Home Acervo Envelope portfólio de Avelino de Araújo intitulado Anthropoemas, produzido em Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, em 1980, contendo seis obras de poesia visual identificadas como Obituário, Inutilidade Pública, Anthropoemas I, Anthropoemas II, Anthropoemas III e Anthropoemas IV.

Envelope portfólio de Avelino de Araújo intitulado Anthropoemas, produzido em Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, em 1980, contendo seis obras de poesia visual identificadas como Obituário, Inutilidade Pública, Anthropoemas I, Anthropoemas II, Anthropoemas III e Anthropoemas IV.

Avelino de Araújo

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03532 - 1980 - Envelope Obra de Arte

16,3 x 22 cm

Envelope portfólio de Avelino de Araújo intitulado Anthropoemas, produzido em Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, em 1980, contendo seis obras de poesia visual identificadas como Obituário, Inutilidade Pública, Anthropoemas I, Anthropoemas II, Anthropoemas III e Anthropoemas IV. O conjunto foi elaborado sobre papelão pardo com inscrições brancas e apresenta na face principal o título Anthropoemas, o nome Avelino de Araújo, a indicação Natal 1980 e a relação numerada das seis obras. O verso do invólucro contém um cartão vermelho aplicado sobre o papelão, com representação de um crânio impresso em azul e formado por imagens anatômicas, sinais, letras, fragmentos gráficos e elementos associados ao corpo humano. O conjunto desenvolve uma investigação intersemiótica sobre anatomia, morte, tecnologia, mídia, comunicação, consumo, controle social, evolução humana e cultura de massa. Obituário apresenta um crânio em vermelho no qual a estrutura óssea é preenchida por letras, palavras, sinais e fragmentos tipográficos. Os olhos são substituídos por símbolos semelhantes a arame farpado e a região superior contém uma forma semelhante a uma borboleta ou mecanismo visual. A obra transforma o crânio em arquivo de linguagem e aproxima morte, memória, informação, censura e comunicação. Inutilidade Pública utiliza impressão vermelha com estrutura semelhante a uma cabeça, cérebro ou cavidade orgânica preenchida por nomes de programas, emissoras, marcas, expressões publicitárias e referências à televisão brasileira. Aparecem elementos como Globo, Chacrinha, Canal 4, Silvio Santos, TV, comerciais e outros fragmentos da cultura televisiva. Máquinas semelhantes a televisores ou equipamentos eletrônicos aparecem na parte superior, enquanto sequências numéricas ocupam as laterais. A obra critica a saturação informacional, o consumo de imagens, a publicidade e o poder dos meios de comunicação na formação do imaginário coletivo. Anthropoemas I apresenta uma figura anatômica masculina em movimento, cercada por números, linhas orgânicas, círculos concêntricos, manchas, sinais gráficos e carimbo postal brasileiro. A integração entre corpo, séries numéricas e marcas de circulação transforma a anatomia humana em campo de leitura, registro e deslocamento. Anthropoemas II reúne silhuetas humanas, mãos ampliadas, esqueletos, cartas de baralho, ornamentos, números, círculos e símbolos gráficos. Uma grande mão parece controlar, afastar ou impedir o movimento de uma figura humana, produzindo relações com poder, manipulação, destino, aprisionamento e controle do corpo. Anthropoemas III utiliza impressão azul e apresenta a repetição de figuras humanas em diferentes estágios de movimento, esqueletos, silhuetas, formas circulares, texto fragmentado e uma figura anatômica com o braço levantado. A composição relaciona evolução, repetição, comportamento coletivo, disciplina, identidade e transformação corporal. Anthropoemas IV apresenta composição azul organizada em torno de um grande olho, uma figura masculina segurando uma esfera, círculos concêntricos, sinais, números repetidos e palavras como Bang e Nunc. A obra articula visão, vigilância, espetáculo, violência, tempo, comunicação e percepção. As seis peças formam uma narrativa visual sobre a condição humana na sociedade contemporânea, combinando ciência, anatomia, linguagem, mídia, política, publicidade e comunicação de massa. O portfólio documenta a produção de Avelino de Araújo no início da década de 1980 e sua relação com a poesia visual, o Poema Processo, a arte postal, a xerografia, a colagem, a apropriação de imagens e a literatura intersemiótica desenvolvida no Rio Grande do Norte.\n\nTEXT FOR THE SALSA PROGRAM IN ENGLISH: Portfolio envelope by Avelino de Araújo titled Anthropoemas, produced in Natal, Rio Grande do Norte, Brazil, in 1980 and containing six visual poetry works identified as Obituário, Inutilidade Pública, Anthropoemas I, Anthropoemas II, Anthropoemas III and Anthropoemas IV. The ensemble was assembled in brown cardboard with white inscriptions. Its principal face presents the title Anthropoemas, the name Avelino de Araújo, the indication Natal 1980 and a numbered list of the six works. The reverse of the enclosure contains a red card attached to the cardboard and printed with a blue skull composed of anatomical imagery, signs, letters, graphic fragments and elements associated with the human body. The ensemble develops an intersemiotic investigation of anatomy, death, technology, media, communication, consumption, social control, human evolution and mass culture. Obituário presents a red skull whose bone structure is filled with letters, words, signs and typographic fragments. The eyes are replaced by symbols resembling barbed wire and the upper area contains a form resembling a butterfly or visual mechanism. The work transforms the skull into an archive of language and connects death, memory, information, censorship and communication. Inutilidade Pública uses red printing and presents a structure resembling a head, brain or organic cavity filled with the names of television programs, broadcasters, brands, advertising expressions and references to Brazilian television. Visible elements include Globo, Chacrinha, Canal 4, Silvio Santos, TV, commercials and other fragments of television culture. Machines resembling television sets or electronic equipment appear in the upper area while numerical sequences occupy the margins. The work criticizes information overload, image consumption, advertising and the influence of mass media on the formation of collective imagination. Anthropoemas I presents a male anatomical figure in motion surrounded by numbers, organic lines, concentric circles, stains, graphic signs and a Brazilian postal mark. The integration of body, numerical sequences and circulation marks transforms human anatomy into a field of reading, registration and displacement. Anthropoemas II combines human silhouettes, enlarged hands, skeletons, playing cards, ornaments, numbers, circles and graphic symbols. A large hand appears to control, repel or interrupt the movement of a human figure, producing associations with power, manipulation, destiny, imprisonment and control of the body. Anthropoemas III uses blue printing and presents repeated human figures at different stages of movement, skeletons, silhouettes, circular forms, fragmented text and an anatomical figure with one arm raised. The composition connects evolution, repetition, collective behavior, discipline, identity and bodily transformation. Anthropoemas IV is printed in blue and organized around a large eye, a male figure holding a sphere, concentric circles, signs, repeated numbers and words including Bang and Nunc. The work connects vision, surveillance, spectacle, violence, time, communication and perception. Together the six works form a visual narrative concerning the human condition in contemporary society and combine science, anatomy, language, media, politics, advertising and mass communication. The portfolio documents Avelino de Araújo

s production during the early 1980s and his relationship with visual poetry, Poema Processo, mail art, xerography, collage, image appropriation and intersemiotic literature developed in Rio Grande do Norte.

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