Balaio incomun VII 488
Moacy Cirne
01957 - Rio de Janeiro, 12 de Maio de 1993 - Tecnica Mista
33 x 20,5 cm
Este exemplar do Balaio Incomum, editado por Moacy Cirne no contexto da Comunicação/UFF, apresenta o texto ensaístico #quot;QUEM TEM RAIVA DA VANGUARDA#quot;, estruturado em seções numeradas que articulam reflexão crítica sobre o conceito de vanguarda, sua historicidade e suas transformações. O documento discute a dissolução da noção tradicional de vanguarda e propõe sua reconfiguração no campo da transgressão estética e da experimentação.\O texto mobiliza referências explícitas a Álvaro de Sá, Ferreira Gullar, Duchamp, Wlademir Dias-Pino, Hélio Oiticica e Lygia Clark, situando o debate no interior das práticas artísticas do século XX. A argumentação contrapõe inovação formal e relevância estética, problematizando tanto o formalismo quanto a repetição vazia da novidade.\Inserido no contexto político-cultural que atravessa das décadas de 1970?80 ao início dos anos 1990, o documento evidencia o papel do Balaio Incomum como espaço de circulação crítica independente. Materialmente, trata-se de impresso datilografado de circulação restrita, característico das redes alternativas de produção e difusão de ideias.