Home Artistas Ypiranga Filho

Ypiranga Filho

-Poesia+Visual+de+Ypiranga+Filho+,+Venezuela+Brasil+edição+100+de+200+,+Desperta+Hermanos+Latino+America+noestra+dolor+,+noestra+libertad+,+noestro+credo+Brasil+1976.jpg

Local de nascimento: Recife, Pernambuco, Brasil

Data de nascimento: 1936

Local de falecimento: Recife, Pernambuco, Brasil

Data de falecimento: 2019

BIOGRAFIA EM PORTUGUÊSYpiranga Filho, nome pelo qual ficou conhecido Lourenço Ypiranga de Souza Filho, nasceu no Recife, Pernambuco, em 1936 e faleceu em 2019. Artista visual pernambucano de atuação multidisciplinar, desenvolveu trabalhos em gravura, escultura, pintura, desenho, fotografia, cinema, animação, xerografia e arte postal. Sua trajetória é marcada pela experimentação com técnicas e materiais diversos e por uma atuação ligada às transformações da arte moderna e contemporânea em Pernambuco a partir da década de 1960. Fontes acadêmicas e institucionais o identificam especialmente como gravurista e escultor, mas sua produção ultrapassou esses campos e incorporou meios gráficos, fotográficos, cinematográficos e formas alternativas de circulação artística.A formação de Ypiranga Filho esteve relacionada à Escola de Belas Artes da Universidade do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco. Pesquisa acadêmica sobre o cinema experimental pernambucano registra que, após ingressar ainda jovem na Aeronáutica e receber formação técnica em diferentes ofícios, entre eles marcenaria, soldagem e carpintaria, entrou aos 26 anos no curso superior de pintura da Escola de Belas Artes. A experiência com materiais, ferramentas e processos técnicos se tornaria uma característica recorrente de sua produção, especialmente na escultura em metal e nas pesquisas que aproximavam arte, indústria, construção e reaproveitamento de materiais.Na década de 1960, Ypiranga Filho integrou o ambiente artístico que deu origem ao Movimento da Ribeira, em Olinda. Documentação acadêmica sobre a história cultural da cidade registra sua participação, ao lado de artistas como Adão Pinheiro, José Barbosa, José Tavares, Guita Charifker, Roberto Amorim e outros, nas atividades desenvolvidas em torno do Mercado da Ribeira. Em fevereiro de 1965, Ypiranga Filho aparece documentado como primeiro presidente da Cooperativa de Artes e Ofícios da Ribeira, criada por participantes do movimento. O projeto articulava produção artística, artesanato, formação técnica, circulação de obras e ocupação cultural de Olinda.Sua obra caracterizou se pela pesquisa constante de materiais e técnicas. No campo da escultura, trabalhou intensamente com ferro, peças industriais, objetos encontrados e outros elementos metálicos. Fontes ligadas à retrospectiva realizada em 2018 no Museu do Estado de Pernambuco destacam seu papel pioneiro no uso do metal em Pernambuco durante as décadas de 1960 e 1970. Ao mesmo tempo, sua produção incluiu gravura, desenho, pintura, fotografia, arte xerox, arte postal e experiências cinematográficas, configurando um percurso que não se restringe a uma única linguagem.Em 1972, Ypiranga Filho realizou Dinâmica dos traços I, II e III, conjunto de filmes experimentais produzido por intervenção direta sobre película cinematográfica. Pesquisa sobre o Super 8 em Pernambuco registra que o artista raspava a película velada utilizando lâminas de barbear, lixas e palha de aço, tratando o próprio suporte cinematográfico como superfície gráfica. As obras integram a história das experiências não narrativas e da animação experimental desenvolvidas no Recife durante o início da década de 1970.A relação de Ypiranga Filho com a poesia visual e com os sistemas gráficos experimentais está documentada no Acervo Poema Processo pela obra Venezuela Brasil, realizada em 1976. Trata se de uma impressão gráfica offset sobre papel e poesia visual, com dimensões de 28 por 21,5 centímetros, produzida em edição de 200 exemplares. O exemplar preservado no acervo é numerado 100 de 200 e assinado pelo artista. A composição utiliza uma representação cartográfica estilizada da América Latina associada a texto em espanhol que articula referências a dor, liberdade, identidade e solidariedade latino americana.Venezuela Brasil estabelece uma relação direta entre imagem cartográfica, linguagem verbal e construção visual. O mapa deixa de funcionar somente como representação geográfica e passa a constituir elemento poético e gráfico. A referência conjunta a Venezuela, Brasil e América Latina situa a obra no contexto das discussões culturais e políticas latino americanas da década de 1970. No sistema do Acervo Poema Processo, a obra encontra se catalogada na categoria Poema Processo. Essa classificação documental permite relacioná la às pesquisas preservadas pelo arquivo, sem que isso, isoladamente, seja utilizado para afirmar participação formal de Ypiranga Filho no movimento Poema Processo.A produção do artista também se relacionou a práticas coletivas e intervenções no espaço público. A retrospectiva de 2018 registrou, entre seus trabalhos e projetos, atividades como Brigada Portinari, de 1982, participação na organização da I Mostra de Art Door do Recife durante os anos 1980, ações ligadas a Olinda Arte em Toda Parte entre 2001 e 2007 e outros projetos colaborativos. Essas experiências evidenciam uma concepção ampliada de prática artística, na qual escultura, gravura, ação coletiva, espaço urbano e circulação pública podiam coexistir.Em 2016, Ypiranga Filho integrou a exposição Ateliês Pernambucanos 1964 1982, realizada no Museu do Estado de Pernambuco, mostra dedicada aos ateliês coletivos e às experiências que marcaram a produção artística pernambucana. O conjunto reuniu também trabalhos e documentos relacionados a artistas como Adão Pinheiro, João Câmara, Gilvan Samico, Gil Vicente, Luciano Pinheiro, Guita Charifker, Raul Córdula e José Cláudio.Em agosto de 2018, o Museu do Estado de Pernambuco realizou uma ampla exposição retrospectiva dedicada a Ypiranga Filho, paralelamente ao lançamento do livro Ypiranga pela Companhia Editora de Pernambuco. A mostra reuniu mais de cem trabalhos, entre esculturas, desenhos, pinturas e gravuras, além de registros de práticas experimentais e projetos coletivos. O livro, organizado por Lêda Régis, possui 292 páginas e reúne documentação fotográfica e textos de Joana D Arc Lima, Raul Córdula, Marcos Lontra, José Cláudio e Adão Pinheiro. Na época, o levantamento da produção do artista já contabilizava mais de mil peças.A trajetória de Ypiranga Filho ocupa, portanto, um campo que conecta o Movimento da Ribeira, a gravura pernambucana, a escultura experimental em metal, o cinema experimental, a fotografia, a xerografia, a arte postal, as práticas colaborativas e a poesia visual. A presença de Venezuela Brasil no Acervo Poema Processo acrescenta à documentação de sua trajetória uma obra de 1976 em que palavra, mapa, impressão gráfica e pensamento latino americano são articulados em uma estrutura visual única, permitindo relacionar seu trabalho às pesquisas de comunicação e experimentação gráfica preservadas pelo arquivo.

English

BIOGRAPHY IN ENGLISHYpiranga Filho, the name by which Lourenço Ypiranga de Souza Filho became known, was born in Recife, Pernambuco, in 1936 and died in 2019. A multidisciplinary Brazilian visual artist, he worked in printmaking, sculpture, painting, drawing, photography, cinema, animation, xerography and mail art. His career was characterized by continuous experimentation with techniques and materials and by his participation in the transformations of modern and contemporary art in Pernambuco from the 1960s onward. Academic and institutional sources frequently identify him as a printmaker and sculptor, although his practice extended into graphic, photographic and cinematic media as well as alternative systems of artistic circulation.Ypiranga Filho studied at the School of Fine Arts of the University of Recife, now the Federal University of Pernambuco. Academic research on experimental cinema in Pernambuco records that after entering the Brazilian Air Force at a young age and receiving technical training in several crafts, including carpentry, welding and woodworking, he enrolled at the age of twenty six in the higher education painting program at the School of Fine Arts. His familiarity with materials, tools and technical processes later became a recurrent element of his artistic practice, particularly in metal sculpture and in works connecting art with industrial and construction materials.During the 1960s, Ypiranga Filho participated in the artistic environment that produced the Movimento da Ribeira in Olinda. Academic documentation on the cultural history of the city records his participation alongside Adão Pinheiro, José Barbosa, José Tavares, Guita Charifker, Roberto Amorim and other artists active around the Mercado da Ribeira. In February 1965, Ypiranga Filho is documented as the first president of the Cooperativa de Artes e Ofícios da Ribeira, established by artists associated with the movement. The initiative connected artistic production, crafts, technical education, exhibition activities and the cultural occupation of Olinda.His artistic production was distinguished by sustained experimentation with materials and techniques. In sculpture, he worked extensively with iron, industrial components, found objects and other metallic materials. Sources associated with his 2018 retrospective at the Museu do Estado de Pernambuco emphasize his pioneering use of metal in Pernambuco during the 1960s and 1970s. His practice also encompassed printmaking, drawing, painting, photography, Xerox art, mail art and experimental film, establishing a body of work that cannot be confined to a single medium.In 1972, Ypiranga Filho produced Dinâmica dos traços I, II e III, a group of experimental films made through direct intervention on film stock. Research on the Super 8 movement in Pernambuco records that the artist scratched exposed film with razor blades, sandpaper and steel wool, treating the cinematic support itself as a graphic surface. These works belong to the history of non narrative and experimental animation practices developed in Recife during the early 1970s.Ypiranga Filho's relationship with visual poetry and experimental graphic systems is documented in the Acervo Poema Processo through Venezuela Brasil, produced in 1976. The work is an offset graphic print on paper and a visual poem measuring 28 by 21.5 centimeters, issued in an edition of 200 copies. The example preserved in the collection is numbered 100 of 200 and signed by the artist. Its composition combines a stylized cartographic representation of Latin America with Spanish language text concerning pain, freedom, identity and Latin American solidarity.Venezuela Brasil establishes a direct relationship between cartographic image, verbal language and visual structure. The map functions not merely as geographical representation but as a poetic and graphic sign. The simultaneous references to Venezuela, Brazil and Latin America place the work within the cultural and political debates circulating across the continent during the 1970s. In the Acervo Poema Processo database, the work is catalogued under the category Poema Processo. This archival classification establishes a documentary relationship with the research fields represented by the collection, but by itself does not establish formal membership by Ypiranga Filho in the Process Poem Movement.His practice also included collaborative projects and interventions in public space. Documentation presented in connection with his 2018 retrospective records activities including Brigada Portinari in 1982, participation in the organization of the I Mostra de Art Door do Recife during the 1980s, projects connected with Olinda Arte em Toda Parte between 2001 and 2007 and other collaborative undertakings. These activities demonstrate an expanded approach to artistic practice in which sculpture, printmaking, collective action, urban space and public circulation could operate together.In 2016, Ypiranga Filho participated in Ateliês Pernambucanos 1964 1982 at the Museu do Estado de Pernambuco, an exhibition devoted to collective studios and artistic experiences that shaped the history of art in Pernambuco. The exhibition also brought together works and documentation related to Adão Pinheiro, João Câmara, Gilvan Samico, Gil Vicente, Luciano Pinheiro, Guita Charifker, Raul Córdula, José Cláudio and other artists.In August 2018, the Museu do Estado de Pernambuco presented a major retrospective exhibition devoted to Ypiranga Filho together with the launch of the book Ypiranga by Companhia Editora de Pernambuco. The exhibition contained more than one hundred works, including sculptures, drawings, paintings and prints, as well as documentation of experimental practices and collaborative projects. The 292 page publication, organized by Lêda Régis, includes photographic documentation and texts by Joana D Arc Lima, Raul Córdula, Marcos Lontra, José Cláudio and Adão Pinheiro. At that time, the cataloguing project for the artist's production had already identified more than one thousand works.Ypiranga Filho's career therefore connects the Movimento da Ribeira, printmaking in Pernambuco, experimental metal sculpture, experimental cinema, photography, xerography, mail art, collaborative practices and visual poetry. The presence of Venezuela Brasil in the Acervo Poema Processo adds to this trajectory a documented 1976 work in which language, cartography, graphic printing and Latin American thought are brought together within a single visual structure, connecting his production to the fields of graphic experimentation and communication preserved by the archive.

Currículo

CURRÍCULO EM PORTUGUÊSIDENTIFICAÇÃONome artístico: Ypiranga FilhoNome completo: Lourenço Ypiranga de Souza FilhoNascimento: Recife, Pernambuco, 1936Falecimento: 2019Áreas de atuação documentadas: gravura, escultura, pintura, desenho, fotografia, cinema experimental, animação, xerografia, arte postal e práticas artísticas colaborativas.FORMAÇÃONa juventude ingressou na Aeronáutica, onde recebeu formação técnica em diferentes ofícios, incluindo marcenaria, soldagem e carpintaria.Aos 26 anos ingressou no curso superior de pintura da Escola de Belas Artes da Universidade do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco.MOVIMENTOS, GRUPOS E COLETIVOSDécada de 1960Movimento da Ribeira, Olinda, Pernambuco. Participação documentada entre os artistas envolvidos nas atividades desenvolvidas em torno do Mercado da Ribeira.1965Cooperativa de Artes e Ofícios da Ribeira, Olinda. Ypiranga Filho é documentado como primeiro presidente da cooperativa em sua fundação, em 6 de fevereiro de 1965. Adão Pinheiro ocupava a secretaria e José Tavares a tesouraria.OBRAS E PRODUÇÃO DOCUMENTADA1972Dinâmica dos traços IFilme experimental realizado por intervenção direta sobre película.1972Dinâmica dos traços IIFilme experimental realizado por intervenção direta sobre película.1972Dinâmica dos traços IIIFilme experimental realizado por intervenção direta sobre película.Nos três trabalhos, a pesquisa acadêmica registra o uso de lâminas de barbear, lixa e palha de aço sobre película velada.1976Venezuela BrasilPoesia visual e impressão gráfica offset sobre papel.Dimensões: 28 x 21,5 cm.Edição: 200 exemplares.Exemplar preservado no Acervo Poema Processo: 100 de 200, assinado pelo artista.Número de acervo: 01054.A composição utiliza uma representação cartográfica estilizada da América Latina associada a texto em espanhol e articula Venezuela, Brasil, identidade latino americana, liberdade e solidariedade continental. No Acervo Poema Processo, está catalogada na categoria Poema Processo.PROJETOS E COLABORAÇÕES DOCUMENTADOS1982Brigada Portinari. Projeto registrado entre as práticas coletivas relacionadas à trajetória de Ypiranga Filho.Década de 1980Participação na organização da I Mostra de Art Door do Recife, documentada na retrospectiva de sua produção.2001 a 2007Participação em atividades relacionadas a Olinda Arte em Toda Parte.EXPOSIÇÕES COLETIVAS DOCUMENTADAS2016Ateliês Pernambucanos 1964 1982Museu do Estado de Pernambuco, Recife.Mostra dedicada aos ateliês coletivos e às experiências artísticas de Pernambuco, reunindo Ypiranga Filho e artistas como Adão Pinheiro, João Câmara, Gilvan Samico, Gil Vicente, Luciano Pinheiro, Guita Charifker, Raul Córdula e José Cláudio.EXPOSIÇÃO RETROSPECTIVA DOCUMENTADA2018YpirangaMuseu do Estado de Pernambuco, Recife.Abertura em 9 de agosto de 2018.Curadoria de Joana D Arc Lima e Raul Córdula.A exposição reuniu mais de cem trabalhos do artista. Fontes documentam 11 esculturas, 22 desenhos, 14 pinturas e 53 gravuras, além de registros de práticas denominadas Transbordamentos.LIVROS E PUBLICAÇÕES SOBRE O ARTISTA2018YpirangaCompanhia Editora de Pernambuco, Cepe Editora.Organização de Lêda Régis.292 páginas.Publicação retrospectiva dedicada à vida e à produção de Ypiranga Filho, com documentação fotográfica e textos de Joana D Arc Lima, Raul Córdula, Marcos Lontra, José Cláudio e Adão Pinheiro. O projeto editorial foi lançado paralelamente à retrospectiva realizada no Museu do Estado de Pernambuco.ACERVO POEMA PROCESSOA página de Ypiranga Filho no Acervo Poema Processo possui atualmente uma obra vinculada, Venezuela Brasil, de 1976. O registro identifica a obra como impressão gráfica offset sobre papel, mede 28 por 21,5 centímetros e documenta a edição de 200 exemplares, sendo o exemplar preservado numerado 100 de 200 e assinado pelo artista.CRONOLOGIA1936Nascimento de Lourenço Ypiranga de Souza Filho no Recife, Pernambuco.Década de 1960Formação artística na Escola de Belas Artes da Universidade do Recife e participação no ambiente do Movimento da Ribeira em Olinda.1965Primeiro presidente da Cooperativa de Artes e Ofícios da Ribeira.1972Realização de Dinâmica dos traços I, II e III.1976Realização de Venezuela Brasil, poesia visual e impressão gráfica atualmente preservada no Acervo Poema Processo.1982Participação no projeto Brigada Portinari.Década de 1980Participação na organização da I Mostra de Art Door do Recife.2001 a 2007Atividades vinculadas a Olinda Arte em Toda Parte.2016Participação na exposição Ateliês Pernambucanos 1964 1982 no Museu do Estado de Pernambuco.2018Retrospectiva Ypiranga no Museu do Estado de Pernambuco e lançamento do livro Ypiranga pela Cepe Editora.2019Falecimento de Ypiranga Filho.

English

CURRICULUM IN ENGLISHIDENTIFICATIONArtist name: Ypiranga FilhoFull name: Lourenço Ypiranga de Souza FilhoBorn: Recife, Pernambuco, 1936Died: 2019Documented fields of activity: printmaking, sculpture, painting, drawing, photography, experimental cinema, animation, xerography, mail art and collaborative artistic practices.EDUCATIONAs a young man, Ypiranga Filho entered the Brazilian Air Force, where he received technical training in several crafts including woodworking, welding and carpentry.At the age of twenty six, he enrolled in the higher education painting program of the School of Fine Arts of the University of Recife, now the Federal University of Pernambuco.MOVEMENTS, GROUPS AND COLLECTIVES1960sMovimento da Ribeira, Olinda, Pernambuco. Ypiranga Filho is documented among the artists associated with the activities developed around the Mercado da Ribeira.1965Cooperativa de Artes e Ofícios da Ribeira, Olinda. Ypiranga Filho is documented as the first president of the cooperative at its foundation on February 6, 1965. Adão Pinheiro served as secretary and José Tavares as treasurer.DOCUMENTED WORKS AND ARTISTIC PRODUCTION1972Dinâmica dos traços IExperimental film produced through direct intervention on film stock.1972Dinâmica dos traços IIExperimental film produced through direct intervention on film stock.1972Dinâmica dos traços IIIExperimental film produced through direct intervention on film stock.Academic research documents the use of razor blades, sandpaper and steel wool directly on exposed film stock in these works.1976Venezuela BrasilVisual poem and offset graphic print on paper.Dimensions: 28 x 21.5 cm.Edition: 200 copies.Example preserved in the Acervo Poema Processo: number 100 of 200, signed by the artist.Collection number: 01054.The composition combines a stylized cartographic representation of Latin America with Spanish language text addressing Venezuela, Brazil, Latin American identity, freedom and continental solidarity. The work is catalogued under the category Poema Processo in the Acervo Poema Processo database.DOCUMENTED PROJECTS AND COLLABORATIONS1982Brigada Portinari. Project documented among the collective practices associated with Ypiranga Filho's career.1980sParticipation in the organization of the I Mostra de Art Door do Recife, documented in material associated with the retrospective survey of his career.2001 to 2007Participation in activities associated with Olinda Arte em Toda Parte.DOCUMENTED GROUP EXHIBITIONS2016Ateliês Pernambucanos 1964 1982Museu do Estado de Pernambuco, Recife.Exhibition devoted to collective studios and artistic experiences in Pernambuco. It included Ypiranga Filho together with artists such as Adão Pinheiro, João Câmara, Gilvan Samico, Gil Vicente, Luciano Pinheiro, Guita Charifker, Raul Córdula and José Cláudio.DOCUMENTED RETROSPECTIVE EXHIBITION2018YpirangaMuseu do Estado de Pernambuco, Recife.Opened August 9, 2018.Curated by Joana D Arc Lima and Raul Córdula.The exhibition brought together more than one hundred works. Sources document 11 sculptures, 22 drawings, 14 paintings and 53 prints, as well as documentation of practices presented under the concept Transbordamentos.BOOKS AND PUBLICATIONS ABOUT THE ARTIST2018YpirangaCompanhia Editora de Pernambuco, Cepe Editora.Organized by Lêda Régis.292 pages.Retrospective publication devoted to the life and production of Ypiranga Filho, containing photographic documentation and texts by Joana D Arc Lima, Raul Córdula, Marcos Lontra, José Cláudio and Adão Pinheiro. The book was launched in conjunction with the artist's retrospective exhibition at the Museu do Estado de Pernambuco.ACERVO POEMA PROCESSOThe Ypiranga Filho page in the Acervo Poema Processo currently has one directly associated work, Venezuela Brasil, dated 1976. The record identifies it as an offset graphic print on paper measuring 28 by 21.5 centimeters and documents an edition of 200 copies, with the preserved example numbered 100 of 200 and signed by the artist.CHRONOLOGY1936Lourenço Ypiranga de Souza Filho is born in Recife, Pernambuco.1960sStudies at the School of Fine Arts of the University of Recife and participates in the artistic environment of the Movimento da Ribeira in Olinda.1965Becomes the first president of the Cooperativa de Artes e Ofícios da Ribeira.1972Produces Dinâmica dos traços I, II e III.1976Produces Venezuela Brasil, a visual poem and graphic print now preserved in the Acervo Poema Processo.1982Participation in Brigada Portinari.1980sParticipation in the organization of the I Mostra de Art Door do Recife.2001 to 2007Activities associated with Olinda Arte em Toda Parte.2016Participation in Ateliês Pernambucanos 1964 1982 at the Museu do Estado de Pernambuco.2018Ypiranga retrospective at the Museu do Estado de Pernambuco and publication of the book Ypiranga by Cepe Editora.2019Death of Ypiranga Filho.

Obras deste artista