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Marcos Silva

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Local de nascimento: Ntal Rio Grande no Norte

BIOGRAFIA EM PORTUGUÊSMarcos Silva foi artista visual brasileiro nascido em Natal, Rio Grande do Norte, vinculado às experiências de vanguarda desenvolvidas no Nordeste e integrante do núcleo histórico do Poema Processo em Natal. O documento curricular original preservado no acervo registra sua participação, em 1967, na IX Bienal de São Paulo e na Explo 02 Arte de Processo. Em 1968 registra trabalhos apresentados no Salão de Artistas Jovens e na Exposição Nacional de Arte Processo em Recife, além de declarar sua participação nas exposições processo do Grupo Nacional de Poema Processo. O mesmo documento identifica a obra Aliança, com dimensões de 50 x 70 cm e técnica de colagem e desenho. Essas informações constituem fonte primária para reconstruir sua atuação inicial na arte experimental brasileira.Marcos Silva participou diretamente do núcleo de artistas e poetas responsável pela apresentação pública do Poema Processo em Natal, em dezembro de 1967. Seu nome aparece entre os signatários do manifesto Poesia nova, processo novo: 8 pontos, publicado no contexto da exposição Explo 02 Arte de Processo. O documento programático foi também assinado por Anchieta Fernandes, Dailor Varela, Falves Silva, Fernando Pimenta, Frederico Marcos, Moacy Cirne, Nei Leandro de Castro, Ribamar Gurgel e Sanderson Negreiros. O manifesto defendia novos processos informacionais, a concretude da linguagem, a participação ativa do público e a expansão do poema para objetos, cartazes, filmes e outras estruturas de comunicação.A Explo 02 constituiu um marco da atuação de Marcos Silva. Realizada no Museu de Arte e História do Rio Grande do Norte, conhecido como Sobradinho e posteriormente Museu Café Filho, em Natal, a exposição pertence ao momento inaugural do Poema Processo. Estudos históricos relacionam Marcos Silva diretamente ao grupo natalense e às experiências que deslocaram a poesia de uma estrutura exclusivamente verbal para um campo visual, objetual, participativo e intermedia.Entre os trabalhos associados a esse primeiro momento encontra se Vi(r)Ver, obra mencionada pela historiografia do Poema Processo como exemplo da ampliação dos processos visuais para experiências ópticas e cinéticas. A obra empregava um dispositivo elétrico de pisca pisca e explorava o coeficiente de dilatação de um bimetal. Esse procedimento evidencia uma característica central da produção de Marcos Silva no período, a investigação da obra como processo variável, combinando estrutura visual, matéria, eletricidade, movimento e transformação.A presença de Marcos Silva no Poema Processo não se restringiu à participação em exposições. Anchieta Fernandes recordou posteriormente que Marcos Silva, Dailor Varela e ele próprio chegaram a propor a denominação programações processo como alternativa ao termo Poema Processo. A sugestão procurava radicalizar a ruptura com a classificação literária, pois os integrantes entendiam que parte das experiências desenvolvidas já ultrapassava o conceito convencional de poema. A denominação não foi adotada nacionalmente, mas o episódio documenta a participação de Marcos Silva nos debates conceituais internos do movimento.Em 1968 sua atuação se estendeu a Pernambuco. A documentação acadêmica registra uma exposição individual de Marcos Silva na Galeria Varanda, em Olinda, no contexto da Exposição Nacional de Arte de Processo. Uma entrevista publicada pelo Jornal do Commercio em 16 de abril de 1968 registrou que o artista situava sua trajetória de experimentação desde 1963 e 1964 e reconhecia, naquele momento, forte interesse pelo polimaterialismo e pelos objetos ambientes, relacionando sua pesquisa a referências como Lina Bo Bardi, Lygia Clark, Waldemar Cordeiro e Hélio Oiticica.A exposição individual na Galeria Varanda adquiriu importância também no contexto das vanguardas nordestinas porque sua inauguração, em abril de 1968, foi escolhida para a apresentação do primeiro manifesto tropicalista nordestino. A convergência entre a exposição de arte processo de Marcos Silva e essa manifestação tropicalista evidencia a circulação das experiências de Poema Processo entre Natal, Recife e Olinda e sua proximidade com debates culturais mais amplos do período.O documento apresentado pelo acervo acrescenta outra informação relevante ao registrar que Marcos Silva participou da IX Bienal de São Paulo em 1967. A mesma fonte relaciona em sequência sua presença na Explo 02, sua produção apresentada em eventos de artistas jovens em 1968 e sua participação na Exposição Nacional de Arte Processo em Recife. Por ser um registro curricular de época associado ao próprio artista, esse documento possui especial valor para a reconstrução de sua cronologia.A obra Aliança, identificada nesse documento, mede 50 x 70 cm e utiliza colagem e desenho. A ficha demonstra que Marcos Silva empregava procedimentos de composição material e gráfica paralelamente às experiências ópticas, cinéticas e ambientais registradas em outras fontes. Assim, sua produção documentada no final da década de 1960 reúne desenho, colagem, experimentação gráfica, componentes elétricos, movimento e objetos ambientes, articulando diferentes meios em torno da ideia de processo.Sua participação nas exposições do Grupo Nacional de Poema Processo, conforme declaração presente no documento original, situa Marcos Silva dentro da circulação nacional do movimento e não apenas como participante episódico da exposição inaugural de Natal. O Poema Processo desenvolveu se como uma rede de artistas e poetas articulada entre Rio de Janeiro, Natal, Recife, Minas Gerais, Paraíba e outros centros, com exposições, manifestos, publicações e ações públicas.Marcos Silva deve, portanto, ser registrado historicamente como artista ligado à formação do Poema Processo no Rio Grande do Norte, participante da Explo 02 de 1967, signatário do manifesto Poesia nova, processo novo: 8 pontos e produtor de trabalhos que investigavam colagem, desenho, processos gráficos, objetos, movimento e sistemas elétricos. Sua trajetória documentada entre 1967 e 1968 permite relacioná lo diretamente à poesia visual, à arte de processo, à experimentação intermedia e às vanguardas nordestinas que procuraram ultrapassar as fronteiras tradicionais entre poesia, artes visuais, design, tecnologia e comunicação.

English

BIOGRAPHY IN ENGLISHMarcos Silva was a Brazilian visual artist born in Natal, Rio Grande do Norte, associated with the avant garde experiments developed in northeastern Brazil during the 1960s and with the historical Natal nucleus of Poema Processo. An original curriculum document preserved in the archive records his participation in the IX Bienal de São Paulo and in Explo 02 Arte de Processo in 1967. For 1968, it records works exhibited at a young artists salon and at the Exposição Nacional de Arte Processo in Recife, while also stating that he participated in the process exhibitions organized by the Grupo Nacional de Poema Processo. The same document identifies the work Aliança, measuring 50 x 70 cm and executed in collage and drawing. These records provide primary documentary evidence for reconstructing his early activity within Brazilian experimental art.Marcos Silva participated directly in the group of artists and poets responsible for the public presentation of Poema Processo in Natal in December 1967. His name appears among the signatories of the manifesto Poesia nova, processo novo: 8 pontos, published in connection with the exhibition Explo 02 Arte de Processo. The programmatic document was also signed by Anchieta Fernandes, Dailor Varela, Falves Silva, Fernando Pimenta, Frederico Marcos, Moacy Cirne, Nei Leandro de Castro, Ribamar Gurgel and Sanderson Negreiros. The manifesto advocated new informational processes, the concreteness of language, active audience participation and the expansion of the poem toward objects, posters, films and other structures of communication.Explo 02 constituted a central event in Marcos Silva's early career. Held at the Museu de Arte e História do Rio Grande do Norte, known as the Sobradinho and later as Museu Café Filho, in Natal, the exhibition belongs to the inaugural phase of Poema Processo. Historical studies directly associate Marcos Silva with the Natal group and with experiments that moved poetry beyond exclusively verbal structures toward visual, object based, participatory and intermedia practices.Among the works associated with this first period is Vi(r)Ver, identified in the historiography of Poema Processo as an example of the expansion of visual processes into optical and kinetic experimentation. The work incorporated an electrical blinking device and explored the coefficient of expansion of a bimetallic element. This procedure reveals a central aspect of Marcos Silva's production during the period, the investigation of the artwork as a variable process combining visual structure, material, electricity, movement and transformation.Marcos Silva's involvement with Poema Processo was not limited to exhibition participation. Anchieta Fernandes later recalled that Marcos Silva, Dailor Varela and Fernandes himself proposed the term programações processo as an alternative designation for Poema Processo. Their proposal sought to radicalize the break with literary classification because they believed that many of their experiments had already exceeded the conventional definition of a poem. Although the name was not adopted nationally, the episode documents Marcos Silva's participation in the conceptual debates surrounding the movement.In 1968 his activities extended to Pernambuco. Academic documentation records a solo exhibition by Marcos Silva at Galeria Varanda in Olinda within the context of the Exposição Nacional de Arte de Processo. An interview published by Jornal do Commercio on April 16, 1968 stated that the artist traced his experimental practice back to 1963 and 1964 and that his work at that time reflected a strong interest in polymaterialism and environmental objects, relating his research to references such as Lina Bo Bardi, Lygia Clark, Waldemar Cordeiro and Hélio Oiticica.The solo exhibition at Galeria Varanda also acquired significance in the context of northeastern Brazilian avant gardes because its opening in April 1968 was selected for the presentation of the first northeastern Tropicalist manifesto. The convergence between Marcos Silva's process art exhibition and this Tropicalist manifestation demonstrates the circulation of Poema Processo experiments among Natal, Recife and Olinda and their connections with broader cultural debates of the period.The archival document supplied for this record provides another significant piece of information by stating that Marcos Silva participated in the IX Bienal de São Paulo in 1967. The same source subsequently records his participation in Explo 02, the presentation of his works in young artists events in 1968 and his involvement in the Exposição Nacional de Arte Processo in Recife. As a period curriculum document directly associated with the artist, it has particular documentary value for reconstructing his chronology.The work Aliança, identified in the document, measures 50 x 70 cm and employs collage and drawing. This record demonstrates that Marcos Silva used material and graphic compositional procedures alongside the optical, kinetic and environmental experiments documented in other sources. His documented production during the late 1960s therefore encompasses drawing, collage, graphic experimentation, electrical components, movement and environmental objects, bringing different media together through the concept of process.The statement in the original document that Marcos Silva participated in the exhibitions of the Grupo Nacional de Poema Processo places him within the national circulation of the movement rather than identifying him only as a participant in the inaugural Natal exhibition. Poema Processo developed as a network of artists and poets connecting Rio de Janeiro, Natal, Recife, Minas Gerais, Paraíba and other centers through exhibitions, manifestos, publications and public actions.Marcos Silva should therefore be historically documented as an artist associated with the formation of Poema Processo in Rio Grande do Norte, a participant in Explo 02 in 1967, a signatory of Poesia nova, processo novo: 8 pontos and a producer of works investigating collage, drawing, graphic processes, objects, movement and electrical systems. His documented activity between 1967 and 1968 directly connects him with visual poetry, process art, intermedia experimentation and the northeastern Brazilian avant gardes that sought to move beyond conventional boundaries separating poetry, visual arts, design, technology and communication.

Currículo

CURRÍCULO EM PORTUGUÊSIDENTIFICAÇÃONome principal: Marcos SilvaNome registrado nas fontes: Marcos SilvaLocal de nascimento: Natal, Rio Grande do Norte, BrasilData de nascimento: não localizada nas fontes consultadasNacionalidade: brasileiraÁreas de atuação documentadas: artes visuais, arte de processo, colagem, desenho, experimentação gráfica, experiências ópticas e cinéticas, objetos e práticas intermediaMovimento: Poema ProcessoGrupo relacionado: Grupo Nacional de Poema ProcessoNúcleo histórico: Natal, Rio Grande do NortePeríodo de atividade confirmado nesta pesquisa: pelo menos desde o início da década de 1960, com atuação documentalmente estabelecida entre 1967 e 1968O documento curricular apresentado registra explicitamente que Marcos Silva nasceu em Natal, participou da IX Bienal de São Paulo e da Explo 02 em 1967 e, em 1968, apresentou trabalhos em salão de artistas jovens e na Exposição Nacional de Arte Processo em Recife. Registra também participação nas exposições processo do Grupo Nacional de Poema Processo.INÍCIO DAS PESQUISAS ARTÍSTICAS1963 a 1964Em entrevista publicada posteriormente em abril de 1968, Marcos Silva situou o início de suas experiências artísticas no biênio 1963 e 1964. O registro jornalístico é citado em pesquisa acadêmica sobre as vanguardas nordestinas.MOVIMENTOS, GRUPOS E COLETIVOS1967Poema ProcessoMarcos Silva integrou o núcleo de Natal responsável pela apresentação inaugural do movimento e foi um dos signatários do manifesto Poesia nova, processo novo: 8 pontos.1967 em dianteGrupo Nacional de Poema ProcessoO documento curricular original afirma que Marcos Silva participava das exposições processo do grupo nacional.Sem data precisaProgramações processoAnchieta Fernandes registrou que ele, Dailor Varela e Marcos Silva propuseram o nome programações processo como alternativa a Poema Processo, buscando ampliar a definição das experiências para além do campo convencional da poesia.BIENAIS, SALÕES E FESTIVAIS1967IX Bienal de São PauloCidade: São PauloEstado: São PauloPaís: BrasilTipo de participação: participação registrada no currículo original de Marcos SilvaInformações sobre obra apresentada: não localizadas com segurança nas fontes consultadas1968Salão de Artistas JovensParticipação com trabalhos expostos registrada no documento curricular originalInstituição e cidade: não identificadas com segurança no documento analisadoEXPOSIÇÕES COLETIVAS1967Explo 02 Arte de ProcessoInstituição: Museu de Arte e História do Rio Grande do Norte, Sobradinho, atual Museu Café FilhoCidade: NatalEstado: Rio Grande do NortePaís: BrasilPeríodo: dezembro de 1967Tipo de participação: artista participante e signatário do manifesto Poesia nova, processo novo: 8 pontosOutros participantes documentados incluem Anchieta Fernandes, Dailor Varela, Falves Silva, Fernando Pimenta, Frederico Marcos, Moacy Cirne, Nei Leandro de Castro, Ribamar Gurgel e Sanderson Negreiros.1968Exposição Nacional de Arte ProcessoLocalização vinculada à documentação: Recife e região metropolitana de PernambucoTipo de participação: trabalhos expostos segundo currículo originalA documentação acadêmica registra a Exposição Nacional de Arte de Processo na Galeria Varanda, em Olinda, reunindo artistas de diferentes núcleos do movimento.1967 em dianteExposições processo do Grupo Nacional de Poema ProcessoO documento curricular declara participação de Marcos Silva nas exposições promovidas pelo grupo nacional. A individualização de todas essas exposições não pôde ser estabelecida somente com as fontes consultadas.EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS1968Exposição individual de Marcos SilvaGaleria VarandaCidade: OlindaEstado: PernambucoPaís: BrasilData associada à abertura: abril de 1968Documentação jornalística citada: Jornal do Commercio, 16 de abril de 1968, em texto sobre a exposição de arte processo de Marcos SilvaContexto: integrada ao ambiente da Exposição Nacional de Arte de Processo e relacionada à apresentação do primeiro manifesto tropicalista nordestino.OBRAS DOCUMENTADASAliançaData: não identificada no documento apresentadoDimensões: 50 x 70 cmTécnica: colagem e desenhoFonte: ficha curricular e de envio de obra apresentada no acervoA ficha reúne no mesmo suporte dados biográficos resumidos, currículo expositivo, título, dimensões e técnica da obra.Vi(r)VerData: contexto de 1967Movimento: Poema ProcessoTipo: experiência visual, óptica e cinéticaProcedimento documentado: utilização de pisca pisca elétrico e aplicação do princípio de dilatação de bimetalA obra aparece na historiografia como uma das produções de destaque da fase inaugural do Poema Processo em Natal.RelógiosData não determinada com precisão nas fontes consultadasAutoria relacionada: Marcos Silva e Joel CarvalhoTipo: música processoProcedimento: utilização do ruído produzido por numerosos despertadoresLocal/contexto: festival de música no Palácio dos Esportes, NatalA experiência é registrada como exemplo da extensão dos princípios de processo ao campo sonoro.MANIFESTOS E DOCUMENTOS HISTÓRICOS1967Poesia nova, processo novo: 8 pontosTipo: manifesto programa relacionado à Explo 02Cidade: NatalEstado: Rio Grande do NorteMarcos Silva figura entre os signatários ao lado de Anchieta Fernandes, Dailor Varela, Falves Silva, Fernando Pimenta, Frederico Marcos, Moacy Cirne, Nei Leandro de Castro, Ribamar Gurgel e Sanderson Negreiros. O documento afirma a autonomia conceitual da poesia de processo, a importância dos processos informacionais, a participação ativa do público e a possibilidade de uma arte de processo fundamentada nos mesmos princípios.POÉTICA E PROCEDIMENTOSEm 1968 Marcos Silva descreveu uma fase de sua produção marcada pelo interesse em polimaterialismo e objetos ambientes. Pesquisa acadêmica que reproduz a referência jornalística aproxima esse momento das experiências de Lina Bo Bardi, Lygia Clark, Waldemar Cordeiro e Hélio Oiticica como referências citadas no contexto da entrevista.Sua produção documentada reúne colagem, desenho, experimentação visual, estruturas ópticas e cinéticas, componentes elétricos, objetos ambientes e experiências sonoras. Esses procedimentos são coerentes com o princípio do Poema Processo de privilegiar processos de transformação, versões, participação, materialidade e comunicação em lugar de uma estrutura poética fixa.RELAÇÕES ARTÍSTICAS DOCUMENTADASAnchieta FernandesDailor VarelaFalves SilvaFernando PimentaFrederico MarcosMoacy CirneNei Leandro de CastroRibamar GurgelSanderson NegreirosJoel CarvalhoWlademir Dias PinoÁlvaro de SáNeide de SáAs relações possuem diferentes naturezas e graus de documentação. Os primeiros nomes aparecem diretamente associados ao núcleo de Natal e ao manifesto de 1967. Joel Carvalho está relacionado à experiência sonora Relógios. Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá e Neide de Sá integram a rede nacional do Poema Processo com a qual o núcleo potiguar se articulava.CRONOLOGIA1963 a 1964Marcos Silva situa retrospectivamente nesse período o início de suas experiências artísticas.1967Participação registrada na IX Bienal de São Paulo.1967Integra o núcleo de Natal do Poema Processo.1967Participa da Explo 02 Arte de Processo em Natal.1967Assina o manifesto Poesia nova, processo novo: 8 pontos.1967A obra Vi(r)Ver integra a documentação histórica da fase inicial do movimento e utiliza mecanismo elétrico ligado a uma experiência óptica e cinética.1968O documento curricular registra trabalhos expostos em salão de artistas jovens.1968Participação registrada na Exposição Nacional de Arte Processo em Pernambuco.Abril de 1968Exposição individual na Galeria Varanda, Olinda. A documentação jornalística registra sua pesquisa em polimaterialismo e objetos ambientes.Abril de 1968A exposição de Marcos Silva na Galeria Varanda relaciona se ao lançamento do primeiro manifesto tropicalista nordestino.Período posterior não determinadoParticipação em exposições do Grupo Nacional de Poema Processo, conforme currículo original.ARQUIVOS E DOCUMENTAÇÃOAcervo Poema ProcessoDocumento preservado: ficha curricular e formulário relacionado ao envio ou apresentação de obraArtista: Marcos SilvaObra documentada: AliançaDimensões: 50 x 70 cmTécnica: colagem e desenhoConteúdo documental: breve currículo de Marcos Silva, referências à IX Bienal de São Paulo, Explo 02 Arte de Processo, eventos de 1968, Exposição Nacional de Arte Processo e participação nas exposições do Grupo Nacional de Poema Processo.BIBLIOGRAFIA E FONTES SELECIONADASDocumento curricular original de Marcos Silva com registro da obra Aliança, 50 x 70 cm, colagem e desenho, Acervo Poema Processo.Poesia nova, processo novo: 8 pontos, manifesto publicado no catálogo da Explo 02, Natal, 1967.Fernandes, Anchieta. Registros históricos sobre a Explo 02, a formação do Poema Processo em Natal e a participação de Marcos Silva.Pesquisa acadêmica da Universidade Federal de Pernambuco sobre vanguardas culturais nordestinas e a exposição de Marcos Silva na Galeria Varanda em 1968.

English

CURRICULUM IN ENGLISHIDENTIFICATIONMain name: Marcos SilvaName recorded in the sources: Marcos SilvaPlace of birth: Natal, Rio Grande do Norte, BrazilDate of birth: not located in the sources consultedNationality: BrazilianDocumented fields of activity: visual arts, process art, collage, drawing, graphic experimentation, optical and kinetic experimentation, objects and intermedia practicesMovement: Poema ProcessoRelated group: Grupo Nacional de Poema ProcessoHistorical nucleus: Natal, Rio Grande do NorteConfirmed period of activity in this research: at least from the early 1960s, with documentary evidence established for 1967 and 1968The original curriculum document records that Marcos Silva was born in Natal, participated in the IX Bienal de São Paulo and Explo 02 in 1967 and, in 1968, exhibited works in a young artists salon and in the Exposição Nacional de Arte Processo in Recife. It also records his participation in the process exhibitions of the Grupo Nacional de Poema Processo.EARLY ARTISTIC RESEARCH1963 to 1964In an interview published in April 1968, Marcos Silva retrospectively located the beginning of his artistic experimentation in the years 1963 and 1964. The newspaper source is documented in academic research on the northeastern Brazilian avant gardes.MOVEMENTS, GROUPS AND COLLECTIVES1967Poema ProcessoMarcos Silva belonged to the Natal group involved in the inaugural presentation of the movement and was a signatory of Poesia nova, processo novo: 8 pontos.From 1967Grupo Nacional de Poema ProcessoThe original curriculum document states that Marcos Silva participated in the process exhibitions organized by the national group.Date not precisely establishedProgramações processoAnchieta Fernandes later recorded that he, Dailor Varela and Marcos Silva proposed programações processo as an alternative name for Poema Processo in an attempt to extend the definition of their experiments beyond the conventional field of poetry.BIENNIALS, ART SALONS AND FESTIVALS1967IX Bienal de São PauloCity: São PauloState: São PauloCountry: BrazilParticipation: recorded in Marcos Silva's original curriculumWork exhibited: not securely identified in the sources consulted1968Young Artists SalonParticipation with exhibited works recorded in the original curriculum documentInstitution and city: not securely identified from the document analyzedGROUP EXHIBITIONS1967Explo 02 Arte de ProcessoInstitution: Museu de Arte e História do Rio Grande do Norte, Sobradinho, later Museu Café FilhoCity: NatalState: Rio Grande do NorteCountry: BrazilPeriod: December 1967Participation: exhibiting artist and signatory of Poesia nova, processo novo: 8 pontosOther documented participants include Anchieta Fernandes, Dailor Varela, Falves Silva, Fernando Pimenta, Frederico Marcos, Moacy Cirne, Nei Leandro de Castro, Ribamar Gurgel and Sanderson Negreiros.1968Exposição Nacional de Arte ProcessoLocation associated with the documentation: Recife and the metropolitan region of PernambucoParticipation: works exhibited according to the original curriculumAcademic documentation records the Exposição Nacional de Arte de Processo at Galeria Varanda in Olinda with artists from several nuclei of the movement.From 1967Process exhibitions of the Grupo Nacional de Poema ProcessoThe original curriculum states that Marcos Silva participated in exhibitions promoted by the national group. A complete individual identification of these exhibitions could not be established from the sources consulted.SOLO EXHIBITIONS1968Solo exhibition by Marcos SilvaGaleria VarandaCity: OlindaState: PernambucoCountry: BrazilOpening period: April 1968Related newspaper documentation: Jornal do Commercio, April 16, 1968Context: associated with the environment of the Exposição Nacional de Arte de Processo and with the presentation of the first northeastern Tropicalist manifesto.DOCUMENTED WORKSAliançaDate: not identified in the supplied documentDimensions: 50 x 70 cmTechnique: collage and drawingSource: curriculum and artwork submission document preserved in the archiveThe document combines brief biographical information, exhibition history, title, dimensions and technique of the work.Vi(r)VerDate: context of 1967Movement: Poema ProcessoType: visual, optical and kinetic experimentDocumented procedure: electrical blinking mechanism and application of the principle of expansion of a bimetallic elementThe work appears in the historiography as one of the significant productions of the inaugural phase of Poema Processo in Natal.RelógiosExact date not established in the sources consultedRelated authorship: Marcos Silva and Joel CarvalhoType: process musicProcedure: sound generated by numerous alarm clocksLocation and context: music festival at Palácio dos Esportes, NatalThe experiment is documented as an example of the extension of process principles into sound.MANIFESTOS AND HISTORICAL DOCUMENTS1967Poesia nova, processo novo: 8 pontosType: manifesto and program associated with Explo 02City: NatalState: Rio Grande do NorteMarcos Silva appears among the signatories together with Anchieta Fernandes, Dailor Varela, Falves Silva, Fernando Pimenta, Frederico Marcos, Moacy Cirne, Nei Leandro de Castro, Ribamar Gurgel and Sanderson Negreiros. The document emphasizes informational processes, active public participation and the possibility of a process art based on the same principles as process poetry.ARTISTIC PRACTICE AND PROCEDURESIn 1968 Marcos Silva described a phase of his production characterized by an interest in polymaterialism and environmental objects. Academic research reproducing the contemporary newspaper reference connects this moment with discussions involving Lina Bo Bardi, Lygia Clark, Waldemar Cordeiro and Hélio Oiticica.His documented production encompasses collage, drawing, visual experimentation, optical and kinetic structures, electrical components, environmental objects and sound experiments. These procedures correspond to the Poema Processo emphasis on transformation, versions, participation, materiality and communication rather than a fixed poetic structure.DOCUMENTED ARTISTIC RELATIONSHIPSAnchieta FernandesDailor VarelaFalves SilvaFernando PimentaFrederico MarcosMoacy CirneNei Leandro de CastroRibamar GurgelSanderson NegreirosJoel CarvalhoWlademir Dias PinoÁlvaro de SáNeide de SáThese relationships have different documentary contexts. The first group is directly associated with the Natal nucleus and the 1967 manifesto. Joel Carvalho is associated with the sound experiment Relógios. Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá and Neide de Sá belonged to the broader national Poema Processo network with which the Natal group interacted.CHRONOLOGY1963 to 1964Marcos Silva later identified this period as the beginning of his artistic experimentation.1967Participation recorded in the IX Bienal de São Paulo.1967Member of the Natal nucleus of Poema Processo.1967Participation in Explo 02 Arte de Processo in Natal.1967Signatory of Poesia nova, processo novo: 8 pontos.1967Vi(r)Ver appears in the historical documentation of the movement's inaugural phase and employed an electrical mechanism in an optical and kinetic experiment.1968The original curriculum records works exhibited in a young artists salon.1968Participation recorded in the Exposição Nacional de Arte Processo in Pernambuco.April 1968Solo exhibition at Galeria Varanda in Olinda. Contemporary documentation records his research into polymaterialism and environmental objects.April 1968Marcos Silva's exhibition at Galeria Varanda was associated with the presentation of the first northeastern Tropicalist manifesto.Later period not precisely establishedParticipation in exhibitions of the Grupo Nacional de Poema Processo according to the original curriculum.ARCHIVES AND DOCUMENTARY FONDSAcervo Poema ProcessoPreserved documentation: curriculum and artwork submission recordArtist: Marcos SilvaDocumented work: AliançaDimensions: 50 x 70 cmTechnique: collage and drawingDocumentary content: brief curriculum of Marcos Silva, references to the IX Bienal de São Paulo, Explo 02 Arte de Processo, events in 1968, Exposição Nacional de Arte Processo and participation in the exhibitions of the Grupo Nacional de Poema Processo.SELECTED BIBLIOGRAPHYOriginal Marcos Silva curriculum document recording the work Aliança, 50 x 70 cm, collage and drawing, Acervo Poema Processo.Poesia nova, processo novo: 8 pontos, manifesto published in connection with Explo 02, Natal, 1967.Historical records by Anchieta Fernandes concerning Explo 02, the formation of Poema Processo in Natal and the participation of Marcos Silva.Academic research from the Universidade Federal de Pernambuco documenting Marcos Silva's exhibition at Galeria Varanda and his experimental practice in 1968.