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Beau Geste Press - England

Local de nascimento: Sudoeste da Inglaterra

Data de nascimento: 1971

Beau Geste Press foi uma editora independente administrada por artistas, comunidade de produção gráfica, plataforma de livros de artista e rede internacional de circulação experimental fundada em 1971 no sudoeste da Inglaterra pelos artistas mexicanos Martha Hellion e Felipe Ehrenberg. À formação inicial associaram se David Mayor, artista e pesquisador inglês, Chris Welch, designer gráfico, Madeleine Gallard e outros colaboradores que viveram, trabalharam ou produziram publicações no ambiente comunitário instalado em Devon. A Beau Geste Press permaneceu ativa até 1976 e tornou se um núcleo particularmente importante para livros de artista, poesia visual, Neo Dada, Fluxus, arte conceitual, performance, publicações experimentais e redes postais internacionais. Instituições contemporâneas como o CAPC Musée d?art contemporain de Bordeaux e o Center for Book Arts situam sua atividade principal entre 1971 e 1976 e registram aproximadamente 75 livros, revistas, múltiplos e outros impressos produzidos durante seus cinco anos de existência. A presente reconstrução segue o princípio de distinguir fatos documentados, divergências e relações históricas comprováveis, conforme solicitado no prompt de pesquisa.A origem da Beau Geste Press está relacionada à mudança de Martha Hellion e Felipe Ehrenberg, juntamente com seus filhos, para uma fazenda no interior de Devon, depois de um período vivido em Londres. A Tate Archive registra que a ideia de uma imprensa independente tomou forma no segundo semestre de 1971, quando Ehrenberg adquiriu um duplicador Gestetner usado e decidiu transferir a família para Devon. Ehrenberg imaginava uma comunidade em que artistas e artesãos pudessem viver juntos, desenvolver trabalhos próprios e colaborar na produção de projetos de visitantes. David Mayor tornou se figura central na organização e circulação das atividades. Chris Welch contribuiu especialmente com design gráfico.A Beau Geste Press não foi concebida segundo o modelo convencional de uma editora que recebe originais, terceiriza a impressão e comercializa livros acabados. Seu princípio consistia em aproximar autor, artista, editor, designer, impressor, encadernador e distribuidor. O artista convidado podia participar de várias etapas da produção e aprender os procedimentos necessários para produzir posteriormente suas próprias publicações. O modelo foi descrito retrospectivamente como uma comunidade de duplicadores, impressores e artesãos. O CAPC e o Center for Book Arts ressaltam que a editora manteve sob o mesmo teto etapas que iam da concepção e impressão à montagem e distribuição postal.Essa organização possui importância especial para a história do livro de artista porque transformava a própria produção editorial em prática artística. Mimeografia, duplicação por estêncil, offset, tipografia, carimbos, fotografia, colagem, folhas inseridas, papéis de diferentes cores, elementos destacáveis, objetos incorporados e intervenções manuais podiam coexistir em uma única edição. Em vez de padronizar os projetos segundo uma identidade gráfica comercial, a Beau Geste Press adaptava formato, processo e tiragem às necessidades de cada artista.As pequenas tiragens faziam parte dessa estrutura. Um comunicado distribuído pela própria Beau Geste Press em fevereiro de 1974, preservado em correspondência enviada ao brasileiro Anchieta Fernandes, informa que uma edição usual da editora possuía cerca de 300 exemplares. O mesmo documento afirma que o catálogo e as correspondências da Beau Geste Press alcançavam quase 5 mil pessoas. Esse contraste entre produção material reduzida e circulação postal internacional demonstra uma característica essencial da editora. A escala física era pequena, mas a rede de comunicação era extensa.A correspondência de 1974 também documenta a filosofia econômica e política da Beau Geste Press. O texto Joint Communiqué explica que o projeto havia se desenvolvido menos como empresa comercial do que como associação de trabalho entre amigos. Materiais, mão de obra, conhecimentos técnicos, impressão, acabamento e distribuição eram compartilhados. O comunicado defende conhecimento e controle dos próprios meios de produção e propõe tornar visíveis inclusive os custos editoriais normalmente ocultados de autores e leitores.O mesmo documento informa que, em diversos casos, artista e equipe editorial não apenas trabalhavam juntos como conviviam durante o período de produção. O objetivo era que, concluída a publicação, o artista tivesse adquirido conhecimento suficiente para produzir novas edições utilizando equipamentos acessíveis, pequenas oficinas ou serviços locais. Essa transferência de conhecimento constituía uma das dimensões mais radicais da Beau Geste Press. O resultado desejado não era criar dependência do artista em relação à editora, mas multiplicar produtores independentes.A localização rural em Devon foi importante para essa experiência. O Center for Book Arts caracteriza o espaço como uma espécie de residência artística anterior à institucionalização contemporânea desse modelo. Artistas e visitantes permaneciam no local e participavam diretamente da fabricação de livros. A distância dos principais centros comerciais de Londres não impediu a internacionalização do projeto. Pelo contrário, o correio permitiu transformar uma comunidade rural em ponto de conexão entre Reino Unido, Europa continental, Europa Oriental, Estados Unidos, Canadá, México, Chile, outros países latino americanos e Japão.Entre os principais artistas publicados, documentados ou relacionados às atividades da Beau Geste Press encontram se Martha Hellion, Felipe Ehrenberg, David Mayor, Chris Welch, Ulises Carrión, Carolee Schneemann, Cecilia Vicuña, Klaus Groh, Ken Friedman, Takako Saito, Endre Tót, Milan Kní?ák, Raúl Marroquín, Helen Chadwick, Opal L Nations, Ben Vautier, Hideki Yoshida, Yukio Tsuchiya, Kristján Guðmundsson, Sigurður Guðmundsson, Hreinn Friðfinnsson, Carolee Schneemann e numerosos participantes associados às redes Fluxus, Neo Dada, poesia visual e arte conceitual.Uma das realizações editoriais fundamentais da Beau Geste Press foi Schmuck, periódico experimental iniciado em 1972. A revista reunia textos, imagens, fotografias, múltiplos, inserções, objetos e contribuições originais. A documentação bibliográfica registra oito números, organizados frequentemente em torno de regiões ou comunidades artísticas específicas. Entre as edições encontram se Schmuck número 1, Icelandic Schmuck, Hungarian Schmuck, Schmuck Czechoslovakia, edições relacionadas à França, Alemanha e Japão e outros agrupamentos internacionais. A Art Institute of Chicago registra oito edições produzidas entre 1972 e 1978, com números dedicados à Hungria, França, Alemanha, Japão, Tchecoslováquia e Islândia. Algumas edições finais circularam durante ou após a transformação da estrutura original da Beau Geste Press.Schmuck funcionava menos como revista convencional do que como recipiente editorial de contribuições artísticas. A primeira edição, publicada em março de 1972 e editada por David Mayor e Felipe Ehrenberg, incorporava textos mimeografados, reproduções, materiais adicionais e trabalhos de artistas como Ken Friedman, Anthony McCall, Graham Keen, Monte Cazazza, Michael Gibbs, Opal L Nations e Carolee Schneemann. O caráter coletivo e materialmente variável de Schmuck exemplifica a compreensão da revista como espaço expositivo portátil e distribuível.A relação com Fluxus foi igualmente importante. Beau Geste Press participou diretamente da produção editorial e organizacional de Fluxshoe, grande projeto itinerante realizado no Reino Unido entre 1972 e 1973. A Tate preserva extensa documentação dessa experiência dentro do Mayor Fluxshoe Beau Geste Press Archive. O projeto reuniu obras, ações, correspondências, fotografias, publicações, filmes, slides, scores e outros materiais vinculados a Fluxus e práticas relacionadas.Fluxshoe foi concebido inicialmente por Ken Friedman e Mike Weaver e realizado com participação organizacional decisiva de David Mayor e da Beau Geste Press. O projeto circulou por várias cidades britânicas durante aproximadamente nove meses. A Beau Geste Press produziu o catálogo Fluxshoe, com cerca de 144 páginas, além do portfólio Fluxshoe Add End A 72 73, contendo impressos, cartazes, scores, páginas de artistas, documentação e materiais de participantes. A Fondazione Bonotto registra contribuições associadas a Ben Vautier, Milan Kní?ák, Ken Friedman, Dick Higgins, Joe Jones, Eric Andersen, Takako Saito e muitos outros.A produção de Carolee Schneemann constitui outro marco. Em 1972 a Beau Geste Press publicou Parts of a Body House Book, primeiro livro de artista de Schneemann. O Metropolitan Museum of Art registra Carolee Schneemann e Felipe Ehrenberg como responsáveis pela obra e Beau Geste Press como editora em Cullompton, Devon. A publicação reúne textos, desenhos, fotografias, correspondências e documentos relacionados à produção performática e corporal da artista.A colaboração com Ulises Carrión ocorreu em 1973 e possui grande importância para a história internacional do livro de artista. Princeton University registra dois livros realizados por Carrión com Beau Geste Press naquele ano, Arguments e Tras la Poesía, também publicado como Looking for Poetry. Carrión mantinha correspondência com Felipe Ehrenberg e foi influenciado pelo caráter artesanal, comunitário e autônomo da editora. Arguments reúne poemas concretos compostos exclusivamente por nomes próprios, utilizando sequência e organização gráfica para construir relações humanas.Cecilia Vicuña produziu com Beau Geste Press Sabor a Mí em 1973. A Biblioteca Nacional de Chile preserva uma versão digital da publicação e identifica Beau Geste Press, Inglaterra, 1973, como editora. O livro reúne poesia, imagens e materiais desenvolvidos pela artista e tornou se documento importante da relação entre experimentação editorial e o contexto político chileno. Estudos acadêmicos analisam Sabor a Mí juntamente com Pussywillow, de Felipe Ehrenberg, como exemplos da dimensão radical e materialmente precária da Beau Geste Press.Também em 1973 Felipe Ehrenberg publicou Pussywillow, obra construída a partir de textos, fragmentos, recortes, documentos e outros materiais acumulados durante aproximadamente dois anos. O projeto evidencia uma metodologia de montagem editorial em que o livro se torna arquivo, colagem, testemunho pessoal e objeto artístico.Em 1974 ocorreu uma transformação estrutural da Beau Geste Press. O Joint Communiqué enviado naquele ano a Anchieta Fernandes anuncia que a partir de março a editora passaria por um processo de descentralização entre Europa e América Latina. Felipe Ehrenberg retornaria ao México, onde continuaria atividades editoriais vinculadas a Libro Acción Libre e Prensa del Buen Gesto, enquanto David Mayor e colaboradores manteriam projetos no Reino Unido, especialmente Schmuck e outras publicações.Essa descentralização não foi apresentada como ruptura, mas como desenvolvimento coerente da filosofia da editora. O comunicado afirma que Beau Geste Press deveria ser compreendida como conceito e convicção, e não como empresa destinada a crescer indefinidamente. A expansão deveria ocorrer pela multiplicação de pequenos produtores, oficinas e núcleos independentes.O documento anuncia também um Open Catalogue, catálogo aberto no qual poderiam aparecer publicações produzidas fora da sede da Beau Geste Press. Sempre que possível, o endereço do artista ou distribuidor seria fornecido para permitir contato direto entre produtor e comprador. A ideia de catálogo transformava se assim em infraestrutura de rede.A dimensão latino americana tornou se particularmente explícita nesse momento. O cabeçalho do Joint Communiqué associa Beau Geste Press na Inglaterra a Libro Acción Libre no México. O projeto editorial mexicano continuaria princípios de produção autônoma estabelecidos em Devon. O texto fornece endereço da Prensa del Buen Gesto em México e anuncia uma atuação dividida entre Europa e América Latina.A relação com a América Latina, entretanto, já era evidente antes de 1974. A própria formação da editora estava profundamente ligada ao deslocamento dos mexicanos Martha Hellion e Felipe Ehrenberg para a Grã Bretanha. Cecilia Vicuña, chilena, publicou Sabor a Mí. Ulises Carrión, mexicano, publicou Arguments e Looking for Poetry. Raúl Marroquín, colombiano radicado na Holanda, aparece na rede. Um número latino americano de Schmuck foi planejado.A chamada para Schmuck dedicada à América Latina gerou resposta expressiva. Em relato posterior relacionado a Testimonios de Latinoamérica, Felipe Ehrenberg informou que em 1973 Beau Geste Press e Libro Acción Libre convidaram artistas latino americanos a enviar trabalhos para uma edição de Schmuck dedicada à região. Aproximadamente duzentas respostas foram reunidas, embora o projeto editorial tenha sido suspenso. O material permaneceu arquivado, retornou ao México e posteriormente contribuiu para Testimonios de Latinoamérica, apresentado em 1978 no Museo de Arte Carrillo Gil.Esse episódio amplia a importância da Beau Geste Press para estudos das vanguardas latino americanas. A editora não foi simplesmente uma iniciativa inglesa que eventualmente publicou latino americanos. Foi uma estrutura transnacional criada por artistas mexicanos, instalada temporariamente na Inglaterra e utilizada para estabelecer circulação entre Europa e América Latina.A correspondência enviada em 22 de fevereiro de 1974 a Anchieta Fernandes em Natal, Rio Grande do Norte, oferece evidência inédita e particularmente importante dentro do contexto do Poema Processo. O envelope identifica Beau Geste Press em Langford Court South, Cullompton, Devon, como remetente e Anchieta Fernandes no endereço de Cidade Alta, Natal, como destinatário. No conjunto estavam Joint Communiqué e páginas de catálogo.Essa correspondência comprova uma conexão direta entre a Beau Geste Press e um participante brasileiro do Poema Processo. Não demonstra que a Beau Geste Press tenha integrado o movimento, nem que existisse filiação formal entre as duas experiências. Demonstra algo historicamente mais preciso, a existência de comunicação postal efetiva entre a editora e Anchieta Fernandes no momento em que a Beau Geste Press organizava sua descentralização latino americana.A data torna o documento ainda mais significativo. O comunicado anunciava a descentralização a partir de março de 1974 e o envelope foi enviado em fevereiro. Anchieta Fernandes recebeu, portanto, informação contemporânea ao processo de reorganização da editora e estava inserido em sua rede de circulação internacional naquele momento.Também existem paralelos conceituais relevantes entre Beau Geste Press e experiências associadas ao Poema Processo. O Poema Processo enfatizou circulação de projetos, participação do receptor, reprodução, transformação, superação da página literária tradicional e articulação entre informação visual e processo. Beau Geste Press defendia produção independente, circulação postal, contato direto, pequenas tiragens, colaboração, multiplicação de produtores e controle técnico da edição. Essas aproximações são historicamente úteis, mas não devem ser transformadas em filiação sem evidência documental.A Beau Geste Press encerrou sua estrutura original em 1976. Retrospectivas institucionais adotam 1971 a 1976 como período principal de atividade. Durante aproximadamente cinco anos, a editora produziu cerca de 75 livros, periódicos, múltiplos e outros impressos.O arquivo mais importante para reconstruir sua história é o Mayor Fluxshoe Beau Geste Press Archive da Tate, identificado como TGA 815. O fundo contém 126 caixas, uma caixa Solander, sete pastas de mapoteca, 34 pastas verticais e materiais de grande formato. Abrange resíduos documentais de Fluxshoe, documentação administrativa e editorial da Beau Geste Press entre 1971 e 1976 e papéis pessoais de David Mayor. A Tate também preserva material diretamente oferecido por Felipe Ehrenberg em 1972 sob a referência TGA 722.A importância histórica da Beau Geste Press foi reavaliada institucionalmente nas últimas décadas. Entre 2 de fevereiro e 28 de maio de 2017, o CAPC Musée d?art contemporain de Bordeaux apresentou uma exposição retrospectiva com curadoria de Alice Motard. A mostra reconstruiu a história da editora por meio de aproximadamente 75 publicações produzidas por fundadores, convidados e visitantes.Em 2020 o CAPC e a editora Bom Dia Boa Tarde Boa Noite publicaram Beau Geste Press, volume de referência dirigido editorialmente por Alice Motard. Com aproximadamente 470 páginas, a publicação foi concebida como catálogo histórico de toda a produção impressa conhecida da editora, acompanhada por estudos de Karen Di Franco, Zanna Gilbert, Polly Gregson, Carmen Juliá, Alice Motard e Mila Waldeck, além de textos de Allen Fisher, Mike Leggett, Clive Phillpot e Cecilia Vicuña.Entre 14 de abril e 24 de junho de 2023, o Center for Book Arts de Nova York apresentou nova exposição dedicada à Beau Geste Press, também com curadoria de Alice Motard. A instituição ressaltou o caráter internacional da rede, a utilização do correio para distribuição e a coexistência de artistas provenientes de México, Chile, Hungria, Japão, Islândia, Canadá e outros países.A história da Beau Geste Press ocupa atualmente uma posição importante dentro dos estudos sobre livros de artista, redes alternativas, publicação independente e circulação transnacional das vanguardas. Seu legado não se limita aos objetos que produziu. Inclui uma concepção de edição como processo coletivo, transmissão de conhecimentos técnicos, autonomia econômica relativa, descentralização, convivência, arquivo, correspondência e distribuição direta.Para o contexto brasileiro e particularmente para pesquisas sobre o Poema Processo, a Beau Geste Press deve ser classificada como entidade internacional relacionada, não como integrante do movimento. O conjunto enviado a Anchieta Fernandes em 1974 estabelece, contudo, uma ligação documental concreta entre os dois contextos. Essa evidência permite inserir Natal e o circuito do Poema Processo em uma cartografia internacional que inclui Devon, Londres, Amsterdam, México, Chile, Europa Oriental, Fluxus, Mail Art, poesia visual, livros de artista e publicação experimental.


English

Beau Geste Press was an independent artist run publishing house, graphic production community, artists book platform and international experimental distribution network founded in 1971 in southwest England by the Mexican artists Martha Hellion and Felipe Ehrenberg. The initial group developed with the participation of the English artist and researcher David Mayor, graphic designer Chris Welch, Madeleine Gallard and other collaborators who lived, worked or produced publications within the communal environment established in Devon. Beau Geste Press remained active until 1976 and became an important center for artists books, visual poetry, Neo Dada, Fluxus, Conceptual Art, performance, experimental publishing and international postal networks. Contemporary institutional histories produced by CAPC Musée d?art contemporain de Bordeaux and Center for Book Arts identify 1971 to 1976 as its principal period and document approximately seventy five books, magazines, multiples and related printed works produced during its five years of activity.The origins of Beau Geste Press are connected to Martha Hellion and Felipe Ehrenberg moving with their children to a farmhouse in Devon after living in London. The Tate Archive records that the idea of establishing an independent press developed in the second half of 1971 after Ehrenberg acquired a second hand Gestetner duplicator and decided to relocate the family to Devon. Ehrenberg imagined a community in which artists and craftspeople could live together, develop their own work and collaborate with visiting artists. David Mayor became central to the organization and international circulation of the project, while Chris Welch contributed particularly to graphic design.Beau Geste Press was not structured as a conventional publishing company in which authors supplied manuscripts while printing and distribution were handled separately. Its method brought together artist, author, editor, designer, printer, binder and distributor. Visiting artists could participate in several stages of production and learn the techniques required to produce their own publications later. Retrospective accounts describe the group as a community of duplicators, printers and artisans. CAPC and Center for Book Arts emphasize that the press kept the stages from conception and printing through assembly and postal distribution within the same rural working environment.This organizational structure is particularly important to the history of the artists book because it transformed publishing itself into an artistic practice. Mimeograph, stencil duplication, offset printing, letterpress, rubber stamping, photography, collage, colored papers, inserted sheets, detachable elements, physical objects and handmade interventions could coexist within the same publication. Rather than standardizing projects according to a commercial house style, Beau Geste Press adjusted production techniques, formats and edition sizes to the requirements of individual artists.Small editions were fundamental to this structure. A Beau Geste Press communiqué mailed in February 1974 to Brazilian artist Anchieta Fernandes states that a typical edition averaged approximately three hundred copies. The same document reports that catalogues and mailings were already reaching almost five thousand individuals. The contrast between small physical editions and extensive postal circulation reveals a defining characteristic of the press. Material production remained limited while the network of communication became international.The 1974 document also explains the economic and political philosophy of Beau Geste Press. Joint Communiqué describes the project as having developed less as a commercial business than as a working association among friends. Materials, labor, technical knowledge, printing, finishing and distribution were shared. The text advocates knowledge and control of the means of production and proposes making publishing costs visible rather than maintaining the financial opacity characteristic of conventional publishing.The same document explains that artists and members of the press often not only worked together but lived together during the production of an edition. The intention was that, after completing a publication, an artist would possess sufficient knowledge to create future works independently using accessible equipment, small workshops or local printers. The transfer of technical knowledge was therefore one of the radical dimensions of the project. Beau Geste Press did not seek to make artists dependent on its facilities. It sought to multiply independent producers.The rural location in Devon played a central role. Center for Book Arts has described the site as functioning like an artists residency before such a model became widely institutionalized. Artists and visitors could stay at the location and participate directly in producing publications. Distance from the major commercial centers of London did not prevent internationalization. Postal distribution transformed a rural community into a point of contact among Britain, continental Europe, Eastern Europe, the United States, Canada, Mexico, Chile, other Latin American countries and Japan.Artists documented as being published by or connected with Beau Geste Press include Martha Hellion, Felipe Ehrenberg, David Mayor, Chris Welch, Ulises Carrión, Carolee Schneemann, Cecilia Vicuña, Klaus Groh, Ken Friedman, Takako Saito, Endre Tót, Milan Kní?ák, Raúl Marroquín, Helen Chadwick, Opal L Nations, Ben Vautier, Hideki Yoshida, Yukio Tsuchiya, Kristján Guðmundsson, Sigurður Guðmundsson and Hreinn Friðfinnsson, among many participants in Fluxus, Neo Dada, visual poetry and Conceptual Art networks.One of the defining publishing projects of Beau Geste Press was Schmuck, an experimental periodical initiated in 1972. Schmuck assembled texts, images, photographs, multiples, inserted elements, objects and original contributions. Bibliographical documentation records eight issues, frequently organized around specific geographic or artistic communities. Issues addressed Icelandic, Hungarian, Czechoslovak, French, German and Japanese contexts, among others. The Art Institute of Chicago records eight issues produced between 1972 and 1978, with the final phase continuing through the transformed post Devon network.Schmuck functioned less as a conventional journal than as a portable editorial exhibition containing contributions by artists. The first issue, published in March 1972 and edited by David Mayor and Felipe Ehrenberg, incorporated mimeographed texts, reproductions, additional elements and works by contributors including Ken Friedman, Anthony McCall, Graham Keen, Monte Cazazza, Michael Gibbs, Opal L Nations and Carolee Schneemann. The collective and materially variable form of Schmuck demonstrates the idea of a periodical as a distributable exhibition space.The relationship with Fluxus was equally important. Beau Geste Press was deeply involved in the editorial and organizational production of Fluxshoe, a major touring project presented in Britain during 1972 and 1973. Tate preserves extensive documentation in the Mayor Fluxshoe Beau Geste Press Archive. Fluxshoe brought together artworks, actions, correspondence, photographs, publications, films, slides, scores and other material associated with Fluxus and related experimental practices.Fluxshoe was initially conceived through contacts involving Ken Friedman and Mike Weaver and realized with the central organizational participation of David Mayor and Beau Geste Press. It traveled through several British cities for approximately nine months. Beau Geste Press produced the Fluxshoe catalogue, approximately 144 pages, as well as Fluxshoe Add End A 72 73, a portfolio containing printed matter, posters, scores, artists pages, documentation and participant contributions. Fondazione Bonotto documents material associated with Ben Vautier, Milan Kní?ák, Ken Friedman, Dick Higgins, Joe Jones, Eric Andersen and Takako Saito among many others.The publication of Carolee Schneemann represents another major achievement. In 1972 Beau Geste Press produced Parts of a Body House Book, Schneemann's first artists book. The Metropolitan Museum of Art records Carolee Schneemann and Felipe Ehrenberg in relation to the work and identifies Beau Geste Press as publisher in Cullompton, Devon. The book combines texts, drawings, photographs, correspondence and documentation connected with Schneemann's performance and body based practice.The collaboration with Ulises Carrión in 1973 is fundamental to the international history of artists books. Princeton University documents two books produced by Carrión with Beau Geste Press that year, Arguments and Tras la Poesía, also known as Looking for Poetry. Carrión maintained correspondence with Felipe Ehrenberg and responded strongly to the artisanal, communal and autonomous publishing methods of Beau Geste Press. Arguments consists of concrete poems composed entirely from personal names and uses graphic sequence to construct changing human relationships.Cecilia Vicuña produced Sabor a Mí with Beau Geste Press in 1973. The National Library of Chile preserves a digital version and identifies the original as published in England by Beau Geste Press in 1973. The publication brings together poetry, images and material developed by Vicuña and became an important document connecting experimental publishing with the political crisis in Chile. Academic scholarship has analyzed Sabor a Mí together with Felipe Ehrenberg's Pussywillow as examples of the radical material strategies developed within the Beau Geste Press collective.In the same period Felipe Ehrenberg produced Pussywillow, assembling texts, fragments, clippings, documentation and materials accumulated during approximately two years. The work demonstrates a method in which the book becomes archive, collage, personal testimony and artistic object.A structural transformation took place in 1974. Joint Communiqué, circulated to Anchieta Fernandes in Brazil, announced that beginning in March Beau Geste Press would decentralize between Europe and Latin America. Felipe Ehrenberg and collaborators would return to Mexico, where publishing activities would continue through Libro Acción Libre and Prensa del Buen Gesto, while David Mayor and colleagues would remain involved with Schmuck and other publications in Britain.The decentralization was presented not as an abandonment of the original model but as its logical development. Beau Geste Press should operate as a concept and conviction rather than as an institution destined for unlimited expansion. Growth was to occur through the multiplication of autonomous workshops and independent producers rather than through concentration in a single organization.The communiqué also proposed an Open Catalogue capable of incorporating publications made outside the original Beau Geste Press premises. Whenever possible, the artist's or distributor's address would be provided so that buyers could establish direct contact with producers. The catalogue therefore became a network infrastructure rather than simply a sales instrument.The Latin American dimension became increasingly explicit. Joint Communiqué visually and organizationally connected Beau Geste Press in England with Libro Acción Libre in Mexico. The Mexican continuation maintained principles of autonomous production developed in Devon and provided a new center for relationships between European and Latin American experimental networks.Latin American involvement, however, had been present from the beginning. Beau Geste Press itself was founded by Mexican artists living in Britain. Chilean artist Cecilia Vicuña published Sabor a Mí. Mexican writer and artist Ulises Carrión published Arguments and Looking for Poetry. Colombian artist Raúl Marroquín was connected with the network. A Latin American issue of Schmuck was planned.In 1973 Beau Geste Press and Libro Acción Libre issued a call to Latin American artists for a planned Schmuck issue. Felipe Ehrenberg later reported that almost two hundred responses were assembled. Although the publication was suspended, the material was preserved and transferred to Mexico. It later contributed to the documentary exhibition Testimonios de Latinoamérica, presented at Museo de Arte Carrillo Gil in 1978.This episode gives Beau Geste Press particular importance within the history of Latin American experimental art. The press was not simply a British initiative that occasionally published Latin American artists. It was a transnational structure founded by Mexican artists, temporarily located in England and used to connect European and Latin American production.The correspondence sent on 22 February 1974 to Anchieta Fernandes in Natal, Rio Grande do Norte, provides particularly important evidence for the history of the Brazilian Process Poem Movement. The surviving envelope identifies Beau Geste Press at Langford Court South, Cullompton, Devon, as sender and Anchieta Fernandes in Cidade Alta, Natal, as recipient. Joint Communiqué and catalogue material were enclosed.This correspondence establishes a direct connection between Beau Geste Press and a Brazilian Process Poem participant. It does not demonstrate that Beau Geste Press belonged to Process Poem and it does not establish a formal institutional alliance. What it proves is historically more precise. A participant in Process Poem was directly receiving Beau Geste Press documentation at the moment when the press was organizing its Latin American decentralization.The chronology adds significance. Joint Communiqué announced that decentralization would begin in March 1974, while the Brazilian mailing is dated February. Anchieta Fernandes therefore received the information at the precise moment Beau Geste Press was reorganizing its international structure.There are also meaningful conceptual parallels between the two experimental environments. Process Poem emphasized circulation of projects, active reception, reproducibility, transformation and expansion beyond conventional literary poetry. Beau Geste Press emphasized independent production, postal circulation, direct communication, limited editions, collaboration, multiplication of producers and technical control of publishing. These affinities are useful for historical comparison but should not be transformed into claims of direct affiliation without further evidence.The original Beau Geste Press structure concluded in 1976. Institutional retrospectives generally define 1971 to 1976 as its principal period of activity. During those approximately five years it produced around seventy five books, periodicals, multiples and other printed works.The principal documentary resource for reconstructing its history is the Mayor Fluxshoe Beau Geste Press Archive at Tate, reference TGA 815. The archive consists of 126 boxes, one Solander box, seven plan chest folders, 34 vertically stored folders and oversized material. It contains the surviving documentation of Fluxshoe, records of Beau Geste Press between 1971 and 1976 and papers relating to David Mayor. Tate also preserves Beau Geste Press material presented directly by Felipe Ehrenberg in 1972 under reference TGA 722.The historical importance of Beau Geste Press has been reassessed through major exhibitions and publications. From 2 February to 28 May 2017 CAPC Musée d?art contemporain de Bordeaux presented Beau Geste Press, curated by Alice Motard. The exhibition reconstructed the press through approximately seventy five publications made by founding members, guests and occasional visitors.In 2020 CAPC and Bom Dia Boa Tarde Boa Noite published Beau Geste Press, edited by Alice Motard. The approximately 470 page reference volume was conceived as a historical catalogue of the press's known printed production and includes critical essays by Karen Di Franco, Zanna Gilbert, Polly Gregson, Carmen Juliá, Alice Motard and Mila Waldeck as well as texts by Allen Fisher, Mike Leggett, Clive Phillpot and Cecilia Vicuña.From 14 April to 24 June 2023 Center for Book Arts in New York presented another Beau Geste Press exhibition curated by Alice Motard. The institution emphasized the international reach of the press, the use of postal distribution and the participation of artists from Mexico, Chile, Hungary, Japan, Iceland, Canada and other regions.Beau Geste Press now occupies an important position in scholarship concerning artists books, alternative networks, independent publishing and the transnational circulation of experimental art. Its legacy extends beyond the physical publications it produced. It includes an understanding of publishing as collective process, technical knowledge transfer, relative economic autonomy, decentralization, communal living, archival practice, correspondence and direct distribution.Within Brazilian research and particularly the history of the Process Poem Movement, Beau Geste Press should be classified as a related international entity rather than as a participant in the movement. The 1974 material sent to Anchieta Fernandes nonetheless establishes a concrete documentary bridge between the two environments and places Natal and Process Poem within an international cartography connecting Devon, London, Amsterdam, Mexico, Chile, Eastern Europe, Fluxus, Mail Art, visual poetry, artists books and experimental publishing.


Currículo

CURRÍCULO EM PORTUGUÊSBeau Geste Press foi uma editora independente administrada por artistas e uma comunidade internacional de produção e circulação editorial ativa principalmente entre 1971 e 1976 no Reino Unido. Especializou se em livros de artista, periódicos experimentais, múltiplos, catálogos, manifestos, cartões, impressos e projetos associados à poesia visual, Neo Dada, Fluxus, arte conceitual e redes postais. Seu modelo integrava criação, impressão, montagem e distribuição e favorecia pequenas tiragens e participação direta dos artistas no processo produtivo. Cerca de 75 publicações são atribuídas à experiência durante seus cinco anos principais de atividade.IDENTIFICAÇÃONome principal: Beau Geste PressSigla: BGPTipo: editora independente administrada por artistas, oficina gráfica, comunidade de produção, plataforma de livros de artista e rede editorial internacionalFundação: 1971Encerramento da estrutura original: 1976Local principal de funcionamento: Devon, sudoeste da InglaterraEndereço documental: Langford Court South, Cullompton, Devon, InglaterraFundadores principais documentados: Martha Hellion e Felipe EhrenbergNúcleo fundador e colaboradores estruturais documentados: David Mayor, Chris Welch, Madeleine Gallard e outros participantes da comunidadeCampos de atuação: livro de artista, publicação de artista, poesia visual, publicação experimental, arte conceitual, Fluxus, Neo Dada, performance, múltiplos, fotografia, design gráfico, correspondência e circulação postalNúmero aproximado de publicações produzidas: cerca de 75 livros, revistas, múltiplos e impressos entre 1971 e 1976.ORIGEM E ESTRUTURA1971Martha Hellion e Felipe Ehrenberg estabelecem a Beau Geste Press no contexto de sua mudança para uma fazenda em Devon.Felipe Ehrenberg adquire um duplicador Gestetner usado.Forma se uma comunidade de artistas, impressores, designers e colaboradores.David Mayor passa a exercer papel decisivo na organização e nas conexões internacionais.Chris Welch participa do núcleo gráfico e editorial.MODELO DE PRODUÇÃO1971 a 1976Produção baseada em pequena escala.Integração de concepção, design, impressão, montagem e distribuição.Participação direta do artista na produção.Utilização de mimeografia, duplicação por estêncil, offset, tipografia, carimbos, fotografia, colagem, inserções e acabamento manual.Distribuição internacional principalmente pelo correio.Transferência de conhecimento técnico aos artistas.Edições frequentemente limitadas.Um comunicado de 1974 registra tiragem média aproximada de 300 exemplares e circulação de catálogos e correspondências para quase 5 mil pessoas.MOVIMENTOS, REDES E CONTEXTOSFluxusNeo DadaPoesia visualPoesia experimentalArte conceitualLivro de artistaPublicação de artistaMail Art e circulação postalRedes alternativas de artistasProdução independenteVanguardas latino americanasExperimentação editorialARTISTAS E COLABORADORES DOCUMENTADOSMartha HellionFelipe EhrenbergDavid MayorChris WelchMadeleine GallardUlises CarriónCarolee SchneemannCecilia VicuñaKlaus GrohKen FriedmanTakako SaitoEndre TótMilan Kní?ákRaúl MarroquínHelen ChadwickOpal L NationsBen VautierHideki YoshidaYukio TsuchiyaAnthony McCallMonte CazazzaMichael GibbsGraham KeenKristján GuðmundssonSigurður GuðmundssonHreinn Friðfinnssone numerosos outros participantes documentados nas publicações e no arquivo da editora.PROJETOS E COLABORAÇÕES1972SchmuckInício do periódico experimental editado principalmente por Felipe Ehrenberg e David Mayor.Formato variável com textos, imagens, múltiplos, fotografias, inserções e obras originais.Primeiro número publicado em março de 1972.Participantes documentados no primeiro número incluem Ken Friedman, Anthony McCall, Graham Keen, Monte Cazazza, Michael Gibbs, Opal L Nations e Carolee Schneemann.1972Icelandic SchmuckEdição dedicada a artistas da Islândia.Participantes incluem Kristján Guðmundsson, Sigurður Guðmundsson, Hreinn Friðfinnsson e Hlíf Svavarsdóttir.1973Hungarian SchmuckEdição dedicada ao contexto experimental húngaro.1973 e anos seguintesSchmuck CzechoslovakiaEdição associada ao contexto tchecoslovaco e ao grupo AKTUAL de Milan Kní?ák.Outras edições de Schmuck foram relacionadas a França, Alemanha e Japão.O Art Institute of Chicago registra oito números na série.1972 a 1973FluxshoeProjeto itinerante associado a Fluxus.Reino Unido.Organização relacionada a David Mayor, Ken Friedman, Mike Weaver, Felipe Ehrenberg e Beau Geste Press.Circulação por várias cidades britânicas.Integração de exposições, ações, correspondências, filmes, slides, fotografias, scores, impressos e publicações.1972Fluxshoe CatalogueBeau Geste PressCullomptonAproximadamente 144 páginas.Publicação documental do projeto Fluxshoe.1973Fluxshoe Add End A 72 73Beau Geste PressPortfólio documental relacionado à itinerância de Fluxshoe.Inclui folhas soltas, cartazes, material gráfico, documentação, relatos e contribuições de participantes.1973Chamada para Schmuck Latin AmericaBeau Geste Press e Libro Acción Libre.Convocação internacional dirigida a artistas latino americanos.Aproximadamente duzentas respostas reunidas segundo relato posterior de Felipe Ehrenberg.A edição não foi concluída.O material foi preservado e posteriormente relacionado ao projeto Testimonios de Latinoamérica, apresentado no México em 1978.1974Joint CommuniquéBeau Geste Press, InglaterraLibro Acción Libre, MéxicoDocumento sobre descentralização, produção autônoma, catálogo aberto, circulação postal, economia editorial e reorganização entre Europa e América Latina.Um exemplar foi enviado a Anchieta Fernandes em Natal, Brasil, em fevereiro de 1974.1974Open CatalogueProjeto anunciado no Joint Communiqué.Objetivo de integrar publicações produzidas fora da sede da editora e estabelecer contato mais direto entre compradores, artistas e distribuidores.1974Beau and Aloe Arc AssociationEstrutura cooperativa mencionada pela Beau Geste Press envolvendo vínculos com ARC Publications e iniciativas relacionadas a Allen Fisher e Jim Pennington.PUBLICAÇÕES DE ARTISTAS E LIVROS DE ARTISTA1972Carolee SchneemannParts of a Body House BookBeau Geste PressCullompton, DevonLivro de artista.A primeira edição é documentada em tiragem reduzida e uma versão de menor custo também circulou em 1972.O Metropolitan Museum of Art registra Carolee Schneemann e Felipe Ehrenberg em relação à publicação.1972Schmuck número 1Editores: David Mayor e Felipe EhrenbergPublicação periódica experimental.Mimeografia, reproduções, inserções e contribuições originais.1972Icelandic SchmuckPublicação experimental dedicada à Islândia.1972Fluxshoe CataloguePublicação documental e catálogo de exposição.1973Ulises CarriónArgumentsBeau Geste PressCullomptonLivro de artista.Primeira edição documentada em aproximadamente 400 exemplares.A obra utiliza nomes próprios para construir 25 poemas concretos e relações gráficas.1973Ulises CarriónTras la PoesíaLooking for PoetryBeau Geste PressCullomptonLivro de artista bilíngue.1973Cecilia VicuñaSabor a MíBeau Geste PressInglaterraLivro de artista e publicação poética bilíngue.A Biblioteca Nacional de Chile registra o original publicado pela Beau Geste Press em 1973.1973Felipe EhrenbergPussywillowBeau Geste PressLivro de artista composto por textos, recortes, comentários e documentação.Estudado juntamente com Sabor a Mí como publicação central para compreender a dimensão política e material da editora.1973David MayorC l u e sPublicação associada ao catálogo histórico da Beau Geste Press.1973Fluxshoe Add End A 72 73Portfólio documental e publicação coletiva.1973Catch Every MondayPequena publicação de oito páginas documentada em catálogo da Beau Geste Press.1975Klaus GrohArt Impressions USA and CanadaMore DadaBeau Geste PressCranleigh, Reino UnidoLivro de artista relacionado a viagem e pesquisa nos Estados Unidos e Canadá.Tiragem de 750 exemplares.400 exemplares incorporados a Schmuck Anthological número 7.ISBN 0859980200.1976Japanese SchmuckBeau Geste PressBarhatch Farm, Cranleigh, SurreyNúmero 8 da série Schmuck documentado pela New York Public Library.REVISTA SCHMUCK1972 a 1978SchmuckSérie de oito números segundo documentação institucional.Periódico internacional de arte experimental.Edições dedicadas a comunidades e regiões artísticas diferentes.Técnicas variáveis envolvendo mimeografia, offset, reproduções, objetos e inserções.A série ultrapassa cronologicamente o encerramento formal da estrutura original da Beau Geste Press porque sua produção continuou em configuração editorial transformada.CORRESPONDÊNCIA E MAIL ART1971 a 1976Distribuição internacional de catálogos, convites, publicações e chamadas por correio.1973Chamada latino americana para Schmuck.1974Correspondência direta enviada a Anchieta Fernandes em Natal, Rio Grande do Norte, Brasil.Conteúdo: Joint Communiqué e catálogo Beau Geste Press.Data postal: 22 de fevereiro de 1974.Remetente: Beau Geste Press, Langford Court South, Cullompton, Devon, Inglaterra.Destinatário: Anchieta Fernandes, Cidade Alta, Natal, Brasil.A correspondência comprova conexão documental com participante do Poema Processo.DESCENTRALIZAÇÃO E AMÉRICA LATINA1974Anúncio da descentralização da Beau Geste Press.Europa e América Latina passam a ser apresentadas como polos da rede.Felipe Ehrenberg retorna ao México.Atividades ligadas a Libro Acción Libre e Prensa del Buen Gesto.David Mayor e colaboradores permanecem relacionados a Schmuck e a atividades editoriais europeias.A descentralização é apresentada como estratégia contra a concentração institucional.ARQUIVOS E FUNDOS DOCUMENTAISTate ArchiveLondres, Reino UnidoMayor Fluxshoe Beau Geste Press ArchiveReferência TGA 815Datas gerais do fundo: 1951 a 1989Documentação da Beau Geste Press: 1971 a 1976Dimensão: 126 caixas, uma caixa Solander, sete pastas de mapoteca, 34 pastas verticais e materiais de grande formato.Conteúdo: Fluxshoe, correspondência, registros editoriais, projetos, impressos, publicações e papéis de David Mayor.Tate ArchiveMaterial relating to the Beau Geste PressReferência TGA 722Data principal: 1972Proveniência: material apresentado por Felipe Ehrenberg à Tate em 1972.Princeton University LibraryEstados UnidosAcervo relacionado a Ulises Carrión.Preserva e documenta Arguments e Looking for Poetry produzidos com Beau Geste Press.Metropolitan Museum of ArtThomas J Watson LibraryNova York, Estados UnidosPreserva Parts of a Body House Book de Carolee Schneemann e Felipe Ehrenberg, Beau Geste Press, 1972.Biblioteca Nacional de ChileSantiago, ChilePreserva documentação e versão digital de Sabor a Mí de Cecilia Vicuña, Beau Geste Press, 1973.Art Institute of ChicagoRyerson and Burnham LibrariesChicago, Estados UnidosPreserva números de Schmuck e documentação bibliográfica da série.New York Public LibraryNova York, Estados UnidosPreserva números de Schmuck, incluindo Japanese Schmuck de 1976.EXPOSIÇÕES E MOSTRAS DOCUMENTAIS2017Beau Geste PressCAPC Musée d?art contemporain de BordeauxBordeaux, França2 de fevereiro a 28 de maio de 2017Curadoria: Alice MotardMostra histórica dedicada à editora.Aproximadamente 75 livros e publicações utilizados para reconstruir sua trajetória.Participação documental de fundadores, colaboradores, visitantes e artistas publicados.2023Beau Geste PressCenter for Book ArtsNova York, Estados Unidos14 de abril a 24 de junho de 2023Curadoria: Alice MotardExposição histórica sobre a editora, seus livros de artista, sua produção artesanal, sua circulação postal e sua rede internacional.PUBLICAÇÕES HISTORIOGRÁFICAS SOBRE BEAU GESTE PRESS2010Donna ConwellBeau Geste PressGetty Research JournalEstudo histórico dedicado à editora.2020Alice Motard, direção editorialBeau Geste PressCAPC Musée d?art contemporain de BordeauxBom Dia Boa Tarde Boa NoiteAproximadamente 470 páginasPublicação de referência reunindo catálogo histórico e estudos críticos.Autores documentados incluem Karen Di Franco, Zanna Gilbert, Polly Gregson, Carmen Juliá, Alice Motard e Mila Waldeck.Inclui textos de Allen Fisher, Mike Leggett, Clive Phillpot e Cecilia Vicuña.2021Erica SegreTranstexuality and the Precarious Materials of Dissent 1973: Radicalism in Cecilia Vicuña, Felipe Ehrenberg and the Beau Geste Press 1970 1976Bulletin of Latin American ResearchVolume 40Páginas 267 a 284Estudo acadêmico de Sabor a Mí e Pussywillow no contexto radical da Beau Geste Press.RELAÇÃO COM POEMA PROCESSOA Beau Geste Press não foi integrante do movimento Poema Processo.Não foi localizada documentação que permita classificar a editora como núcleo, grupo ou extensão formal do movimento brasileiro.Existe, contudo, ligação documental direta com Anchieta Fernandes.Em 22 de fevereiro de 1974 a Beau Geste Press enviou documentação editorial a Anchieta Fernandes em Natal.O conjunto preservado inclui Joint Communiqué e catálogo.O documento anuncia descentralização entre Europa e América Latina.Essa correspondência demonstra que um participante do Poema Processo estava integrado à rede postal da Beau Geste Press.A relação deve ser catalogada como conexão internacional documentada entre Poema Processo e redes de livros de artista, poesia visual, publicação experimental e Mail Art.CRONOLOGIA1971Fundação da Beau Geste Press por Martha Hellion e Felipe Ehrenberg no contexto da instalação da família em Devon.Aquisição e uso de duplicador Gestetner.Formação do núcleo comunitário com David Mayor, Chris Welch, Madeleine Gallard e outros colaboradores.1972Início de Schmuck.Publicação de Schmuck número 1.Publicação de Icelandic Schmuck.Produção de Parts of a Body House Book de Carolee Schneemann.Início da itinerância Fluxshoe.Produção do Fluxshoe Catalogue.Tate recebe material relacionado à Beau Geste Press diretamente de Felipe Ehrenberg.1973Continuidade de Fluxshoe.Produção de Fluxshoe Add End A 72 73.Publicação de Arguments de Ulises Carrión.Publicação de Looking for Poetry de Ulises Carrión.Publicação de Sabor a Mí de Cecilia Vicuña.Publicação de Pussywillow de Felipe Ehrenberg.Desenvolvimento de números internacionais de Schmuck.Convocação para Schmuck Latin America.Recebimento de aproximadamente duzentas respostas latino americanas.1974Publicação e circulação de Joint Communiqué.Anúncio da descentralização da Beau Geste Press entre Europa e América Latina.Projeto Open Catalogue.Articulação com Libro Acción Libre e Prensa del Buen Gesto no México.22 de fevereiroEnvio de Beau Geste Press a Anchieta Fernandes em Natal, Brasil.MarçoInício anunciado da reorganização descentralizada.1975Continuidade de Schmuck e publicações relacionadas.Publicação de Art Impressions USA and Canada de Klaus Groh.Integração de parte da tiragem ao Schmuck Anthological número 7.1976Fase final da estrutura original da Beau Geste Press.Publicação de Japanese Schmuck registrada em Cranleigh, Surrey.Encerramento institucional da experiência original segundo as principais retrospectivas.1978Apresentação de Testimonios de Latinoamérica no Museo de Arte Carrillo Gil, México.O projeto incorpora documentação originada da convocação latino americana de Schmuck de 1973.2010Publicação de estudo de Donna Conwell sobre Beau Geste Press no Getty Research Journal.2017Exposição Beau Geste Press no CAPC Musée d?art contemporain de Bordeaux.Curadoria de Alice Motard.2020Publicação do volume de referência Beau Geste Press pelo CAPC e Bom Dia Boa Tarde Boa Noite.2021Publicação de estudo de Erica Segre sobre Beau Geste Press, Cecilia Vicuña e Felipe Ehrenberg.2023Exposição Beau Geste Press no Center for Book Arts de Nova York.Curadoria de Alice Motard.


English

Beau Geste Press was an independent artist run publishing house and international community of editorial production and circulation active primarily between 1971 and 1976 in the United Kingdom. It specialized in artists books, experimental periodicals, multiples, catalogues, manifestos, postcards and printed projects associated with visual poetry, Neo Dada, Fluxus, Conceptual Art and postal networks. Its working model integrated conception, printing, assembly and distribution and favored limited editions and direct participation by artists in the production process. Approximately seventy five publications are associated with its principal five years of activity.IDENTIFICATIONMain name: Beau Geste PressAbbreviation: BGPType: independent artist run press, graphic workshop, production community, artists book platform and international publishing networkFounded: 1971End of original structure: 1976Principal location: Devon, southwest EnglandDocumented postal address: Langford Court South, Cullompton, Devon, EnglandPrincipal documented founders: Martha Hellion and Felipe EhrenbergFounding circle and structural collaborators: David Mayor, Chris Welch, Madeleine Gallard and other members of the communityFields: artists books, artists publications, visual poetry, experimental publishing, Conceptual Art, Fluxus, Neo Dada, performance, multiples, photography, graphic design, correspondence and postal distributionApproximate production: approximately seventy five books, magazines, multiples and printed works between 1971 and 1976.ORIGIN AND STRUCTURE1971Martha Hellion and Felipe Ehrenberg establish Beau Geste Press following their move to a farmhouse in Devon.Felipe Ehrenberg acquires a second hand Gestetner duplicator.A community of artists, printers, designers and collaborators develops.David Mayor assumes an important organizational and international networking role.Chris Welch contributes to graphic and editorial production.PRODUCTION MODEL1971 to 1976Small scale production.Integration of conception, design, printing, assembly and distribution.Direct artist participation.Use of mimeograph, stencil duplication, offset printing, letterpress, rubber stamps, photography, collage, inserts and hand finishing.International distribution primarily through the postal system.Transfer of technical skills to participating artists.Predominantly limited editions.A 1974 communiqué records an average edition of approximately three hundred copies and a catalogue and mailing network reaching almost five thousand people.MOVEMENTS, NETWORKS AND CONTEXTSFluxusNeo DadaVisual poetryExperimental poetryConceptual ArtArtists booksArtists publicationsMail Art and postal circulationAlternative art networksIndependent productionLatin American avant gardesExperimental publishingDOCUMENTED ARTISTS AND COLLABORATORSMartha HellionFelipe EhrenbergDavid MayorChris WelchMadeleine GallardUlises CarriónCarolee SchneemannCecilia VicuñaKlaus GrohKen FriedmanTakako SaitoEndre TótMilan Kní?ákRaúl MarroquínHelen ChadwickOpal L NationsBen VautierHideki YoshidaYukio TsuchiyaAnthony McCallMonte CazazzaMichael GibbsGraham KeenKristján GuðmundssonSigurður GuðmundssonHreinn Friðfinnssonand many other participants documented in the publications and archives of the press.PROJECTS AND COLLABORATIONS1972SchmuckBeginning of the experimental periodical principally edited by Felipe Ehrenberg and David Mayor.Variable format combining texts, images, multiples, photographs, inserted material and original contributions.First issue published in March 1972.Documented contributors to the first issue include Ken Friedman, Anthony McCall, Graham Keen, Monte Cazazza, Michael Gibbs, Opal L Nations and Carolee Schneemann.1972Icelandic SchmuckIssue dedicated to artists from Iceland.Contributors include Kristján Guðmundsson, Sigurður Guðmundsson, Hreinn Friðfinnsson and Hlíf Svavarsdóttir.1973Hungarian SchmuckIssue devoted to Hungarian experimental art.1973 and following yearsSchmuck CzechoslovakiaIssue associated with the Czechoslovak context and Milan Kní?ák's AKTUAL group.Other Schmuck issues addressed France, Germany and Japan.The Art Institute of Chicago records eight issues in the series.1972 to 1973FluxshoeTouring Fluxus related project.United Kingdom.Organization associated with David Mayor, Ken Friedman, Mike Weaver, Felipe Ehrenberg and Beau Geste Press.Travel through several British cities.Integration of exhibitions, actions, correspondence, films, slides, photographs, scores, printed matter and publications.1972Fluxshoe CatalogueBeau Geste PressCullomptonApproximately 144 pages.Documentary publication accompanying Fluxshoe.1973Fluxshoe Add End A 72 73Beau Geste PressDocumentary portfolio associated with the Fluxshoe tour.Includes loose sheets, posters, graphic material, documentation, reports and participants contributions.1973Call for Schmuck Latin AmericaBeau Geste Press and Libro Acción Libre.International invitation directed to Latin American artists.Approximately two hundred responses assembled according to Felipe Ehrenberg's later account.The intended issue was not completed.The material was preserved and later connected to Testimonios de Latinoamérica, presented in Mexico in 1978.1974Joint CommuniquéBeau Geste Press, EnglandLibro Acción Libre, MexicoDocument concerning decentralization, autonomous production, an open catalogue, postal circulation, publishing economics and reorganization between Europe and Latin America.A copy was mailed to Anchieta Fernandes in Natal, Brazil, in February 1974.1974Open CatalogueProject announced in Joint Communiqué.Intended to incorporate publications produced beyond the Beau Geste Press premises and establish more direct relationships among buyers, artists and distributors.1974Beau and Aloe Arc AssociationCooperative structure mentioned by Beau Geste Press involving links with ARC Publications and initiatives associated with Allen Fisher and Jim Pennington.ARTISTS BOOKS AND ARTISTS PUBLICATIONS1972Carolee SchneemannParts of a Body House BookBeau Geste PressCullompton, DevonArtists book.The first edition was produced in a small edition and a lower cost version was also circulated during 1972.The Metropolitan Museum of Art records Carolee Schneemann and Felipe Ehrenberg in relation to the publication.1972Schmuck number 1Editors: David Mayor and Felipe EhrenbergExperimental periodical.Mimeograph, reproductions, inserts and original contributions.1972Icelandic SchmuckExperimental publication dedicated to Iceland.1972Fluxshoe CatalogueDocumentary publication and exhibition catalogue.1973Ulises CarriónArgumentsBeau Geste PressCullomptonArtists book.First edition documented at approximately four hundred copies.The work uses personal names to construct twenty five concrete poems and graphic relationships.1973Ulises CarriónTras la PoesíaLooking for PoetryBeau Geste PressCullomptonBilingual artists book.1973Cecilia VicuñaSabor a MíBeau Geste PressEnglandBilingual artists book and poetic publication.The National Library of Chile documents the original as published by Beau Geste Press in 1973.1973Felipe EhrenbergPussywillowBeau Geste PressArtists book incorporating texts, clippings, commentary and documentary material.Studied together with Sabor a Mí as a central publication for understanding the political and material dimensions of Beau Geste Press.1973David MayorC l u e sPublication associated with the historical Beau Geste Press catalogue.1973Fluxshoe Add End A 72 73Documentary portfolio and collective publication.1973Catch Every MondaySmall eight page publication documented in a Beau Geste Press catalogue.1975Klaus GrohArt Impressions USA and CanadaMore DadaBeau Geste PressCranleigh, United KingdomArtists book concerning travel and research in the United States and Canada.Edition of 750 copies.Four hundred copies incorporated into Schmuck Anthological number 7.ISBN 0859980200.1976Japanese SchmuckBeau Geste PressBarhatch Farm, Cranleigh, SurreyIssue number 8 of Schmuck documented by New York Public Library.JOURNALS AND PERIODICALS1972 to 1978SchmuckSeries of eight documented issues.International experimental art periodical.Issues devoted to different artistic regions and communities.Variable techniques including mimeograph, offset printing, reproductions, objects and inserts.The series extends chronologically beyond the end of the original Beau Geste Press structure because its production continued within a transformed publishing configuration.CORRESPONDENCE AND MAIL ART1971 to 1976International circulation of catalogues, invitations, publications and calls through the postal system.1973Latin American call for Schmuck.1974Direct correspondence sent to Anchieta Fernandes in Natal, Rio Grande do Norte, Brazil.Contents: Joint Communiqué and Beau Geste Press catalogue.Postal date: 22 February 1974.Sender: Beau Geste Press, Langford Court South, Cullompton, Devon, England.Recipient: Anchieta Fernandes, Cidade Alta, Natal, Brazil.The correspondence establishes a documentary connection with a participant in the Process Poem Movement.DECENTRALIZATION AND LATIN AMERICA1974Announcement of Beau Geste Press decentralization.Europe and Latin America identified as complementary centers of activity.Felipe Ehrenberg returns to Mexico.Activities linked to Libro Acción Libre and Prensa del Buen Gesto.David Mayor and collaborators remain connected with Schmuck and European publishing activity.Decentralization presented as a strategy against institutional concentration.ARCHIVES AND DOCUMENTARY FONDSTate ArchiveLondon, United KingdomMayor Fluxshoe Beau Geste Press ArchiveReference TGA 815General fonds dates: 1951 to 1989Beau Geste Press records: 1971 to 1976Extent: 126 boxes, one Solander box, seven plan chest folders, 34 vertically stored folders and oversized material.Contents: Fluxshoe, correspondence, publishing records, projects, printed matter, publications and David Mayor papers.Tate ArchiveMaterial relating to the Beau Geste PressReference TGA 722Principal date: 1972Provenance: presented by Felipe Ehrenberg to Tate in 1972.Princeton University LibraryUnited StatesUlises Carrión related collections.Documents Arguments and Looking for Poetry produced with Beau Geste Press.Metropolitan Museum of ArtThomas J Watson LibraryNew York, United StatesPreserves Parts of a Body House Book by Carolee Schneemann and Felipe Ehrenberg, Beau Geste Press, 1972.National Library of ChileSantiago, ChilePreserves documentation and a digital version of Cecilia Vicuña's Sabor a Mí, Beau Geste Press, 1973.Art Institute of ChicagoRyerson and Burnham LibrariesChicago, United StatesPreserves Schmuck issues and bibliographical documentation.New York Public LibraryNew York, United StatesPreserves Schmuck issues including Japanese Schmuck from 1976.EXHIBITIONS AND DOCUMENTARY EXHIBITIONS2017Beau Geste PressCAPC Musée d?art contemporain de BordeauxBordeaux, France2 February to 28 May 2017Curator: Alice MotardHistorical exhibition devoted to the press.Approximately seventy five books and publications used to reconstruct its history.Documented presentation of founders, collaborators, visitors and published artists.2023Beau Geste PressCenter for Book ArtsNew York, United States14 April to 24 June 2023Curator: Alice MotardHistorical exhibition concerning the press, its artists books, artisanal production, postal distribution and international network.HISTORICAL PUBLICATIONS ABOUT BEAU GESTE PRESS2010Donna ConwellBeau Geste PressGetty Research JournalHistorical study devoted to the press.2020Alice Motard, editorial directionBeau Geste PressCAPC Musée d?art contemporain de BordeauxBom Dia Boa Tarde Boa NoiteApproximately 470 pagesReference publication combining a historical catalogue and critical studies.Documented contributors include Karen Di Franco, Zanna Gilbert, Polly Gregson, Carmen Juliá, Alice Motard and Mila Waldeck.Also includes texts by Allen Fisher, Mike Leggett, Clive Phillpot and Cecilia Vicuña.2021Erica SegreTranstexuality and the Precarious Materials of Dissent 1973: Radicalism in Cecilia Vicuña, Felipe Ehrenberg and the Beau Geste Press 1970 1976Bulletin of Latin American ResearchVolume 40Pages 267 to 284Academic study of Sabor a Mí and Pussywillow within the radical publishing context of Beau Geste Press.RELATIONSHIP WITH THE PROCESS POEM MOVEMENTBeau Geste Press was not a member or branch of the Brazilian Process Poem Movement.No evidence located supports classification of the press as a formal nucleus, group or extension of Process Poem.There is, however, a documented direct connection with Anchieta Fernandes.On 22 February 1974 Beau Geste Press mailed editorial documentation to Anchieta Fernandes in Natal, Brazil.The surviving group contains Joint Communiqué and catalogue material.The document announces decentralization between Europe and Latin America.This correspondence demonstrates that a Process Poem participant was included within the postal circulation network of Beau Geste Press.The relationship should therefore be catalogued as a documented international connection linking Process Poem with networks of artists books, visual poetry, experimental publishing and Mail Art.CHRONOLOGY1971Beau Geste Press founded by Martha Hellion and Felipe Ehrenberg in connection with the family's move to Devon.Acquisition and use of a Gestetner duplicator.Formation of the communal working group with David Mayor, Chris Welch, Madeleine Gallard and other collaborators.1972Schmuck begins publication.Schmuck number 1 published.Icelandic Schmuck published.Carolee Schneemann's Parts of a Body House Book produced.Fluxshoe touring project begins.Fluxshoe Catalogue produced.Tate receives Beau Geste Press material directly from Felipe Ehrenberg.1973Fluxshoe continues.Fluxshoe Add End A 72 73 produced.Ulises Carrión's Arguments published.Ulises Carrión's Looking for Poetry published.Cecilia Vicuña's Sabor a Mí published.Felipe Ehrenberg's Pussywillow published.International Schmuck issues continue.Call issued for Schmuck Latin America.Approximately two hundred Latin American responses received.1974Joint Communiqué published and circulated.Decentralization between Europe and Latin America announced.Open Catalogue proposed.Libro Acción Libre and Prensa del Buen Gesto become central to the Mexican continuation.22 FebruaryBeau Geste Press mailing sent to Anchieta Fernandes in Natal, Brazil.MarchAnnounced beginning of decentralized reorganization.1975Schmuck and related publishing activity continue.Klaus Groh's Art Impressions USA and Canada published.Part of its edition incorporated into Schmuck Anthological number 7.1976Final phase of the original Beau Geste Press structure.Japanese Schmuck documented at Cranleigh, Surrey.Institutional conclusion of the original publishing experiment according to the principal retrospective histories.1978Testimonios de Latinoamérica presented at Museo de Arte Carrillo Gil in Mexico.The project incorporates material originating from the 1973 Latin American Schmuck call.2010Donna Conwell publishes a historical study of Beau Geste Press in Getty Research Journal.2017Beau Geste Press retrospective presented at CAPC Musée d?art contemporain de Bordeaux.Curated by Alice Motard.2020Reference volume Beau Geste Press published by CAPC and Bom Dia Boa Tarde Boa Noite.2021Erica Segre publishes a study of Beau Geste Press, Cecilia Vicuña and Felipe Ehrenberg.2023Beau Geste Press exhibition presented at Center for Book Arts in New York.Curated by Alice Motard.


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