BALAI0 INCOMUM IV/(182)
Moacy Cirne
01810 - Niterói, 10 de outubro de 1989 - Tecnica Mista
33 x 20,5 cm
Este exemplar do Balaio Incomum, editado por Moacy Cirne no contexto da Comunicação/UFF, evidencia a articulação entre experimentação poética e intervenção crítica nas redes independentes de circulação cultural no Brasil dos anos 1980. Produzido em formato datilografado e de circulação restrita, o número reúne diferentes seções, incluindo #quot;|POEMAPOESIAPOEIA|#quot;, composta por arranjos tipográficos e sequências numéricas, e #quot;|POESIAPOEIAPOESIA|#quot;, com o texto #quot;Primeiro poema no vazio#quot;, atribuído a Carlos Pena Filho (com referência a #quot;Livro geral#quot;, 1959). O exemplar inclui ainda a seção #quot;|O ?BALAIO? ADVERTE:|#quot;, com enunciado de caráter político, e um bloco textual experimental identificado como #quot;|ZXCVBNI|#quot;, marcado por sequências aparentemente aleatórias de caracteres. A composição evidencia o cruzamento entre poesia visual, apropriação textual e comentário político, característico das práticas associadas ao Poema/Processo e às redes de comunicação alternativa. Como documento, o Balaio Incomum atua como dispositivo de circulação crítica, refletindo a materialidade precária e a potência discursiva das publicações independentes no período.