Balaio Incomun VII 451
Moacy Cirne
01927 - Rio de Janeiro, 18 de Janeiro de 1993 - Tecnica Mista
33 x 20,2 cm
Este exemplar do Balaio Incomum, editado por Moacy Cirne no âmbito da Comunicação/UFF, apresenta uma composição textual datilografada estruturada em duas seções principais: uma coletânea de #quot;MÁXIMAS E MÍNIMAS DO BARÃO DE ITARARÉ (extraídas do Almanaque de 1955)#quot; e um poema atribuído a #quot;CHICO DOIDO DE CAICÓ#quot;. A primeira parte reúne enunciados breves de caráter irônico e crítico, operando como síntese de humor político e observação social, enquanto a segunda desenvolve um poema narrativo com linguagem coloquial e imagética.\Inserido na continuidade das redes independentes formadas nos anos 1970?80, em contexto de censura e circulação alternativa, o boletim reafirma sua função como dispositivo de difusão de repertórios culturais e pensamento crítico. Sua materialidade ? papel simples, datilografado, com organização direta ? evidencia uma produção de baixo custo voltada à circulação restrita. O Balaio Incomum atua, assim, como meio de articulação entre literatura, cultura popular e crítica social, consolidando-se como documento relevante das práticas experimentais e comunicacionais do período.