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POEMA PROCESSO 2

Local de nascimento: Rio de Janeiro

Data de nascimento: maio de 1969

Processo 2, publicação coletiva experimental coordenada por Lara Lemos e Neide de Sá, Rio de Janeiro, maio de 1969, vinculada ao movimento Poema Processo e composta por textos teóricos, poemas visuais, proposições gráficas, colagens e intervenções com materiais incorporados ao papel. O conjunto foi acondicionado em envelope de papel pardo com a inscrição Processo, a identificação das coordenadoras Lara Lemos e Neide de Sá e o endereço Rua Pompeu Loureiro 111, apartamento 301, zona postal 37, Rio de Janeiro, Guanabara, Brasil. O texto de apresentação afirma que o poema somente pode existir liberto de uma estrutura de consumo previamente estabelecida e destaca o ato de criar, a destruição do objeto utilitário, a permanência do significado vivo, a consciência crítica e o valor humano. O documento também declara que linguagem é consciência prática e propõe um novo meio de comunicação universal entre diferentes códigos e realidades por meio do processo. A publicação apresenta poemas em processo de Pedro Bertolino, de Florianópolis, Santa Catarina, Hugo Mund Júnior, de Rio Claro, São Paulo, e José de Arimathéa Soares Carvalho, de Pirapora, Minas Gerais. O trabalho de Pedro Bertolino é relacionado à leitura do cotidiano, à transformação do objeto usual em signo e à codificação da linguagem da realidade. Entre suas proposições aparece um poema verbal construído por oposições entre ser e não ser, esmola e miséria, chave e key, com equivalentes em português e inglês. Outras páginas apresentam pequenos fragmentos de tecido com padronagem geométrica fixados ao suporte e uma lâmina de barbear incorporada sobre uma área de tecido ou papel estampado, convertendo objetos industriais e materiais cotidianos em elementos ativos do poema. A participação de Hugo Mund Júnior discute o ego, o singular e o múltiplo, o gráfico e o produzido, além das escrituras entendidas como código individual limitado pelos repertórios e como código social transformado ou destruído pelos ruídos. Uma de suas composições organiza círculos progressivamente menores e silhuetas humanas, estabelecendo relações entre indivíduo, repetição, escala e espaço. Outra página apresenta uma imagem fotográfica impressa com um rosto feminino destacado diante de uma multidão, acompanhada da palavra Escrituras. O carimbo circular Felicitações de Hugo Mund Júnior confirma a autoria ou a inserção de sua contribuição no conjunto. José de Arimathéa Soares Carvalho é apresentado por meio da obra Fome, poema visual que articula as palavras mundo, homem, fome e morte com quadrados, retângulos, círculos e uma forma direcional. A sequência reduz o mundo ao homem, transforma a fome em crescimento progressivo e conduz visualmente à morte, constituindo uma crítica social sobre desigualdade, miséria, desumanização e violência estrutural. O texto introdutório associa sua proposta ao código variável em oposição ao código estático e define o poema como código em desenvolvimento, resultante de uma ação simultânea e recíproca. Processo 2 constitui documento fundamental para o estudo do Poema Processo no Brasil, da poesia visual brasileira, da poesia experimental, do livro de artista, da publicação em envelope, da arte participativa, da incorporação de objetos cotidianos ao campo poético e das redes formadas por Lara Lemos, Neide de Sá, Pedro Bertolino, Hugo Mund Júnior e José de Arimathéa Soares Carvalho em 1969. TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM PORTUGUÊS: Conjunto documental composto por envelope original de papel pardo e folhas avulsas de diferentes formatos e técnicas. O envelope apresenta desgaste nas bordas, vincos, rasgos, pequenas perdas, manchas e sinais de armazenamento e manuseio. A inscrição impressa identifica Processo, as coordenadoras Lara Lemos e Neide de Sá e o endereço no Rio de Janeiro. A folha introdutória é datilografada e contém princípios teóricos do Poema Processo e comentários sobre os participantes, terminando com indicação de maio de 1969. Algumas palavras do texto encontram se apagadas ou pouco legíveis devido à impressão datilográfica fraca, às dobras e ao envelhecimento do suporte. As obras utilizam impressão gráfica, texto datilografado, desenho, fotografia reproduzida, carimbo, colagem, tecido e lâmina de barbear. Os fragmentos têxteis apresentam padrões semelhantes em diferentes tonalidades e funcionam como matéria concreta, textura, signo e variação visual. A presença de uma lâmina metálica exige acondicionamento especial, proteção contra oxidação e separação por material inerte para impedir danos ao papel e riscos durante o manuseio. A publicação não deve ser descrita apenas como envelope, pois constitui uma edição coletiva, portfólio ou livro de artista desmontável, no qual a embalagem integra conceitualmente a obra. A ordem original das folhas deve ser preservada ou reconstruída por meio de inventário técnico e numeração arquivística, evitando intervenções permanentes nos documentos. PROGRAM TEXT IN ENGLISH: Processo 2, an experimental collective publication coordinated by Lara Lemos and Neide de Sá in Rio de Janeiro in May 1969, connected with the Brazilian Poema Processo movement and composed of theoretical texts, visual poems, graphic propositions, collages and interventions using materials attached to paper. The collection was housed in a brown paper envelope bearing the title Processo, the names of coordinators Lara Lemos and Neide de Sá and the address Rua Pompeu Loureiro 111, apartment 301, postal zone 37, Rio de Janeiro, Guanabara, Brazil. The introductory text states that the poem can only exist when freed from a previously established structure of consumption and emphasizes the act of creation, the destruction of utilitarian function, the persistence of living meaning, critical consciousness and human value. It also declares that language is practical consciousness and proposes a new means of universal communication connecting different codes and realities through process. The publication includes process poems by Pedro Bertolino of Florianópolis, Santa Catarina, Hugo Mund Junior of Rio Claro, São Paulo, and José de Arimathéa Soares Carvalho of Pirapora, Minas Gerais. The contribution by Pedro Bertolino is associated with the reading of everyday life, the transformation of the ordinary object into a sign and the codification of the language of reality. One of his verbal propositions is constructed through oppositions between being and not being, charity and misery, chave and key, using corresponding expressions in Portuguese and English. Other pages contain small pieces of geometrically patterned fabric attached to the support and a razor blade incorporated over an area of fabric or printed paper, transforming industrial objects and everyday materials into active components of the poem. The participation of Hugo Mund Junior addresses the ego, the singular and the multiple, the graphic and the produced, as well as writings understood as an individual code limited by repertoires and as a social code transformed or destroyed by noise. One of his compositions organizes progressively smaller circles and human silhouettes, establishing relationships among the individual, repetition, scale and space. Another page contains a reproduced photographic image with a female face emerging from a crowd, accompanied by the word Escrituras. A circular stamp reading Felicitações de Hugo Mund Júnior confirms the authorship or inclusion of his contribution in the collection. José de Arimathéa Soares Carvalho is represented by the work Fome, a visual poem combining the words world, man, hunger and death with squares, rectangles, circles and a directional form. The sequence reduces the world to the human figure, presents hunger through progressive expansion and visually leads toward death, creating a social critique of inequality, poverty, dehumanization and structural violence. The introductory text associates his proposal with a variable code opposed to a static code and defines the poem as a developing code resulting from simultaneous and reciprocal action. Processo 2 is a significant document for the study of the Brazilian Poema Processo movement, Brazilian visual poetry, experimental poetry, artist books, envelope publications, participatory art, the incorporation of everyday objects into poetic practice and the network connecting Lara Lemos, Neide de Sá, Pedro Bertolino, Hugo Mund Junior and José de Arimathéa Soares Carvalho in 1969. OBSERVATION TEXT IN ENGLISH: Documentary set consisting of an original brown paper envelope and loose sheets produced in different formats and techniques. The envelope shows edge wear, folds, tears, minor losses, stains and evidence of storage and handling. Its printed inscription identifies Processo, coordinators Lara Lemos and Neide de Sá and the Rio de Janeiro address. The introductory sheet is typewritten and contains theoretical principles of Poema Processo and comments on the participating artists, ending with an indication of May 1969. Some words are faded or difficult to read because of weak typewriter impressions, folds and the aging of the paper. The works employ graphic printing, typewritten text, drawing, reproduced photography, rubber stamping, collage, fabric and a razor blade. The textile fragments display related patterns in different tonalities and function as concrete material, texture, sign and visual variation. The presence of a metal blade requires specialized storage, protection against oxidation and separation with inert conservation material to prevent damage to the paper and risks during handling. The publication should not be catalogued merely as an envelope because it constitutes a collective edition, portfolio or removable artist book in which the container forms a conceptual part of the work. The original sequence of the sheets should be preserved or reconstructed through a technical inventory and archival numbering without making permanent marks on the documents.

English

Processo 2, publicação coletiva experimental coordenada por Lara Lemos e Neide de Sá, Rio de Janeiro, maio de 1969, vinculada ao movimento Poema Processo e composta por textos teóricos, poemas visuais, proposições gráficas, colagens e intervenções com materiais incorporados ao papel. O conjunto foi acondicionado em envelope de papel pardo com a inscrição Processo, a identificação das coordenadoras Lara Lemos e Neide de Sá e o endereço Rua Pompeu Loureiro 111, apartamento 301, zona postal 37, Rio de Janeiro, Guanabara, Brasil. O texto de apresentação afirma que o poema somente pode existir liberto de uma estrutura de consumo previamente estabelecida e destaca o ato de criar, a destruição do objeto utilitário, a permanência do significado vivo, a consciência crítica e o valor humano. O documento também declara que linguagem é consciência prática e propõe um novo meio de comunicação universal entre diferentes códigos e realidades por meio do processo. A publicação apresenta poemas em processo de Pedro Bertolino, de Florianópolis, Santa Catarina, Hugo Mund Júnior, de Rio Claro, São Paulo, e José de Arimathéa Soares Carvalho, de Pirapora, Minas Gerais. O trabalho de Pedro Bertolino é relacionado à leitura do cotidiano, à transformação do objeto usual em signo e à codificação da linguagem da realidade. Entre suas proposições aparece um poema verbal construído por oposições entre ser e não ser, esmola e miséria, chave e key, com equivalentes em português e inglês. Outras páginas apresentam pequenos fragmentos de tecido com padronagem geométrica fixados ao suporte e uma lâmina de barbear incorporada sobre uma área de tecido ou papel estampado, convertendo objetos industriais e materiais cotidianos em elementos ativos do poema. A participação de Hugo Mund Júnior discute o ego, o singular e o múltiplo, o gráfico e o produzido, além das escrituras entendidas como código individual limitado pelos repertórios e como código social transformado ou destruído pelos ruídos. Uma de suas composições organiza círculos progressivamente menores e silhuetas humanas, estabelecendo relações entre indivíduo, repetição, escala e espaço. Outra página apresenta uma imagem fotográfica impressa com um rosto feminino destacado diante de uma multidão, acompanhada da palavra Escrituras. O carimbo circular Felicitações de Hugo Mund Júnior confirma a autoria ou a inserção de sua contribuição no conjunto. José de Arimathéa Soares Carvalho é apresentado por meio da obra Fome, poema visual que articula as palavras mundo, homem, fome e morte com quadrados, retângulos, círculos e uma forma direcional. A sequência reduz o mundo ao homem, transforma a fome em crescimento progressivo e conduz visualmente à morte, constituindo uma crítica social sobre desigualdade, miséria, desumanização e violência estrutural. O texto introdutório associa sua proposta ao código variável em oposição ao código estático e define o poema como código em desenvolvimento, resultante de uma ação simultânea e recíproca. Processo 2 constitui documento fundamental para o estudo do Poema Processo no Brasil, da poesia visual brasileira, da poesia experimental, do livro de artista, da publicação em envelope, da arte participativa, da incorporação de objetos cotidianos ao campo poético e das redes formadas por Lara Lemos, Neide de Sá, Pedro Bertolino, Hugo Mund Júnior e José de Arimathéa Soares Carvalho em 1969. TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM PORTUGUÊS: Conjunto documental composto por envelope original de papel pardo e folhas avulsas de diferentes formatos e técnicas. O envelope apresenta desgaste nas bordas, vincos, rasgos, pequenas perdas, manchas e sinais de armazenamento e manuseio. A inscrição impressa identifica Processo, as coordenadoras Lara Lemos e Neide de Sá e o endereço no Rio de Janeiro. A folha introdutória é datilografada e contém princípios teóricos do Poema Processo e comentários sobre os participantes, terminando com indicação de maio de 1969. Algumas palavras do texto encontram se apagadas ou pouco legíveis devido à impressão datilográfica fraca, às dobras e ao envelhecimento do suporte. As obras utilizam impressão gráfica, texto datilografado, desenho, fotografia reproduzida, carimbo, colagem, tecido e lâmina de barbear. Os fragmentos têxteis apresentam padrões semelhantes em diferentes tonalidades e funcionam como matéria concreta, textura, signo e variação visual. A presença de uma lâmina metálica exige acondicionamento especial, proteção contra oxidação e separação por material inerte para impedir danos ao papel e riscos durante o manuseio. A publicação não deve ser descrita apenas como envelope, pois constitui uma edição coletiva, portfólio ou livro de artista desmontável, no qual a embalagem integra conceitualmente a obra. A ordem original das folhas deve ser preservada ou reconstruída por meio de inventário técnico e numeração arquivística, evitando intervenções permanentes nos documentos. PROGRAM TEXT IN ENGLISH: Processo 2, an experimental collective publication coordinated by Lara Lemos and Neide de Sá in Rio de Janeiro in May 1969, connected with the Brazilian Poema Processo movement and composed of theoretical texts, visual poems, graphic propositions, collages and interventions using materials attached to paper. The collection was housed in a brown paper envelope bearing the title Processo, the names of coordinators Lara Lemos and Neide de Sá and the address Rua Pompeu Loureiro 111, apartment 301, postal zone 37, Rio de Janeiro, Guanabara, Brazil. The introductory text states that the poem can only exist when freed from a previously established structure of consumption and emphasizes the act of creation, the destruction of utilitarian function, the persistence of living meaning, critical consciousness and human value. It also declares that language is practical consciousness and proposes a new means of universal communication connecting different codes and realities through process. The publication includes process poems by Pedro Bertolino of Florianópolis, Santa Catarina, Hugo Mund Junior of Rio Claro, São Paulo, and José de Arimathéa Soares Carvalho of Pirapora, Minas Gerais. The contribution by Pedro Bertolino is associated with the reading of everyday life, the transformation of the ordinary object into a sign and the codification of the language of reality. One of his verbal propositions is constructed through oppositions between being and not being, charity and misery, chave and key, using corresponding expressions in Portuguese and English. Other pages contain small pieces of geometrically patterned fabric attached to the support and a razor blade incorporated over an area of fabric or printed paper, transforming industrial objects and everyday materials into active components of the poem. The participation of Hugo Mund Junior addresses the ego, the singular and the multiple, the graphic and the produced, as well as writings understood as an individual code limited by repertoires and as a social code transformed or destroyed by noise. One of his compositions organizes progressively smaller circles and human silhouettes, establishing relationships among the individual, repetition, scale and space. Another page contains a reproduced photographic image with a female face emerging from a crowd, accompanied by the word Escrituras. A circular stamp reading Felicitações de Hugo Mund Júnior confirms the authorship or inclusion of his contribution in the collection. José de Arimathéa Soares Carvalho is represented by the work Fome, a visual poem combining the words world, man, hunger and death with squares, rectangles, circles and a directional form. The sequence reduces the world to the human figure, presents hunger through progressive expansion and visually leads toward death, creating a social critique of inequality, poverty, dehumanization and structural violence. The introductory text associates his proposal with a variable code opposed to a static code and defines the poem as a developing code resulting from simultaneous and reciprocal action. Processo 2 is a significant document for the study of the Brazilian Poema Processo movement, Brazilian visual poetry, experimental poetry, artist books, envelope publications, participatory art, the incorporation of everyday objects into poetic practice and the network connecting Lara Lemos, Neide de Sá, Pedro Bertolino, Hugo Mund Junior and José de Arimathéa Soares Carvalho in 1969. OBSERVATION TEXT IN ENGLISH: Documentary set consisting of an original brown paper envelope and loose sheets produced in different formats and techniques. The envelope shows edge wear, folds, tears, minor losses, stains and evidence of storage and handling. Its printed inscription identifies Processo, coordinators Lara Lemos and Neide de Sá and the Rio de Janeiro address. The introductory sheet is typewritten and contains theoretical principles of Poema Processo and comments on the participating artists, ending with an indication of May 1969. Some words are faded or difficult to read because of weak typewriter impressions, folds and the aging of the paper. The works employ graphic printing, typewritten text, drawing, reproduced photography, rubber stamping, collage, fabric and a razor blade. The textile fragments display related patterns in different tonalities and function as concrete material, texture, sign and visual variation. The presence of a metal blade requires specialized storage, protection against oxidation and separation with inert conservation material to prevent damage to the paper and risks during handling. The publication should not be catalogued merely as an envelope because it constitutes a collective edition, portfolio or removable artist book in which the container forms a conceptual part of the work. The original sequence of the sheets should be preserved or reconstructed through a technical inventory and archival numbering without making permanent marks on the documents.

Currículo

Processo 2, publicação coletiva experimental coordenada por Lara Lemos e Neide de Sá, Rio de Janeiro, maio de 1969, vinculada ao movimento Poema Processo e composta por textos teóricos, poemas visuais, proposições gráficas, colagens e intervenções com materiais incorporados ao papel. O conjunto foi acondicionado em envelope de papel pardo com a inscrição Processo, a identificação das coordenadoras Lara Lemos e Neide de Sá e o endereço Rua Pompeu Loureiro 111, apartamento 301, zona postal 37, Rio de Janeiro, Guanabara, Brasil. O texto de apresentação afirma que o poema somente pode existir liberto de uma estrutura de consumo previamente estabelecida e destaca o ato de criar, a destruição do objeto utilitário, a permanência do significado vivo, a consciência crítica e o valor humano. O documento também declara que linguagem é consciência prática e propõe um novo meio de comunicação universal entre diferentes códigos e realidades por meio do processo. A publicação apresenta poemas em processo de Pedro Bertolino, de Florianópolis, Santa Catarina, Hugo Mund Júnior, de Rio Claro, São Paulo, e José de Arimathéa Soares Carvalho, de Pirapora, Minas Gerais. O trabalho de Pedro Bertolino é relacionado à leitura do cotidiano, à transformação do objeto usual em signo e à codificação da linguagem da realidade. Entre suas proposições aparece um poema verbal construído por oposições entre ser e não ser, esmola e miséria, chave e key, com equivalentes em português e inglês. Outras páginas apresentam pequenos fragmentos de tecido com padronagem geométrica fixados ao suporte e uma lâmina de barbear incorporada sobre uma área de tecido ou papel estampado, convertendo objetos industriais e materiais cotidianos em elementos ativos do poema. A participação de Hugo Mund Júnior discute o ego, o singular e o múltiplo, o gráfico e o produzido, além das escrituras entendidas como código individual limitado pelos repertórios e como código social transformado ou destruído pelos ruídos. Uma de suas composições organiza círculos progressivamente menores e silhuetas humanas, estabelecendo relações entre indivíduo, repetição, escala e espaço. Outra página apresenta uma imagem fotográfica impressa com um rosto feminino destacado diante de uma multidão, acompanhada da palavra Escrituras. O carimbo circular Felicitações de Hugo Mund Júnior confirma a autoria ou a inserção de sua contribuição no conjunto. José de Arimathéa Soares Carvalho é apresentado por meio da obra Fome, poema visual que articula as palavras mundo, homem, fome e morte com quadrados, retângulos, círculos e uma forma direcional. A sequência reduz o mundo ao homem, transforma a fome em crescimento progressivo e conduz visualmente à morte, constituindo uma crítica social sobre desigualdade, miséria, desumanização e violência estrutural. O texto introdutório associa sua proposta ao código variável em oposição ao código estático e define o poema como código em desenvolvimento, resultante de uma ação simultânea e recíproca. Processo 2 constitui documento fundamental para o estudo do Poema Processo no Brasil, da poesia visual brasileira, da poesia experimental, do livro de artista, da publicação em envelope, da arte participativa, da incorporação de objetos cotidianos ao campo poético e das redes formadas por Lara Lemos, Neide de Sá, Pedro Bertolino, Hugo Mund Júnior e José de Arimathéa Soares Carvalho em 1969. TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM PORTUGUÊS: Conjunto documental composto por envelope original de papel pardo e folhas avulsas de diferentes formatos e técnicas. O envelope apresenta desgaste nas bordas, vincos, rasgos, pequenas perdas, manchas e sinais de armazenamento e manuseio. A inscrição impressa identifica Processo, as coordenadoras Lara Lemos e Neide de Sá e o endereço no Rio de Janeiro. A folha introdutória é datilografada e contém princípios teóricos do Poema Processo e comentários sobre os participantes, terminando com indicação de maio de 1969. Algumas palavras do texto encontram se apagadas ou pouco legíveis devido à impressão datilográfica fraca, às dobras e ao envelhecimento do suporte. As obras utilizam impressão gráfica, texto datilografado, desenho, fotografia reproduzida, carimbo, colagem, tecido e lâmina de barbear. Os fragmentos têxteis apresentam padrões semelhantes em diferentes tonalidades e funcionam como matéria concreta, textura, signo e variação visual. A presença de uma lâmina metálica exige acondicionamento especial, proteção contra oxidação e separação por material inerte para impedir danos ao papel e riscos durante o manuseio. A publicação não deve ser descrita apenas como envelope, pois constitui uma edição coletiva, portfólio ou livro de artista desmontável, no qual a embalagem integra conceitualmente a obra. A ordem original das folhas deve ser preservada ou reconstruída por meio de inventário técnico e numeração arquivística, evitando intervenções permanentes nos documentos. PROGRAM TEXT IN ENGLISH: Processo 2, an experimental collective publication coordinated by Lara Lemos and Neide de Sá in Rio de Janeiro in May 1969, connected with the Brazilian Poema Processo movement and composed of theoretical texts, visual poems, graphic propositions, collages and interventions using materials attached to paper. The collection was housed in a brown paper envelope bearing the title Processo, the names of coordinators Lara Lemos and Neide de Sá and the address Rua Pompeu Loureiro 111, apartment 301, postal zone 37, Rio de Janeiro, Guanabara, Brazil. The introductory text states that the poem can only exist when freed from a previously established structure of consumption and emphasizes the act of creation, the destruction of utilitarian function, the persistence of living meaning, critical consciousness and human value. It also declares that language is practical consciousness and proposes a new means of universal communication connecting different codes and realities through process. The publication includes process poems by Pedro Bertolino of Florianópolis, Santa Catarina, Hugo Mund Junior of Rio Claro, São Paulo, and José de Arimathéa Soares Carvalho of Pirapora, Minas Gerais. The contribution by Pedro Bertolino is associated with the reading of everyday life, the transformation of the ordinary object into a sign and the codification of the language of reality. One of his verbal propositions is constructed through oppositions between being and not being, charity and misery, chave and key, using corresponding expressions in Portuguese and English. Other pages contain small pieces of geometrically patterned fabric attached to the support and a razor blade incorporated over an area of fabric or printed paper, transforming industrial objects and everyday materials into active components of the poem. The participation of Hugo Mund Junior addresses the ego, the singular and the multiple, the graphic and the produced, as well as writings understood as an individual code limited by repertoires and as a social code transformed or destroyed by noise. One of his compositions organizes progressively smaller circles and human silhouettes, establishing relationships among the individual, repetition, scale and space. Another page contains a reproduced photographic image with a female face emerging from a crowd, accompanied by the word Escrituras. A circular stamp reading Felicitações de Hugo Mund Júnior confirms the authorship or inclusion of his contribution in the collection. José de Arimathéa Soares Carvalho is represented by the work Fome, a visual poem combining the words world, man, hunger and death with squares, rectangles, circles and a directional form. The sequence reduces the world to the human figure, presents hunger through progressive expansion and visually leads toward death, creating a social critique of inequality, poverty, dehumanization and structural violence. The introductory text associates his proposal with a variable code opposed to a static code and defines the poem as a developing code resulting from simultaneous and reciprocal action. Processo 2 is a significant document for the study of the Brazilian Poema Processo movement, Brazilian visual poetry, experimental poetry, artist books, envelope publications, participatory art, the incorporation of everyday objects into poetic practice and the network connecting Lara Lemos, Neide de Sá, Pedro Bertolino, Hugo Mund Junior and José de Arimathéa Soares Carvalho in 1969. OBSERVATION TEXT IN ENGLISH: Documentary set consisting of an original brown paper envelope and loose sheets produced in different formats and techniques. The envelope shows edge wear, folds, tears, minor losses, stains and evidence of storage and handling. Its printed inscription identifies Processo, coordinators Lara Lemos and Neide de Sá and the Rio de Janeiro address. The introductory sheet is typewritten and contains theoretical principles of Poema Processo and comments on the participating artists, ending with an indication of May 1969. Some words are faded or difficult to read because of weak typewriter impressions, folds and the aging of the paper. The works employ graphic printing, typewritten text, drawing, reproduced photography, rubber stamping, collage, fabric and a razor blade. The textile fragments display related patterns in different tonalities and function as concrete material, texture, sign and visual variation. The presence of a metal blade requires specialized storage, protection against oxidation and separation with inert conservation material to prevent damage to the paper and risks during handling. The publication should not be catalogued merely as an envelope because it constitutes a collective edition, portfolio or removable artist book in which the container forms a conceptual part of the work. The original sequence of the sheets should be preserved or reconstructed through a technical inventory and archival numbering without making permanent marks on the documents.

English

Processo 2, publicação coletiva experimental coordenada por Lara Lemos e Neide de Sá, Rio de Janeiro, maio de 1969, vinculada ao movimento Poema Processo e composta por textos teóricos, poemas visuais, proposições gráficas, colagens e intervenções com materiais incorporados ao papel. O conjunto foi acondicionado em envelope de papel pardo com a inscrição Processo, a identificação das coordenadoras Lara Lemos e Neide de Sá e o endereço Rua Pompeu Loureiro 111, apartamento 301, zona postal 37, Rio de Janeiro, Guanabara, Brasil. O texto de apresentação afirma que o poema somente pode existir liberto de uma estrutura de consumo previamente estabelecida e destaca o ato de criar, a destruição do objeto utilitário, a permanência do significado vivo, a consciência crítica e o valor humano. O documento também declara que linguagem é consciência prática e propõe um novo meio de comunicação universal entre diferentes códigos e realidades por meio do processo. A publicação apresenta poemas em processo de Pedro Bertolino, de Florianópolis, Santa Catarina, Hugo Mund Júnior, de Rio Claro, São Paulo, e José de Arimathéa Soares Carvalho, de Pirapora, Minas Gerais. O trabalho de Pedro Bertolino é relacionado à leitura do cotidiano, à transformação do objeto usual em signo e à codificação da linguagem da realidade. Entre suas proposições aparece um poema verbal construído por oposições entre ser e não ser, esmola e miséria, chave e key, com equivalentes em português e inglês. Outras páginas apresentam pequenos fragmentos de tecido com padronagem geométrica fixados ao suporte e uma lâmina de barbear incorporada sobre uma área de tecido ou papel estampado, convertendo objetos industriais e materiais cotidianos em elementos ativos do poema. A participação de Hugo Mund Júnior discute o ego, o singular e o múltiplo, o gráfico e o produzido, além das escrituras entendidas como código individual limitado pelos repertórios e como código social transformado ou destruído pelos ruídos. Uma de suas composições organiza círculos progressivamente menores e silhuetas humanas, estabelecendo relações entre indivíduo, repetição, escala e espaço. Outra página apresenta uma imagem fotográfica impressa com um rosto feminino destacado diante de uma multidão, acompanhada da palavra Escrituras. O carimbo circular Felicitações de Hugo Mund Júnior confirma a autoria ou a inserção de sua contribuição no conjunto. José de Arimathéa Soares Carvalho é apresentado por meio da obra Fome, poema visual que articula as palavras mundo, homem, fome e morte com quadrados, retângulos, círculos e uma forma direcional. A sequência reduz o mundo ao homem, transforma a fome em crescimento progressivo e conduz visualmente à morte, constituindo uma crítica social sobre desigualdade, miséria, desumanização e violência estrutural. O texto introdutório associa sua proposta ao código variável em oposição ao código estático e define o poema como código em desenvolvimento, resultante de uma ação simultânea e recíproca. Processo 2 constitui documento fundamental para o estudo do Poema Processo no Brasil, da poesia visual brasileira, da poesia experimental, do livro de artista, da publicação em envelope, da arte participativa, da incorporação de objetos cotidianos ao campo poético e das redes formadas por Lara Lemos, Neide de Sá, Pedro Bertolino, Hugo Mund Júnior e José de Arimathéa Soares Carvalho em 1969. TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM PORTUGUÊS: Conjunto documental composto por envelope original de papel pardo e folhas avulsas de diferentes formatos e técnicas. O envelope apresenta desgaste nas bordas, vincos, rasgos, pequenas perdas, manchas e sinais de armazenamento e manuseio. A inscrição impressa identifica Processo, as coordenadoras Lara Lemos e Neide de Sá e o endereço no Rio de Janeiro. A folha introdutória é datilografada e contém princípios teóricos do Poema Processo e comentários sobre os participantes, terminando com indicação de maio de 1969. Algumas palavras do texto encontram se apagadas ou pouco legíveis devido à impressão datilográfica fraca, às dobras e ao envelhecimento do suporte. As obras utilizam impressão gráfica, texto datilografado, desenho, fotografia reproduzida, carimbo, colagem, tecido e lâmina de barbear. Os fragmentos têxteis apresentam padrões semelhantes em diferentes tonalidades e funcionam como matéria concreta, textura, signo e variação visual. A presença de uma lâmina metálica exige acondicionamento especial, proteção contra oxidação e separação por material inerte para impedir danos ao papel e riscos durante o manuseio. A publicação não deve ser descrita apenas como envelope, pois constitui uma edição coletiva, portfólio ou livro de artista desmontável, no qual a embalagem integra conceitualmente a obra. A ordem original das folhas deve ser preservada ou reconstruída por meio de inventário técnico e numeração arquivística, evitando intervenções permanentes nos documentos. PROGRAM TEXT IN ENGLISH: Processo 2, an experimental collective publication coordinated by Lara Lemos and Neide de Sá in Rio de Janeiro in May 1969, connected with the Brazilian Poema Processo movement and composed of theoretical texts, visual poems, graphic propositions, collages and interventions using materials attached to paper. The collection was housed in a brown paper envelope bearing the title Processo, the names of coordinators Lara Lemos and Neide de Sá and the address Rua Pompeu Loureiro 111, apartment 301, postal zone 37, Rio de Janeiro, Guanabara, Brazil. The introductory text states that the poem can only exist when freed from a previously established structure of consumption and emphasizes the act of creation, the destruction of utilitarian function, the persistence of living meaning, critical consciousness and human value. It also declares that language is practical consciousness and proposes a new means of universal communication connecting different codes and realities through process. The publication includes process poems by Pedro Bertolino of Florianópolis, Santa Catarina, Hugo Mund Junior of Rio Claro, São Paulo, and José de Arimathéa Soares Carvalho of Pirapora, Minas Gerais. The contribution by Pedro Bertolino is associated with the reading of everyday life, the transformation of the ordinary object into a sign and the codification of the language of reality. One of his verbal propositions is constructed through oppositions between being and not being, charity and misery, chave and key, using corresponding expressions in Portuguese and English. Other pages contain small pieces of geometrically patterned fabric attached to the support and a razor blade incorporated over an area of fabric or printed paper, transforming industrial objects and everyday materials into active components of the poem. The participation of Hugo Mund Junior addresses the ego, the singular and the multiple, the graphic and the produced, as well as writings understood as an individual code limited by repertoires and as a social code transformed or destroyed by noise. One of his compositions organizes progressively smaller circles and human silhouettes, establishing relationships among the individual, repetition, scale and space. Another page contains a reproduced photographic image with a female face emerging from a crowd, accompanied by the word Escrituras. A circular stamp reading Felicitações de Hugo Mund Júnior confirms the authorship or inclusion of his contribution in the collection. José de Arimathéa Soares Carvalho is represented by the work Fome, a visual poem combining the words world, man, hunger and death with squares, rectangles, circles and a directional form. The sequence reduces the world to the human figure, presents hunger through progressive expansion and visually leads toward death, creating a social critique of inequality, poverty, dehumanization and structural violence. The introductory text associates his proposal with a variable code opposed to a static code and defines the poem as a developing code resulting from simultaneous and reciprocal action. Processo 2 is a significant document for the study of the Brazilian Poema Processo movement, Brazilian visual poetry, experimental poetry, artist books, envelope publications, participatory art, the incorporation of everyday objects into poetic practice and the network connecting Lara Lemos, Neide de Sá, Pedro Bertolino, Hugo Mund Junior and José de Arimathéa Soares Carvalho in 1969. OBSERVATION TEXT IN ENGLISH: Documentary set consisting of an original brown paper envelope and loose sheets produced in different formats and techniques. The envelope shows edge wear, folds, tears, minor losses, stains and evidence of storage and handling. Its printed inscription identifies Processo, coordinators Lara Lemos and Neide de Sá and the Rio de Janeiro address. The introductory sheet is typewritten and contains theoretical principles of Poema Processo and comments on the participating artists, ending with an indication of May 1969. Some words are faded or difficult to read because of weak typewriter impressions, folds and the aging of the paper. The works employ graphic printing, typewritten text, drawing, reproduced photography, rubber stamping, collage, fabric and a razor blade. The textile fragments display related patterns in different tonalities and function as concrete material, texture, sign and visual variation. The presence of a metal blade requires specialized storage, protection against oxidation and separation with inert conservation material to prevent damage to the paper and risks during handling. The publication should not be catalogued merely as an envelope because it constitutes a collective edition, portfolio or removable artist book in which the container forms a conceptual part of the work. The original sequence of the sheets should be preserved or reconstructed through a technical inventory and archival numbering without making permanent marks on the documents.

Obras deste artista