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Balaio Incomun IX 662

Moacy Cirne

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02067 - 30 de Setembro de 1994 - Tecnica Mista

33 x 20,5 cm

Este exemplar do Balaio Incomun, organizado por Moacy Cirne no contexto da Comunicação/UFF, evidencia a dimensão político-poética que caracteriza a publicação em sua fase dos anos 1990, herdeira direta das estratégias de circulação independente consolidadas sob a censura das décadas de 1970 e 1980. Produzido em suporte simples, com aparência datilografada e reprodução em papel, o documento mantém sua vocação de panfleto intelectual e instrumento de rede.\O número apresenta composição híbrida, articulando texto de abertura em forma de poema-manifesto (#quot;ESTÁ CHEGANDO A HORA#quot;), seguido de citações e comentários atribuídos a Gilberto Dimenstein e Antonio Candido (citando Francisco Weffort), além de nota informativa sobre a circulação do número 628 do Balaio. Os conteúdos evidenciam forte engajamento político, combinando linguagem poética, crítica social e intervenção direta no debate público.\A publicação reafirma o Balaio Incomun como dispositivo de difusão de ideias, operando simultaneamente como arquivo, manifesto e plataforma de articulação cultural no Brasil contemporâneo.