Home Acervo Signografia I é uma obra de poesia visual e impressão gráfica criada por Clemente Padín em 1968, pertencente a uma edição de 100 exemplares. O exemplar apresentado corresponde ao número 71 de 100 e possui assinatura do artista.

Signografia I é uma obra de poesia visual e impressão gráfica criada por Clemente Padín em 1968, pertencente a uma edição de 100 exemplares. O exemplar apresentado corresponde ao número 71 de 100 e possui assinatura do artista.

Clemente Padín

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03507 - 1968 - Gravura

33 x 22,8 cm

Signografia I é uma obra de poesia visual e impressão gráfica criada por Clemente Padín em 1968, pertencente a uma edição de 100 exemplares. O exemplar apresentado corresponde ao número 71 de 100 e possui assinatura do artista. A composição organiza vinte formas claras sobre um campo retangular escuro, distribuídas em cinco linhas com quatro elementos cada. As figuras apresentam contornos curvos, recortes internos, inversões, rotações e variações morfológicas que sugerem letras, sinais, ideogramas ou unidades de um sistema de escrita imaginário. Embora algumas formas produzam associações com caracteres alfabéticos, nenhuma sequência verbal convencional é imediatamente reconhecível. A obra desloca a leitura do significado linguístico para a percepção visual das diferenças, continuidades, ritmos e transformações existentes entre os signos. O título Signografia I relaciona a composição ao estudo e à criação de signos gráficos, indicando a investigação de Clemente Padín sobre os limites entre escrita, imagem, linguagem e comunicação. A repetição com variações converte cada forma em parte de um vocabulário visual aberto, no qual o observador pode estabelecer relações próprias entre os elementos. A estrutura modular e a oposição entre figuras claras e fundo escuro produzem forte contraste gráfico e destacam a autonomia plástica dos sinais. Criada em 1968, a obra está inserida no período de desenvolvimento da poesia experimental latino americana e dialoga com a poesia visual, a poesia concreta, a semiótica, a comunicação visual, a arte conceitual e as experiências de renovação da linguagem promovidas por Clemente Padín no Uruguai. Signografia I constitui documento relevante para o estudo da trajetória inicial do artista, das relações entre texto e imagem e da formação de uma linguagem poética não discursiva baseada na organização visual dos signos.\n\nTEXT FOR THE SALSA PROGRAM IN ENGLISH\n\nSignografia I is a visual poetry work and graphic print created by Clemente Padín in 1968 as part of an edition of 100 copies. The presented copy is numbered 71 of 100 and is signed by the artist. The composition organizes twenty light colored forms against a dark rectangular field, arranged in five rows with four elements in each row. The figures display curved outlines, internal cutouts, inversions, rotations and morphological variations that suggest letters, signs, ideograms or units from an imaginary writing system. Although some forms evoke alphabetic characters, no conventional verbal sequence is immediately recognizable. The work shifts reading away from linguistic meaning and toward the visual perception of differences, continuities, rhythms and transformations among signs. The title Signografia I connects the composition with the study and creation of graphic signs, reflecting Clemente Padín

s investigation into the boundaries between writing, image, language and communication. Repetition combined with variation transforms each form into part of an open visual vocabulary through which viewers can establish their own relationships among the elements. The modular structure and the contrast between the light figures and dark background emphasize the plastic autonomy of the signs. Created in 1968, the work belongs to a formative period of Latin American experimental poetry and relates to visual poetry, concrete poetry, semiotics, visual communication, conceptual art and the renewal of language developed by Clemente Padín in Uruguay. Signografia I is an important document for the study of the artist

s early career, the relationship between text and image and the creation of a non discursive poetic language based on the visual organization of signs.