Home Acervo Texto datilografado de Clemente Padin datado de 30 de maio de 1996, escrito em espanhol como resposta crítica a comentários da italiana Laura Aga Rossi sobre mail art e sobre o Inismo.

Texto datilografado de Clemente Padin datado de 30 de maio de 1996, escrito em espanhol como resposta crítica a comentários da italiana Laura Aga Rossi sobre mail art e sobre o Inismo.

Clemente Padín

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03460 - 30 de Maio de 1996 - Datiluscrito

33 x 22 cm

Texto datilografado de Clemente Padin datado de 30 de maio de 1996, escrito em espanhol como resposta crítica a comentários da italiana Laura Aga Rossi sobre mail art e sobre o Inismo. O documento tem o título Son los artistas correo estúpidos y reaccionarios e o subtítulo Hacia un horizonte de mierda. Padin parte de uma publicação da revista Bérénice, ano III, número 8 e 9, de novembro de 1995, na Itália, onde Laura Aga Rossi comenta o artigo de Padin T N T los aportes del Inismo a la Vanguardia Poética, publicado em Texturas, número 5, em 1996, em Vitória, Espanha. O texto reproduz uma longa passagem da crítica de Aga Rossi, na qual ela afirma que fazer mail art naquele momento significaria ser ignorante e reacionário, por considerar a prática ligada a grupos e contextos dos anos 1960 e 1970, já superados pela vanguarda. A crítica associa a arte postal a repetição, atraso, mau gosto, epigonismo e consumo burguês, defendendo que termos como visual, experimental e mail art já estariam ultrapassados por uma vanguarda autêntica. Na parte final visível, Padin pergunta o que os leitores pensam dos conceitos de Aga Rossi, informa que ela representa Gabriele Aldo Bertozzi, diretor da revista Bérénice e criador do Inismo, e convida os destinatários a responderem diretamente à revista em Pescara, Itália, solicitando também que enviem cópia da resposta para sua documentação em Montevidéu. O documento é importante para a história da mail art internacional porque registra uma polêmica teórica de 1996 sobre a validade da arte postal, sua relação com vanguarda, pós vanguarda, Inismo, experimentalismo, comunicação alternativa, redes de artistas e legitimidade crítica. A peça evidencia Clemente Padin como defensor da arte correio latino americana, não apenas como prática estética, mas como sistema de comunicação, troca, contestação, documentação e resistência frente à institucionalização e às disputas conceituais do campo artístico.\n\nMain text in English\nTyped text by Clemente Padin dated May 30, 1996, written in Spanish as a critical response to comments by the Italian critic Laura Aga Rossi about mail art and Inism. The document bears the title Are mail artists stupid and reactionary and the subtitle Toward a shitty horizon. Padin begins from an issue of the magazine Bérénice, year III, number 8 and 9, November 1995, Italy, in which Laura Aga Rossi comments on Padin article T N T the contributions of Inism to the poetic avant garde, published in Texturas, number 5, in 1996, in Vitoria, Spain. The text reproduces a long passage by Aga Rossi in which she states that making mail art at that moment would mean being ignorant and reactionary, since she considers the practice tied to groups and contexts of the 1960s and 1970s, already surpassed by the avant garde. The criticism associates postal art with repetition, delay, bad taste, epigonism and bourgeois consumption, arguing that terms such as visual, experimental and mail art had already been surpassed by an authentic avant garde. In the visible final section, Padin asks what readers think about Aga Rossi concepts, states that she represents Gabriele Aldo Bertozzi, director of the magazine Bérénice and creator of Inism, and invites recipients to respond directly to the magazine in Pescara, Italy, also asking them to send him a copy for possible documentation in Montevideo. The document is important for the history of international mail art because it records a theoretical controversy from 1996 about the validity of postal art, its relationship with avant garde, post avant garde, Inism, experimentalism, alternative communication, artist networks and critical legitimacy. The piece shows Clemente Padin as a defender of Latin American mail art, not only as an aesthetic practice, but as a system of communication, exchange, contestation, documentation and resistance against institutionalization and conceptual disputes within the artistic field.

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