Home Acervo Carta manuscrita de Marcelo Dolabela enviada a J. Medeiros, datada em Belo Horizonte em 24 de julho de 1979.

Carta manuscrita de Marcelo Dolabela enviada a J. Medeiros, datada em Belo Horizonte em 24 de julho de 1979.

Marcelo Dolabela

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04027 - 24 de Julho de 1979 - Carta Manuscrita

23,5 x 20 cm

Texto para o Salsa em português

Carta manuscrita de Marcelo Dolabela enviada a J. Medeiros, datada em Belo Horizonte em 24 de julho de 1979. O documento registra uma comunicação direta entre dois agentes ligados aos circuitos brasileiros de poesia experimental, arte postal, publicações independentes e produção artística alternativa no final da década de 1970.

Marcelo Dolabela informa a J. Medeiros que está enviando material relacionado a uma iniciativa identificada na carta pela sigla I.E.I. da DOR, acompanhada da expressão entre parênteses que pode ser lida como do grito à morte. Como a grafia manuscrita não permite confirmar de maneira absoluta a expansão da sigla, a forma I.E.I. da DOR deve ser preservada como aparece no documento até que outras fontes relacionadas permitam uma identificação definitiva.

Na sequência, Marcelo Dolabela manifesta interesse em levar a exposição para Belo Horizonte. Ele escreve que gostaria de saber das possibilidades de trazer a exposição até ali e solicita que J. Medeiros entre em contato para informar o que seria necessário para viabilizar essa circulação. A passagem demonstra que a correspondência não se limitava ao intercâmbio de informações ou materiais, mas também funcionava como instrumento de articulação de exposições, projetos e deslocamentos entre diferentes núcleos da produção artística experimental brasileira.

Marcelo pede ainda notícias sobre a exposição e sobre outros assuntos associados ao projeto. Na parte final da mensagem aparece uma referência manuscrita a Contexto, elemento importante por estabelecer possível conexão com iniciativas, publicações ou atividades experimentais ligadas a J. Medeiros e ao circuito cultural em que ambos atuavam. A leitura exata da frase final apresenta dificuldades de legibilidade, razão pela qual a referência Contexto deve ser mantida como informação documental sem ampliar seu significado além do que a carta permite comprovar.

A correspondência termina com a despedida Um abraço e a assinatura abreviada MARcelo, forma gráfica utilizada pelo remetente. Na parte inferior encontra se também o endereço de Marcelo Dolabela em Belo Horizonte, Rua Tupis, 207, apartamento 1101, CEP 30000, Belo Horizonte, Minas Gerais.

O documento é particularmente relevante porque evidencia uma relação direta entre Marcelo Dolabela e J. Medeiros em 1979 e documenta o funcionamento das redes culturais independentes brasileiras antes da consolidação institucional de muitas experiências de poesia visual, arte postal e produção experimental nos anos 1980. O envio de material, a discussão sobre possibilidades de circulação de uma exposição e a solicitação de contato revelam um sistema de colaboração baseado em correspondência pessoal, intercâmbio artístico e articulação direta entre produtores culturais.

A carta permite relacionar Marcelo Dolabela, J. Medeiros, Belo Horizonte, a exposição associada à DOR, a expressão do grito à morte e a referência Contexto dentro de uma mesma rede documental. Esses elementos são importantes para pesquisas sobre poesia experimental brasileira, arte postal, mail art, exposições alternativas, publicações independentes, redes de artistas, circulação de exposições e cultura alternativa no Brasil durante a década de 1970.

Palavras e entidades relevantes para indexação incluem Marcelo Dolabela, J. Medeiros, Belo Horizonte, Minas Gerais, 24 de julho de 1979, DOR, I.E.I. da DOR, do grito à morte, Contexto, exposição experimental, arte postal, mail art, poesia visual, poesia experimental, correspondência de artistas, redes culturais brasileiras, circulação de exposições, publicações independentes e arte experimental brasileira dos anos 1970.

Salsa text in English

Handwritten letter from Marcelo Dolabela to J. Medeiros, dated in Belo Horizonte on July 24, 1979. The document records direct communication between two figures connected with Brazilian networks of experimental poetry, mail art, independent publishing and alternative artistic production during the late 1970s.

Marcelo Dolabela informs J. Medeiros that he is sending material related to an initiative identified in the letter by the acronym I.E.I. da DOR, followed by a parenthetical expression that can possibly be read as do grito à morte. Because the handwriting does not allow an absolutely certain reading or expansion of the acronym, the form I.E.I. da DOR should be preserved exactly as documented until additional related sources allow a definitive identification.

Marcelo then expresses his interest in bringing the exhibition to Belo Horizonte. He states that he would like to know about the possibilities of bringing the exhibition there and asks J. Medeiros to contact him and explain what would be required to make this circulation possible. This passage demonstrates that their correspondence was not limited to exchanging information or materials but also operated as a practical instrument for organizing exhibitions, projects and exchanges between different centers of Brazilian experimental production.

Marcelo also asks for news concerning the exhibition and other matters connected with the project. Near the end of the message there is a handwritten reference to Contexto, an important element because it may connect the letter with initiatives, publications or experimental activities involving J. Medeiros and the cultural network in which both correspondents participated. The exact wording of this final passage is partially difficult to read, and therefore the reference to Contexto should be retained as documentary information without extending its meaning beyond what the letter itself supports.

The correspondence ends with the expression Um abraço and the abbreviated signature MARcelo. The lower portion of the sheet also contains Marcelo Dolabela's address in Belo Horizonte at Rua Tupis 207, apartment 1101, postal code 30000, Belo Horizonte, Minas Gerais.

The document is especially relevant because it establishes direct contact between Marcelo Dolabela and J. Medeiros in 1979 and documents the operation of independent Brazilian cultural networks before many forms of visual poetry, mail art and experimental production gained greater institutional visibility during the 1980s. The sending of material, discussion of the possibility of circulating an exhibition and the request for further contact reveal a collaborative system based on personal correspondence, artistic exchange and direct organization among cultural producers.

The letter connects Marcelo Dolabela, J. Medeiros, Belo Horizonte, an exhibition associated with DOR, the expression do grito à morte and the reference Contexto within a single documentary network. These elements are relevant for research on Brazilian experimental poetry, mail art, alternative exhibitions, independent publications, artist networks, exhibition circulation and alternative culture in Brazil during the 1970s.

Relevant entities and indexing terms include Marcelo Dolabela, J. Medeiros, Belo Horizonte, Minas Gerais, July 24 1979, DOR, I.E.I. da DOR, do grito à morte, Contexto, experimental exhibition, mail art, visual poetry, experimental poetry, artist correspondence, Brazilian cultural networks, exhibition circulation, independent publishing and Brazilian experimental art of the 1970s.