Conjunto documental da Beau Geste Press enviado por correio da Inglaterra para o artista, poeta e participante do Poema Processo Anchieta Fernandes, em Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, com data postal de 22 de fevereiro de 1974.
Beau Geste Press - England
03750 - 22 de Fevereiro de 1974 - Envelope Carta
11 x 22 cm
Conjunto documental da Beau Geste Press enviado por correio da Inglaterra para o artista, poeta e participante do Poema Processo Anchieta Fernandes, em Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, com data postal de 22 de fevereiro de 1974. O conjunto é formado por envelope original e impressos editoriais da Beau Geste Press, incluindo o documento Joint Communiqué e páginas de catálogo de publicações. Trata se de documentação primária particularmente relevante porque comprova uma conexão postal direta entre a Beau Geste Press, uma das mais importantes experiências de publicação independente e livro de artista da Europa dos anos 1970, e Anchieta Fernandes, integrante do circuito brasileiro do Poema Processo. O envelope identifica como remetente Beau Geste Press, Langford Court South, Cullompton, Devon, England, e utiliza a modalidade postal Reduced Rate Printed Matter. O destinatário aparece como Project 2, Travessa Externoz 284, Cidade Alta, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. O endereço corresponde ao núcleo de circulação de Anchieta Fernandes em Natal e a indicação Project 2 constitui um elemento documental importante para o estudo das relações entre os projetos experimentais brasileiros e as redes editoriais internacionais.\n\nA frente do envelope apresenta grande carimbo vermelho Beau Geste Press e carimbo postal britânico de 1974. A classificação Reduced Rate Printed Matter demonstra que o material foi enviado como impresso, modalidade amplamente utilizada por editoras independentes, artistas postais e redes alternativas para reduzir custos de circulação internacional. O objeto postal, portanto, não deve ser compreendido apenas como embalagem. Ele integra materialmente o sistema de distribuição e comunicação que sustentava a Beau Geste Press e estabelece proveniência direta entre a editora inglesa e Anchieta Fernandes no Brasil.\n\nO principal documento interno é intitulado Joint Communiqué e apresenta os nomes Beau Geste Press, England, e Libro Acción Libre, Mexico. O texto funciona simultaneamente como comunicado editorial, manifesto de funcionamento, declaração política, relatório de atividades e anúncio da reorganização internacional da editora. Em sua seção A Little History, a Beau Geste Press afirma que funcionava havia cerca de dois anos e esclarece que havia se desenvolvido menos como negócio comercial do que como associação de trabalho entre amigos. Segundo o documento, praticamente todas as publicações haviam sido possíveis porque a editora e os autores estabeleciam uma parceria envolvendo materiais, trabalho, conhecimento técnico, produção e distribuição.\n\nEssa declaração é essencial para compreender o modelo editorial da Beau Geste Press. A editora recusava a separação convencional entre autor, editor, impressor e distribuidor. O artista deveria participar diretamente das condições materiais de produção de seu livro. O documento afirma inclusive que uma eventual partilha dos lucros seria uma consequência lógica desse sistema, se efetivamente houvesse lucros. Também anuncia a intenção de incluir nas futuras publicações uma discriminação detalhada dos custos de produção, informação normalmente mantida distante tanto de leitores quanto de autores. Essa transparência econômica fazia parte de uma concepção política de publicação independente.\n\nNa seção Free and Easy, o comunicado explica que, em muitos casos, a editora e os artistas não apenas trabalhavam juntos, mas viviam juntos durante o período necessário para produzir uma edição. Essa experiência teria demonstrado, segundo o próprio documento, a possibilidade de trabalhar sem depender das estruturas editoriais e das galerias produtoras tradicionais. Ao término de uma publicação, cada autor deveria conhecer os procedimentos necessários para produzir independentemente outras obras, utilizando equipamentos disponíveis em escritórios, oficinas próprias ou serviços de impressores independentes.\n\nO objetivo declarado era alcançar conhecimento e controle dos próprios meios de produção. Essa formulação aproxima a Beau Geste Press de uma concepção em que a autonomia editorial constituía também uma prática artística e política. Produzir um livro não significava apenas elaborar seu conteúdo. Significava compreender impressão, montagem, acabamento, custos, circulação, distribuição e relação direta com o leitor. O processo editorial completo tornava se parte da obra.\n\nA seção Decentralized Activities anuncia uma transformação decisiva. O documento declara que a Beau Geste Press se considerava política, embora não politizada, e relaciona sua atuação a uma análise de formas de controle do pensamento. A resposta proposta não seria crescer indefinidamente como uma organização central, mas dispersar suas atividades. O comunicado informa que a partir de março de 1974 a Beau Geste Press se descentralizaria para atuar simultaneamente na Europa e na América Latina.\n\nO texto informa que Felipe Ehrenberg e seus colaboradores retornariam ao México, onde continuariam a produzir livros em estrutura de oficina. David Mayor e seus associados permaneceriam ligados à produção de Schmuck e de outras publicações. A documentação anuncia, portanto, uma reorganização transatlântica da Beau Geste Press, estabelecendo explicitamente a Inglaterra e o México como polos de atuação. O cabeçalho visual do comunicado reforça essa estrutura ao colocar England e Mexico nos extremos da página, Beau Geste Press em ambos os lados e Libro Acción Libre no centro.\n\nA referência a Libro Acción Libre possui importância especial. A reorganização mexicana vinculava a experiência inglesa da Beau Geste Press ao contexto latino americano por meio de Prensa del Buen Gesto e Libro Acción Libre. O próprio documento fornece endereço mexicano em José de Teresa 52, Tlacopac, Villa Obregón, México 20, Distrito Federal. Dessa maneira, o comunicado enviado a Anchieta Fernandes não apenas anunciava teoricamente uma aproximação com a América Latina. Ele fazia parte material dessa própria expansão.\n\nO documento informa ainda novas associações com outras iniciativas editoriais independentes britânicas. Beau Geste Press declara ter estabelecido vínculos com ARC Publications, ligada a Tony Ward, e com iniciativas associadas a Allen Fisher e Jim Pennington, formando uma estrutura cooperativa denominada Beau and Aloe Arc Association, identificada pela sigla BAAA. O objetivo era colaborar em diferentes projetos preservando a autonomia dos participantes.\n\nNa continuação do comunicado, sob o título BGP Books Away From BGP, a editora afirma que Beau Geste Press deveria ser entendida como conceito e convicção, e não como empresa destinada a crescer até ocupar uma posição dominante no mercado artístico. O texto critica explicitamente a possibilidade de uma pequena iniciativa independente transformar se em estrutura semelhante às grandes editoras que pretendia evitar. O crescimento deveria ocorrer pela multiplicação de produtores independentes e não pela concentração da produção em uma única instituição.\n\nA Beau Geste Press declara ter comprovado que livros, documentos, mapas, folhetos e diferentes materiais podiam ser produzidos com quantidade mínima de equipamento. Artistas anteriormente ligados à editora e pessoas que haviam visitado seu espaço já preparavam suas próprias publicações fora da sede utilizando duplicadores de escritório, pequenas máquinas de offset e gráficas locais. Essa passagem documenta uma das ideias centrais da Beau Geste Press, a transferência do conhecimento técnico para que cada artista pudesse tornar se produtor e editor de seu próprio trabalho.\n\nOutra seção, Open Catalogue, apresenta uma concepção igualmente radical de distribuição. A Beau Geste Press anuncia a abertura de seu catálogo para publicações produzidas fora de sua própria sede e afirma querer permitir que o comprador entrasse em contato diretamente com a pessoa responsável pela obra adquirida. O objetivo era restaurar uma relação humana e compreensível dentro da comunicação artística, diminuindo a intermediação comercial.\n\nO comunicado informa que o catálogo e as correspondências da Beau Geste Press já alcançavam quase 5 mil pessoas. Esse dado demonstra a dimensão internacional atingida por uma iniciativa que permanecia materialmente pequena e artesanal. A distribuição direta pelo correio permitia eliminar intermediários e reduzir preços. O catálogo passaria a receber suplementos aproximadamente trimestrais e deveria incluir novas edições produzidas pela própria editora, obras produzidas externamente e projetos associados à BAAA. Cada entrada deveria apresentar o endereço pessoal do autor ou do responsável por sua distribuição, quando possível.\n\nO documento informa ainda que uma edição típica da Beau Geste Press possuía aproximadamente 300 exemplares. Esse número é revelador do modelo econômico e artístico da editora. As pequenas tiragens tornavam possível que os próprios autores conservassem controle sobre a distribuição, inclusive quando uma publicação alcançasse procura relativamente elevada. Para bibliotecas, instituições e livreiros, as obras continuariam disponíveis por intermédio de distribuidores permanentes.\n\nNa seção Fan Out and Print, o comunicado sintetiza a nova estratégia. A descentralização e o catálogo aberto deveriam transformar Beau Geste Press de uma unidade centralizada de produção em uma rede ativa e flexível. O documento afirma que essa mudança beneficiaria leitores e produtores, manteria baixos os custos de produção, preservaria as edições limitadas e favorecería o contato pessoal entre leitores, escritores e artistas.\n\nA parte final do comunicado fornece uma importante fotografia da produção internacional associada à editora no início de 1974. O texto informa que Schmuck Czechoslovakia acabava de ser publicado e que estavam em preparação General Schmuck e números dedicados à América Latina, Alemanha, França, Japão e Itália. Também anuncia projetos de Endre Tót, Jaros
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owski, Colin Naylor, Takako Saito e Felipe Ehrenberg. Menciona ainda atividades do grupo W.O.R.K.S. no Canadá, do colombiano Raúl Marroquín na Holanda e a preparação de uma tradução espanhola de Manifiesto Pamphlet. A afirmação final de que Beau Geste Press estava viva e ativa por toda parte sintetiza a concepção da editora como rede distribuída internacionalmente.\n\nOs impressos enviados a Anchieta Fernandes incluem também páginas de catálogo da Beau Geste Press. Esses documentos apresentam livros de artista e publicações experimentais produzidos ou distribuídos pelo coletivo e fornecem dados editoriais como autor, título, técnica de impressão, número de páginas, formato, data, ISBN, preço e características materiais.\n\nEntre as publicações identificáveis encontra se Sabor a Mí, da artista e poeta chilena Cecilia Vicuña. O catálogo apresenta o livro no contexto imediatamente posterior ao golpe de Estado no Chile e explica que a publicação, originalmente planejada como celebração de aproximadamente dez anos da produção da artista, passou a adquirir uma dimensão relacionada à situação política de seu país. A obra é descrita como edição bilíngue em espanhol e inglês, produzida em 250 exemplares, com 158 páginas, impressão offset e mimeográfica, formato aproximado de 19,5 por 16,3 centímetros e encadernação colada. O catálogo registra publicação no outono de 1973 e ISBN 0859980064.\n\nOutra publicação apresentada é Looking for Poetry, de Ulises Carrión. O catálogo identifica Carrión como autor mexicano e informa tratar se de publicação bilíngue que explora os significados contidos em palavras isoladas. O livro é descrito como produção mimeográfica de 57 páginas, formato aproximado de 15,2 por 9,5 centímetros, encadernação colada, publicado no inverno de 1973. A presença de Carrión é particularmente relevante porque ele se tornaria uma figura central da teoria do livro de artista e das redes de publicação alternativa na Europa.\n\nO catálogo apresenta igualmente Arguments, também de Ulises Carrión. O texto editorial discute a ruptura de barreiras linguísticas e identifica Carrión como escritor mexicano residente na Holanda e codiretor do In Out Center de Amsterdam. Arguments foi desenhado e impresso em offset pela Beau Geste Press em coordenação com o In Out Center. O catálogo registra primeira edição de 400 exemplares, 64 páginas e formato aproximado de 20,4 por 16,5 centímetros, publicada no outono de 1973. A documentação registra ainda edição especial assinada.\n\nTambém aparece Pussywillow, de Felipe Ehrenberg, publicação que havia sido originalmente planejada para outra iniciativa editorial nos Estados Unidos e acabou produzida pela Beau Geste Press. O catálogo descreve o trabalho como reunião de textos, recortes, comentários e materiais produzidos durante aproximadamente dois anos e informa a presença de prólogos em inglês e espanhol. São indicadas 64 páginas, impressão offset, formato aproximado de 22 por 15,3 centímetros e publicação no inverno de 1973.\n\nCatch Every Monday aparece como pequena publicação de oito páginas, produzida durante um período de transformação da editora. O texto do catálogo enfatiza sua escala reduzida e o processo manual de impressão e coloração, características que ilustram a liberdade material dos livros produzidos pela Beau Geste Press.\n\nO catálogo registra ainda Schmuck 4 Czechoslovakia, dedicado ao grupo AKTUAL associado a Milan Kní
ák. A descrição menciona desenhos, fotografias, textos, materiais destacáveis e páginas coloridas e informa que a publicação foi concebida pelo próprio Kní
ák. A presença desse material demonstra a conexão da Beau Geste Press com as redes de Fluxus, arte conceitual e experimentação artística da Europa Oriental.\n\nHá igualmente referência ao Fluxshoe Catalogue, publicação relacionada ao projeto itinerante Fluxshoe. Fluxshoe foi uma ampla manifestação associada ao Fluxus realizada no Reino Unido entre 1972 e 1973, articulada por David Mayor e pela Beau Geste Press e envolvendo numerosos artistas internacionais. A publicação e o projeto ajudaram a conectar a editora com artistas provenientes de diferentes países e consolidaram sua participação nas redes internacionais de Fluxus e arte experimental.\n\nA Beau Geste Press foi uma editora independente administrada por artistas e estabelecida no início da década de 1970 por Felipe Ehrenberg, Martha Hellion e colaboradores como David Mayor. Funcionando principalmente em Langford Court South, Cullompton, Devon, produziu livros de artista, revistas, múltiplos, cartões, manifestos e impressos utilizando mimeografia, offset, tipografia e processos de acabamento manual. Sua produção buscava operar fora das estruturas comerciais convencionais e conectava especialmente Grã Bretanha, América Latina e Europa Oriental.\n\nO conjunto enviado a Anchieta Fernandes possui significado histórico excepcional para o estudo das relações entre o Poema Processo e as redes internacionais de publicação experimental. O documento não demonstra que a Beau Geste Press tenha integrado o Poema Processo e tampouco permite afirmar participação de Anchieta Fernandes nas atividades internas da editora. Entretanto, comprova materialmente que em fevereiro de 1974 Anchieta Fernandes estava no circuito postal direto da Beau Geste Press e recebia em Natal documentação sobre sua estrutura editorial, suas publicações, seus artistas e sua estratégia de expansão latino americana.\n\nA data é particularmente significativa. O Joint Communiqué anuncia que a descentralização para Europa e América Latina passaria a operar em março de 1974. O envelope dirigido a Anchieta Fernandes possui data de 22 de fevereiro de 1974. Portanto, salvo alteração decorrente de eventual leitura posterior do carimbo postal, o documento brasileiro foi enviado imediatamente antes da reorganização anunciada. Isso situa Anchieta Fernandes como destinatário latino americano contemporâneo do próprio processo de descentralização da Beau Geste Press.\n\nO conjunto evidencia também uma proximidade conceitual entre experiências que se desenvolviam independentemente. O Poema Processo brasileiro havia defendido desde 1967 a participação ativa do receptor, a circulação de projetos, a superação do poema exclusivamente verbal e a possibilidade de reprodução e transformação das obras. A Beau Geste Press defendia controle dos meios de produção pelo próprio artista, circulação direta, pequenas tiragens, descentralização, colaboração internacional e autonomia em relação ao mercado editorial. Não se deve transformar essa proximidade em filiação histórica não comprovada, mas a correspondência demonstra que esses universos efetivamente entraram em contato.\n\nPara o acervo de Anchieta Fernandes, este conjunto deve ser indexado como correspondência internacional, documento de proveniência, Beau Geste Press, livro de artista, publicação de artista, edição independente, poesia experimental, poesia visual, Fluxus, arte conceitual, Mail Art, redes alternativas de artistas, Felipe Ehrenberg, Martha Hellion, David Mayor, Ulises Carrión, Cecilia Vicuña, Milan Kní
ák, Endre Tót, Jaros
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owski, Takako Saito, Raúl Marroquín, Schmuck, Fluxshoe, Libro Acción Libre, Prensa del Buen Gesto, Inglaterra, México, Brasil, Natal, Rio Grande do Norte e Poema Processo. O próprio prompt utilizado para este cadastro determina que documentos, correspondências, publicações, artistas relacionados, circulação e contexto histórico sejam integrados à descrição de forma factual e sem criar relações não comprovadas.\n\nTEXT FOR THE SALSA PROGRAM IN ENGLISH\n\nDocumentary group from Beau Geste Press sent by post from England to the Brazilian artist, poet and Process Poem participant Anchieta Fernandes in Natal, Rio Grande do Norte, Brazil, with a postal date of 22 February 1974. The group consists of the original envelope and editorial printed matter from Beau Geste Press, including the document Joint Communiqué and catalogue pages presenting publications issued or distributed by the press. It is an important body of primary documentation because it establishes a direct postal connection between Beau Geste Press, one of the major independent publishing and artists book initiatives of 1970s Europe, and Anchieta Fernandes, a participant in the Brazilian Process Poem network. The envelope identifies Beau Geste Press, Langford Court South, Cullompton, Devon, England, as the sender and was mailed under the Reduced Rate Printed Matter category. The recipient information includes Project 2, Travessa Externoz 284, Cidade Alta, Natal, Rio Grande do Norte, Brazil. This address belongs to the documented sphere of Anchieta Fernandes in Natal, while the notation Project 2 is an important element for further research into the relationship between Brazilian experimental projects and international publishing networks.\n\nThe envelope carries a large red Beau Geste Press stamp and a British postal cancellation dated 1974. Its Reduced Rate Printed Matter classification demonstrates that the material circulated as printed matter, a postal category widely used by independent publishers, Mail Artists and alternative networks to reduce the cost of international exchange. The envelope should therefore be understood not merely as packaging but as material evidence of the distribution and communication system that sustained Beau Geste Press and of the provenance linking the British press directly to Anchieta Fernandes in Brazil.\n\nThe principal enclosed document is titled Joint Communiqué and presents Beau Geste Press, England, together with Libro Acción Libre, Mexico. The text functions simultaneously as an editorial statement, organizational manifesto, activity report, political declaration and announcement of the international reorganization of the press. In the section A Little History, Beau Geste Press explains that it had operated for approximately two years and had developed not primarily as a commercial business but as a working association among friends. According to the document, almost every production had been possible because the press and the author entered into a partnership involving materials, labor, technical knowledge, production and distribution.\n\nThis statement is fundamental to understanding the Beau Geste Press publishing model. The press rejected the conventional separation among author, publisher, printer and distributor. Artists were expected to participate directly in the material conditions of producing their books. The communiqué even states that profit sharing would have been the next logical step if profits had existed. It also announces an intention to include detailed breakdowns of production costs in future books, making available information usually concealed from both readers and authors. Economic transparency was therefore part of the press's concept of independent publishing.\n\nIn the section Free and Easy, the communiqué explains that in many cases the press and the artists not only worked together but lived together throughout the time required to produce an edition. This experience demonstrated, according to the document, the practical possibility of operating without dependence on conventional publishers and producer galleries. By the completion of a publication, each author should have acquired sufficient technical knowledge to produce further material independently using available office equipment, personal workshops or the assistance of an independent printer.\n\nThe stated objective was complete knowledge and control of one's own media. This formulation places Beau Geste Press within an approach in which editorial autonomy became both an artistic and political practice. Producing a book involved more than preparing its intellectual or visual content. It required knowledge of printing, assembly, binding, costs, circulation, distribution and direct contact with readers. The entire publishing process became part of the artistic activity.\n\nThe section Decentralized Activities announces a decisive transformation. The communiqué states that Beau Geste Press regarded itself as political although not politicized and links its activities to an analysis of mechanisms of thought control. Its response was not to grow indefinitely as a centralized organization but to disperse. The document announces that from March 1974 Beau Geste Press would decentralize its operations between Europe and Latin America.\n\nFelipe Ehrenberg and his collaborators would return to Mexico, where they would continue producing pilot books, ideally within a workshop environment, while David Mayor and associates would concentrate on Schmuck and other publications. The document therefore announces a transatlantic restructuring of Beau Geste Press, explicitly establishing England and Mexico as centers of activity. The visual heading reinforces this organization by placing England and Mexico on opposite sides, Beau Geste Press under both countries and Libro Acción Libre at the center.\n\nThe reference to Libro Acción Libre is particularly significant. The Mexican reorganization connected the British Beau Geste Press experience with Latin America through Prensa del Buen Gesto and Libro Acción Libre. The document itself gives the Mexican postal address at José de Teresa 52, Tlacopac, Villa Obregón, México 20, Distrito Federal. The communiqué sent to Anchieta Fernandes was therefore not simply describing an abstract interest in Latin America. Its circulation to Brazil was itself part of that expanding network.\n\nThe communiqué also announces new associations with other independent British publishing initiatives. Beau Geste Press reports links with Tony Ward's ARC Publications and initiatives associated with Allen Fisher and Jim Pennington, forming a cooperative structure identified as the Beau and Aloe Arc Association, BAAA. These groups intended to collaborate on projects while retaining decentralized modes of production.\n\nThe continuation titled BGP Books Away From BGP describes Beau Geste Press as a concept and conviction rather than a business intended to become a dominant presence within the art market. The document warns that unrestricted financial and institutional growth could transform a small alternative publisher into the type of centralized cultural authority it had originally sought to avoid. Development should therefore occur through the multiplication of independent producers rather than through concentration in a single organization.\n\nThe press states that its experience had demonstrated that books, maps, pamphlets and other printed materials could be produced with a minimum of machinery. Several artists previously associated with Beau Geste Press and visitors to its community were already preparing their own publications elsewhere using office duplicators, small offset machines and neighborhood printing services. This passage documents one of the fundamental principles of the press, the transfer of technical knowledge so that artists could become autonomous producers and publishers of their own work.\n\nThe section Open Catalogue presents an equally significant approach to distribution. Beau Geste Press announces that its catalogue would be opened to publications produced outside its own premises and that buyers would, whenever possible, establish direct contact with the people whose works they were purchasing. The declared aim was to restore greater intelligibility and human contact to artistic communication.\n\nThe communiqué states that Beau Geste Press catalogues and mailings were already reaching almost 5000 individuals. This figure demonstrates the international scale achieved by an initiative that remained materially small and largely self produced. Direct mailing allowed the press to bypass intermediaries and lower prices. Catalogue supplements were planned approximately quarterly and would include new Beau Geste Press editions, externally produced publications and projects associated with BAAA. Listings were intended to provide the author's personal address or that of the appropriate distributor whenever practical.\n\nThe text also states that a typical Beau Geste Press edition averaged approximately 300 copies. This figure is important for understanding its economic and artistic model. Small editions enabled authors to retain direct control over distribution even when a book became comparatively successful. Permanent distribution would nevertheless remain available for libraries, institutions and book dealers.\n\nIn Fan Out and Print, the communiqué summarizes the new strategy. Decentralization and the open catalogue would transform Beau Geste Press from a centralized production unit into an active and flexible network. This shift was intended to benefit readers and producers, maintain production costs at essential levels, preserve limited editions and encourage personal contact among readers, writers and artists.\n\nThe concluding passages offer an important snapshot of the international network surrounding the press at the beginning of 1974. Schmuck Czechoslovakia had just appeared and General Schmuck and issues dedicated to Latin America, Germany, France, Japan and Italy were at various stages of preparation. Publications by Endre Tót, Jaros
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owski, Colin Naylor, Takako Saito and Felipe Ehrenberg were announced. The communiqué also mentions activities by W.O.R.K.S. in Canada, Colombian artist Raúl Marroquín in the Netherlands and a planned Spanish translation of Manifiesto Pamphlet. The concluding declaration that Beau Geste Press was alive and active everywhere summarizes its concept as an internationally dispersed network rather than a conventional publishing house.\n\nThe material sent to Anchieta Fernandes also contains Beau Geste Press catalogue pages documenting artists books and experimental publications. These sheets provide editorial information such as author, title, printing process, pagination, dimensions, date, ISBN, price and material characteristics.\n\nAmong the identifiable publications is Sabor a Mí by the Chilean artist and poet Cecilia Vicuña. The catalogue places the book in the immediate context following the military overthrow in Chile and explains that a publication originally planned as a celebration of approximately ten years of the artist's work had acquired a different political meaning. The book is described as a bilingual Spanish and English edition of 250 copies, with 158 pages, using offset and mimeograph printing, measuring approximately 19.5 by 16.3 centimeters and perfect bound. The catalogue records publication in autumn 1973 and ISBN 0859980064.\n\nAnother publication listed is Looking for Poetry by Ulises Carrión. The catalogue identifies Carrión as a Mexican author and describes the book as a bilingual publication exploring meanings contained within individual words. It is recorded as a mimeographed publication of 57 pages measuring approximately 15.2 by 9.5 centimeters, perfect bound and published in winter 1973. Carrión's presence is particularly significant because he would become a major theorist of artists books and alternative publishing networks in Europe.\n\nThe catalogue also presents Arguments by Ulises Carrión. The accompanying text discusses the breaking of linguistic barriers and identifies Carrión as a Mexican writer living in the Netherlands and codirector of Amsterdam's In Out Center. Arguments was designed and offset printed by Beau Geste Press in coordination with the In Out Center. The catalogue records a first edition of 400 copies, 64 pages and dimensions of approximately 20.4 by 16.5 centimeters, published in autumn 1973. A special signed edition is also documented.\n\nPussywillow by Felipe Ehrenberg is likewise presented. Originally intended for another publishing venture in the United States, it was ultimately issued by Beau Geste Press. The catalogue describes a combination of texts, clippings, comments and other material produced over approximately two years, accompanied by introductory texts in English and Spanish. It records 64 pages, offset printing, dimensions of approximately 22 by 15.3 centimeters and publication in winter 1973.\n\nCatch Every Monday appears as a very small eight page publication produced during a period of transition at the press. The catalogue emphasizes its miniature scale and manually printed and colored elements, illustrating the material freedom of Beau Geste Press publications.\n\nThe catalogue further documents Schmuck 4 Czechoslovakia, devoted to the AKTUAL group associated with Milan Kní
ák. Its description refers to drawings, photographs, texts, detachable material and areas of color and identifies Kní
ák as responsible for its design. This publication demonstrates the connection of Beau Geste Press with Fluxus, Conceptual Art and experimental practices in Eastern Europe.\n\nThere is also a reference to the Fluxshoe Catalogue, associated with the touring Fluxshoe project. Fluxshoe was a broad Fluxus related manifestation organized in Britain during 1972 and 1973 through David Mayor and Beau Geste Press and involving numerous international artists. The project and its catalogue connected the press with participants from many countries and consolidated its position within international Fluxus and experimental art networks.\n\nBeau Geste Press was an independent artist run publishing initiative established in the early 1970s by Felipe Ehrenberg, Martha Hellion and collaborators including David Mayor. Operating principally from Langford Court South in Cullompton, Devon, it produced artists books, magazines, multiples, postcards, manifestos and printed matter using mimeograph, offset, letterpress and hand finishing. Its publications sought to operate outside conventional commercial structures and developed especially strong connections among Britain, Latin America and Eastern Europe.\n\nThe group sent to Anchieta Fernandes is of exceptional importance for studying relationships between the Brazilian Process Poem Movement and international experimental publishing networks. The documents do not establish that Beau Geste Press belonged to Process Poem, nor do they prove that Anchieta Fernandes participated internally in the press. They do, however, materially demonstrate that in February 1974 Anchieta Fernandes was within the direct postal network of Beau Geste Press and was receiving documentation in Natal concerning its editorial philosophy, publications, artists and planned expansion into Latin America.\n\nThe chronology is particularly significant. Joint Communiqué announces that decentralization between Europe and Latin America would begin in March 1974. The envelope addressed to Anchieta Fernandes is dated 22 February 1974. Subject to final verification of the postal cancellation, the Brazilian document was therefore sent immediately before the announced restructuring. This places Anchieta Fernandes among the Latin American recipients reached at the very moment Beau Geste Press was formalizing its decentralized international model.\n\nThe documents also reveal conceptual affinities between independently developed practices. Brazilian Process Poem had since 1967 emphasized active reception, circulation of projects, expansion beyond exclusively verbal poetry and the possibility of reproducing and transforming works. Beau Geste Press advocated artist control over the means of production, direct circulation, limited editions, decentralization, international collaboration and autonomy from the conventional publishing market. These parallels should not be converted into an undocumented historical affiliation, but the surviving correspondence proves that the two experimental environments entered into actual contact.\n\nFor cataloguing and digital indexing, this group is relevant to Anchieta Fernandes, Beau Geste Press, Process Poem Movement, artists books, artists publications, independent publishing, experimental poetry, visual poetry, Fluxus, Conceptual Art, Mail Art, alternative art networks, Felipe Ehrenberg, Martha Hellion, David Mayor, Ulises Carrión, Cecilia Vicuña, Milan Kní
ák, Endre Tót, Jaros
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owski, Takako Saito, Raúl Marroquín, Schmuck, Fluxshoe, Libro Acción Libre, Prensa del Buen Gesto, England, Mexico, Brazil, Natal and Rio Grande do Norte.





