGY1945: Peter Murphy born. Place of birth not yet confirmed. A Banyule municipal source records that he was born on the day before the bombing of Hiroshima.Mid 1960s: begins writing.1970s: development of concrete poetry, sound poetry and photography.1975 or 1976: Seen and Unseen, concrete poems.1977: Concrete Poetry: A Form In Search of Its Selves published in Australian Literary Studies.1978: contribution to Chook Chook.1981: publication of Missing Forms: Concrete, Visual and Experimental Poems.1981: participation in See Hear, Niagara Lane Galleries.1983: Melbourne Hieroglyphs at Gallery 18.1984: participation in Three at the State Film Centre.1986: first publication of The Moving Shadow Problem.1987: participation in JustWot? in Fitzroy.1989: participation in Words on Walls.1991: concrete poem published in Overland.2008 to 2009: Order and Dissent, Works from the Heide Collection.2011: Born to Concrete: The Heide Collection.2014: Concrete Poetry Now! Melbourne Library Service.2021: publication of Finishing Stroke.2022: participation in Imaged Words and Worded Images, international mail art exhibition.2023: Wayword Forword, Melbourne.2023: Banyule Arts programme devoted to aspects of Murphy's multidisciplinary practice.22 July 2024: death of Peter Murphy.

Obras deste artista