Versão Brasil Meia Meia é um livro de artista criado por Almandrade em 1977 a partir de uma releitura crítica de Brasil 66, obra concebida por Wlademir Dias Pino em 1966.
Almandrade - Antonio Luiz M Andrade
02490 - 1977 - Livro de Artista
16 x 11,5 cm
Versão BR Meia Meia é um livro de artista criado por Almandrade em 1977 a partir de uma releitura crítica de Brasil 66, obra concebida por Wlademir Dias Pino em 1966. Utilizando recursos de tipografia, colagem, apropriação gráfica e poesia visual, o artista constrói uma narrativa fragmentada que desloca o projeto original para o contexto político, social e cultural da década de 1970. Marcas comerciais, referências à comunicação de massa, palavras isoladas e estruturas geométricas são reorganizadas em composições que questionam os mecanismos de poder, consumo e circulação da informação. A obra estabelece um diálogo direto com os princípios do Poema Processo, privilegiando a visualidade e a construção de sentidos por meio das relações entre signos. Ao reinterpretar um marco da poesia visual brasileira, Almandrade produz uma obra autônoma que amplia as possibilidades de leitura crítica da realidade contemporânea e reafirma a experimentação como instrumento de reflexão cultural.\n\nVersão BR Meia Meia is an artist book created by Almandrade in 1977 as a critical reinterpretation of Brasil 66, a work conceived by Wlademir Dias Pino in 1966. Through typography, collage, graphic appropriation and visual poetry, the artist constructs a fragmented narrative that relocates the original project into the political, social and cultural context of the 1970s. Commercial brands, references to mass communication, isolated words and geometric structures are reorganized into compositions that question mechanisms of power, consumption and information circulation. The work establishes a direct dialogue with the principles of the Poema Processo movement, emphasizing visuality and the construction of meaning through relationships between signs. By reinterpreting a landmark of Brazilian visual poetry, Almandrade creates an autonomous work that expands possibilities for critical readings of contemporary reality and reaffirms experimentation as a tool for cultural reflection


