Romulo de La Cruz - Peru
Rómulo de la Cruz é um artista e poeta visual identificado como peruano em registros relacionados à poesia experimental, à arte postal e às redes internacionais de circulação artística. Seu nome também aparece grafado como Romulo de La Cruz e ROMULO DE LA CRUZ. As fontes públicas localizadas não informam seu nome civil completo, data e local de nascimento, formação, professores, instituições de ensino, data de falecimento ou trajetória profissional fora do campo artístico. A documentação disponível permite confirmar sua presença no circuito da poesia visual latino americana e a existência de pelo menos uma obra preservada no acervo do site poemaprocesso.com.br.A produção de Rómulo de la Cruz deve ser compreendida no contexto da poesia visual, modalidade experimental em que letras, palavras, sinais, imagens, espaços vazios e estruturas gráficas participam conjuntamente da construção do sentido. Nesse campo, a leitura deixa de obedecer exclusivamente à sequência tradicional do texto e passa a depender também da disposição espacial, da tipografia, da imagem e das relações entre elementos verbais e visuais.O principal registro público localizado associa Rómulo de la Cruz ao Peru e o apresenta ao lado de César Toro Montalvo em uma relação internacional de participantes vinculados à arte postal, à poesia visual e à poesia sonora. Essa relação fazia parte da documentação de uma programação realizada entre 12 e 21 de novembro de 2008 no Centro de Convenções da Universidade de Fortaleza, no Brasil. A mostra ocupou a Sala Antonio Girão Barroso e teve curadoria de Paulo Bruscky. O programa também incluiu o debate Diálogos entre Arte Postal e Poesia Visual, com Francisco Paco Aliseda, Clemente Padín, Fernando Aguiar e mediação de Paulo Bruscky.Na relação internacional de artistas dessa programação, o Peru foi representado por César Toro Montalvo e Rómulo de la Cruz. A lista também reuniu nomes fundamentais das vanguardas experimentais latino americanas e internacionais, entre eles Clemente Padín, Jorge Caraballo, Guillermo Deisler, Edgardo Antonio Vigo, Horacio Zabala, Felipe Ehrenberg, Ulises Carrión, Paulo Bruscky, Falves Silva, Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá e Neide de Sá. A presença de Rómulo de la Cruz nesse conjunto constitui uma evidência documental importante de sua inserção em um circuito transnacional de poesia visual e arte postal.O contexto curatorial da exposição de Fortaleza aproximava poesia visual, poesia sonora, arte postal e práticas experimentais. A documentação histórica apresentada pela organização situava o Poema Processo, iniciado publicamente em 1967 a partir das pesquisas de Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá e outros participantes, como uma das experiências decisivas para a transformação da palavra em estrutura visual e para a ampliação do poema para novos suportes. O mesmo texto relacionava o desenvolvimento posterior dessas experiências à poesia inobjetal, à poesia holográfica, à poesia virtual e à mail art.A participação de Rómulo de la Cruz em uma mostra com esse enquadramento permite situá lo historicamente junto às redes latino americanas de experimentação poética. Entretanto, não foram localizadas fontes que comprovem sua participação formal no movimento Poema Processo, sua adesão a manifestos específicos ou uma colaboração direta com Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide de Sá ou Moacy Cirne. Sua relação com o movimento deve ser descrita como uma aproximação de linguagem e de contexto expositivo, não como filiação confirmada.O acervo do site poemaprocesso.com.br registra Rómulo de la Cruz como autor de uma obra. Esse registro demonstra que sua produção circulou e foi preservada em uma coleção brasileira dedicada ao Poema Processo, à poesia visual, à arte postal e às vanguardas experimentais. A obra presente no acervo constitui atualmente uma fonte primária essencial para o estudo do artista, especialmente diante da escassez de documentação biográfica e bibliográfica disponível publicamente.Não foram localizados, nas fontes consultadas, títulos confirmados de livros, livros de artista, revistas próprias, manifestos, exposições individuais, outras exposições coletivas, prêmios, bolsas, residências, atividades docentes, entrevistas, textos críticos ou obras em museus públicos atribuíveis com segurança a Rómulo de la Cruz. Também não foi possível confirmar que ele seja a mesma pessoa que Rómulo Francisco De la Cruz Moreno, educador, empresário e editor peruano ligado à Asociación Educativa Santo Domingo, El Apóstol e à SDA Editores. As fontes recentes identificam Rómulo Francisco De la Cruz Moreno como diretor de instituição educacional e fundador de uma editora, mas não apresentam documentação suficiente para relacioná lo ao artista participante da rede de poesia visual.A distinção entre essas identidades é necessária porque o nome Rómulo de la Cruz possui ocorrências referentes a diferentes pessoas no Peru e em outros países. Até que uma assinatura, endereço, carta, currículo, catálogo, fotografia, documento de identidade artística ou registro de proveniência estabeleça essa correspondência, não se deve incorporar ao artista a trajetória educacional e editorial de Rómulo Francisco De la Cruz Moreno.A importância histórica atualmente comprovada de Rómulo de la Cruz reside em sua presença documental no campo da poesia visual peruana, em sua inclusão em uma exposição internacional curada por Paulo Bruscky no Brasil e na preservação de uma de suas obras em um acervo dedicado à arte experimental latino americana. Esses registros indicam que sua produção ultrapassou o contexto local peruano e alcançou circuitos brasileiros de coleção, exposição e pesquisa.Seu legado ainda necessita de investigação documental aprofundada. Cartas, envelopes, obras assinadas, fichas de inscrição, catálogos, listas de participantes e documentos de proveniência poderão esclarecer sua identidade, seu período de atividade, suas relações com César Toro Montalvo e outros poetas peruanos, além de sua participação em redes de arte postal. No estado atual da pesquisa, Rómulo de la Cruz deve ser apresentado como artista e poeta visual peruano ativo em circuitos de poesia experimental e intercâmbio internacional, com atividade comprovada pelo menos até 2008 e com obra preservada no Brasil.
