Salt Poem é uma obra de poesia visual, publicação de artista e objeto conceitual de Keith A. Buchholz, artista norte americano ligado às práticas contemporâneas de Fluxus e à rede Fluxus St. Louis, em St. Louis, Missouri, Estados Unidos.
Keith A, Buchholtz - USA - Fluxus
03927 - - Impressão Gráfica Offset Sobre Papel
27,8 x 21,5 cm
TEXTO PARA O SALSA EM PORTUGUÊS
Salt Poem é uma obra de poesia visual, publicação de artista e objeto conceitual de Keith A. Buchholz, artista norte americano ligado às práticas contemporâneas de Fluxus e à rede Fluxus St. Louis, em St. Louis, Missouri, Estados Unidos. A obra assume a forma de um pequeno livreto xerográfico grampeado, construído por meio da combinação entre palavra, imagem reproduzida, objeto cotidiano, humor e instrução implícita.
A capa apresenta apenas o título Salt Poem em letras maiúsculas, centralizado sobre uma faixa branca. O fundo irregular e granulado evidencia o processo de reprodução xerográfica e transforma a própria textura da cópia em parte da composição visual. A simplicidade da capa aproxima o trabalho das publicações independentes, múltiplos de baixo custo, partituras de evento e pequenos impressos associados a Fluxus e à arte postal.
No interior da publicação aparece a reprodução de um pequeno pacote individual de sal. A embalagem traz a palavra Salt e a informação de que o conteúdo é sal, identificado como cloreto de sódio. O pacote, objeto comum encontrado em restaurantes, lanchonetes e serviços de alimentação, é retirado de seu uso funcional e convertido em elemento poético e visual. A presença do objeto reproduzido estabelece uma relação entre linguagem, alimento, matéria, consumo, cotidiano e circulação.
A página seguinte apresenta a palavra Poof dentro de uma forma gráfica semelhante a uma nuvem de história em quadrinhos. A expressão sugere desaparecimento repentino, explosão leve, transformação ou ação mágica. Na sequência proposta pela publicação, o sal deixa de ser apenas uma substância material e passa a funcionar como acontecimento verbal e performático. Salt transforma se em Poof, criando uma narrativa mínima baseada em associação, humor e mudança de estado.
Uma das páginas aparece praticamente vazia, com apenas a textura da reprodução. Esse vazio pode ser compreendido como pausa, intervalo, silêncio visual ou resultado da ação sugerida anteriormente. A ausência de imagem e palavra amplia a participação do observador, que precisa completar mentalmente o processo entre a presença do pacote de sal, a ação indicada por Poof e o desaparecimento final.
A última página apresenta uma composição gráfica semelhante a uma etiqueta ou recipiente. Nas laterais aparecem as inscrições St. Louis e Fluxus. Ao centro há uma grande letra X e, abaixo, a identificação Keith A. Buchholz, Fluxus St. Louis, 4613 Oregon Avenue, St. Louis, Missouri 63111, USA. A imagem funciona simultaneamente como assinatura, marca editorial, endereço de correspondência e declaração de pertencimento à comunidade contemporânea de Fluxus.
A letra X pode ser interpretada como sinal de cruzamento, cancelamento, localização, encontro ou operação. Ela reforça a relação entre a identidade do artista, a cidade de St. Louis e a circulação da obra. A presença do endereço completo também indica que Salt Poem foi concebido para distribuição, intercâmbio e possível envio postal, aproximando o livreto da mail art, dos múltiplos Fluxus e das publicações produzidas para redes alternativas de artistas.
A obra utiliza recursos mínimos para produzir uma sequência conceitual. O pacote de sal representa a matéria cotidiana. A palavra Poof introduz uma ação ou transformação. A página vazia registra o desaparecimento ou o silêncio resultante. A página final localiza o artista e insere o objeto na rede Fluxus St. Louis. Essa estrutura transforma um elemento banal em poema, evento e publicação.
Salt Poem pode ser relacionado à tradição Fluxus de utilizar alimentos, embalagens, instruções simples, jogos de palavras, humor e materiais baratos. Em vez de apresentar um poema verbal convencional, Keith A. Buchholz organiza uma experiência baseada na passagem entre objeto, palavra, imagem, ação e ausência. O trabalho também dialoga com a poesia visual e experimental ao tratar a disposição gráfica, o espaço vazio e a sequência das páginas como componentes fundamentais de significado.
A publicação não apresenta data visível nas imagens examinadas. Também não foi localizada indicação de tiragem, editora formal, local de impressão ou destinatário específico. A identificação Fluxus St. Louis e o endereço do artista constituem os principais dados documentais presentes no exemplar.
Salt Poem registra a atuação de Keith A. Buchholz como artista, editor e articulador de práticas Fluxus em St. Louis. O livreto demonstra como um objeto cotidiano pode ser convertido em poesia por meio da reprodução, deslocamento, sequência e participação interpretativa do leitor. Sua importância documental está na combinação entre poesia visual, arte conceitual, humor, publicação de artista, xerografia, objeto encontrado e circulação alternativa.
TEXT FOR SALSA IN ENGLISH
Salt Poem is a work of visual poetry, an artists publication and a conceptual object by Keith A. Buchholz, an American artist connected with contemporary Fluxus practices and the Fluxus St. Louis network in St. Louis, Missouri, United States. The work takes the form of a small stapled xerographic booklet constructed through the combination of language, reproduced imagery, an everyday object, humor and an implicit event instruction.
The cover presents only the title Salt Poem in uppercase letters centered on a white band. Its irregular grainy background reveals the xerographic reproduction process and turns the texture of the copy itself into part of the visual composition. The restrained design connects the work with independent publications, inexpensive multiples, event scores and small printed materials associated with Fluxus and mail art.
Inside the publication is a reproduction of an individual salt packet. The wrapper carries the word Salt and information identifying its contents as sodium chloride. This common object, normally found in restaurants, cafeterias and food services, is removed from its practical function and transformed into a poetic and visual element. The reproduced packet establishes relationships among language, food, matter, consumption, everyday experience and circulation.
The following page presents the word Poof inside a graphic form resembling a comic book cloud. The expression suggests sudden disappearance, a light explosion, transformation or magical action. Within the sequence proposed by the booklet, salt no longer functions only as a material substance but becomes a verbal and performative event. Salt changes into Poof, creating a minimal narrative based on association, humor and altered states.
Another page is almost entirely empty and contains only the texture of the reproduction. This emptiness may be understood as a pause, interval, visual silence or the result of the action suggested on the previous page. The absence of words and images expands the role of the viewer, who must mentally complete the process connecting the presence of the salt packet, the action indicated by Poof and the final disappearance.
The last page contains a graphic composition resembling a label or container. The words St. Louis and Fluxus appear along its sides. At the center is a large letter X, followed by the identification Keith A. Buchholz, Fluxus St. Louis, 4613 Oregon Avenue, St. Louis, Missouri 63111, USA. The image functions simultaneously as a signature, editorial mark, correspondence address and declaration of affiliation with the contemporary Fluxus community.
The letter X can be interpreted as a sign of crossing, cancellation, location, meeting or operation. It reinforces the relationship among the artist
s identity, the city of St. Louis and the circulation of the work. The presence of the complete address also indicates that Salt Poem was intended for distribution, exchange and possible postal circulation, connecting the booklet with mail art, Fluxus multiples and publications created for alternative artist networks.
The work uses minimal resources to construct a conceptual sequence. The salt packet represents ordinary matter. The word Poof introduces an action or transformation. The empty page records disappearance or the resulting silence. The final page locates the artist and places the object within Fluxus St. Louis. This structure transforms a banal item into a poem, an event and a publication.
Salt Poem can be connected with the Fluxus tradition of using food, packaging, simple instructions, wordplay, humor and inexpensive materials. Instead of presenting a conventional verbal poem, Keith A. Buchholz organizes an experience based on transitions among object, word, image, action and absence. The work also relates to visual and experimental poetry by treating graphic arrangement, empty space and page sequence as essential components of meaning.
No visible date appears in the examined images. No print run, formal publisher, printing location or specific recipient is identified. The designation Fluxus St. Louis and the artist
s address are the principal documentary details present in the copy.
Salt Poem records Keith A. Buchholz
s activity as an artist, publisher and organizer of Fluxus related practices in St. Louis. The booklet demonstrates how an everyday object can be converted into poetry through reproduction, displacement, sequence and the reader
s interpretive participation. Its documentary significance lies in the combination of visual poetry, conceptual art, humor, artists publishing, xerography, found imagery and alternative circulation.





