Texto principal em portuguêsFotografia atribuída a Clemente Padin durante performance realizada em Bento Gonçalves, Brasil, em agosto de 1996.
Clemente Padín
03461 - Agosto de 1996 - fotografia
10 x 15 cm
Texto principal em português\nFotografia atribuída a Clemente Padin durante performance realizada em Bento Gonçalves, Brasil, em agosto de 1996. A imagem mostra o artista em espaço interno de auditório ou salão cultural, diante de palco com cortinas verdes, equipamento audiovisual, televisão e estrutura expositiva lateral com letras grandes parcialmente visíveis. No chão aparecem numerosos papéis ou fragmentos dispostos em área ampla, sugerindo ação performática com queda, dispersão, leitura, destruição, instalação ou ativação de materiais impressos. No verso da fotografia há anotação manuscrita em inglês e português indicando No están muertos, performance, Bento Gonçalves, Brasil, agosto 96, além de carimbo Clemente Padin, Casilla C Central 1211, Montevideo, Uruguay, e dedicatória manuscrita a Wlademir. A frase No están muertos tem forte carga política e memorial, vinculando a performance à lembrança dos desaparecidos, mortos simbólicos, vítimas de ditaduras, repressão de Estado e lutas por direitos humanos na América Latina. A fotografia documenta a presença de Clemente Padin no Brasil em 1996 e sua relação com Wlademir Dias Pino, Poema Processo, poesia visual, arte postal, performance, arte conceitual, intervenção pública, memória política e redes experimentais latino americanas. O documento é importante para indexação por registrar uma ação presencial de Padin fora do Uruguai, em diálogo com o circuito brasileiro de poesia experimental e com a tradição de arte de resistência que atravessa sua produção desde os anos 1970.\n\nMain text in English\nPhotograph attributed to Clemente Padin during a performance held in Bento Gonçalves, Brazil, in August 1996. The image shows the artist in an indoor auditorium or cultural hall, in front of a stage with green curtains, audiovisual equipment, a television set and a lateral exhibition structure with large partially visible letters. On the floor there are many papers or fragments spread over a wide area, suggesting a performative action involving falling, scattering, reading, destruction, installation or activation of printed materials. On the reverse of the photograph there is a handwritten note in English and Portuguese indicating No están muertos, performance, Bento Gonçalves, Brazil, August 96, together with the stamp Clemente Padin, Casilla C Central 1211, Montevideo, Uruguay, and a handwritten dedication to Wlademir. The phrase No están muertos carries strong political and memorial meaning, connecting the performance to the memory of the disappeared, symbolic dead, victims of dictatorships, state repression and human rights struggles in Latin America. The photograph documents Clemente Padin presence in Brazil in 1996 and his relationship with Wlademir Dias Pino, Poema Processo, visual poetry, mail art, performance, conceptual art, public intervention, political memory and Latin American experimental networks. The document is important for indexing because it records an in person action by Padin outside Uruguay, in dialogue with the Brazilian circuit of experimental poetry and with the tradition of resistance art that runs through his production since the 1970s.


