Home Acervo Recorte original do Jornal de Letras, página 14, datado de junho de 1969, com a seção Santa Catarina Cultural, assinada por Iaponan D. Soares, e a coluna Folclore, na subseção Movimento. O texto registra documentalmente o lançamento de Palavras que n

Recorte original do Jornal de Letras, página 14, datado de junho de 1969, com a seção Santa Catarina Cultural, assinada por Iaponan D. Soares, e a coluna Folclore, na subseção Movimento. O texto registra documentalmente o lançamento de Palavras que n

Hugo Mund Jr.

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Categoria: Jornal - Lancamento de livro

Acervo: 04599

Data: junho de 1969

Dimensões: 28,2 x 22 cm

Recorte original do Jornal de Letras, página 14, datado de junho de 1969, com a seção Santa Catarina Cultural, assinada por Iaponan D. Soares, e a coluna Folclore, na subseção Movimento. O texto registra documentalmente o lançamento de Palavras que não são palavras, de Hugo Mund Júnior, descrito pelo jornal como livro de poemas visuais. A notícia afirma que a publicação permanece dentro da mesma linha de pesquisa formal anteriormente demonstrada pelo artista em Gráfico, estabelecendo uma importante referência contemporânea para a trajetória de Hugo Mund Jr. e para sua investigação da palavra, da forma, da visualidade e da estrutura gráfica. Na mesma coluna aparece notícia sobre o poeta Erico Max Müller, de Blumenau, e a abertura da exposição Posição Extra, apresentada como mostra de Poemas Processo em forma de quadrinhos. O recorte constitui fonte primária de 1969 para pesquisas sobre Hugo Mund Jr., Palavras que não são palavras, poesia visual brasileira, Poema Processo, poesia experimental, Santa Catarina, Jornal de Letras, Iaponan D. Soares e a circulação da produção poética visual brasileira no final da década de 1960.

TEXTO SALSA EM INGLÊS

Original clipping from Jornal de Letras, page 14, dated June 1969, containing the section Santa Catarina Cultural, signed by Iaponan D. Soares, and the Folclore column with the subsection Movimento. The text provides documentary evidence of the publication of Palavras que não são palavras by Hugo Mund Júnior, described by the newspaper as a book of visual poems. The report states that the publication continues the same line of formal research previously demonstrated by the artist in Gráfico, establishing an important contemporary reference for the career of Hugo Mund Jr. and for his investigation of words, form, visuality and graphic structure. The same column contains information about the poet Erico Max Müller of Blumenau and the opening of the exhibition Posição Extra, described as an exhibition of Poema Processo works presented in comic form. The clipping is an important primary source from 1969 for research on Hugo Mund Jr., Palavras que não são palavras, Brazilian visual poetry, Poema Processo, experimental poetry, Santa Catarina, Jornal de Letras, Iaponan D. Soares and the circulation of Brazilian visual poetic production at the end of the 1960s.

TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM PORTUGUÊS

Recorte de imprensa da página 14 do Jornal de Letras, com anotação manuscrita indicando junho de 1969. A página apresenta a seção Santa Catarina Cultural, assinada por Iaponan D. Soares, sob o título Folclore. Dentro da subseção Movimento encontra se uma notícia especialmente relevante para a documentação da produção de Hugo Mund Júnior no final da década de 1960.

A nota informa que o catarinense Hugo Mund Júnior lança Palavras que não são palavras e identifica a publicação como livro de poemas visuais. O texto acrescenta que a obra permanece dentro da mesma linha de pesquisa formal já demonstrada anteriormente em Gráfico. Essa informação é particularmente importante porque constitui registro jornalístico contemporâneo ao lançamento e confirma que Palavras que não são palavras era compreendido em 1969 como uma obra de poesia visual vinculada a uma pesquisa formal já desenvolvida pelo artista.

A expressão pesquisa formal utilizada pelo jornal auxilia na compreensão histórica do projeto de Hugo Mund Jr. Sua produção não é apresentada apenas como literatura ou reunião tradicional de poemas, mas como investigação relacionada à forma, organização visual, construção gráfica e articulação espacial da linguagem. Essa descrição possui forte correspondência com a própria concepção de Palavras que não são palavras, na qual palavra, imagem, tipografia, papel e espaço são utilizados como elementos integrados da obra.

A referência a Gráfico também possui grande relevância documental. O artigo estabelece uma continuidade entre Gráfico e Palavras que não são palavras, permitindo identificar uma linha de desenvolvimento dentro da produção de Hugo Mund Júnior. Assim, o recorte fornece evidência primária para pesquisas destinadas a reconstruir a cronologia da obra do artista e suas experiências anteriores ao lançamento do livro em 1969.

O contexto da própria coluna torna o documento ainda mais significativo para a história da poesia experimental brasileira. Poucos parágrafos depois da notícia sobre Hugo Mund Júnior, o texto informa que o poeta Erico Max Müller, de Blumenau, anunciava a abertura de Posição Extra, caracterizada pelo jornal como uma mostra de Poemas Processo em forma de quadrinhos. A presença das duas notícias na mesma coluna registra a circulação simultânea, em Santa Catarina, de experiências relacionadas à poesia visual e ao Poema Processo.

Essa proximidade documental não deve ser interpretada isoladamente como prova de participação de Hugo Mund Jr. no Poema Processo, mas demonstra que sua produção visual circulava no mesmo ambiente cultural e jornalístico em que manifestações do Poema Processo eram divulgadas em 1969. Para pesquisa histórica, esse contexto ajuda a reconstruir a presença da poesia visual, da experimentação gráfica e do Poema Processo no cenário cultural catarinense.

A coluna Movimento também registra outros acontecimentos da vida cultural de Santa Catarina. O historiador Oswaldo Rodrigues Cabral é mencionado em razão de um novo livro intitulado Fortificações Militares em Santa Catarina. O professor Jaldir Faustino da Silva aparece como novo Secretário de Educação e Cultura do Estado. O romancista Almiro Caldeira é citado como novo Presidente da Academia Catarinense de Letras. Essas referências ajudam a situar a notícia sobre Hugo Mund Jr. dentro de um panorama mais amplo da atividade cultural catarinense daquele momento.

O recorte apresenta sinais materiais de consulta e preservação documental, incluindo furos laterais, marcas, dobras, sublinhados e anotações manuscritas. A passagem referente a Hugo Mund Júnior e Palavras que não são palavras encontra se destacada manualmente, assim como a notícia referente a Erico Max Müller e Posição Extra.

Como documento de época, o recorte é especialmente relevante porque fornece uma fonte externa e contemporânea ao lançamento de Palavras que não são palavras. Ele permite relacionar Hugo Mund Jr. a termos fundamentais para pesquisa e indexação como Hugo Mund Júnior, Palavras que não são palavras, Gráfico, poemas visuais, poesia visual, poesia experimental, pesquisa formal, livro poema, livro de artista, tipografia, comunicação visual, linguagem visual, Jornal de Letras, Santa Catarina Cultural, Iaponan D. Soares, junho de 1969, Erico Max Müller, Blumenau, Posição Extra, Poemas Processo, Poema Processo e história da poesia visual brasileira.

TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM INGLÊS

Press clipping from page 14 of Jornal de Letras with a handwritten annotation indicating June 1969. The page contains the section Santa Catarina Cultural, signed by Iaponan D. Soares, under the title Folclore. Within the subsection Movimento there is a particularly important report for documenting the production of Hugo Mund Júnior at the end of the 1960s.

The report states that Hugo Mund Júnior from Santa Catarina was launching Palavras que não são palavras and identifies the publication as a book of visual poems. The text adds that the work continues the same line of formal research previously demonstrated in Gráfico. This information is particularly significant because it constitutes a newspaper record contemporary with the publication and confirms that Palavras que não são palavras was understood in 1969 as a work of visual poetry connected with formal research already developed by the artist.

The expression formal research used by the newspaper contributes to the historical understanding of the project of Hugo Mund Jr. His production is presented not merely as literature or as a traditional collection of poems but as an investigation involving form, visual organization, graphic construction and the spatial articulation of language. This description corresponds closely with the conception of Palavras que não são palavras, in which word, image, typography, paper and space function as integrated elements of the work.

The reference to Gráfico also has considerable documentary importance. The article establishes continuity between Gráfico and Palavras que não são palavras, making it possible to identify a line of development within the production of Hugo Mund Júnior. The clipping therefore provides primary evidence for research intended to reconstruct the chronology of the artist and his experiments before the publication of the book in 1969.

The context of the column itself makes the document even more significant for the history of Brazilian experimental poetry. A few paragraphs after the report concerning Hugo Mund Júnior, the newspaper states that the poet Erico Max Müller from Blumenau announced the opening of Posição Extra, characterized as an exhibition of Poema Processo works in comic form. The presence of both reports within the same column documents the simultaneous circulation in Santa Catarina of experiments connected with visual poetry and Poema Processo.

This documentary proximity should not by itself be interpreted as proof that Hugo Mund Jr. participated in Poema Processo. It does demonstrate, however, that his visual production circulated within the same cultural and journalistic environment in which manifestations of Poema Processo were being reported in 1969. For historical research, this context helps reconstruct the presence of visual poetry, graphic experimentation and Poema Processo within the cultural environment of Santa Catarina.

The Movimento column also records other events in the cultural life of Santa Catarina. Historian Oswaldo Rodrigues Cabral is mentioned in connection with a new book entitled Fortificações Militares em Santa Catarina. Professor Jaldir Faustino da Silva appears as the new Secretary of Education and Culture of the state. Novelist Almiro Caldeira is mentioned as the new President of the Academia Catarinense de Letras. These references place the report about Hugo Mund Jr. within a broader panorama of cultural activity in Santa Catarina at that time.

The clipping presents physical evidence of documentary consultation and preservation, including side holes, marks, folds, underlining and handwritten annotations. The passage concerning Hugo Mund Júnior and Palavras que não são palavras is manually marked, as is the report concerning Erico Max Müller and Posição Extra.

As a period document, this clipping is especially relevant because it provides an external source contemporary with the publication of Palavras que não são palavras. It connects Hugo Mund Jr. with important terms for research and indexing including Hugo Mund Júnior, Palavras que não são palavras, Gráfico, visual poems, visual poetry, experimental poetry, formal research, book poem, artist book, typography, visual communication, visual language, Jornal de Letras, Santa Catarina Cultural, Iaponan D. Soares, June 1969, Erico Max Müller, Blumenau, Posição Extra, Poema Processo and the history of Brazilian visual poetry.

Proveniência

Coleção Poema Processo

Inglês

Original clipping from Jornal de Letras, page 14, dated June 1969, containing the section Santa Catarina Cultural, signed by Iaponan D. Soares, and the Folclore column with the subsection Movimento.

Dimensions: 11,1 x 8,7 in