Waly Sailormoon
Local de nascimento: Jequié, Bahia, Brasil
Data de nascimento: 3 de setembro de 1943
Local de falecimento: Rio de Janeiro, Brasil
Data de falecimento: 5 de maio de 2003
BIOGRAFIA EM PORTUGUÊSWaly Dias Salomão, conhecido também pela forma artística Waly Sailormoon, nasceu em Jequié, Bahia, em 3 de setembro de 1943, e morreu no Rio de Janeiro em 5 de maio de 2003. Poeta, letrista, editor, produtor cultural, diretor artístico e artista de atuação interdisciplinar, desenvolveu uma trajetória marcada pelo trânsito entre literatura, música popular brasileira, poesia experimental, artes visuais, performance, edição e cultura de vanguarda. A Biblioteca Pública do Paraná registra 1943 como seu ano de nascimento, enquanto algumas instituições e catálogos utilizam 1944, divergência que deve ser preservada documentalmente quando pertinente.O nome Waly Sailormoon está diretamente ligado ao início de sua produção editorial. Em 1972 publicou Me segura qu'eu vou dar um troço, seu primeiro livro, apresentando-se nessa edição como Waly Sailormoon. A Fundação Biblioteca Nacional confirma a publicação original em 1972 e registra que essa forma do nome aparece na capa da primeira edição. O livro circulou inicialmente em bancas de jornal e se tornou uma referência da literatura associada à contracultura e ao período pós tropicalista brasileiro. A página de Waly Sailormoon no Acervo Poema Processo preserva um exemplar de Me segura que eu vou dar um troço, catalogado sob o número 00910, datado de 1972 e medindo 17,5 × 11,6 cm.Me segura qu'eu vou dar um troço começou a ser escrito após a passagem de Waly Salomão pelo Carandiru, em 1970. A obra atravessa poesia, prosa, ensaio, montagem textual e experimentação visual. Estudos acadêmicos destacam a importância da disposição tipográfica, das fotografias, da montagem e da incorporação de diferentes discursos e linguagens em sua estrutura. Essa condição permite compreender a presença de Waly no Acervo Poema Processo em diálogo com a poesia experimental e a investigação verbo visual, sem que isso implique classificá lo como integrante histórico do Movimento Poema Processo.Na década de 1970, Waly esteve ligado ao ambiente da contracultura brasileira e manteve intensa interlocução com artistas, músicos, poetas e designers. Com Torquato Neto editou Navilouca, publicação lançada em 1974 e associada à produção experimental daquele período. Sua rede de colaboração incluiu Hélio Oiticica, Jards Macalé, Gal Costa, Luciano Figueiredo e outros agentes da cultura brasileira.Sua relação com Hélio Oiticica foi especialmente significativa. Oiticica participou da elaboração gráfica de Me segura qu'eu vou dar um troço, e Waly posteriormente escreveu Hélio Oiticica: qual é o parangolé-, publicado pela Relume Dumará em 1996. A proximidade entre ambos exemplifica a permeabilidade entre literatura, artes visuais, comportamento, experimentação gráfica e performance que marcou parte importante da produção cultural brasileira das décadas de 1960 e 1970.Entre 1975 e 1977, Waly desenvolveu com Marta Braga os Babilaques, conjuntos que articulam escrita, caderno, objetos, fotografia, ambiente e encenação da palavra. O próprio artista definiia esses trabalhos em termos de performance poético visual, recusando uma redução simples à categoria de poema visual. As séries foram realizadas em locais como Rio de Janeiro, Salvador e Nova York e posteriormente receberam exposições dedicadas.Na música, Waly atuou como letrista, produtor e diretor artístico. Trabalhou com Jards Macalé e participou de projetos ligados a Gal Costa, além de ter poemas e letras interpretados ou musicados por artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, João Bosco e Adriana Calcanhotto. A Companhia das Letras o caracteriza como poeta, letrista, articulador cultural, artista visual, homem público e diretor de espetáculos.Sua produção literária inclui Gigolô de bibelôs, de 1983, Armarinho de miudezas, de 1993, Algaravias: Câmara de ecos, de 1996, Lábia, de 1998, Tarifa de embarque, de 2000, O Mel do Melhor, de 2001, além de Pescados vivos, publicado postumamente em 2004. Em 2014, Poesia total reuniu sua produção poética, abrangendo o percurso iniciado em Me segura que eu vou dar um troço e chegando aos textos póstumos.Algaravias: Câmara de ecos teve reconhecimento no Prêmio Jabuti de 1997, na categoria Poesia. O registro oficial do prêmio inclui Waly Salomão entre os autores premiados daquele ano.Waly também manteve participação ativa em instituições e projetos culturais. A Associação Cultural Videobrasil registra sua atuação no Conselho Curatorial a partir de 1996, a criação com Carlos Nader da performance Bestiário masculino feminino, apresentada no 12º Festival Videobrasil em 1998, e sua participação na formulação conceitual do 14º Festival Videobrasil, em 2003. Nos últimos meses de vida, exerceu atividade pública na área do livro e da leitura no Ministério da Cultura.A trajetória de Waly Salomão atravessa poesia, edição, canção, performance, fotografia, publicação experimental e artes visuais. Sua presença no Acervo Poema Processo por meio do exemplar de Me segura que eu vou dar um troço permite estabelecer uma relação documental entre Waly Sailormoon, a cultura experimental brasileira dos anos 1970 e os campos ampliados da poesia visual e da experimentação gráfica preservados pelo acervo. O vínculo documentado é com a obra conservada na coleção e com o contexto mais amplo da poesia experimental brasileira, não sendo localizado, nas fontes consultadas, documento que permita defini lo como participante formal do Movimento Poema Processo.
English
BIOGRAPHY IN ENGLISHWaly Dias Salomão, also known by the artistic name Waly Sailormoon, was born in Jequié, Bahia, on September 3, 1943, and died in Rio de Janeiro on May 5, 2003. A poet, lyricist, editor, cultural producer, artistic director, and interdisciplinary artist, he developed a career that moved between literature, Brazilian popular music, experimental poetry, visual arts, performance, publishing, and avant garde culture. The Biblioteca Pública do Paraná records 1943 as his birth year, while some institutional catalogues use 1944, a documentary discrepancy that should be acknowledged when relevant.The name Waly Sailormoon is directly connected with the beginning of his publishing career. In 1972 he published Me segura qu'eu vou dar um troço, his first book, presenting himself in that edition as Waly Sailormoon. The Fundação Biblioteca Nacional confirms its first publication in 1972 and records that this form of his name appears on the cover of the original edition. The book initially circulated through newsstands and became an important publication associated with Brazilian counterculture and the post Tropicalist period. The Waly Sailormoon page in the Acervo Poema Processo preserves an example of Me segura que eu vou dar um troço, catalogue number 00910, dated 1972 and measuring 17.5 × 11.6 cm.Me segura qu'eu vou dar um troço began to take shape after Salomão's imprisonment in Carandiru in 1970. The book moves across poetry, prose, essay, textual montage, and visual experimentation. Academic studies have emphasized the importance of typography, photography, montage, and the incorporation of multiple discourses and languages within the work. These characteristics help explain Waly's presence in the Acervo Poema Processo in relation to experimental and visual poetry without implying that he was a historical member of the Poema Processo movement.During the 1970s, Waly became closely associated with Brazilian counterculture and maintained an extensive network of collaboration with artists, musicians, poets, and designers. Together with Torquato Neto, he edited Navilouca, published in 1974 and closely associated with experimental cultural production of that period. His collaborators and interlocutors included Hélio Oiticica, Jards Macalé, Gal Costa, Luciano Figueiredo, and other major figures of Brazilian culture.His relationship with Hélio Oiticica was especially important. Oiticica participated in the graphic development of Me segura qu'eu vou dar um troço, and Salomão later wrote Hélio Oiticica: qual é o parangolé-, published by Relume Dumará in 1996. Their relationship illustrates the intersection of literature, visual art, behavior, graphic experimentation, and performance that characterized significant areas of Brazilian cultural production during the 1960s and 1970s.Between 1975 and 1977, Salomão developed the Babilaques with Marta Braga, works combining handwriting, notebooks, objects, photography, spatial settings, and staged language. Salomão himself described these works in terms of poetic visual performance and resisted reducing them simply to visual poetry. The series were produced in places including Rio de Janeiro, Salvador, and New York and were later the subject of dedicated exhibitions.In music, Salomão worked as a lyricist, producer, and artistic director. He collaborated with Jards Macalé and participated in projects connected with Gal Costa, while his poems and lyrics were performed or set to music by artists including Caetano Veloso, Gilberto Gil, João Bosco, and Adriana Calcanhotto. Companhia das Letras describes him as a poet, lyricist, cultural organizer, visual artist, public figure, and director of performances.His literary publications include Gigolô de bibelôs, 1983, Armarinho de miudezas, 1993, Algaravias: Câmara de ecos, 1996, Lábia, 1998, Tarifa de embarque, 2000, O Mel do Melhor, 2001, and the posthumous Pescados vivos, 2004. In 2014, Poesia total brought together his poetic production from Me segura que eu vou dar um troço through his posthumous writings.Algaravias: Câmara de ecos received recognition at the 1997 Prêmio Jabuti in the Poetry category, where the official award record includes Waly Salomão among that year's recipients.Salomão also participated in cultural institutions and projects. Associação Cultural Videobrasil records his involvement in its Curatorial Council from 1996, his collaboration with Carlos Nader on the performance Bestiário masculino feminino at the 12th Videobrasil Festival in 1998, and his involvement in developing the conceptual framework for the 14th Videobrasil Festival in 2003. In the final months of his life, he held a public position related to books and reading within Brazil's Ministry of Culture.Waly Salomão's trajectory encompasses poetry, publishing, song, performance, photography, experimental publications, and visual art. His presence in the Acervo Poema Processo through the preserved example of Me segura que eu vou dar um troço establishes a documentary relationship between Waly Sailormoon, Brazilian experimental culture of the 1970s, and the broader fields of visual and experimental poetry represented in the archive. The documented connection is therefore through the work preserved in the collection and the broader context of Brazilian experimental poetry. No evidence was located in the consulted sources that would justify identifying him as a formal participant in the historical Poema Processo movement.
Currículo
CURRÍCULO EM PORTUGUÊSIDENTIFICAÇÃONome principal: Waly SalomãoNome completo: Waly Dias SalomãoNome utilizado em sua primeira publicação: Waly SailormoonNascimento: 3 de setembro de 1943, Jequié, BahiaFalecimento: 5 de maio de 2003, Rio de JaneiroÁreas de atuação documentadas: poesia, literatura, composição de letras, edição, produção cultural, direção artística, performance e artes visuais.A grafia Waly Sailormoon possui importância documental específica porque aparece na primeira edição de Me segura qu'eu vou dar um troço, publicada em 1972.PUBLICAÇÕES E LIVROS1972Me segura qu'eu vou dar um troço. Primeira publicação em livro de Waly Salomão, lançada sob o nome Waly Sailormoon. A obra articula prosa, poesia, ensaio, montagem, fotografia e experimentação gráfica. Um exemplar encontra se preservado no Acervo Poema Processo sob o número 00910.1974Navilouca. Publicação experimental editada por Waly Salomão em parceria com Torquato Neto.1983Gigolô de bibelôs. O volume incorporou posteriormente material de Me segura qu'eu vou dar um troço.1993Armarinho de miudezas.1996Algaravias: Câmara de ecos.1996Hélio Oiticica: qual é o parangolé-, Relume Dumará, Rio de Janeiro. Livro dedicado à trajetória de Hélio Oiticica.1998Lábia.2000Tarifa de embarque.2001O Mel do Melhor.2004Pescados vivos. Publicação póstuma.2014Poesia total. Companhia das Letras. Reunião da produção poética de Waly Salomão, desde Me segura que eu vou dar um troço até Pescados vivos, acrescida de outros materiais.POESIA VISUAL, ARTES VISUAIS E PROJETOS EXPERIMENTAIS1975 a 1977Babilaques. Séries realizadas por Waly Salomão e Marta Braga em Rio de Janeiro, Salvador e Nova York, articulando escrita, fotografia, objetos, cadernos, ambientes e performance poético visual.MÚSICA E COLABORAÇÕESDécadas de 1970 a 2000Atuação como letrista, produtor e diretor artístico. Manteve colaborações com Jards Macalé e esteve ligado a trabalhos de Gal Costa. Letras e poemas seus foram interpretados ou musicados por Caetano Veloso, Gilberto Gil, João Bosco, Adriana Calcanhotto e outros artistas.1971Participação na concepção e direção do espetáculo Gal a Todo Vapor, também referido em fontes como Fa Tal.VIDEOBRASIL E PERFORMANCEDesde 1996Participação no Conselho Curatorial da Associação Cultural Videobrasil.1998Bestiário masculino feminino, performance criada com Carlos Nader e apresentada no 12º Festival Videobrasil.2003Participação na formulação do conceito Deslocamentos para o 14º Festival Videobrasil.EXPOSIÇÕES DOCUMENTADAS DOS BABILAQUES2007Babilaques: Alguns Cristais Clivados, Espaço Cultural Oi Futuro, Rio de Janeiro, com curadoria de Luciano Figueiredo.2008Babilaques, Sesc Pinheiros, São Paulo. A mostra reuniu cerca de 90 imagens e cadernos relacionados às séries.2009B A B I L A Q U E S, LURIXS Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, de 29 de outubro a 18 de dezembro de 2009.PRÊMIOS1997Prêmio Jabuti, categoria Poesia, por Algaravias: Câmara de ecos.ACERVOS E DOCUMENTAÇÃOAcervo Poema ProcessoPreserva Me segura que eu vou dar um troço, de 1972, atribuído na ficha ao nome Waly Sailormoon, número de acervo 00910, dimensão 17,5 × 11,6 cm.Associação Cultural VideobrasilMantém documentação referente à atuação de Waly Salomão em projetos, performances e atividades curatoriais relacionadas à instituição.CRONOLOGIA SINTÉTICA DOCUMENTADA1943Nascimento em Jequié, Bahia.1970Período de prisão no Carandiru, contexto no qual começou a desenvolver textos posteriormente incorporados a Me segura qu'eu vou dar um troço.1972Publicação de Me segura qu'eu vou dar um troço sob o nome Waly Sailormoon.1974Publicação de Navilouca, editada com Torquato Neto.1975 a 1977Produção dos Babilaques com Marta Braga.1983Publicação de Gigolô de bibelôs.1993Publicação de Armarinho de miudezas.1996Publicação de Algaravias: Câmara de ecos e Hélio Oiticica: qual é o parangolé-.1997Reconhecimento de Algaravias no Prêmio Jabuti.1998Publicação de Lábia e apresentação de Bestiário masculino feminino no Videobrasil.2000Publicação de Tarifa de embarque.2001Publicação de O Mel do Melhor.2003Atuação pública na área de livro e leitura. Participação conceitual no 14º Festival Videobrasil. Falecimento no Rio de Janeiro em 5 de maio.2004Publicação póstuma de Pescados vivos.2007 em dianteRealização de exposições dedicadas aos Babilaques, ampliando a presença da produção visual de Waly Salomão no circuito expositivo.2014Publicação de Poesia total.
English
CURRICULUM IN ENGLISHIDENTIFICATIONPrimary name: Waly SalomãoFull name: Waly Dias SalomãoName used in his first book: Waly SailormoonBorn: September 3, 1943, Jequié, Bahia, BrazilDied: May 5, 2003, Rio de Janeiro, BrazilDocumented fields of activity: poetry, literature, songwriting, publishing, cultural production, artistic direction, performance, and visual art.The form Waly Sailormoon has particular documentary importance because it appears in the first edition of Me segura qu'eu vou dar um troço, published in 1972.BOOKS AND PUBLICATIONS1972Me segura qu'eu vou dar um troço. Salomão's first book, published under the name Waly Sailormoon. The work combines prose, poetry, essay, montage, photography, and graphic experimentation. An example is preserved in the Acervo Poema Processo under catalogue number 00910.1974Navilouca. Experimental publication edited by Waly Salomão with Torquato Neto.1983Gigolô de bibelôs. Material from Me segura qu'eu vou dar um troço was subsequently incorporated into this volume.1993Armarinho de miudezas.1996Algaravias: Câmara de ecos.1996Hélio Oiticica: qual é o parangolé-, Relume Dumará, Rio de Janeiro. A book devoted to the life and work of Hélio Oiticica.1998Lábia.2000Tarifa de embarque.2001O Mel do Melhor.2004Pescados vivos. Posthumous publication.2014Poesia total. Companhia das Letras. A collected volume encompassing Salomão's poetic production from Me segura que eu vou dar um troço through Pescados vivos and additional material.VISUAL POETRY, VISUAL ART, AND EXPERIMENTAL PROJECTS1975 to 1977Babilaques. Series produced by Waly Salomão and Marta Braga in Rio de Janeiro, Salvador, and New York, combining handwriting, photography, notebooks, objects, environments, and poetic visual performance.MUSIC AND COLLABORATIONS1970s to 2000sActivity as lyricist, producer, and artistic director. Salomão collaborated with Jards Macalé and worked on projects involving Gal Costa. His lyrics and poems were performed or set to music by artists including Caetano Veloso, Gilberto Gil, João Bosco, and Adriana Calcanhotto.1971Participation in the conception and direction of Gal a Todo Vapor, also referred to in sources as Fa Tal.VIDEOBRASIL AND PERFORMANCEFrom 1996Member of the Curatorial Council of Associação Cultural Videobrasil.1998Bestiário masculino feminino, performance created with Carlos Nader and presented at the 12th Videobrasil Festival.2003Participation in the development of the concept Deslocamentos for the 14th Videobrasil Festival.DOCUMENTED EXHIBITIONS OF BABILAQUES2007Babilaques: Alguns Cristais Clivados, Espaço Cultural Oi Futuro, Rio de Janeiro, curated by Luciano Figueiredo.2008Babilaques, Sesc Pinheiros, São Paulo. The exhibition presented approximately ninety images together with notebooks associated with the series.2009B A B I L A Q U E S, LURIXS Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, October 29 to December 18, 2009.AWARDS1997Prêmio Jabuti, Poetry category, for Algaravias: Câmara de ecos.COLLECTIONS AND DOCUMENTARY ARCHIVESAcervo Poema ProcessoPreserves Me segura que eu vou dar um troço, dated 1972 and catalogued under the artist name Waly Sailormoon, collection number 00910, dimensions 17.5 × 11.6 cm.Associação Cultural VideobrasilPreserves documentation concerning Salomão's participation in projects, performances, and curatorial activities associated with the institution.DOCUMENTED CHRONOLOGY1943Born in Jequié, Bahia.1970Imprisoned in Carandiru, where he began developing texts later incorporated into Me segura qu'eu vou dar um troço.1972Publication of Me segura qu'eu vou dar um troço under the name Waly Sailormoon.1974Publication of Navilouca, edited with Torquato Neto.1975 to 1977Production of the Babilaques with Marta Braga.1983Publication of Gigolô de bibelôs.1993Publication of Armarinho de miudezas.1996Publication of Algaravias: Câmara de ecos and Hélio Oiticica: qual é o parangolé-.1997Recognition of Algaravias at the Prêmio Jabuti.1998Publication of Lábia and presentation of Bestiário masculino feminino at Videobrasil.2000Publication of Tarifa de embarque.2001Publication of O Mel do Melhor.2003Public activity in the field of books and reading. Participation in the conceptual development of the 14th Videobrasil Festival. Death in Rio de Janeiro on May 5.2004Posthumous publication of Pescados vivos.2007 onwardExhibitions dedicated to the Babilaques expanded the visibility of Salomão's visual production within the art exhibition circuit.2014Publication of Poesia total.Os quatro blocos acima seguem a ordem e a estrutura exigidas pelo prompt de biografia e currículo fornecido.