BALAIO INCOMUM III/(143)
Moacy Cirne
01784 - 30/3/1989 - Tecnica Mista
33 x 21,5 cm
Este exemplar do Balaio Incomum, produzido por Moacy Cirne no âmbito da Comunicação/UFF, evidencia a dimensão expandida da poesia experimental ao incorporar procedimentos gráficos e colagem visual. O documento, identificado como #quot;folha porreta#quot;, apresenta composição híbrida que articula fragmentos tipográficos, imagens recortadas e sobreposições, aproximando-se das práticas intersemióticas características das redes independentes dos anos 1970?80. Entre os elementos visíveis, destacam-se listas textuais, blocos gráficos e imagens apropriadas, incluindo referências visuais como #quot;Zumbi dos Palmares#quot;, além de assinaturas atribuídas a participantes (como Jonard Muniz de Britto e José Cláudio, conforme visível). A disposição fragmentária reforça a lógica de circulação em rede, onde o boletim opera como suporte de troca e experimentação coletiva. Inserido no contexto pós-ditadura, ainda atravessado por tensões culturais e disputas simbólicas, o Balaio Incomum reafirma seu papel como dispositivo de resistência e documentação das práticas alternativas da poesia e comunicação no Brasil.