Poemetro Número 9 é uma das mais importantes experiências de poesia visual e arte processual realizadas por José Cláudio em 1968, ano de fundação do movimento Poema Processo.
José Cláudio
00634 - 1968 - Impressão Gráfica Offset Sobre Papel
21,6 x 33 cm
Poemetro Número 9 é uma das mais importantes experiências de poesia visual e arte processual realizadas por José Cláudio em 1968, ano de fundação do movimento Poema Processo. A composição é construída pela repetição sistemática de um pequeno signo angular que se multiplica em toda a superfície do papel.\n\nA estrutura visual organiza dois campos distintos. Nas margens externas os elementos aparecem ordenados em séries regulares e rítmicas. No centro da composição os mesmos signos sofrem uma ruptura de ordem e passam a constituir um campo aparentemente aleatório e dinâmico. O contraste entre ordem e desordem cria uma tensão visual que transforma a imagem em um processo de leitura e percepção.\n\nA obra pertence ao conjunto denominado Poemetro, termo criado por José Cláudio para designar poemas visuais medidos pela repetição de unidades gráficas mínimas. O trabalho elimina completamente a linguagem verbal e substitui a palavra por relações estruturais entre módulos gráficos, aproximando se das formulações teóricas do Poema Processo e das pesquisas desenvolvidas por Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá e Moacy Cirne.\n\nPoemetro Número 9 representa uma investigação sobre serialidade, transformação, ritmo, entropia visual e organização espacial. A obra dialoga simultaneamente com a arte concreta, a semiótica visual, o construtivismo e a arte conceitual, constituindo uma das contribuições mais originais de José Cláudio para a poesia visual brasileira.\n\nA impressão confirma a importância do artista no desenvolvimento das linguagens experimentais do Nordeste brasileiro e demonstra a singularidade de sua pesquisa baseada em carimbos, módulos repetitivos e sistemas visuais abertos.\n\nEnglish Description\n\nPoemeter Number 9 is one of the most important experiments in Visual Poetry and Process Art created by José Cláudio in 1968, the year in which the Poema Processo movement was founded. The composition is built through the systematic repetition of a small angular sign multiplied across the entire surface of the paper.\n\nThe visual structure organizes two distinct fields. In the outer areas the elements appear ordered in regular and rhythmic series. In the center of the composition the same signs undergo a rupture of order and become an apparently random and dynamic field. The contrast between order and disorder creates a visual tension that transforms the image into a process of reading and perception.\n\nThe work belongs to the series entitled Poemeter, a term created by José Cláudio to designate visual poems measured through the repetition of minimal graphic units. The piece completely eliminates verbal language and replaces words with structural relationships between graphic modules, bringing it close to the theoretical formulations of Poema Processo and to the investigations developed by Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá and Moacy Cirne.\n\nPoemeter Number 9 represents an investigation into seriality, transformation, rhythm, visual entropy and spatial organization. The work simultaneously dialogues with Concrete Art, Visual Semiotics, Constructivism and Conceptual Art and constitutes one of José Cláudio most original contributions to Brazilian Visual Poetry.\n\nThe print confirms the importance of the artist in the development of experimental languages in northeastern Brazil and demonstrates the singularity of his research based on stamps, repetitive modules and open visual systems.



